O I Debate Público sobre o Autismo no Município de Peri-Mirim acontecerá no dia 26 de abril de 2024

No dia 12 de abril de 2024 às 08:30h reuniram-se na Sala do Empreendedor do Sebrae, membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e secretarias municipais de Peri-Mirim para discutirem acerca dos detalhes sobre o evento I Debate sobre o Autismo no Município de Peri-Mirim, como o tema “Ler e Escrever: Direitos de Todos” que ocorrerá no dia 26 de abril deste ano, no horário de 08 às 11 horas no Clube da Cidade.

O debate contará com a presença de vários profissionais que atuam no cuidado com pessoas portadoras de transtorno do espectro autista (Tea), tais como: Psicopedagogo, Psicólogo, Educador Físico, Social: Terapeuta, Fonoaudiólogo e Assistente Social.

Ficou decidido que o cerimonial fica a cargo de Diêgo Nunes. A identidade visual do Debate – previsto para sair no mesmo dia. Confecção de Camisas: verificar preço e serão disponíveis para venda. Decoração por conta da Secretaria de Ação Social: Zilda. Ofícios para: autoridades eclesiásticas; Conselho Tutelar, etc. Lacinhos para lapela de todos os participantes e Credenciamento dos participantes mediante lista de presença.

Sobre a Oficina de Desenhos foi decidido que ficara para outro momento e que será abrangente, provavelmente em novembro.

Participaram da reunião: Ana Creusa Martins, Cíntia Serrão, Nasaré Silva, Francisco Viegas, Diêgo Nunes, Giselia Martins, Ana Cléres, Maria do Carmo Pinheiro, Cleonice Santos, Paulo Sérgio, Maninho Braga e Aparecida.

ALCAP e SEMED promoveram reunião preparatória para evento sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Hoje, 24/03/2024, às 16 horas, reuniram-se, por meio da Plataforma do Google Meet, membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e representante da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), para discutirem a metodologia e ações dentro do Projeto: CICLO DE PALESTRAS como instrumento preparatório do III Concurso Artístico e Literário “Prêmio ALCAP Naisa Amorim de 2024, com o tema “Ler e Escrever: direito de todos

Sabe-se que o mês de abril foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), para conscientizar as pessoas sobre o autismo, dessa forma, visando auxiliar no entendimento e discutir as formas de inclusão social aos portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluiu-se esse tema no Ciclo de Palestras.

Definição da Data: Com foco no evento do mês de abril, referente ao tema do Transtorno do Espectro Autista (Tea). Todos concordaram que o evento deveria estar em sintonia com o Calendário da SEMED. Posteriormente, foi informado que existe um Projeto de Lei municipal para instituir uma semana destinada ao autismo, cogitou-se adotar essa data, mas como o mês de abril todo é destinado às reflexões sobre o autismo, resolveu-se que seria no período de 15 a 19 de abril e que a atividade ALCAP/SEMED ficaria para o dia 19 de abril, sexta-feira, pela man, no horário de 09 às 11 horas, com Roda de Conversa Interdisciplinar e Oficina de Desenhos, simultaneamente.

 😯 A data do evento foi alterada para 26 de abril de 2024, de 08:30 às 11:30 horas.

Quanto ao local do evento: Decidiu-se que a Rodada de Conversa será no Clube da Cidade e a Oficina de Desenhos será na Creche Vicência Guimarães, que fica vizinha ao Clube.

Quanto ao Público: Definiu-se que a Rodada de Conversa será composta por equipes multidisciplinares da SEMED, CRAS, CREAS, professores e cuidadores escolares dos autistas e tutores de todo o município. A representatividade de público será composta por gestores escolares, professores, orientadores, pais e responsáveis, bem como outros envolvidos definidos pela SEMED. A Roda de Conversa será dirigida aos pais, responsáveis, líderes de classes que têm autistas matriculados e a Oficina de Desenhos serão destinados aos autistas, podendo se dividir as equipes por idade, ou nível de Tea.

Ficou definido que a ALCAP expedirá os ofícios necessários, em sintonia com a SEMED. Ficou identificado que haverá necessidade de mais reuniões sobre o detalhamento do evento.

Também ficou definido que, pelo ineditismo do evento para os envolvidos e pela relevância do tema, os demais eventos do Projeto do Ciclo de Palestras serão discutidos posteriormente.

Estiveram presentes à reunião, representando a ALCAP: Ana Creusa Martins dos Santos; Eni do Rosario Pereira Amorim; Alda Regina Ribeiro Corrêa (também representando a Colégio ARC); Ataniêta Márcia Nunes Martins; Edna Jara Abreu SantosFrancisco Viegas Paz; Giselia Pinheiro MartinsJessythannya Carvalho SantosMaria Nasaré Silva e Adelaide Pereira. Representando a Secretaria de Educação (SEMED), esteve presente Kátia Cilene Gomes, Coordenadora Geral de Educação.

PLANTIO SOLIDÁRIO: Igreja Católica de São Jerônimo recebe mudas de plantas da ALCAP

Hoje, dia 24 de fevereiro de 2024, foi a vez de os fiéis da Igreja Católica de São Jerônimo receberem mudas de mudas de Acácia Roxa, Angelim, Pau Brasil e Ipê. As mudas foram doadas pela ALCAP (Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense), projeto este liberado pela amiga da Academia Ana Cléres Santos Ferreira. Realizaram o plantio, os confrades Nani Pereira da Silva, Diêgo Nunes, Venceslau Pereira e a amiga da ALCAP, Maria do Carmo Pereira Pinheiro, em parceria com a comunidade. Foram plantas aproximadamente 40 mudas que irão dar sombra e uma paisagem ainda mais linda aquela comunidade.

O Projeto Plantio Solidário “João de Deus Martins” trata-se de uma ação que tem como objetivo repovoar áreas que tiveram a vegetação removida por força da natureza ou pela ação humana – exploração de madeira, expansão de ambiente para agropecuária, queimadas, entre outros.

A exigência/orientação, para esta fase do projeto, é que a comunidade se responsabilize nas atividades de cuidados com as mudas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PLANTIO SOLIDÁRIO: Pau Brasil em Homenagem a João Garcia Furtado

Por Diêgo Nunes

No contexto da Educação Ambiental, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) criou o projeto Plantio Solidário “João de Deus Martins”.

Na primeira etapa do referido projeto, cada acadêmico deverá plantar uma árvore duradora em homenagem ao seu patrono. O Projeto é coordenado por Ana Cléres Santos Ferreira.

Acadêmico: Diêgo Nunes Boaes – Cadeira nº 26, que tem como Patrono

Patrono: João Garcia Furtado

Planta escolhida: Pau-Brasil

Nome científicoPaubrasilia echinata

Pau-Brasil também chamado de arabutã, é uma árvore nativa das florestas tropicais brasileiras, presente no bioma mata atlântica. A espécie foi a primeira madeira a ser considerada de lei no Brasil.

A muda do Pau Brasil foi plantada no dia 15 de março de 2024, na área do Farol de Educação, que leva o nome de João Garcia Furtado. A planta foi doação da amiga da ALCAP, Ana Cléres Santos, proprietária do Sítio Boa Vista em Peri-Mirim.

Desafio do Projeto: Recebi  a missão de homenagear meu patrono, plantando uma árvore, missão esta que foi uma honra executar, visto que o meu patrono deixou um grande legado na área da Educação.

O evento do plantio contou com a presença de professores e alunos da rede municipal de Educação, pois, o projeto do Plantio Solidário é, antes de tudo, está a serviço da Educação Ambiental e do desenvolvimento sustentável que querer um meio ambiente limpo e saudável.

 

ALCAP: 09 de março de 2024, dia de Planejamentos e Ações

As experiências exitosas da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) se devem à interação com a comunidade e outras instituições, com foco no compartilhamento de ações necessárias ao desenvolvimento sustentável e participativo das pessoas.

No dia 09 de março de 2024, a ALCAP promoveu encontros e atividades, com o fito de desenvolver sua missão institucional: Plantio Solidário, sob a coordenação de Ana Cléres: a) plantio da Sumaúma em homenagem à patrona da academia; b) visita ao Poço D´Antas para visitar o plantio de ipês e repor algumas mudas; c) Plantio de muda de Sumaúma na área entre a Igreja Assembleia de Deus e a Escola José Demetrio Cordeiro no Povoado São Domingos e d) visita ao viveiro de Buragical.

SOLENIDADE DA SAUDADE 
Reunião na residência da família Bordalo às 16h. Ficando acertado em não ter lanche, pois, não é uma comemoração e sim um momento solene na igreja. A ALCAP ficou encarregada de doar os livretos, editado pelo confrade Viegas e o quadro por Ana Creusa. Clara Bordalo vai providenciar as músicas e passar pra Diêgo organizar juntamente com Jean Simas.
Discurso do presidente da ALCAP. Nenhum acadêmico vai faltar, todos irão de pelerine e medalha. – não faltar ninguém.
O convite será virtual. Daniel Bordalo ficou encarregado com Clara de organizar as fotos para apresentar em data show no momento solene. A organização dos bancos será em forma de plateia, a tela e data show ficará com Diêgo para providenciar com a SEMED. A sugestão do padre para decoração será com Gregore e Laeny. As flores para decoração ficará sobre responsabilidade da ALCAP. Ficou acertado de conversar com Jamerson pra fazer o flyer da solenidade. Encerramos às 17h e participou Viegas, Ana Creusa, Ana Cleres, Diêgo e Teresa. Ao saírem da reunião, os acadêmicos deslocaram-se à casa de Laene, para pedir apoio na realização da solenidade.

DELIBERAÇÕES

1) Biblioteca ALCAP professor Taninho – ficou decidido que faremos os móveis com marceneiro de Peri-Mirim, pois até o momento não deu certo a captação de recursos:
1.1) Gisa ficou responsável por essa ação – já comunicamos ao presidente do sindicato;
1.2) Provavelmente Diêgo vai trabalhar e gerir as atividades da Biblioteca;
1.3) Lembrar Paulo Sérgio sobre a disponibilidade de funcionário, requisitado por ofício;
1.5) Não iremos colocar livros velhos na Biblioteca, por se tratar de ambiente fechado, propício a mofo e outras contaminações – vamos conseguir doações de livros novos;
1.6) Estudar o melhor programa para controle dos empréstimos dos livros – Ana Creusa vai ver com o Bibliotecário – depois levar à apresentação e deliberação de todos e
1.7) Jessy fornecerá a placa da Biblioteca – decidir o melhor local de colocar, se acima da porta, ou na própria porta.

2) Projeto Plantio Solidário: ficou decidido que pediremos mais mudas à Vale;
2.1) Quem desejar mudinhas de pau-brasil, falar com Ana Cléres e

3) Ana Creusa não concorrerá à reeleição da presidência da ALCAP – indicando o confrade Viegas para sucedê-la, o que não impede que outros registrem chapa.

PLANTIO SOLIDÁRIO: Sumaúma de Naisa Amorim

Por Ana Creusa

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) lançou o projeto intitulado: Plantio Solidário “João de Deus Martins”. A primeira etapa do projeto prevê que cada membro da ALCAP deverá plantar uma árvore duradoura em homenagear ao seu patrono.

Para representar a patrona da Academia e da Cadeira 01 da ALCAP, Naisa Amorim, foi escolhida a Sumaúma ou Samaúma (Ceiba pentranda), árvore conhecida pela sua grandiosidade e beleza. A árvore foi plantada na entrada da cidade, na Praça Simpatia. O casal João Simpatia e dona Raimunda são os padrinhos da planta, destinando os cuidados necessários para que ela cresça e floresça naquele lugar especial.

Árvore rainha da Amazônia, gigantesca e sagrada para os maias e povos indígenas. Pode chegar a 50 metros de altura e viver cerca de 120 anos.

É das famílias das Malvaceae, encontrada em florestas pluviais da América Central, da África ocidental, do sudeste asiático e da América do Sul. No Brasil, ela ocorre na região da Amazônia, onde existe também uma ilha denominada Sumaúma, no rio Tapajós. Suas gigantescas raízes, são chamadas de sapopemas (palavra do tupi que significa raiz chata).  Conhecida como a “árvore da vida” ou “escada do céu“. Os indígenas consideram “a mãe de todas as árvores“.

Curiosidades sobre a Sumaúma

Seus frutos são cápsulas amareladas de 5 a 7 centímetros de diâmetro, por 8 a 16 cm de comprimento, onde cada uma pode conter de 120 a 175 sementes, envoltas em uma paina (fibra natural semelhante ao algodão), de características leves, brancas e sedosas.

Das sementes também pode se extrair o óleo que, além do uso alimentar, é usado também na produção de sabões, lubrificantes e em iluminação, além de ser eficiente no combate à ferrugem. Rica em proteínas, óleo e carboidratos, a torta das sementes serve de ração para animais e como adubo.

A fibra natural que envolve os seus frutos, é utilizada como alternativa do algodão, usada para encher almofadas, isolamentos e até colchões.

A samaúma também possui propriedades medicinais Da seiva da sumaúma é produzido medicamento para o tratamento da conjuntivite. A casca tem propriedades diuréticas e é ingerido na forma de chá, indicado para o tratamento de hidropisia do abdômen e malária. Certas substâncias químicas extraídas da casca das raízes combatem algumas bactérias e fungos. Em margens de riachos secos, as raízes descobertas da sumaúma fornecem água potável no verão.

Quanto à sua veneração, de acordo com a sabedoria da floresta, na base da sumaúma há um portal, invisível aos olhos humanos que conecta esta realidade com o universo espiritual. Os seres mitológicos das matas entram e saem por esse portal.

A muda de Sumaúma foi plantada, por membros da ALCAP, em 09 de março de 2024 na entrada da cidade de Peri-Mirim, na Praça  Simpatia,  em homenagem a Domingos Raimundo Gonçalves (in memoriam, vulgo simpatia. A muda foi plantada pela gestora do Projeto, Ana Cléres Santos Ferreira, a semente foi coletada de uma árvore localizada no bairro do Outeiro da Cruz em São Luís, que já é tombada pelo município.

Fonte de pesquisa: https://portalamazonia.com/amazonia/conheca-a-arvore-rainha-da-amazonia-a-gigantesca-sagrada-sumauma.

VISITA À BARRAGEM MARIA RITA

Por Francisco Viegas

Na visita datada de 25.01.2024, organizada pela presidente da ALCAP, Ana Creusa Martins dos Santos, com o objetivo de conhecer as obras da Barragem Maria Rita, se fizeram presentes vários membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense ( ALCAP), convidados e funcionários da Prefeitura de Bequimão, cedidos com a deferência do prefeito Dr. João Martins, para esclarecimentos sobre a vultuosa obra.

Constatou-se o adiantado dos serviços de terraplenagem entre Buritirana e Pacaú. Neste último lugarejo encontra-se edificado o Retiro Pacaú de propriedade do Sr. José Pereira Melo que, segundo ele, reside lá há sessenta e dois anos.

José Melo gosta de contar estórias relacionadas a seu modo de vida e a localidade em que habita. Ele estava com uma camisa que continha a foto do pai, Sr. Gregório Melo, já falecido, cuja estampa trazia forte lembrança da sua paternidade.

Muito solícito convidou a nossa equipe para conhecer o retiro, da entrada ao dormitório, colocando, naquela oportunidade, os seus dons de guia turístico. O ambiente estava limpo, frustrando a ideia de que retiro é um ambiente de criação e fica de qualquer jeito.

Ao ser inquerido sobre a sua companheira, ele informou que era casado com a senhora Laurenice Silva Sá, com a qual tem três filhos naturais e três adotivos, mas no momento a esposa não se encontrava em casa. Daí para frente, José Melo se esbaldou contando suas vantagens românticas nas noites de lua cheia. Também pudera, né?

A família pacauense, tomara que eu esteja certo, se alimenta das suas criações:  galinhas, porcos e patos. Além dos que a natureza fornece, tipo peixe, jaçanã, japeçoca, marreca, entre outros, os quais rodeiam o seu retiro na invernada.

O retiro é projetado em dois ambientes: um onde se abrigam os animais e outro acima é o aconchego de amor do casal. O divisor do retiro se dá pelo assoalho de madeira rústica que facilita espiar os animais de vez em quando. E os cachorros por sua vez, ficam de mutuca próximo da entrada do retiro.  Se algum animal alarmar que tem intruso rodeando o retiro eles caem em campo, literalmente.

Quando lhe perguntei se havia subtração da sua criação, ele respondeu bem-humorado: a gente nunca trabalha só pra si. Porque os que não trabalham vêm buscar de quem produz.

Próximo à entrada do retiro, numa pequena varanda, três tacurubas acomodam alguns pedaços de lenha (tataíba)*, que queimam constantemente. Ali tem sempre fogo para o preparo dos alimentos, além da fumaça constante a indicar que existe vida no retiro. O ambiente se utiliza da luz elétrica, graças ao programa “luz para todos”, criado por meio do Decreto 4.873 de 2003.

A espingarda é companheira na caçada, assim como a canoa na invernada, na busca constante dos víveres alimentares para a família.

José Pereira Melo, segundo relatou, foi acometido de barriga d´água, doença causada pelo chistossoma mansoni, tendo se submetido, no Hospital Universitário “Dutra”, ao ato cirúrgico para retirada do baço. No momento constatou-se que ele está curado pelo seu estado animado e a coloração rubra da pele condizente com a saúde.

Ao final da visita, fomos agraciados por um lanche de primeira qualidade, fornecido por uma equipe de senhoras muito gentis da Prefeitura de Bequimão, às quais agradecemos penhoradamente.


  • Tataíba = palavra do tupi-guarani, composta da seguinte forma:

Tatá = fogo         Iba = madeira.   Logo, tataíba é tora de madeira que guarda o fogo.

PROJETO CLUBE DE LEITURA DA ALCAP PROMOVE ATIVIDADES DURANTE A VI AÇÃO DE GRAÇAS NA JUREMA

Durante a VI Ação de Graças na Jurema foi apresentada uma mostra de livros e demais materiais didáticos pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). As crianças realizaram leituras, pinturas, ganharam materiais escolares e praticaram várias brincadeiras instrutivas, como atividade desenvolvida pelo Clube de Leitura “Professor João Garcia Furtado” que é um projeto de incentivo à leitura, que objetiva fomentar a leitura na comunidade, como uma prática social e contribuir para a formação de uma nova geração de leitores.

A gestora do Projeto, Tatá Martins, empenhou-se para que todas as crianças pudessem participar daquele momento instrutivo e edificante.

PROJETO PLANTIO SOLIDÁRIO DA ALCAP: Promoveu Troca de Mudas e Sementes na VI Ação de Graças na Jurema

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense  (ALCAP) promoveu a terceira Edição da Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes, durante a VI Ação de Graças na Jurema, realizada em 14 de outubro de 2023, no Sítio Jurema no Povoado do Cametá, município de Peri-Mirim-MA.

A referida feira foi realizada por meio do Projeto Plantio Solidário João de Deus Martins, que tem como gestora, Ana Cléres Santos Ferreira, com a colaboração de Ducarmo, as quais estão preparam um ambiente aprazível para receber a comunidade. A Ação de Graças na Jurema foi idealizada por José dos Santos, para promover a União em sua comunidade.

O objetivo da feira é ajudar a preservar a biodiversidade, promover a educação ambiental e estimular a alimentação saudável e orgânica. As mudas foram fornecidas pelo Jardim Botânico da Vale S.A, UEMA, por meio do Prof. Dr. Gusmão Araújo, a maioria das mudas são oriundas do Sítio Boa Vista, de propriedade da gestora do Projeto.

Além de mudas de hortaliças, legumes e vegetais, foram trocadas plantas ornamentais, como por exemplo, flores e cactos, bem como frutíferas e não frutíferas, plantas medicinais, sementes e muito conhecimento. Esperamos contar com a participação de engenheiro agrônomo ou outro especialista, para orientar as pessoas.

José Vivia na Graça

Por Ana Creusa

O apoio das leis da natureza é o estado de graça. (Deepak Chopra).

Banho tomado. Barba feita. Perfume exalando. Lá estava ele, pronto para mais um baile, em que fora formalmente convidado[1]  pelo dono da casa.

Sentindo um leve remorso, por deixar seu irmão João Pedro em casa e, por cima, ainda ardendo em febre, apesar dos chás que lhe preparava a irmã Maria Santos.

Papai falava com tio João Pedro:

– Acho que não devo ir, e se você não melhorar?

– Já estou melhor, Zé, repetia o irmão enfermo.

Papai percebia que aquelas palavras eram apenas para que ele pudesse ir ao baile em paz.

Papai colocava a mão no pescoço do irmão e nada de a febre aliviar, estava igual brasa. Parecia até que a temperatura havia aumentado.

Mas afinal, o que ele poderia fazer? Maria estava cuidando do irmão. Poderia sim, ir ao baile tranquilamente.

Era inverno. Acondicionou sua roupa bem passada em uma caiambuca[2] e saiu, sempre conversando com o irmão que repetia:

– Vai, Zé, eu já estou melhor.

Na saída da casa na Jurema[3] existia um palmeiral[4] que se movia com a ação do vento, fazendo um barulho assustador.

Papai saiu em meio àquelas palmeiras. Logo percebeu que um temporal se avizinhava. Tinha a sensação de que as árvores cairiam naquela hora.

Voltou para casa correndo para que aquela situação melhorasse.

Conversou com o irmão enfermo que estava sentado na rede de dormir. Não chegou a chover. Era apenas uma ventania.

Na terceira vez que saiu de casa para ir à festa, novamente a tempestade se formou e José voltou para casa. No caminho de volta decidiu que não iria mais àquela festa, que não deveria mais insistir. Quem sabe o seu irmão pudesse piorar.

Naquela festa no Povoado de Poções o seu grande amigo Raimundo de Genoveva que atendia pela algunha de Raimundo Lagarto[5] foi duramente espancado, sofreu açoites de cassete e facão. Ficou muito doente e, dias depois, veio a óbito.

A conversa no dia seguinte era que os inimigos de Raimundo Lagarto iriam primeiro matar José Santos, para que o caminho ficasse livre para eles poderem matar seu amigo.

José Santos sabendo dessa história, não teve dúvidas: todos aqueles eventos, doença do irmão e tempestade, o livraram da morte naquele dia.

Sempre pensava como teriam ficado seus irmãos se ele fosse assassinado? Com essa experiência, ele jamais insistia. Seguia sua intuição, que ele tinha certeza de que vinha de Deus.

Papai tinha o hábito de não insistir, não teimar, não “forçar a barra”, viva na Graça. Cultivava a sua intuição.

Não raro, formávamos uma viagem, arrumávamos tudo e quase na saída, ele dizia:

– Eu não vou mais.

– Como assim? Já estamos prontos, já compramos a passagem!

Ele repetia:

– Eu não vou mais.

Os habituados àquela situação nem mais instigavam. Alguns queriam explicação:

– Por que o senhor não vai mais?

Ele não explicava, apenas desistia e procurava concentrar-se em outra coisa. Viagem desfeita. Negócio inconcluso.

Assim vivia meu pai: na Graça. Surfava na onda. Deixa a vida o levar. Sem pressa. Obedecia aos comandos da sua intuição e ponto final.

Ele contava a origem desse comportamento que ele definia como obediência a Deus. Foi exatamente no dia da festa em que seu irmão João Pedro estava doente e seu amigo foi morto que, após vários sinais, ele resolveu entender que não era para ele comparecer àquela festa em que estava preparado o seu assassinato.


Para mais detalhes sobre o personagem principal desta história, leia a Biografia de José dos Santos.

[1] O convite para os bailes era requisito essencial.

[2] Era costume à época acondicionar roupas em caiambuca para proteger da chuva.

[3] Refere-se ao Sítio Jurema no Povoado Cametá (ou Cametal) onde residia José Santos e seus irmãos.

[4] Área que possuía muitas palmeiras de babaçu antigas, por isso, eram bem altas.

[5] Eu havia esquecido o nome do amigo de papai, tio João Pedro confirmou o nome Raimundo de Genoveva era irmão de Dionísio.