Domingos Martins Nunes, Duro: Uma Vida de Trabalho, Família e Paixão pelo Esporte

Nas margens das lembranças mais bonitas de Canaranas, vive a história de um homem simples, trabalhador e profundamente ligado à sua terra e à sua gente. Domingos Martins Nunes, carinhosamente conhecido por todos como Duro, nasceu no povoado Enseada Santo Antônio, atual Canaranas, município de Peri Mirim, em 20 de junho de 1952. Filho de José Evaristo Amorim Nunes e Antônia Paula Martins Nunes, cresceu cercado pelos ensinamentos da família, pela força do trabalho e pelos valores que carregaria por toda a vida. Ao lado dos irmãos Raimundo Martins Nunes, o querido Sipreto, Ana Luíza Nunes Martins e Raimundo Gabriel Amorim, viveu uma infância marcada pela simplicidade e pelas experiências que moldaram seu caráter. Frequentou a escola até a 3ª série do ensino fundamental, tendo como professora Nazaré Serra Maia. Contudo, a necessidade e o compromisso com a família falaram mais alto. Ainda muito jovem, deixou os estudos para ajudar os pais na lavoura, dedicando seus dias ao cultivo da mandioca, do milho, do feijão e do arroz.
Uma das maiores alegrias daqueles tempos eram as viagens para o Tremedal, terra de sua avó paterna, Maria Amorim Nunes. Ali, entre roçados e encontros familiares, fortaleciam-se os laços com a família Gomes, os conhecidos “Tebas”. Foram anos de convivência, amizade e união que permanecem vivos na memória de todos que compartilharam aqueles momentos.
O destino lhe reservou também a felicidade de construir sua própria família. Em 10 de janeiro de 1973, uniu sua vida à de Maria Vitória Pereira Nunes. Dessa união nasceram seis filhos: Rosângela, Dourinelson, Dulcilene, Amilton, Dourilene e Deleone. Com o passar dos anos, a família cresceu e se multiplicou, transformando-se em um verdadeiro legado de amor que hoje inclui 15 netos e 12 bisnetos.
Mas Domingos não era apenas homem da terra. Herdou de seu pai, Zé Grande e de seu avô Cacáte, a habilidade de confeccionar tarrafas e socós. Aprendeu também a consertar bolas, chuteiras e calçados, uma necessidade que surgiu da paixão pelo futebol e das dificuldades encontradas nos campos da época. Foi então que guardou para sempre uma frase de seu pai, que se transformaria em uma lição para toda a vida:
“De tudo temos que aprender, porque não sabemos o que o futuro nos espera.”
Essa sabedoria o acompanhou em cada etapa de sua trajetória.
O apelido que o tornaria conhecido por toda a região surgiu ainda nos tempos de jogador. Sua tia e madrinha, Tereza Martins Melo, torcedora apaixonada, vibrava nas partidas e dizia orgulhosa que seu sobrinho era duro na queda. O apelido ficou. E o nome Domingos passou a dividir espaço com o carinhoso e respeitado Duro.
Aos 19 anos, iniciou sua caminhada no futebol. Rapidamente se destacou pela habilidade, determinação e espírito competitivo. Quando fala dessa época, os olhos se enchem de lágrimas e saudade. Foram anos de conquistas, amizades e histórias inesquecíveis. Duro não foi apenas jogador; foi um dos grandes nomes do futebol amador da região.
Seu amor pelo esporte o levou a fundar, em 1976, o Vasco Esporte Clube dos Canaranas, ao lado de seu cunhado Valeriano Pereira, o Valico, e de Juarez Diniz. O time se tornou um orgulho para a comunidade. Jogadores de localidades vizinhas, como São Bento e Palmeirândia, enfrentavam longas viagens de canoa para participar das partidas. Cada jogo era uma festa, um acontecimento aguardado por todos. O time era composto por: Totó, Luís Carlos, Beto, João Carlos, Pindura, Boi de São Bento, Roque de Palmeirandia, Sipreto, Velho, Antônio Suca, Antônio Rosa, Ferrolho de São Bento, Santana de Zé Preto, Baró, Zé de Idália, Amaral de São Bento, Piquita de Bola, Gilmar de Palmeirandia, Antônio Neto e Nhogo.
A casa de Duro tornou-se ponto de encontro dos atletas, torcedores e amigos. Era um lugar sempre cheio de vida, de conversas animadas e de histórias que atravessaram gerações. Ao recordar aqueles dias, ele sorri emocionado, como quem revive os melhores capítulos da própria vida.
Em 1978, juntamente com seu irmão Sipreto, decidiu mudar o nome do time para Serraria Esporte Clube, em homenagem à serraria administrada pelo irmão, que naquela época representava prosperidade e desenvolvimento para a família.
Ao longo dos anos, também vestiu as camisas do Portinho e do Centrinho, participando de importantes torneios em Bequimão. Como atacante, conquistou respeito e admiração por onde passou. Os torcedores vibravam com suas jogadas, e seu nome ficou marcado entre os melhores atletas daquela geração. Foi no convívio com o tradicional Flamengo Esporte Clube do Portinho que nasceu outra paixão que o acompanharia por toda a vida. Embora tivesse fundado o Vasco Esporte Clube dos Canaranas, Duro criou uma forte ligação afetiva com o Flamengo. A convivência com os jogadores, as partidas memoráveis e a energia contagiante da torcida fizeram com que o clube rubro-negro conquistasse seu coração. Desde então, tornou-se um torcedor fervoroso do Flamengo, acompanhando o time com o mesmo entusiasmo que demonstrava nos campos de futebol, carregando essa paixão como parte inseparável de sua história. Um dos episódios que mais o emocionam aconteceu quando seu tio José Pereira Martins, o famoso Zé Coreiro, veio buscá-lo para servir ao Exército. Duro estava pronto para partir, cheio de esperança e entusiasmo. Mas sua mãe, movida pelo amor e pelo receio da distância, não permitiu. Já sentia a ausência do filho Sipreto, envolvido na missão católica em Guimarães, e não suportaria ver outro filho partir. Apesar da insistência do tio, prevaleceu a vontade materna. O sonho militar ficou para trás, mas a lembrança daquele momento permanece viva em sua memória.
Sua dedicação à comunidade também o levou à política. Foi candidato a vereador durante o segundo mandato de De Jesus, de quem era homem de confiança, assim como de Carmem Martins, casal este que ele sempre teve admiração e respeito. Embora nunca tenha conquistado um cargo eletivo, jamais deixou de servir à população. Continuou ajudando amigos, familiares e vizinhos, participando de ações comunitárias e incentivando o esporte local.
Em 1987, acompanhado da esposa e dos filhos, mudou-se para o centro da cidade. Era o início de uma nova fase, mas sem jamais abandonar suas raízes, suas amizades e o amor pela terra onde construiu sua história.
A trajetória de Domingos Martins Nunes é a história de um homem que venceu pela simplicidade, pela honestidade e pelo trabalho. Um homem que plantou na terra, ensinou pelo exemplo, construiu amizades verdadeiras, formou uma grande família e ajudou a escrever importantes páginas da história de Canaranas.
Mais do que um jogador, um líder comunitário ou um pai de família, Duro tornou-se um símbolo de perseverança e dedicação. Sua história permanece viva não apenas nas lembranças daqueles que caminharam ao seu lado, mas também nas gerações que vieram depois e que continuam colhendo os frutos de seu legado.
E assim, entre os campos de futebol, os roçados, as canoas, as amizades e os laços familiares, segue a memória de Domingos Martins Nunes: um homem simples, mas dono de uma vida extraordinária.

NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DE CARLOS PEREIRA OLIVEIRA, O CARLOS PIQUE

Os membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Casa de Naisa Amorim, manifestam, com profundo pesar, o falecimento do acadêmico Carlos Pereira Oliveira, carinhosamente conhecido como Carlos Pique, ocupante da Cadeira nº 02, ocorrido no dia 23 de junho de 2026 em sua residência, em Peri-Mirim.

Carlos Pique foi um dos grandes guardiões da cultura popular perimiriense. Com sua simplicidade, sabedoria, memória viva e suas inesquecíveis toadas, dedicou sua vida à valorização das tradições, da identidade e da história de Peri-Mirim, deixando um legado imensurável que continuará inspirando as presentes e futuras gerações.

Sua trajetória foi marcada pelo amor à cultura, pelo compromisso com as manifestações populares e pelo respeito às raízes de nosso povo. Sua contribuição à Academia e à cultura maranhense permanecerá eternizada na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e aprender com seus ensinamentos.

Neste momento de dor, a ALCAP solidariza-se com seus familiares e amigos, especialmente seus filhos, netos e toda a geração que o admirava, rogando a Deus que conceda conforto aos corações enlutados e receba sua alma em Sua infinita paz.

Carlos Pique parte para a eternidade, mas sua voz, sua história e seu exemplo permanecerão vivos no patrimônio cultural de Peri-Mirim.

ALCAP participa das comemorações do centenário de nascimento do Patrono Djalma dos Santos Frazão

No dia 27 de junho de 2026, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) participou da solenidade em comemoração ao Centenário de Nascimento do Patrono Djalma dos Santos Frazão, patrono da Academia Cururupuense de Letras.

Representando a ALCAP, estiveram presentes a presidente, Jessythannya Carvalho Santos, e os acadêmicos: Edna Jara dos Santos Abreu, e Diêgo Nunes Boaes.

O homenageado da noite destacou-se pelos inúmeros e relevantes serviços prestados à comunidade cururupuense nos mais diversos segmentos sociais. Sua notável trajetória intelectual, cultural e humana permanece como um legado de grande valor, servindo de inspiração para as presentes e futuras gerações.

A ACL – Academia Cururupuense de Letras, em seu segundo ano de fundação realiza uma grande homenagem ao patrono, reunindo familiares, amigos, representantes dos poderes executivo e legislativo do município, e também acadêmicos de outras a academias.

A participação da ALCAP reafirma seu compromisso com a valorização da cultura, da literatura e da preservação da memória daqueles que contribuíram significativamente para o desenvolvimento intelectual e social da região.

Um Dia de Aventura e Encantamento em Peri-Mirim promovido pela ALCAP e Turismo Campestre

Por Diêgo Nunes Boaes

A Turismo Campestre, em parceria com o Projeto ALCAP Itinerante, promoveu, no dia 21 de junho de 2026, um passeio que ficará marcado em nossa memória como um dia de aventura, descobertas e encantamento. Enquanto a agência organizou a expedição, o Projeto ALCAP Itinerante mobilizou membros da Academia e integrantes da comunidade para participarem da experiência, que teve como propósito incentivar o conhecimento e a valorização das riquezas naturais de Peri-Mirim. Foram quase três horas de percurso, entre ida e volta, em uma jornada que nos permitiu contemplar as belezas ambientais e culturais de nossa terra.

Nossa jornada começou no Sítio Campestre, propriedade do confrade Mundinho Campelo, um lugar admirável, repleto de belezas naturais e muito bem conservado. Com entusiasmo, o confrade fez questão de nos apresentar cada detalhe de seu sítio, mostrando seus investimentos em plantações, sistemas de irrigação e iniciativas que demonstram amor e dedicação ao campo.

Em seguida, partimos até o Sítio Boa Vista para buscar nossa companheira de aventura, Ana Cléres, cuja presença era indispensável. Aproveitamos a breve parada para degustar uma saborosa piaba, enquanto os apreciadores de um bom licor de jenipapo, não perderam a oportunidade de saborear a tradicional bebida feita pela amiga Nita.

De lá, partimos rumo ao porto do Aperital. Em três canoas, acomodando quatro pessoas em cada uma, incluindo os canoeiros, iniciamos nossa travessia. O percurso foi um verdadeiro espetáculo da natureza. Navegamos com as águas tranquilas refletindo a beleza do ambiente ao redor. Durante horas, registramos cada detalhe dessa paisagem encantadora.

Ao longo do caminho, observamos diversas espécies de aves, enriquecendo ainda mais a experiência. Nosso destino era a Barragem Maria Rita, local que nos surpreendeu pela sua preservação. O que mais chamou nossa atenção foi a ausência de lixo sobre o campo e a impressionante limpeza das águas, cristalinas e transparentes, que escorriam pelo local.

O retorno, ao entardecer, fomos presenteados por um magnífico pôr do sol. Ainda durante a viagem de volta, já começávamos a planejar a próxima aventura: uma expedição até a Salina, com saída prevista para a madrugada.

De volta ao Sítio Campestre, encerramos o dia com uma deliciosa piaba frita com farinha de Santana e aproveitamos para adquirir alguns dos produtos oferecidos no local, como pimentas, quiabos e doces artesanais.

Mais do que um simples passeio, esta experiência nos trouxe uma importante reflexão. Precisamos despertar em nossa comunidade perimiriense o sentimento de pertencimento e valorização de nosso território. Vivemos em uma terra rica em história, cultura e meio ambiente, tesouros que muitas vezes passam despercebidos aos nossos próprios olhos.

Que possamos conhecer mais, preservar mais e amar ainda mais o lugar que chamamos de lar. Afinal, valorizar nossas riquezas é também fortalecer nossa identidade e garantir que as futuras gerações possam desfrutar de tudo aquilo que hoje nos encanta.

A experiência também evidenciou a importância de iniciativas voltadas à valorização do turismo local. O trabalho desenvolvido por Cidecley, à frente da Campestre Turismo, demonstra que conhecer o próprio território é um passo fundamental para preservá-lo. Ao promover vivências em espaços de grande beleza natural, contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar o olhar dos perimirienses sobre as riquezas de seu município.

O colorido e a força do Tambor de Crioula encantaram os moradores no Povoado Santana

Por Ana Cléres Santos Ferreira

O Povoado de Santana viveu um sábado inesquecível de celebração à identidade maranhense. Neste dia 20 de junho, a comunidade recebeu o aguardado retorno do projeto ALCAP em Movimento, uma iniciativa da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Mais do que um evento institucional, a 2ª edição do projeto transformou-se em um manifesto de resistência e valorização da cultura ancestral da Baixada Maranhense.

O grande destaque do encontro foi a presença marcante do Grupo de Tambor de Crioula do Povoado Mangueiral. O grupo atendeu ao meu convite especial aos meus vizinhos do Povoado Mangueiral. A união entre a literatura e a tradição do tambor reforçou o papel da cultura como ferramenta de união e fortalecimento comunitário em Peri-Mirim.

O Poder do Tambor em Peri-Mirim

Em uma região onde a ancestralidade pulsa forte, o Tambor de Crioula não é apenas entretenimento; é um elo com a história, uma dança de devoção e a expressão máxima da alma do povo perimiriense. No Povoado Santana, o som dos couros ecoou como um lembrete da importância de preservar essas raízes para as próximas gerações.

O encerramento do evento foi um verdadeiro espetáculo de ritmo e cores. No comando dos tambores e da animação, os artistas: Rincon, Banquinho, Luís de João Chico, Fernando, Miúdo e Rui ditaram o compasso que contagiou o público.

O terreiro ganhou vida com o colorido das saias rodadas e a força do pungado. As brincantes: Alcilene, Juliene, Lulu e Maria comandaram a dança com a graciosidade e a energia características da manifestação. A sinergia foi tanta que o público não resistiu: eu e minhas confreiras da ALCAP também caímos na dança, com destaque para o ritmo e alegria de Nasaré, Ana Cléres e Nita, que celebraram a cultura da forma mais autêntica possível – dançando junto com o povo.

Literatura e Tradição de mãos dadas

O sucesso desta edição do ALCAP em Movimento no Povoado Santana deixa um recado claro: a literatura, a ciência e as artes de Peri-Mirim só caminham e se desenvolvem se estiverem de mãos dadas com as tradições populares. Eventos como este mostram que o Tambor de Crioula e a união comunitária são o verdadeiro combustível que mantém viva a identidade cultural do município.

À frente desse trabalho de resgate e valorização cultural está a presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Jessythannya Carvalho Santos. Sob sua liderança visionária e sensível, a instituição tem rompido as barreiras dos espaços formais para se consolidar como uma verdadeira guardiã da identidade local. Ao abraçar manifestações tradicionais como o Tambor de Crioula e integrá-las às ações da ALCAP, a gestão da presidente não apenas descentraliza o acesso à cultura, mas também valida a importância de cada comunidade rural na construção do patrimônio histórico de Peri-Mirim, demonstrando que a verdadeira erudição nasce do respeito e da celebração das raízes populares.

O retorno da ALCAP ao Povoado de Santana volta a movimentar a economia criativa com feira de produtos locais

Povoado Santana recebeu, no dia de hoje (20 de junho), o aguardado retorno do projeto ALCAP em Movimento. A iniciativa promovida pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), convocou os empreendedores locais para expor seus produtos à venda, com o tema “Sabores e talentos de Santana”, a fim de impulsionar a economia criativa com feira de produtos locais, a fim de ocupar o espaço público para celebrar a identidade cultural, a gastronomia e o empreendedorismo da comunidade.

Após o sucesso da edição anterior, o projeto retorna com o objetivo renovado de fortalecer a economia criativa local. A feira serve como uma vitrine viva para os produtores, artesãos e microempreendedores do povoado, permitindo que moradores e visitantes tenham acesso direto ao que Santana produz de melhor: desde a culinária tradicional e doces típicos até o artesanato feito à mão.

Mais do que um espaço de comercialização, o “ALCAP em Movimento” se consolida neste sábado como um ponto de encontro cultural. Além de impulsionar a geração de renda imediata para as famílias locais, o evento promove o resgate das tradições e valoriza o potencial criativo da comunidade, mostrando que a cultura e o desenvolvimento econômico caminham lado a lado.

A programação de hoje reforça o compromisso da ALCAP em descentralizar as ações culturais e apoiar diretamente as comunidades periféricas e rurais, transformando o Povoado Santana no epicentro da valorização da cultura e dos talentos locais neste fim de semana.

Elogio à patronesse Maria Isabel Martins Nunes

Por Eni do Rosario Pereira Amorim

Excelentíssima Senhora Presidente da ALCAP Jessythannya Carvalho Santos, ilustres acadêmicos, (autoridades aqui presentes), comunidade, caros amigos e familiares.

É com profunda admiração e respeito que nos reunimos hoje para render homenagens a uma figura cuja trajetória se confunde com os próprios valores que buscamos honrar, nossa estimada patronesse Maria Isabel Martins Nunes representada pela cadeira número 14 desta Casa de “Naisa Amorim”.

Escolher um patrono ou uma patronesse não é apenas um ato de reconhecimento mas a busca por um farol e em Maria Isabel encontramos a síntese da dedicação e da integridade, ela era uma mulher destemida e ética, sua palavra era lei.

Sua história é marcada pelo serviço ao próximo, pela generosidade e solidariedade na comunidade de Santana e arredores.

Uma marca forte em Maria Isabel era a partilha. Tudo o que tinha partilhava com o próximo, talvez por isso nunca faltava nada em sua casa, principalmente gêneros alimentícios. Maria Isabel Martins Nunes é símbolo de inspiração para todos nós que seguimos os seus passos.

Maria Isabel Martins Nunes não ofereceu apenas seu nome a esta cadeira da academia mas emprestou-nos a sua essência. Seu exemplo nos ensina que o verdadeiro sucesso não reside apenas nos títulos alcançados mas na marca positiva que deixamos na vida daqueles que cruzam o nosso caminho.

Dessa forma expressamos nossa eterna gratidão, que possamos honrar seu legado com a mesma ética, paixão e compromisso que ela demonstrou ao longo de sua vida a todos que necessitavam de uma oração, de um benzimento de um remédio de uma acolhida.

Ela foi uma líder importante para implantação da comunidade de Santana e para o surgimento dos festejos de Santa Ana um dos melhores festejos do Município. Muito religiosa, podemos dizer que ela tinha uma fé inabalável.

Boas lembranças guardadas na memória de Maria Isabel:
Sua fidelidade nas orações, ao raiar do dia, meio-dia e à noite.

O cafezal que havia no sitio de onde se colhiam e faziam o melhor café artesanal com erva doce;

Os bolos que eram feitos no fogão de barro com os vizinhos e as brincadeiras das crianças enquanto aguardávamos o bolo assar, eram bolos modelados de coelhinhos, macaquinhos e outros bichinhos;

O chocolate de castanha e os filhoses de tapioca fritos no azeite de coco;

Ela brigando com os macacos que derrubavam as mangas, os sapotis e comiam todas as ingás do seu terreiro;

Ao amanhecer ela se aquecendo na beirada do fogão de lenha enquanto fumava seu cachimbo, com o olhar imerso em suas lembranças;

O seu baú de estimação onde guardava tudo que lhe era “especial” algo assim como a canastrinha da Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo e a cada visita que recebia sempre tinha algo a oferecer, algum mínimo tirava de seu precioso baú: frutas, ovos, bombons, chocolates, biscoitos farinha, bolos e etc…

Enfim foram tantas lembranças que resolvi contá-las no livro Retalhos de uma história.

À nossa patronesse Maria Isabel Martins Nunes, os nossos mais sinceros e calorosos aplausos.

Muito obrigada!

PASTOR CLAUDIONOR GOMES DA SILVA

Por Liliene da Glória Costa Ferreira

CLAUDIONOR GOMES DA SILVA nasceu em 16 de maio de 1941, no povoado de Lagoa Nova, Pedreiras/MA, atual cidade de Santo Antônio dos Lopes, porém, só foi registrado em 1944, filho do vendedor ambulante Pedro Gomes da Silva e da costureira Maria Gomes da Silva, ambos pertencentes à Igreja Católica.  Em 1949, aos oito anos de idade ficou órfão de pai, mudou-se com sua família para Pirapemas onde cursou o Primário Antigo na Escola reunida “Ribamar Pinheiro”, durante o período que passou em Pirapemas aprendeu muitas profissões, dentre estas a de pedreiro e marceneiro e ainda serviu como balconista.

Em 1960, mudou-se de Pirapemas para Santa Inês, passando a trabalhar como sócio em um comércio com um tio, após três anos de sociedade, montou o seu próprio negócio e passou a gerenciá-lo. Aos dias dois de fevereiro de 1966, fez a sua decisão, aceitando Jesus na Assembleia de Deus, a partir de então passou a dedicar-se na pregação do evangelho.

No mês de julho do mesmo ano constituiu matrimônio com a senhora Elísia Coqueiro da Silva com a qual teve oito filhos e 15 netos. Os nomes dos filhos: Israel Coqueiro da Silva, in memória; Claudionor Gomes da Silva Filho; Ismael Coqueiro da Silva; Samuel Coqueiro da Silva; Isabel Cristina Coqueiro da Silva; Ivelta Coqueiro da Silva Azevedo; Otoniel Coqueiro da Silva e Elizete Coqueiro da Silva.

A sua grande vocação constituiu-se em evangelizar e ganhar almas para Cristo e não propriamente ser pastor, todavia, apresentou características de bom Servo do Senhor, o que o tornou digno para o exercício do ministério. Foi autorizado a Evangelista no dia 19 de março de 1976 em São Luís/MA e ordenado ao Santo Ministério em 26 de novembro de 1977, pelo CEADEMA – Conselho Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão, pelo representante presidente Estevão Ângelo de Sousa.

Desfez-se de seu patrimônio vendendo imóveis e móveis destituiu-se também do comércio e mudou-se para Peri-Mirim/MA, juntamente com sua esposa e cinco filhos denominados: Israel Coqueiro da Silva, in memória; Claudionor Gomes da Silva Filho; Ismael Coqueiro da Silva; Samuel Coqueiro da Silva e Isabel Cristina Coqueiro da Silva, os demais filhos nasceram nesta cidade.  Encontrou duas famílias evangélicas da denominação Assembleia de Deus: a família do irmão Rosalino Costa Leite, in memória, e a do irmão Claudionor Constantino Lopes, (conhecido como Dinor), in memória. Não possuía moradia nem casa pastoral. No primeiro momento alugou uma casa e depois foi auxiliado pelo irmão Rosalino que emprestou-lhe uma casa a qual serviu de morada pastoral e também de templo,  onde os irmãos  congregavam.

No ano de 2023, foi homenageado na 84ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), da CEADEMA, no município de Lago da Pedra, recebendo as comendas em comemoração aos 15, 25, 30 e 50 anos de Ministério.

Em 13 de maio de 2025, com 49 anos de ministério prestado na cidade de Peri-Mirim/MA, o Pastor Claudionor Gomes da Silva, juntamente com sua esposa Elísia Coqueiro da Silva, receberam por meio da Câmara Municipal de Peri-Mirim/MA, o título de cidadão Perimiriense, por meio de um projeto sob a indicação do vereador Zaqueu Pereira Leite.

 Sua trajetória religiosa ao início foi difícil, pois havia um grande campo missionário a ser explorado  e muitas pessoas a serem alcançadas pelo evangelho, estas dificuldades foram superadas. E, atualmente com 50 anos de ministério a Igreja Assembleia de Deus que iniciou apenas com duas famílias evangélicas, possui um grande remanescente composto por 20 congregações e 4 áreas de trabalho, sob sua liderança geral, contando com o auxílio de dois pastores, diáconos e auxiliares.

A vida e obra do pastor já foi objeto da monografia intitulada “Mudanças e Permanências, na História, Cultura e Memória da Assembleia De Deus, no Município De Peri Mirim/MA, apresentada pela acadêmica Liliene da Glória Costa Ferreira, ocupante da cadeira 22 da Academia de Letras, Ciências e Arte Perimiriense (ALCAP) na Universidade Estadual do Maranhão: Bequimão, 2014.

ALCAP em Movimento volta à Comunidade de Santana

No próximo dia 20 de junho de 2026 (sábado), das 8h às 11h, a ALCAP em Movimento retornará à Comunidade Santana. Em seguida, às 11 acontecerá nossa reunião de planejamento da Jornada Acadêmica e Cultural da ALCAP, que incluirá a posse dos novos membros.

Solicitamos que cada confrade confirme sua presença no grupo e informe qual fruta poderá levar para o nosso lanche comunitário, contribuindo para esse momento de integração.

A participação de todos é fundamental, especialmente dos novos membros, pois a organização e o sucesso de nossas atividades dependem do envolvimento coletivo. As reuniões institucionais também integram os compromissos assumidos pelos acadêmicos com a Academia.

Na ocasião, trataremos ainda de informações importantes sobre a posse, como padrinhos, pelerine e demais orientações da cerimônia.

Contamos com a presença e colaboração de todos.

Jessythannya Santos
Presidente da ALCAP.

Câmara Municipal manifesta apoio unânime ao pedido da ALCAP por espaço cultural em Peri-Mirim

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) conquistou, nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, mais um importante passo em sua trajetória institucional. Durante audiência realizada na Câmara Municipal de Peri-Mirim, a entidade apresentou oficialmente seu pleito para obtenção de espaço público destinado à implantação de sua sede e de um equipamento cultural voltado à promoção da leitura, da cultura, da educação e da preservação da memória local.

Representada por sua presidenta, Jessythannya Carvalho Santos, a Academia expôs aos vereadores a trajetória construída ao longo de oito anos de atuação, destacando ações de incentivo à leitura, formação cultural, educação ambiental, preservação da memória, valorização dos talentos locais e promoção da cidadania.

O pedido recebeu apoio unânime dos vereadores presentes, que reconheceram a relevância do trabalho desenvolvido pela instituição e sua contribuição para o fortalecimento da cultura perimiriense. Como demonstração desse apoio, os parlamentares assinaram uma Moção de Apoio ao pleito da ALCAP, documento que foi anexado ao processo protocolado junto à Prefeitura Municipal.

A solicitação apresentada pela Academia consiste na destinação de espaço público, mediante cessão ou concessão de uso, para implantação do Centro Cultural da ALCAP, concebido como um equipamento cultural aberto à comunidade e destinado ao desenvolvimento de atividades culturais, educativas e comunitárias.

Logo após a audiência, representantes da Academia reuniram-se com o prefeito Heliezar Soares para tratar do pedido. Na ocasião, o gestor municipal destacou a importância da atuação da instituição para o município, reconheceu a relevância social e cultural do pleito e assegurou celeridade na análise da solicitação apresentada.

Para a presidenta da ALCAP, o momento representa um marco histórico para a cultura local:

“Recebemos hoje uma demonstração de confiança no trabalho que a ALCAP vem desenvolvendo. O apoio da Câmara e a receptividade do prefeito mostram que a cultura está sendo reconhecida como uma área estratégica para o desenvolvimento do município. Seguiremos trabalhando para transformar esse projeto em realidade e colocá-lo a serviço de toda a comunidade.”, destacou.

Reconhecida como entidade de utilidade pública municipal e certificada pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura, a ALCAP reúne atualmente 40 acadêmicos e 9 membros honorários. Entre suas principais ações estão a Biblioteca ALCAP Prof. Taninho, o Clube de Leitura Prof. João Garcia Furtado, o Prêmio ALCAP Naisa Amorim, o Festival ALCAP de Cultura, o Jornal O Resgate, além de projetos voltados à educação ambiental, preservação da memória e valorização dos saberes populares.

Com o apoio do Poder Legislativo e a sinalização positiva do Poder Executivo, a Academia aguarda agora os encaminhamentos administrativos necessários para viabilizar a implantação do futuro Centro Cultural da ALCAP, iniciativa que deverá ampliar o acesso da população à leitura, à cultura, à educação e à preservação da memória de Peri-Mirim.

Moção de Apoio da Câmara Municipal de Peri-Mirim