Por Ana Cléres Santos Ferreira
O Povoado de Santana viveu um sábado inesquecível de celebração à identidade maranhense. Neste dia 20 de junho, a comunidade recebeu o aguardado retorno do projeto ALCAP em Movimento, uma iniciativa da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Mais do que um evento institucional, a 2ª edição do projeto transformou-se em um manifesto de resistência e valorização da cultura ancestral da Baixada Maranhense.
O grande destaque do encontro foi a presença marcante do Grupo de Tambor de Crioula do Povoado Mangueiral. O grupo atendeu ao meu convite especial aos meus vizinhos do Povoado Mangueiral. A união entre a literatura e a tradição do tambor reforçou o papel da cultura como ferramenta de união e fortalecimento comunitário em Peri-Mirim.
O Poder do Tambor em Peri-Mirim
Em uma região onde a ancestralidade pulsa forte, o Tambor de Crioula não é apenas entretenimento; é um elo com a história, uma dança de devoção e a expressão máxima da alma do povo perimiriense. No Povoado Santana, o som dos couros ecoou como um lembrete da importância de preservar essas raízes para as próximas gerações.
O encerramento do evento foi um verdadeiro espetáculo de ritmo e cores. No comando dos tambores e da animação, os artistas: Rincon, Banquinho, Luís de João Chico, Fernando, Miúdo e Rui ditaram o compasso que contagiou o público.
O terreiro ganhou vida com o colorido das saias rodadas e a força do pungado. As brincantes: Alcilene, Juliene, Lulu e Maria comandaram a dança com a graciosidade e a energia características da manifestação. A sinergia foi tanta que o público não resistiu: eu e minhas confreiras da ALCAP também caímos na dança, com destaque para o ritmo e alegria de Nasaré, Ana Cléres e Nita, que celebraram a cultura da forma mais autêntica possível – dançando junto com o povo.
Literatura e Tradição de mãos dadas
O sucesso desta edição do ALCAP em Movimento no Povoado Santana deixa um recado claro: a literatura, a ciência e as artes de Peri-Mirim só caminham e se desenvolvem se estiverem de mãos dadas com as tradições populares. Eventos como este mostram que o Tambor de Crioula e a união comunitária são o verdadeiro combustível que mantém viva a identidade cultural do município.
À frente desse trabalho de resgate e valorização cultural está a presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Jessythannya Carvalho Santos. Sob sua liderança visionária e sensível, a instituição tem rompido as barreiras dos espaços formais para se consolidar como uma verdadeira guardiã da identidade local. Ao abraçar manifestações tradicionais como o Tambor de Crioula e integrá-las às ações da ALCAP, a gestão da presidente não apenas descentraliza o acesso à cultura, mas também valida a importância de cada comunidade rural na construção do patrimônio histórico de Peri-Mirim, demonstrando que a verdadeira erudição nasce do respeito e da celebração das raízes populares.

