A Inspiradora Evolução de Lia Carla

Por Lia Carla Silva França – vencedora do 1º lugar nas categorias literárias de Poesia e Crônica de 2019 e 2023, respetivamente do Concurso Naisa Amorim da ALCAP

É uma alegria enorme estar aqui hoje e fazer parte de algo tão bonito na vida de tantas pessoas. Para mim, é como reencontrar uma parte da minha própria história.

Existe uma ideia que sempre me faz pensar: a de que o simples bater das asas de uma borboleta pode causar um furacão do outro lado do mundo. Eu não imaginava que um texto escrito anos atrás me traria até este lugar, com estas pessoas, e que uma simples poesia pudesse ficar registrada na história de algo tão especial. Acredito que esse seja também o sentimento de todos os estudantes que aqui estão.

Tive a honra de participar das duas primeiras edições do prêmio e, nas duas, receber o primeiro lugar. Naquele momento, senti o orgulho de ser premiada, mas hoje, aos 20 anos, consigo enxergar que ganhamos muito mais do que uma premiação física: ganhamos incentivo, reconhecimento e, talvez o mais especial, fomos ouvidos.

E mesmo após anos dos prêmios, continuo escrevendo a minha história. Em 2023, ainda no 3º ano do Ensino Médio, alcancei a nota necessária para ingressar em Jornalismo pela UFMA, na qual fui aprovada. Depois disso, também alcancei notas para outros cursos, como Engenharia, Direito, Odontologia… Foram possibilidades pelas quais sou muito grata, mas nenhuma delas correspondia ao que eu realmente quero seguir. Por isso, continuo estudando para alcançar a nota do curso que realmente sonho e acredito que a espera também faz parte da nossa trajetória.

Hoje, olhando para tudo o que aconteceu, penso em uma frase atribuída a Clarice Lispector: “Não é à toa que entendo os que buscam o caminho. Como busquei arduamente o meu”. Acho que essa busca é uma experiência que, de alguma forma, nos aproxima enquanto estudantes: cada um de nós está construindo o próprio caminho, em tempos e realidades diferentes.

E, nesse processo, aprendi que a linha de chegada nem sempre é a nossa maior conquista. Às vezes, a nossa maior conquista é não desistir no meio do caminho, vi essa frase em algum lugar e nunca esqueci. E a educação me permite sonhar. Como dizia Paulo Freire, “a educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”.

Que este seja o nosso incentivo para nunca pararmos de buscar conhecimento e para nunca desistirmos dos nossos sonhos.

Quero agradecer ao Prêmio Naisa Amorim por me permitir viver novamente este momento e por acreditar na escrita, nos estudantes e no poder das nossas palavras.

Que Deus nos abençoe.

Muito obrigada!

Prêmio ALCAP Naisa Amorim: Jovens autores de Peri-Mirim têm suas obras imortalizadas em coletânea especial

Livro lançado pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) reúne poemas, crônicas e ilustrações premiados em três edições do concurso escolar, celebrando a memória, a educação e as tradições maranhenses.

O ponto alto e mais emocionante da programação do ENCONTRO ACADÊMICO E CULTURAL DA ALCAP, ocorrido na noite de 28 de agosto de 2026, foi o lançamento oficial da coletânea do Prêmio ALCAP Naisa Amorim. A obra é um marco na valorização da juventude e da educação de Peri-Mirim: trata-se de um livro que reúne os poemas, crônicas e ilustrações de estudantes da rede de ensino do município, premiados ao longo de três edições históricas do concurso cultural.

Mais do que uma publicação, o livro representa o reconhecimento do olhar sensível e criativo dos novos talentos perimirienses sobre sua terra, sua história e sua gente. Cada edição homenageada na obra foi guiada por uma temática central: 2019: “Peri-Mirim e suas memórias: 100 anos de história”; 2023: “Educação de Peri-Mirim: história e evolução” e 2025: “Cultura Popular: heranças e tradições do Brasil e do Maranhão”.

Confira a lista dos jovens escritores e artistas que integram as páginas desta coletânea:

Edição 2019 – Peri-Mirim e suas memórias: 100 anos de história

Na celebração do centenário do município, os estudantes revisitaram as raízes locais por meio de versos afetivos, memórias familiares e registros do patrimônio arquitetônico.

POEMAS

  • Minha cidadeLia Carla Silva França
  • Peri-Mirim, além do que os olhos veemFábian Grazielle Ferreira Gomes
  • Peri-Mirim, cidade que eu amoJady Cristiny Lopes
  • Peri-Mirim AmadaJoerbson Sebastian Pereira Nogueira
  • QuimirimSabrina Pereira
  • Minha CidadeSâmila Júlia Soares Costa
  • Capim verdeShayane Ruthielle Pinheiro Soares
  • Seus encantos me encantamThavinne Keila Mendes Diniz

CRÔNICAS

  • Através da janelaFelipe de Jesus da Conceição Pereira
  • Avenida Duque de CaxiasStefany A. Pereira
  • O Grande HomemBreno Kauê Martins Pereira
  • Peri-Mirim, Cidade Feliz!Carlos Daniel Naziazino Barros
  • Bairro da CidadezinhaGiovanna Sampaio Sousa

DESENHOS

  • Escola Municipal Secundino PereiraElizama Barros Boas
  • Em meio ao descaso ainda estou de péAna Sheilla Pinheiro Pimentel

Edição 2023 – Educação de Peri-Mirim: história e evolução

Voltando o olhar para a própria trajetória escolar, a juventude refletiu sobre o papel transformador do saber, as memórias do ambiente escolar e os mestres que deixaram legado.

POEMAS

  • De Degrau em DegrauBruna Carla Silva França
  • Era de OuroGuilherme de Carvalho Nunes
  • Educação AmigaAdrian Gabriel Durans Castro
  • Esperança na EducaçãoAna Letícia Rodrigues Nogueira
  • Ah, como é bom falar de ti, Peri-MirimAnna Júlia da Silva Rios
  • A Educação em Peri-MirimDaylla Cristine dos Santos Barros
  • Educação Ontem, Hoje, Amanhã e SempreEmily Gabriele Campos Lima
  • Entre o Passado e o PresenteGiovanna Furtado Ferreira
  • Poema de Peri-MirimIzamara Martins Costa
  • Uma Pequena EntrevistaJoquebede Câmara da Silva
  • Quem sou eu?Juan Carlos Cavalcante Buaes
  • A Educação AntigamenteKaynã Mickael Lopes Gonçalves
  • Juntos VenceremosLauriele Rodrigues Durans
  • Meu Ambiente EscolarRhenan Silva Castro

CRÔNICAS

  • MemóriasLia Carla Silva França
  • Evolução do C.E. Artur Teixeira de CarvalhoKaylanne dos Inocentes Araújo
  • Vó GuerreiraRaquel Lima Garcia
  • Um Homem de HistóriaWilliam de Jesus Furtado Boaes

DESENHOS

  • Escola Antiga, Escola AtualEnzo Gabriel Campos Barros
  • Sala de AulaPaula Rafaelly Ferreira Chaves

 

Edição 2025 – Cultura Popular: Heranças e Tradições do Brasil e do Maranhão

Na mais recente edição, a riqueza das manifestações populares — do Tambor de Crioula ao Reggae, das festividades religiosas aos mitos e ritmos maranhenses — ganhou vida na voz expressiva dos novos autores.

POEMAS

  • Raízes do Mar do SertãoThayla Monique Pereira Martins
  • Meu Brasil de Muitas CoresEduardo dos Santos Amorim Pereira
  • Herança do MaranhãoJeysiane Boas Amorim
  • Cultura popular: Heranças e Tradições do Brasil e do MaranhãoDiuene Kauane Câmara Abreu
  • Raiz que CantaEmanuely França Melo
  • Grafite: a voz da periferia na arte urbanaEzequiel Lopes Martins
  • Cultura de um Povo, um coração que conta quem somosGrazielle Maria Santos Martins
  • Brasil e Maranhão, cultura que viveHanna Eliana do Nascimento Nunes
  • Patrimônio da memóriaIsack Samuel Leite Martins
  • Retrato de uma HerançaKewellyn Maysa Campos Nascimento
  • A Riqueza do Brasil e do MaranhãoMayrla Fernanda França Ferreira
  • Maranhão: Belezas e RiquezasThais Ribeiro Amorim

CRÔNICAS

  • A Umbanda me chamouKaylla Maria Corrêa Boas
  • A noite do Tambor de CrioulaRuan Pablo Boaes Pereira
  • As Ondas do ReggaeEmily Mendes Melo
  • A Cultura da Comunidade PericumãDavi Cordeiro Costa Leite
  • O Festejo de São SebastiãoErica Júlia França Pereira
  • O Carnaval de Peri-MirimErick Rennan Gomes Melo
  • Dançar é viverJamylle Corrêa Carreiro
  • A Festa do Divino Espírito SantoNaiane Costa
  • A Resistência dos nossos AncestraisPablo Lourran Veloso Nunes
  • Pescando MomentosPriscila Ferreira Pereira
  • O Reggae no MaranhãoWellison de Jesus Andrade Pereira

DESENHOS

  • O Tambor de CrioulaBrendha Cibelle Campos Pinheiro
  • O Tambor no MaranhãoLouise Kauanny Veloso Nogueira
  • O SaciAna Thalia Pereira Andrade
  • Nosso Tambor ao luarLaryssa de Carvalho Melo

Com esta publicação, a ALCAP cumpre uma de suas mais nobres missões: incentivar o hábito da leitura e da escrita desde a idade escolar, garantindo que a criatividade dos estudantes de Peri-Mirim encontre espaço de acolhimento, divulgação e perpetuidade na história literária da região. Parabéns a todos os alunos, professores e escolas participantes!

 

Noite de homenagens e literatura marca o segundo dia do Encontro Acadêmico da ALCAP

A solenidade de titulação dos agraciados com a Comenda “Pe Gérard Gagnon” e de Membros Honorários da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) correu no dia 29 de agosto de 2026, durante o segundo dia do ENCONTRO ACADÊMICO E CULTURAL DA ALCAP, na sede Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM), sob a direção da cerimonialista Maria Nasaré Silva.

Os agraciados com  Comenda “Pe Gérard Gagnon” pelos relevantes serviços prestados na cultura e religiosidade do município foram: João Batista Lima Terezinha Nunes Pereira com a Comenda “Pe Gérard Gagnon”.

Os diplomados como Membros Honorários, pelo reconhecimento de suas trajetórias de mérito, bem como promover a aproximação da instituição e reconhecimento da contribuição social, cultural ou científica.  Os diplomados foram:

Augusto Cesar Ferreira Castro
Benedito de Jesus Costa Serrão
Douglas Airton Ferreira Amorim e
Laurijane Pereira Amorim
Lenir Costa
Maria Aparecida Franca Martins Faray
Maria de Lourdes Campos
Mirian Costa Pereira
Walton França Martins
Willian Campos Rio Branco
Zaine Campos Ferreira

 

Concluindo a solenidade, realizou-se a sessão de autógrafos das obras: Festejo de São Sebastião: Tradição e Identidade de Peri-Mirim e Memórias de uma Trajetória dos acadêmicos Diêgo Nunes Boaes e Francisco Viegas Paz.

O clima de união e valorização da identidade local reafirmou a missão da ALCAP como vanguarda do conhecimento. A instituição renova, desta forma, seu compromisso com a salvaguarda da memória histórica e com a exaltação dos homens e mulheres que edificam o patrimônio cultural de Peri Mirim.

A ALCAP se consolida no Olimpo da Eternidade

No dia de ontem, 28 de agosto de 2026, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) realizou a premiação do III Concurso Artístico e Literário Prêmio ALCAP Naisa Amorim, além do lançamento da I Coletânea de Poemas, Crônicas e Desenhos.

A ALCAP cumpriu uma das missões mais nobres da sua existência com o lançamento da Coletânea de Poemas, Crônicas e Desenhos que reúne vozes, memórias e sentimentos que ecoam a própria essência de Peri-Mirim. Cada página desta obra representa um reencontro com a história, com a sensibilidade dos nossos autores e com o poder transformador da palavra, transformando vivências e afetos em patrimônio cultural eterno.

Mais do que uma celebração literária, esta coletânea reafirma o compromisso da nossa Academia com a valorização da arte, o cultivo do saber e o fortalecimento dos laços comunitários. Um marco que floresce como semente fértil, inspirando novas gerações de leitores e escritores a manterem sempre viva a chama da nossa rica tradição cultural.

A Coletânea envolve as premiações dos anos e respectivos temas: 2019: “Peri-Mirim e suas memórias: 100 anos de história”2023: “Educação de Peri-Mirim: história e evolução”2025: “Cultura Popular: heranças e tradições do Brasil e do Maranhão”.

O evento de lançamento da obra e a premiação ocorreram no Auditório do Sindicato dos Pescadores, no Bairro Portinho, reunindo acadêmicos, escritores, estudantes, autoridades e convidados em três dias dedicados à valorização da produção cultural do município.

A cerimônia foi marcada pela presença da família do filho de Naisa, o desembargador Douglas Amorim que estava bastante emocionado com a homenagem à sua mãe.

A ALCAP consolidando-se como guardiã viva da nossa memória e farol inabalável da cultura perimiriense. Ao registrar em páginas perenes o talento, a história e a sensibilidade de nossa gente, a Academia não apenas preserva o passado, mas projeta um legado imortal que atravessará gerações, mantendo acesa para sempre a chama das nossas letras, ciências e artes.

A Presidente da ALCAP e sua equipe estão de parabéns pelo belíssimo evento e organização impecáveis!!

ALCAP divulga os nomes dos novos Membros Honorários

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) torna público o resultado dos novos Membros Honorários da instituição. A Assembleia Geral Ordinária destinada à escolha dos candidatos à titulação ocorreu no dia no dia 15 de agosto de 2026, de forma presencial, no Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM).

Membros Honorários é uma distinção que possui natureza eminentemente honorífica, conferida como forma de valorizar trajetórias de mérito e aproximar a instituição de personalidades de reconhecida contribuição social, cultural ou científica. Foram eleitos na referida Assembleia, como Membros Honorários da ALCAP, as seguintes personalidades:

Augusto Cesar Ferreira Castro

Douglas Airton Ferreira Amorim e

Maria Aparecida Franca Martins Faray.

A ALCAP parabeniza os homenageados, reconhecendo em suas trajetórias relevantes contribuições à preservação da memória, à educação e ao fortalecimento da cultura.

A posse dos novos membros honorários da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) ocorrerá em 29 de agosto de 2026, às 19 horas. A solenidade faz parte da programação oficial do Encontro Acadêmico e Cultural da instituição, realizado no Auditório do Sindicato dos Pescadores, em Portinho, Peri-Mirim (MA).

ALCAP expede comunicado aos agraciados da Comenda Pe Gérard Gagnon

Com fundamento nos artigos 37 a 40 do Regimento Interno da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), os candidatos à outorga da Comenda “Padre Gérard Gagnon” foram selecionados.

A Comenda Padre Gérard constitui uma das mais relevantes distinções concedidas pela Academia, destinada a reconhecer personalidades que tenham prestado serviços de significativa relevância à cultura, à educação e ao desenvolvimento social de Peri-Mirim e região. A homenagem resgata e perpetua o legado de dedicação e compromisso com a comunidade que marcou a trajetória do Padre Gerard.

Foram agraciados com a Comenda “Pe Gérard Gagnon”: João Batista Lima e Terezinha Nunes Pereira, os quais foram comunicados para recebimento do distintivo.

A Comenda “Padre Gérard Gagnon” destina-se à condecoração de personalidades, instituições ou grupos que tenham se destacado por suas contribuições literárias, culturais, artísticas, religiosas ou científicas, bem como por ações e projetos voltados ao desenvolvimento da educação, do civismo e da pessoa humana no município de Peri-Mirim.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA 4ª SESSÃO ORDINÁRIA DE 2026

A Presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), no uso de suas atribuições estatutárias, convoca os membros efetivos e os membros eleitos para ingresso na Academia para participarem da 4ª Sessão Ordinária de 2026, a realizar-se no dia 15 de agosto de 2026 (sábado), das 15h às 18h, de forma presencial, no Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM).

A sessão terá a seguinte pauta: 1. Eleição de novos Membros Honorários;

2. Deliberação sobre os encaminhamentos finais para a realização do Encontro Acadêmico e Cultural da ALCAP a realizar-se nos dias 28, 29 e 30 de agosto e

3. Orientações e ensaio do protocolo das solenidades de posse para membros honorários e membros efetivos.

Solicita-se que cada comissão apresente relatório sintético das ações já desenvolvidas, das definições adotadas e das providências ainda necessárias, visando ao alinhamento institucional e à consolidação da programação do evento.

A presença dos membros efetivos e dos novos membros eleitos é indispensável, considerando a relevância das deliberações para o ENCONTRO ACADÊMICO E CULTURAL DA ALCAP.

Convoacao_assembleia_assinado

ALCAP divulga relação complementar de indicados a Membros Honorários

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) tornou pública a relação das indicações deferidas ao título de Membro Honorário da ALCAP, conforme Comunicado nº 004/2026, após análise da documentação apresentada, em observância ao Estatuto Social e ao Regimento Interno da instituição.

O processo de indicações ocorreu no período de 03 a 07 de agosto de 2026 e resultou no deferimento de 03 (três) nove indicações para Membro Honorário.

A votação ocorrerá no dia 15 de agosto de 2026, das 15h às 18h, de forma presencial, no Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM).

Indicados a Membro Honorário da ALCAP,  foram deferidas as seguintes indicações:

Augusto Cesar Ferreira Castro

Douglas Airton Ferreira Amorim e

Maria Aparecida Franca Martins Faray.

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ALCAP retifica resultado do III Prêmio ALCAP Naisa Amorim na categoria Poesia

Após identificar impedimento previsto no regulamento do concurso, a Academia atualizou a classificação do 3º lugar da categoria Poesia.

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) publicou retificação do resultado final do III Concurso Artístico e Literário Prêmio ALCAP Naisa Amorim – Edição 2025, especificamente na categoria Poesia.

Após a divulgação do resultado, a própria Academia identificou que a estudante inicialmente classificada em 3º lugar se enquadrava em uma das situações de impedimento previstas no regulamento do concurso. O art. 21 do Edital nº 01/2025 estabelece que membros da ALCAP e seus parentes em linha reta ou colateral, até o segundo grau, estão impedidos de participar do certame.

Diante da constatação, Lara Sophia Silva Figueiredo Santos, anteriormente anunciada em 3º lugar, foi desclassificada, passando a ocupar a colocação a estudante subsequente na ordem de classificação.

Com a retificação, Jeysiane Boas Amorim, estudante do 6º ano da U.M.I. Carneiro de Freitas, orientada pela professora Alessandra Sodré, passa a ser a 3ª colocada na categoria Poesia.

A alteração não decorre de nova avaliação dos trabalhos, mas da aplicação das regras de participação estabelecidas no edital do concurso, preservando-se a ordem de classificação definida pela Comissão Julgadora.

Os demais resultados do III Prêmio ALCAP Naisa Amorim permanecem inalterados.

Retificacao_do_Edital_Resultado_III_Premio_ALCAP_Naisa_Amorim_e_Producoes_selecionadas_para_a_Coletanea_assinado

Descansar de Peri-Mirim?

Por Diêgo Nunes Boaes

Certa vez, resolvi viajar para São Luís, capital do Maranhão, acompanhado de um dos Correia.
Eu precisava de um tempo. Não exatamente das pessoas, mas da rotina. Queria afastar um pouco os pensamentos, descansar a cabeça, respirar outros ares e experimentar a sensação de estar longe de tudo aquilo que, por tantos anos, fez parte da minha vida.
Pensei que alguns meses distante seriam suficientes para reorganizar as ideias.
Aluguei uma casa no bairro São Francisco.
Quando cheguei, coloquei as malas no quarto, abri as janelas e fiquei alguns minutos olhando a rua.
Era uma cidade grande.
Movimentada.
Diferente.
Pensei:
— Aqui ninguém me conhece.
Talvez fosse exatamente disso que eu precisava.
Mas a vida, às vezes, gosta de nos mostrar que distância e ausência são coisas diferentes.
A vizinha de um lado era dos Amorim.
A outra, dos Ferreira.
Saí para caminhar e encontrei Costa, Melo e Castro.
Na padaria, uma dos Sousa atendia, enquanto Silva e Lima conversavam alegremente. Comprei os pães das mãos de um dos Andrade.
Fiquei parado por alguns segundos.
Não era possível.
Eu tinha saído de Peri-Mirim, mas parecia que Peri-Mirim havia decidido sair comigo.
Naquele momento, achei graça.
No fundo, pensei que fossem apenas coincidências.
Mas as coincidências continuaram.
Na feira, encontrei um dos Nunes vendendo farinha de Santana e um dos Lopes vendendo piaba. Mais adiante, Pinheiro, Pinto e Nogueira faziam suas compras.
No supermercado, surgiram outros conhecidos: Souza, Santos, França, Botão, Almeida, Correia, Cordeiro, Leite, Diniz e Ribeiro.
Depois vieram Abreu e Bahury, sentados numa praça.
No telefone, uma conterrânea dos Duailibe e Bordalo pedindo orientação sobre serviços da Equatorial.
No WhatsApp, uma mensagem de um amigo dos Inocentes.
E, na porta de casa, ainda encontrei Oliveira, Boas, França e Nunes, cantando toadas de Carlos Pique e Santiago.
Mais tarde, alguns dos Alves, Carreira e Martins passaram de carro, acenando e buzinando.
Naquele instante, já não achei tanta graça.
Fiquei em silêncio.
Porque percebi que aquilo não era apenas uma sequência de coincidências.
Era uma lembrança.
Uma lembrança de que existem lugares dos quais podemos sair, mas que nunca deixam de morar dentro de nós.
Foi então que comecei a compreender uma coisa.
Durante muito tempo, pensamos que casa é o lugar onde moramos.
Talvez não seja.
Casa também pode ser o lugar onde alguém conhece nosso nome.
Onde sabem quem é nossa mãe, nosso pai, nossos irmãos e nossos amigos.
Onde uma pessoa pode nos encontrar na rua e perguntar:
— E aí, como está o pessoal?
Casa é onde uma conversa começa sem precisar de apresentação.
Onde um sobrenome não é apenas um sobrenome, mas uma história.
Onde uma família lembra outra.
Onde uma lembrança puxa outra.
E, quando percebemos, estamos novamente diante de tudo aquilo que pensávamos ter deixado para trás.
São Luís era grande.
Muito maior do que Peri-Mirim.
Mas, naquele momento, descobri que tamanho não é medido apenas em quilômetros.
Uma cidade pode ser enorme e, ainda assim, não conseguir ocupar o espaço que uma pequena cidade ocupa dentro da memória de alguém.
Peri-Mirim talvez seja pequena no mapa.
Mas dentro de quem nasceu, cresceu ou construiu sua história ali, ela pode ser imensa.
Naquela viagem, descobri também que sentimos saudade de coisas que nem sabíamos que amávamos.
Sentimos falta de uma conversa na calçada.
De encontrar alguém conhecido no caminho.
Do jeito particular que as pessoas chamam umas às outras.
Daquela pergunta aparentemente simples:
— Tu conheces fulano?
Sentimos falta da feira.
Da farinha de Santana.
Da piaba.
Das toadas.
Das histórias repetidas tantas vezes que já sabemos o final, mas continuamos ouvindo porque o importante nunca foi descobrir o que aconteceu.
Era estar ali.
Junto.
Pertencendo.
Talvez seja isso que chamamos de identidade.
Não é apenas saber de onde viemos.
É reconhecer aquilo que permanece em nós mesmo quando estamos longe.
Depois de alguns dias em São Luís, parei de tentar fugir de Peri-Mirim.
Comecei a enxergá-la de outra maneira.
Percebi que aquelas pessoas que encontrei não eram obstáculos para o meu descanso.
Eram pontes.
Pontes entre o lugar onde eu estava e o lugar de onde eu vinha.
Cada sobrenome trazia uma lembrança.
Cada rosto conhecido carregava uma história.
Cada encontro me devolvia um pequeno pedaço de casa.
E então compreendi que talvez eu não tivesse viajado para esquecer Peri-Mirim.
Talvez eu tivesse viajado justamente para perceber o quanto ela fazia parte de mim.
Hoje, quando penso naquela viagem, lembro de uma coisa muito simples: ninguém consegue descansar de suas próprias raízes.
Podemos nos afastar.
Podemos mudar de cidade.
Podemos conhecer outros lugares, outras pessoas e outros caminhos.
Mas aquilo que nos formou continua caminhando conosco.
Peri-Mirim não ficou para trás naquela viagem.
Foi comigo.
Foi na mala.
Foi na memória.
Foi nos encontros.
Foi nas conversas.
Foi nos sobrenomes.
Foi na música.
Foi na saudade.
E talvez seja esse o verdadeiro sentido de pertencer a um lugar: não precisar estar nele para senti-lo.
No fim, descobri que não era Peri-Mirim que eu precisava deixar por alguns meses.
Era apenas a pressa.
A rotina.
O cansaço.
Porque Peri-Mirim, essa eu nunca conseguiria deixar.
E talvez nem quisesse.
Porque existem lugares que a gente visita.
Existem lugares onde a gente mora.
E existem lugares que, mesmo depois de muitos quilômetros de distância, continuam morando dentro da gente.
Peri-Mirim é um desses lugares.

 

Imagem da Internet

 

História baseada no que o povo de Peri Mirim quando viaja pra morar em São Luís relata sobre seus conterrâneos.