Ademar Peixoto Almeida nasceu em 08 de abril de 1923 no bairro da Matriz – Pinheiro do Estado do Maranhão, filho de Vicente Lauro Almeida, natural de Mirinzal Maranhão e Zirza Debora Peixoto Almeida, natural de Pinheiro Maranhão, teve apenas 02 irmãos Astor e Nice.
Aos 20 anos, mudou-se para as Cabeceiras, hoje o município de Bequimão Maranhão, a fim de trabalhar como Caixeiro no comércio de um português denominado Senhor Campos. Mais tarde levou seu irmão Astor para ser Guarda-livros do Comércio do Senhor Campos.
Após anos de trabalho, juntou um pouco de dinheiro, conheceu o Senhor Raimundo Magalhães Ramalho conhecido com Nhô-Nhô Ramalho, dono das terras de Monte Alegre, Ariquipá. Nhô-Nhô, senhor de muita posse, radicado em Araquipá ,com Engenho de Açucar, cachaça e criação de gado. Tornou-se muito amigo do Senhor Nhô-Nhô, conversando, Ademar demonstrou o interesse de colocar um comércio no interior de Cabeceiras, então, o Senhor Nhô Nhô ofereceu um local em Monte Alegre exatamente naquele mangueiral, instalou seu primeiro comércio, ficando um bom tempo.
Posteriormente, como queria ficar mais próximo da sua mãe em Pinheiro. Como para se deslocar para Pinheiro passava em Pericumanzinho, do município de Macapá ,hoje município de Peri-Mirim, encontrou um terreno na beira do campo, como desejava iniciar criação de gado comprou e transferiu o seu comércio para Pericumanzinho, onde se instalou, porque já estava mais próximo de Pinheiro e também para da inicio à sua criação de gado.
Estabilizado na vida, Ademar encontrou a Sra. Almira Nogueira Ferreira, natural de Pericumanzinho e formou sua família e tiveram 06 (seis) filhos: Adelmira, Verlande, Aldesira, Astor, Ademar e Nice.
Em 24 de janeiro de 1954, a Sra Almira veio a óbito em decorrência do parto da sua última filha. Como todos filhos ainda eram pequenos, sua irmã Nice casada com Dr. Hélio João da Costa residente em Pinheiro, levou todos seus filhos para terminar de criar e ele sempre dando o apoio necessário de um bom pai.
Ademar teve ainda dois filhos antes da união com a Sra. Almira: Cleonice, em Pinheiro e Walter em Cabeceira. hoje Bequimão que foram criados por sua mãe.
Após dois anos de viuvez, Ademar formou outra família com a Sra. Sebastiana Gonçalves, com quem teve mais 10 filhos: Maria de Fatima, João do Carmo, Maria Rita, Raimundo, Vicente, Maria Batista, Manoel, José de Ribamar, Maria de Lourdes e Antônio Maria.
Na sua vida particular foi um homem trabalhador e cumpridor de suas obrigações, amigo de todos que trabalhavam com ele e com a população daquela região. O comércio era muito grande, com muitos aviados que ele surtia as barracas para receber o babaçu em troca, que posteriormente levava em carro de boi ou nas costas dos animais para Pinheiro, onde ele negociava com a Organização Comercial Albino Paiva Ltda., ainda surtia seu comércio em São Luís com as Firma Batista Nunes e Moreira Sobrinho.
Importante lembrar que, no final da tarde o comércio parecia uma festa de tantas quebradeiras de coco que iam levar seus produtos para vender e comprar o sabão, açúcar , peixe seco, café o fumo, querosene e os tecidos para fazer suas roupas.
Ademar tinha muitos afilhados e compadres. Na sexta-feira Santa era um dia de festa, todos os filhos e afilhados vinham tomar a benção e passar o dia com ele, era um grande banquete muita torta de camarão, tainha frita, cuxá, vatapá e bacalhau norueguês e de sobremesa doce de leite e doce goiaba com queijo.
Na política, foi Vereador. Por amizade com General Artur Teixeira de Carvalho, foi indicado para concorrer à Prefeitura de Peri-Mirim, tendo como Vice Pedro Martins que eram amigo e compadre. Venceu as eleições e seu mandato foi de 1970 a 1972 apenas 3 (três) anos chamado mandato tampão.
Após o término do mandato retornou para Pinheiro, sua terra natal, ainda viveu muitos anos, como foi acometido de AVC foi para São Luís em tratamento de saúde, não resistiu e veio a óbito em 15 de agosto de 1996 na Santa Casa de Misericórdia e seu sepultamento no Parque da Saudade em São Luís.
Dados e fotos fornecidos por Aldesira Peixoto.

