EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA 4ª SESSÃO ORDINÁRIA DE 2026

A Presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), no uso de suas atribuições estatutárias, convoca os membros efetivos e os membros eleitos para ingresso na Academia para participarem da 4ª Sessão Ordinária de 2026, a realizar-se no dia 15 de agosto de 2026 (sábado), das 15h às 18h, de forma presencial, no Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM).

A sessão terá a seguinte pauta: 1. Eleição de novos Membros Honorários;

2. Deliberação sobre os encaminhamentos finais para a realização do Encontro Acadêmico e Cultural da ALCAP a realizar-se nos dias 28, 29 e 30 de agosto e

3. Orientações e ensaio do protocolo das solenidades de posse para membros honorários e membros efetivos.

Solicita-se que cada comissão apresente relatório sintético das ações já desenvolvidas, das definições adotadas e das providências ainda necessárias, visando ao alinhamento institucional e à consolidação da programação do evento.

A presença dos membros efetivos e dos novos membros eleitos é indispensável, considerando a relevância das deliberações para o ENCONTRO ACADÊMICO E CULTURAL DA ALCAP.

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ALCAP retifica resultado do III Prêmio ALCAP Naisa Amorim na categoria Poesia

Após identificar impedimento previsto no regulamento do concurso, a Academia atualizou a classificação do 3º lugar da categoria Poesia.

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) publicou retificação do resultado final do III Concurso Artístico e Literário Prêmio ALCAP Naisa Amorim – Edição 2025, especificamente na categoria Poesia.

Após a divulgação do resultado, a própria Academia identificou que a estudante inicialmente classificada em 3º lugar se enquadrava em uma das situações de impedimento previstas no regulamento do concurso. O art. 21 do Edital nº 01/2025 estabelece que membros da ALCAP e seus parentes em linha reta ou colateral, até o segundo grau, estão impedidos de participar do certame.

Diante da constatação, Lara Sophia Silva Figueiredo Santos, anteriormente anunciada em 3º lugar, foi desclassificada, passando a ocupar a colocação a estudante subsequente na ordem de classificação.

Com a retificação, Jeysiane Boas Amorim, estudante do 6º ano da U.M.I. Carneiro de Freitas, orientada pela professora Alessandra Sodré, passa a ser a 3ª colocada na categoria Poesia.

A alteração não decorre de nova avaliação dos trabalhos, mas da aplicação das regras de participação estabelecidas no edital do concurso, preservando-se a ordem de classificação definida pela Comissão Julgadora.

Os demais resultados do III Prêmio ALCAP Naisa Amorim permanecem inalterados.

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Passagem dos Padres

Por Diêgo Nunes Boaes
Há lugares que pertencem aos mapas. Outros pertencem à memória do povo. A Passagem dos Padres, em Peri-Mirim, é um desses cenários onde a história, a natureza e o imaginário popular caminham lado a lado, formando um dos recantos mais belos e enigmáticos do município.

Muito antes da abertura de estradas e da facilidade dos transportes, quando os caminhos eram percorridos a pé, a cavalo ou em pequenas embarcações, a Passagem dos Padres servia como uma importante rota de deslocamento.

Ali existia apenas o curso natural do rio, margeado por uma floresta densa e praticamente intocada. Era por esse caminho que padres e missionários atravessavam para chegar às comunidades vizinhas, levando a Palavra de Deus, celebrando missas, administrando sacramentos e fortalecendo a presença da Igreja nas localidades mais distantes.

O rio sempre foi o grande protagonista dessa paisagem. Suas águas límpidas formam diversos pontos de banho, frequentados há gerações, por moradores e visitantes em busca de tranquilidade e contato com a natureza.

Entre esses atrativos destacam-se as famosas panelinhas, cavidades naturais esculpidas nas pedras pela força das águas ao longo de centenas, talvez milhares de anos. Algumas delas impressionam pela profundidade, sendo capazes de submergir completamente uma pessoa. Essas formações geológicas despertam curiosidade e admiração, tornando-se um dos elementos mais marcantes da beleza natural da Passagem dos Padres e reforçando a necessidade de que sejam apreciadas com respeito e os devidos cuidados.

O percurso, embora exigisse esforço físico, oferecia uma recompensa rara: o contato direto com uma natureza exuberante. A vegetação fechada formava um verdadeiro corredor verde, onde árvores centenárias protegiam o leito do rio, criando um ambiente de sombra, frescor e silêncio.

As águas cristalinas deslizavam entre pedras, raízes e pequenas corredeiras, compondo uma paisagem que parecia convidar à contemplação, ao descanso e à oração.

Conta a tradição que esse mesmo lugar também servia de refúgio para sacerdotes durante os períodos mais movimentados do calendário festivo de Peri-Mirim. Enquanto a cidade celebrava as tradicionais festas do dia 21 e, em outras ocasiões, vivia a intensa movimentação do carnaval, alguns padres buscavam na Passagem dos Padres um retiro temporário.

Ali encontravam aquilo que muitas vezes faltava no centro urbano: paz, silêncio e um ambiente propício à meditação, à leitura e ao fortalecimento espiritual. O som predominante era o canto dos pássaros, o vento entre as copas das árvores e o murmúrio constante das águas.

Mas a Passagem dos Padres guarda também um dos mistérios mais fascinantes da tradição oral perimiriense. Há muitas décadas circula entre os moradores a história de uma cachoeira escondida, localizada em algum ponto da mata. Muitos afirmam que ela existe. Outros dizem ter ouvido o barulho de suas águas durante caminhadas pela floresta. Há quem conte que antigos moradores chegaram a conhecê-la, mas que o caminho foi sendo perdido com o passar dos anos. Ninguém sabe ao certo onde ela está. Não há registros precisos nem trilhas oficialmente identificadas. Ainda assim, a narrativa permanece viva, alimentando a curiosidade dos aventureiros e reforçando o encanto que envolve esse lugar.

Outra lenda igualmente conhecida diz respeito às pedras do rio. Segundo os moradores mais antigos, a natureza da Passagem dos Padres deve permanecer exatamente como foi encontrada e ninguém deveria levar para casa pedras, galhos ou qualquer outro elemento retirado daquele ambiente. Conta a tradição que quem desrespeitasse essa regra seria acometido por uma forte febre, persistente e difícil de curar, que somente cessaria quando o objeto fosse devolvido ao local de origem. Alguns narradores afirmavam, inclusive, que a enfermidade poderia tornar-se tão grave a ponto de colocar a vida da pessoa em risco. Verdadeira ou não, essa crença foi transmitida de geração em geração e acabou contribuindo para fortalecer o respeito pela mata e pela preservação daquele patrimônio natural.

Se a cachoeira existe ou não, ou se a antiga lenda da febre faz parte apenas do imaginário popular, talvez seja menos importante do que o significado que essas narrativas adquiriram ao longo do tempo. Como acontece em tantas paisagens do interior maranhense, o mistério tornou-se parte da identidade do lugar. A floresta parece guardar seus próprios segredos, convidando cada visitante a caminhar com respeito, atenção e imaginação.

Além das histórias e lendas, a Passagem dos Padres representa um dos mais importantes patrimônios naturais de Peri-Mirim. Suas nascentes e cursos d’água contribuem para o equilíbrio ambiental da região. A mata preservada abriga diversas espécies de árvores nativas, plantas medicinais, aves, pequenos mamíferos, répteis e inúmeros outros animais que encontram naquele ambiente condições favoráveis para sobreviver. Essa riqueza transforma a área em um verdadeiro santuário ecológico e em um espaço de grande potencial para a educação ambiental, pesquisas científicas e práticas de turismo ecológico.

Durante muitos anos, a Passagem dos Padres despertou o interesse de visitantes vindos de diferentes municípios. Trilheiros, amantes da natureza, fotógrafos e aventureiros percorriam suas trilhas em busca das águas cristalinas, das panelinhas naturais, da vegetação preservada e do silêncio que somente a floresta é capaz de oferecer. Era comum encontrar grupos explorando os caminhos da mata, admirando a paisagem e registrando a exuberância desse cenário singular da Baixada Maranhense.

Com o passar do tempo, porém, o fluxo de visitantes diminuiu. Muitas trilhas deixaram de ser percorridas regularmente e parte desse patrimônio natural passou a ser menos conhecida pelas novas gerações. Ainda assim, a beleza da Passagem dos Padres permanece praticamente intacta, aguardando iniciativas que conciliem preservação ambiental, valorização histórica e desenvolvimento de um turismo sustentável capaz de gerar conhecimento, renda e conscientização.

Mais do que um antigo caminho percorrido por missionários, a Passagem dos Padres representa o encontro entre a fé, a história e a natureza. Ali convivem lembranças da evangelização do município, relatos transmitidos pela tradição oral e uma paisagem que continua despertando admiração em todos que a conhecem.

Preservar esse lugar significa proteger não apenas uma floresta ou um rio, mas também uma parte essencial da memória de Peri-Mirim. Significa compreender que a história de um povo também se escreve em seus caminhos, em suas águas, em suas árvores, em suas lendas e nas experiências compartilhadas por gerações.

Talvez um dia alguém encontre a famosa cachoeira de que tanto falam os mais antigos. Talvez ela permaneça escondida para sempre, protegida pela mata e pelo encanto das narrativas populares. Enquanto isso, a Passagem dos Padres continua cumprindo seu papel: lembrar que algumas das maiores riquezas de um município não estão apenas nos livros, mas na natureza preservada, nas histórias contadas pelos mais velhos e nas memórias que resistem ao tempo. É esse conjunto de paisagem, tradição, fé e mistério que faz da Passagem dos Padres um dos mais valiosos patrimônios naturais e culturais de Peri-Mirim.

NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DE CARLOS PEREIRA OLIVEIRA, O CARLOS PIQUE

Os membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Casa de Naisa Amorim, manifestam, com profundo pesar, o falecimento do acadêmico Carlos Pereira Oliveira, carinhosamente conhecido como Carlos Pique, ocupante da Cadeira nº 02, ocorrido no dia 23 de junho de 2026 em sua residência, em Peri-Mirim.

Carlos Pique foi um dos grandes guardiões da cultura popular perimiriense. Com sua simplicidade, sabedoria, memória viva e suas inesquecíveis toadas, dedicou sua vida à valorização das tradições, da identidade e da história de Peri-Mirim, deixando um legado imensurável que continuará inspirando as presentes e futuras gerações.

Sua trajetória foi marcada pelo amor à cultura, pelo compromisso com as manifestações populares e pelo respeito às raízes de nosso povo. Sua contribuição à Academia e à cultura maranhense permanecerá eternizada na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e aprender com seus ensinamentos.

Neste momento de dor, a ALCAP solidariza-se com seus familiares e amigos, especialmente seus filhos, netos e toda a geração que o admirava, rogando a Deus que conceda conforto aos corações enlutados e receba sua alma em Sua infinita paz.

Carlos Pique parte para a eternidade, mas sua voz, sua história e seu exemplo permanecerão vivos no patrimônio cultural de Peri-Mirim.

Um Dia de Aventura e Encantamento em Peri-Mirim promovido pela ALCAP e Turismo Campestre

Por Diêgo Nunes Boaes

A Turismo Campestre, em parceria com o Projeto ALCAP Itinerante, promoveu, no dia 21 de junho de 2026, um passeio que ficará marcado em nossa memória como um dia de aventura, descobertas e encantamento. Enquanto a agência organizou a expedição, o Projeto ALCAP Itinerante mobilizou membros da Academia e integrantes da comunidade para participarem da experiência, que teve como propósito incentivar o conhecimento e a valorização das riquezas naturais de Peri-Mirim. Foram quase três horas de percurso, entre ida e volta, em uma jornada que nos permitiu contemplar as belezas ambientais e culturais de nossa terra.

Nossa jornada começou no Sítio Campestre, propriedade do confrade Mundinho Campelo, um lugar admirável, repleto de belezas naturais e muito bem conservado. Com entusiasmo, o confrade fez questão de nos apresentar cada detalhe de seu sítio, mostrando seus investimentos em plantações, sistemas de irrigação e iniciativas que demonstram amor e dedicação ao campo.

Em seguida, partimos até o Sítio Boa Vista para buscar nossa companheira de aventura, Ana Cléres, cuja presença era indispensável. Aproveitamos a breve parada para degustar uma saborosa piaba, enquanto os apreciadores de um bom licor de jenipapo, não perderam a oportunidade de saborear a tradicional bebida feita pela amiga Nita.

De lá, partimos rumo ao porto do Aperital. Em três canoas, acomodando quatro pessoas em cada uma, incluindo os canoeiros, iniciamos nossa travessia. O percurso foi um verdadeiro espetáculo da natureza. Navegamos com as águas tranquilas refletindo a beleza do ambiente ao redor. Durante horas, registramos cada detalhe dessa paisagem encantadora.

Ao longo do caminho, observamos diversas espécies de aves, enriquecendo ainda mais a experiência. Nosso destino era a Barragem Maria Rita, local que nos surpreendeu pela sua preservação. O que mais chamou nossa atenção foi a ausência de lixo sobre o campo e a impressionante limpeza das águas, cristalinas e transparentes, que escorriam pelo local.

O retorno, ao entardecer, fomos presenteados por um magnífico pôr do sol. Ainda durante a viagem de volta, já começávamos a planejar a próxima aventura: uma expedição até a Salina, com saída prevista para a madrugada.

De volta ao Sítio Campestre, encerramos o dia com uma deliciosa piaba frita com farinha de Santana e aproveitamos para adquirir alguns dos produtos oferecidos no local, como pimentas, quiabos e doces artesanais.

Mais do que um simples passeio, esta experiência nos trouxe uma importante reflexão. Precisamos despertar em nossa comunidade perimiriense o sentimento de pertencimento e valorização de nosso território. Vivemos em uma terra rica em história, cultura e meio ambiente, tesouros que muitas vezes passam despercebidos aos nossos próprios olhos.

Que possamos conhecer mais, preservar mais e amar ainda mais o lugar que chamamos de lar. Afinal, valorizar nossas riquezas é também fortalecer nossa identidade e garantir que as futuras gerações possam desfrutar de tudo aquilo que hoje nos encanta.

A experiência também evidenciou a importância de iniciativas voltadas à valorização do turismo local. O trabalho desenvolvido por Cidecley, à frente da Campestre Turismo, demonstra que conhecer o próprio território é um passo fundamental para preservá-lo. Ao promover vivências em espaços de grande beleza natural, contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar o olhar dos perimirienses sobre as riquezas de seu município.

O colorido e a força do Tambor de Crioula encantaram os moradores no Povoado Santana

Por Ana Cléres Santos Ferreira

O Povoado de Santana viveu um sábado inesquecível de celebração à identidade maranhense. Neste dia 20 de junho, a comunidade recebeu o aguardado retorno do projeto ALCAP em Movimento, uma iniciativa da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Mais do que um evento institucional, a 2ª edição do projeto transformou-se em um manifesto de resistência e valorização da cultura ancestral da Baixada Maranhense.

O grande destaque do encontro foi a presença marcante do Grupo de Tambor de Crioula do Povoado Mangueiral. O grupo atendeu ao meu convite especial aos meus vizinhos do Povoado Mangueiral. A união entre a literatura e a tradição do tambor reforçou o papel da cultura como ferramenta de união e fortalecimento comunitário em Peri-Mirim.

O Poder do Tambor em Peri-Mirim

Em uma região onde a ancestralidade pulsa forte, o Tambor de Crioula não é apenas entretenimento; é um elo com a história, uma dança de devoção e a expressão máxima da alma do povo perimiriense. No Povoado Santana, o som dos couros ecoou como um lembrete da importância de preservar essas raízes para as próximas gerações.

O encerramento do evento foi um verdadeiro espetáculo de ritmo e cores. No comando dos tambores e da animação, os artistas: Rincon, Banquinho, Luís de João Chico, Fernando, Miúdo e Rui ditaram o compasso que contagiou o público.

O terreiro ganhou vida com o colorido das saias rodadas e a força do pungado. As brincantes: Alcilene, Juliene, Lulu e Maria comandaram a dança com a graciosidade e a energia características da manifestação. A sinergia foi tanta que o público não resistiu: eu e minhas confreiras da ALCAP também caímos na dança, com destaque para o ritmo e alegria de Nasaré, Ana Cléres e Nita, que celebraram a cultura da forma mais autêntica possível – dançando junto com o povo.

Literatura e Tradição de mãos dadas

O sucesso desta edição do ALCAP em Movimento no Povoado Santana deixa um recado claro: a literatura, a ciência e as artes de Peri-Mirim só caminham e se desenvolvem se estiverem de mãos dadas com as tradições populares. Eventos como este mostram que o Tambor de Crioula e a união comunitária são o verdadeiro combustível que mantém viva a identidade cultural do município.

À frente desse trabalho de resgate e valorização cultural está a presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Jessythannya Carvalho Santos. Sob sua liderança visionária e sensível, a instituição tem rompido as barreiras dos espaços formais para se consolidar como uma verdadeira guardiã da identidade local. Ao abraçar manifestações tradicionais como o Tambor de Crioula e integrá-las às ações da ALCAP, a gestão da presidente não apenas descentraliza o acesso à cultura, mas também valida a importância de cada comunidade rural na construção do patrimônio histórico de Peri-Mirim, demonstrando que a verdadeira erudição nasce do respeito e da celebração das raízes populares.

O retorno da ALCAP ao Povoado de Santana volta a movimentar a economia criativa com feira de produtos locais

Povoado Santana recebeu, no dia de hoje (20 de junho), o aguardado retorno do projeto ALCAP em Movimento. A iniciativa promovida pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), convocou os empreendedores locais para expor seus produtos à venda, com o tema “Sabores e talentos de Santana”, a fim de impulsionar a economia criativa com feira de produtos locais, a fim de ocupar o espaço público para celebrar a identidade cultural, a gastronomia e o empreendedorismo da comunidade.

Após o sucesso da edição anterior, o projeto retorna com o objetivo renovado de fortalecer a economia criativa local. A feira serve como uma vitrine viva para os produtores, artesãos e microempreendedores do povoado, permitindo que moradores e visitantes tenham acesso direto ao que Santana produz de melhor: desde a culinária tradicional e doces típicos até o artesanato feito à mão.

Mais do que um espaço de comercialização, o “ALCAP em Movimento” se consolida neste sábado como um ponto de encontro cultural. Além de impulsionar a geração de renda imediata para as famílias locais, o evento promove o resgate das tradições e valoriza o potencial criativo da comunidade, mostrando que a cultura e o desenvolvimento econômico caminham lado a lado.

A programação de hoje reforça o compromisso da ALCAP em descentralizar as ações culturais e apoiar diretamente as comunidades periféricas e rurais, transformando o Povoado Santana no epicentro da valorização da cultura e dos talentos locais neste fim de semana.

Elogio à patronesse Maria Isabel Martins Nunes

Por Eni do Rosario Pereira Amorim

Excelentíssima Senhora Presidente da ALCAP Jessythannya Carvalho Santos, ilustres acadêmicos, (autoridades aqui presentes), comunidade, caros amigos e familiares.

É com profunda admiração e respeito que nos reunimos hoje para render homenagens a uma figura cuja trajetória se confunde com os próprios valores que buscamos honrar, nossa estimada patronesse Maria Isabel Martins Nunes representada pela cadeira número 14 desta Casa de “Naisa Amorim”.

Escolher um patrono ou uma patronesse não é apenas um ato de reconhecimento mas a busca por um farol e em Maria Isabel encontramos a síntese da dedicação e da integridade, ela era uma mulher destemida e ética, sua palavra era lei.

Sua história é marcada pelo serviço ao próximo, pela generosidade e solidariedade na comunidade de Santana e arredores.

Uma marca forte em Maria Isabel era a partilha. Tudo o que tinha partilhava com o próximo, talvez por isso nunca faltava nada em sua casa, principalmente gêneros alimentícios. Maria Isabel Martins Nunes é símbolo de inspiração para todos nós que seguimos os seus passos.

Maria Isabel Martins Nunes não ofereceu apenas seu nome a esta cadeira da academia mas emprestou-nos a sua essência. Seu exemplo nos ensina que o verdadeiro sucesso não reside apenas nos títulos alcançados mas na marca positiva que deixamos na vida daqueles que cruzam o nosso caminho.

Dessa forma expressamos nossa eterna gratidão, que possamos honrar seu legado com a mesma ética, paixão e compromisso que ela demonstrou ao longo de sua vida a todos que necessitavam de uma oração, de um benzimento de um remédio de uma acolhida.

Ela foi uma líder importante para implantação da comunidade de Santana e para o surgimento dos festejos de Santa Ana um dos melhores festejos do Município. Muito religiosa, podemos dizer que ela tinha uma fé inabalável.

Boas lembranças guardadas na memória de Maria Isabel:
Sua fidelidade nas orações, ao raiar do dia, meio-dia e à noite.

O cafezal que havia no sitio de onde se colhiam e faziam o melhor café artesanal com erva doce;

Os bolos que eram feitos no fogão de barro com os vizinhos e as brincadeiras das crianças enquanto aguardávamos o bolo assar, eram bolos modelados de coelhinhos, macaquinhos e outros bichinhos;

O chocolate de castanha e os filhoses de tapioca fritos no azeite de coco;

Ela brigando com os macacos que derrubavam as mangas, os sapotis e comiam todas as ingás do seu terreiro;

Ao amanhecer ela se aquecendo na beirada do fogão de lenha enquanto fumava seu cachimbo, com o olhar imerso em suas lembranças;

O seu baú de estimação onde guardava tudo que lhe era “especial” algo assim como a canastrinha da Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo e a cada visita que recebia sempre tinha algo a oferecer, algum mínimo tirava de seu precioso baú: frutas, ovos, bombons, chocolates, biscoitos farinha, bolos e etc…

Enfim foram tantas lembranças que resolvi contá-las no livro Retalhos de uma história.

À nossa patronesse Maria Isabel Martins Nunes, os nossos mais sinceros e calorosos aplausos.

Muito obrigada!

ALCAP em Movimento volta à Comunidade de Santana

No próximo dia 20 de junho de 2026 (sábado), das 8h às 11h, a ALCAP em Movimento retornará à Comunidade Santana. Em seguida, às 11 acontecerá nossa reunião de planejamento da Jornada Acadêmica e Cultural da ALCAP, que incluirá a posse dos novos membros.

Solicitamos que cada confrade confirme sua presença no grupo e informe qual fruta poderá levar para o nosso lanche comunitário, contribuindo para esse momento de integração.

A participação de todos é fundamental, especialmente dos novos membros, pois a organização e o sucesso de nossas atividades dependem do envolvimento coletivo. As reuniões institucionais também integram os compromissos assumidos pelos acadêmicos com a Academia.

Na ocasião, trataremos ainda de informações importantes sobre a posse, como padrinhos, pelerine e demais orientações da cerimônia.

Contamos com a presença e colaboração de todos.

Jessythannya Santos
Presidente da ALCAP.

ALCAP Itinerante: Uma jornada de conexão e aventura pela Rota do Rio Itapetininga em Bequimão

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) se prepara para colocar o pé na estrada – e na água – em mais uma edição do projeto ALCAP Itinerante. No próximo dia 23 de maio, acadêmicos, parceiros e a comunidade se reunirão para vivenciar uma experiência inesquecível de valorização histórica, cultural e ambiental da nossa região.

Desta vez, o cenário escolhido para essa imersão é a encantadora Rota do Rio Itapetininga, um percurso que promete revelar paisagens deslumbrantes e fortalecer os laços entre o homem e a natureza.

O Roteiro da Aventura: ALCAP Itinerante – Rota do Rio Itapetininga

A programação foi cuidadosamente planejada para integrar os municípios de Peri-Mirim e Bequimão e destacar as potencialidades locais. Confira o cronograma do dia:

  • 07h00 – Largada em Peri-Mirim: O ponto de partida oficial da comitiva perimiriense.
  • Embarque no Cais de Bequimão: Onde os participantes sobem a bordo para dar início à aventura sobre as águas.
  • Parada na Ilha de Imbotiua: Visita a este verdadeiro paraíso natural, um lugar intocado, cheio de histórias e belezas únicas.
  • Almoço em Paricatiua: Uma pausa para desfrutar da culinária local, temperada com o sabor e a hospitalidade que são marcas registradas da nossa gente.

Mais que um passeio: Um resgate cultural

Muito além de um momento de lazer, o ALCAP Itinerante se consolida como um importante instrumento de conexão regional. O projeto busca estreitar os laços entre as comunidades, promovendo a conscientização sobre a preservação dos nossos recursos naturais e celebrando a rica identidade cultural da Baixada Maranhense.

“Será um dia de encanto, aventura e convivência, onde a simplicidade das águas e a força das comunidades nos lembrarão que caminhar juntos é sempre mais significativo.”

A diretoria da ALCAP convida a todos para acompanhar de perto essa expedição, que reforça o lema da instituição para este projeto: “Conectando pessoas, natureza e comunidade.”

Fique ligado no Portal O Resgate para conferir, em breve, as fotos, vídeos e os principais registros dessa grande jornada!