Casa na árvore

Por Diêgo Nunes Boaes

Sonho de toda criança
Feita de madeira, ferro, tecido e muita emoção
A casa na árvore se torna um espaço para a recreação, espaço de trabalho, habitação e observação.

De degrau em degrau,
de galho em galho,
com delicadas mãos,
Feita sem nenhum atrapalho

Planejada, com meses
de projetos bem sucedidos,
No alto da azeitoneira divisa com a paparaubeira.
Com amarros corridos


Assento triangular
e de cor alaranjado
laterais de cortinas de tecido
para esconder do sol avantajado.

Cada galho tem um degrau
Que espalha o cansaço ao subir
Porém, uma sensação boa ao chegar
Naquele belo local pude sentir

A vista de cima,
dá-se ao campo radiante
que no inverno nos propicia
um cenário exuberante.

A 14 metros aproximadamente,
levou um mês de construção.
Na descida pude sentir extremamente
o calor da emoção.

Naquele lindo lugar
O forte vento,
A paz e a tranquilidade,
É que nos permite passar mais tempo.

O que vale é a aventura
O desejo de passar mais tempo ali
De fazer mil e uma peripécias
E lá mesmo se divertir.

PEQUENAS GRANDES CRÔNICAS: TEMPOS DE CRIANÇA

Por Diêgo Nunes Boaes 

Brincadeira de criança
Me veio à lembrança da brisa, daquele cheiro de terra molhada, dos cantos mais suaves dos pássaros que circundava as terras dos meus avós.
Quando me assentava embaixo da mangueira, juntava as pequenas mangas que caíam com o vento forte e através delas confeccionava bois e vacas com o auxílio da farpa da pindoba. Fazia um, dois e mais que, de repente, já tinha uma boiada inteira. Nas prosas com meus avós, minha avó me conta que ela tinha várias bonecas feitas de sabugo de milho. Meu avô fazia da folha da pindoba cata-vento; das cascas do coco manso, um brinquedo semelhante ao pé-de-lata; das latas de sardinha diversos carrinhos; da pindoba ou da folha de bananeira, um cavalinho, semelhante ao cavalo de pau e do barro do campo fazia alguns animais como bois e cavalos. Minha bisavó tinha várias bonecas de pano, hoje em dia ela é apaixonada pelas bonecas modernas, seu quarto é cheio, ela gosta daquelas que falam, pois é um passatempo para ela, apesar dos tempos ela ainda brinca de ser criança.
Andar de canoa
É realmente uma maravilha sentir a brisa do campo, aquele cheiro do ar, suave, agradável, ouvir os cantos dos pássaros, e os nados dos patos e parturis e seus incríveis mergulhos em busca de alimento.
Levemente enforquilhando a canoa, levando-a de um lado para o outro, sentimos o maciço barro que por longas datas ainda é o companheiro fiel do campo, nas laterais, passamos pelos pés de folha, onde ficam os ninhos das jaçanãs, das joaninhas e vários outros habitantes que deixam o lugar mais lindo e colorido.
À frente, encontramos um lugar onde certamente servirá de pausa para um banho, um local limpo, sem muitos obstáculos, mas antes disso, alagamos a canoa, para que a diversão seja mais emocionante e intensa. Todos os tripulantes daquela pequena embarcação resolvem então mergulhar, brincam, se divirtam como se o dia não fosse mais acabar.
Balanço na árvore
Hoje quando almoçava, me veio a recordação dos tempos de criança, as brincadeiras utilizadas, estas, eram sem recurso, mas eram “naturais”, puras, não existia malícia ou danos a ninguém, elas simplesmente eram inesquecíveis, despertavam o interesse e mostrava a disposição. Um exemplo a demonstrar era o balanço feito de pneu de carro que era amarrado aos grossos troncos de mangueira, quando brincávamos, a alegria era muito grande, o sentimento de estar voando era exuberante, sem tocar ao chão ia longe e a imaginação era utilizada como força e superação. Brincar de balanço requeria dos participantes, força e habilidade, mas a melhor parte era estar sentado a ele, e compartilhar daquele momento único e verdadeiro e poder sentir aquele frio na barriga. O medo de altura simplesmente desaparecia no meio daquele singelo sorriso amarelo.
Viva ao jogo de bete
Entre latas ou litros,
um par de tacos,
círculos desenhados ou cavados no chão,
Brutas tacadas, corre, corre e gritaria
Muita cascaria
E bola na mão.
Uma dupla na bola e
outra no taco
Correndo de um lado para o outro,
Contando de dez em dez até o cem
até chegar ao campeão.
Licença e licença são ditas
Nos momentos de tribulação
Todas as crianças da rua fazem festa na maior diversão.
No meio aos pés descalços, reina a cansaria e muita emoção.

Vivendo a vida
Correr, pular, brincar e se divertir;
Estudar, chorar e sorrir;
Jornada esta que faz parte do cotidiano;
De qualquer ser humano, com ou sem plano;
Mostre que és uma pessoa feliz, sem maldade, sem malícia, mas sim com simplicidade;
Basta ter aquele belo e singelo sorriso, ser amigo de todos e fazer aquilo que é preciso; ter dúvidas da vida se faz necessário, mas pelo contrário, mostre que viver vale a pena e deixe de lado o que mais ti envenena.

Tem brincadeira de corda, queimado, futebol, amarelinha, elástico, boca de forno, roda, corrida de saco, rouba-bandeira, bombarquinho, peteca, mímicas e várias outras. Ah! Como é bom recordar o passado, nossas lembranças mais singelas, faz bem para a alma e para o coração.



Antônio João França Pereira

Ocupante da Cadeira nº 06 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como patrona Cecília Euzamar Campos Botão.  É natural de Peri-Mirim (MA). Nasceu em 24 de junho de 1947. Filho de Antônio João Pereira e Mercedes França Pereira  (ambos in memoriam).

Casado com a Sra. Graça Maria França Pereira. Teve quatro filhos, atualmente só tem três, todos formados em Direito, quatro netos sendo um homem e três mulheres e duas bisnetas.

Estudou em Guimarães no Seminário S. José e em S. Luís no Seminário Santo Antônio viabilizado por Pe. Gerard. Cursou o 2.º grau no Liceu Maranhense. Formado em Letras. Ministrou cursos Intensivos de Matemática e Educação Física, curso de Formação de Gerente de Agência da Caixa Econômica Federal.

Lecionou Português e Matemática no Ginásio Bandeirantes de Peri-Mirim, Anajatuba, e nos colégios Coelho Neto, Escola Normal e colégio Caxiense em Caxias e Escola Normal em Barra do Corda.

Hoje, é aposentado da Caixa Econômica Federal e empresário.

É sincero, gosta da verdade, ama Peri-Mirim, em especial Portinho. Não é omisso, é otimista, filantrópico, solidário, veio para ajudar. Não consegue ter raiva, nem rancor de ninguém.

Tem noções de inglês, francês e latim.

Acredita que todos nós nascemos para fazer o bem.

Agradecimentos a todos que se engajaram na fundação desta Academia, hoje, “ALCAP”

Pensamento: “Enquanto eu era feliz tinha vários amigos, quando as coisas foram ficando difíceis, fiquei sozinho.”

Jaílson de Jesus Alves Sousa

Ocupante da Cadeira nº 28 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como patrono Raimundo João dos Santos. Nasceu no dia 4 de dezembro de 1994, no hospital São Sebastião em Peri-Mirim/MA.

Filho de José Maria Melo Sousa e Maria do Livramento Alves, que se separam na época do meu nascimento. Foi criado pela sua mãe e avós maternos: Manoel de Jesus Martins e Albina Alves. É o caçula de quatros irmãos, tem o prazer de citar o seu irmão mais velho José.  Sua segunda irmã é Josenete e a terceira é Joselia.

Iniciou sua vida estudantil com quatro anos de idade no Jardim de Infância” O Pequeno Príncipe” na sede de Peri Mirim. Ingressou no Ensino Fundamental na Escola Carneiro de Freitas, cursando a primeira série no ano de 2001; tendo como professora durante os quatros anos do fundamental menor a docente Terezinha Almeida (Terezinha de Galêgo), pela qual tem grande estima e admiração por ter lhe iniciado no mundo das letras.

Cursou o Ensino Fundamental maior na escola Artur Teixeira de Carvalho, concluindo essa modalidade de ensino no ano de 2009. Tenho a honra de prestar homenagens a professora Maria da Luz Nunes, vulgo Marizinha de Teca, que durante todo o percurso de aprendizagem aprendeu a admirá-la, pois, além dos quesitos pertinentes a disciplina de Língua Portuguesa, mostrou o quão relevante é o respeito para a construção do ser humano como cidadão de bem, tornando-se construtor da sua própria história. Na referida escola continuou os estudos do Ensino Médio, concluindo essa etapa no ano de 2012.

Iniciou o curso de Licenciatura em Pedagogia à distância no ano de 2013 pela Instituição Reunida de São Paulo, encerrando o curso acadêmico no ano de 2016.

O seu maior sonho é publicar um livro sobre as culturas perimirienses, e essa é uma das razões pelas quais candidatou-se a uma cadeira da Academia Perimiriense.

Elinalva de Jesus Campos

Ocupante da Cadeira nº 27, que tem como patrona Júlia Silva. É Natural de Peri-Mirim, nascida no dia 17 de fevereiro de 1993, às 08:00 horas em sua residência no povoado Beira do Campo. É a primeira filha do casal Ednaldo de Jesus Campos e Maria Antônia Campos, ambos são pescadores e têm dois filhos sendo o caçula Elinaldo de Jesus Campos. Seus pais não concluíram o primeiro grau e por esse motivo, em 1995 vieram residir no centro da cidade em busca de uma qualidade de vida melhor para os filhos e uma boa educação.

Em 1997 deu-se início à sua vida estudantil, passando pelos primeiros processos de ensino aprendizagem da educação infantil no Jardim de
Infância Pequeno Príncipe. No ano de 2000 ocorreu a primeira mudança de escola para cursar o ensino fundamental menor, que por sua vez chamava-se Unidade Escolar Carneiro de Freitas, na época a escola pertencia ao Estado. Nesta unidade de ensino permaneci por quatro anos até está apta a cursar o ensino fundamental maior.

No ano de 2004 ingressou na escola Artur Teixeira de Carvalho com 11 anos de idade. Frequentou esta instituição por sete anos, cursando também o ensino médio. Durante sua vida escolar básica fiz muitos cursinhos preparatórios e profissionalizantes como Secretariado, Rotinas administrativas, Saúde e prevenção, além de oficinas de artesanato. Em 2008 participei do curso de Operador de Ambiente Windows (Informática), onde a escola fazia uma seleção dos melhores alunos para um estágio e, fui uma das alunas selecionadas e durante o ano de 2009 fez o estágio obteve um bom êxito, passando a fazer parte do quadro dos professores da escola aos 17 anos em 2010.

Participou também do projeto do governo do Estado Pro-Jovem, projeto este vinculado à Secretaria de Assistência Social do município, que tinha como capacitar os jovens e suas famílias com cursinhos e oficinas para que pudessem realizar atividades lucrativas que ajudassem na economia familiar.

É batizada, crismada e consagrada, sua vida religiosa se deu com a participação em vários grupos e pastorais da igreja católica atuando em vários cargos, como a Catequese onde foi Catequista por três anos, após receber o sacramento da Crisma, a Legião de Maria Juvenil atuando como secretária e depois vice-presidente, a Liturgia, Grupo de Coroinhas, Grupo de Música e a Pastoral da Juventude onde permanece até o presente momento como assessora da Juventude do Setor Bequimão (o setor Bequimão é composto por cinco paróquias e uma área pastoral que são Peri-Mirim, Palmeirândia, São
Bento, Bequimão, Alcântara e Oitiua) atuando no processo de formação e educação da juventude da Diocese de Pinheiro.

Em 2011, após fazer o exame nacional do ensino médio recebi a notícia que foi aprovada pela Universidade Federal do Maranhão campus de Pinheiro no turno noturno para o curso Interdisciplinar de Ciências Humanas. O curso tinha duração de quatro anos e durante sua formação teve a necessidade de se afastar para duas cirurgias, por esse período o curso passou por uma avaliação do MEC onde sofreu alterações na quantidade de anos para a formação completa do universitário. Essa alteração permitiu aos estudantes escolher uma habilitação em uma área específica, optou pela área de História. Concluiu a faculdade em 2018 com nota 9,5 sendo a primeira da família a possuir o ensino superior.

Durante sua formação acadêmica atuou na área da educação como professora do ensino fundamental menor na escola Cecília Botão-Anexo onde estive por dois anos como professora contratada. Fui coordenadora do projeto da Secretaria de assistência social Jovens em Ação onde coordenava uma equipe de professores que trabalhavam com aulas, palestras, atividades físicas e oficinas para desenvolver e qualificar jovens. O projeto também acompanhava adolescente com problemas familiares e problemas com as drogas.

É amante e incentivadora da cultura popular maranhense, tendo participado de vários grupos folclóricos do município de Peri-Mirim em que os objetivos eram resgatar e preservar a cultura popular local. Participou como índia do Bumba-meu-boi Brilho da Baixada, foi dançarina por 10 anos na companhia de Dança Laço de Prata, índia no Bumba-boi dos Idosos, dançarina em grupos de quadrilhas juninas, integrante da companhia de Arte e Teatro “Nossa arte”, dançarina no grupo de dança de rua, integrante da banda de fanfarra da escola do município de Peri-Mirim e do município de Palmeirândia.

Atualmente é professora nomeada de 6.º ao 9.º ano, atuando na Escola Municipal Cecília Botão-Anexo, realiza pesquisas na área de história e religião tendo uma publicação no livro de resumo da Universidade Estadual do Piauí e cursando a pós-graduação em Docência da Educação Básica.

Elinalva de Jesus Campos se considera apta a ocupar uma cadeira na Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense devido a sua contribuição na educação do município como professora, pesquisadora, formada em História, pelo trabalho realizado com a juventude na Baixada Maranhense e por fim, valorizar e incentivar a cultura popular brasileira, encolhendo a senhora Julia Silva para homenageá-la como sua patrona.

Diêgo Nunes Boaes

Ocupante da Cadeira nº 26, que tem como Patrono João Garcia Furtado. Filho único da relação entre Dulcilene Pereira Nunes e Júlio César Campos Boaes. Nasceu no dia 26 de abril de 1992, num domingo, dia em que seu avô materno, chegava de jogar futebol da cidade de São Bento-MA.

Sua mãe queria que seu nome fosse Wesley e naquela época seu avô materno, Domingos (Duro), era fã de Diego Maradona, e com a desculpa de não saber chamar Wesley, pediu a ela que o nomeasse Diêgo, em homenagem a um dos maiores jogadores de futebol daquela década. E assim foi. A sua mãe lhe teve ainda nova, na flor da juventude, aos 16 anos de idade, período onde seus avós acabavam de mudar-se para o centro da cidade, em busca de melhores condições de vida. Em todo esse tempo, até os dias atuais Diêgo reside em companhia de seus avós maternos. Isso resume o porquê de ele ser mais apegado aos familiares maternos.

Foi matriculado aos 3 anos de idade no Jardim de Infância o Pequeno Príncipe, aos 6 anos ingressou na Unidade Escolar Carneiro de Freitas, teve como professora durante os 4 anos Delcy Pereira Nunes (in memoriam), pela qual sempre teve muito carinho, dos 11 aos 14 anos de idade estudou no nível fundamental e dos 15 aos 17 anos no nível médio, ambos no Centro Educacional Artur Teixeira de Carvalho, antigo CEMA.

A história de Diêgo se resume em sonhos, desafios e fé, sempre conseguia o que queria, pois persistia em seus objetivos, desistir jamais, esse sempre foi o seu lema. Estudou por toda sua vida em escola pública, pois sua família nunca teve condições de colocá-lo em colégio particular. Mesmo assim sempre se dedicou aos estudos, nunca obteve notas vermelhas em seus boletins e no meio acadêmico nunca repetiu nenhuma cadeira na Universidade.

Graduado em Licenciatura em História pela Universidade Federal do Maranhão- UFMA, Pedagogia pela BethHakan, pós-graduado em história e cultura afro-brasileira pela Faculdade Antônio Propício Aguiar Franco- FAPAF, pós-graduando em Gestão, Coordenação e Supervisão Escolar pela FAINTER e é mestrando em Ciências da Religião pelo Instituto Gamaliel.

Foi selecionado por meio do ENEM para o curso de Licenciatura em Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão- UFMA, Campus de Pinheiro, com habilitação em História. No mês de maio de 2012, conseguiu aprovação em um seletivo para atendimento ao cliente pela Companhia Energética do Maranhão- CEMAR, atual Equatorial Energia, na sua cidade natal, Peri-Mirim.

Sempre foi muito católico, de família religiosa, exercia diversos cargos na Igreja Católica: foi catequista por vários anos, Coordenador Geral da Pastoral da Juventude, vice-líder do Terço dos Homens, Coordenador do Grupo de Jovens, Presidente da Legião de Maria e Membro da Liturgia. Atualmente é membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, a qual faz parte desde 2013. Nesse mesmo ano foi afastado do serviço por 06 meses, retornou com uma proposta salarial menor, trabalhou até janeiro de 2015 nessa opção. Nos momentos oportunos não parava, foi coordenador do Programa Mais Educação por 2 anos e Coordenador-Alfabetizador do Programa Brasil Alfabetizado, por 4 anos.

Atualmente está sendo supervisor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação- SEMED Peri-Mirim, e está no atendimento Equatorial até os dias atuais, por sua formação, em História, nunca teve a oportunidade de lecionar, mas sempre é convidado pelas escolas para ajudar em projetos e dar palestras.

Diêgo significa conselheiro, e amigo. Se identifica com a simplicidade e humildade, gosta de ajudar ao próximo, não lhe cansa em poder ajudar seus irmãos. Faz parte da história da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), como primeiro-secretário e membro-fundador pela qual tem maior apreço e carinho por esta referida instituição.

Edna Jara Abreu Santos

Ocupante da Cadeira nº 25, que tem como patrona Raimunda França. Nasceu em 24 de junho de 1991 no Município de Peri-Mirim. De família humilde, tendo como principal meio de trabalho a roça. Filha de Ana Cleide Abreu e Edvaldo de Jesus Santos, morou com meus pais no Povoado Rio Grande até os 9 (nove) anos quando veio a separação. Tem três irmãos, sendo a primogênita Cleide Ane Abreu Santos, Leidivaldo Pereira Santos e Reginaldo Pereira Santos, sendo estes dois últimos do segundo casamento do seu pai. É bisneta de Raimunda França, seus avós maternos são: Francisca do Carmo França e José Ribamar Abreu e paternos: Raimundo dos Santos e Domingas do Rosário Câmara dos Santos (in memoriam).
Depois da separação dos seus pais foi morar com os avós maternos no centro da cidade. Aos 20 (vinte) anos casou-se e tornou-se mãe da Alice.
TRABALHO
Os três últimos anos do Ensino Médio começou a trabalhar como doméstica pela manhã, à tarde ia para a Escola e à noite fazia curso de informática.
Em 2009 tomou posse no concurso Público Municipal como Agente Administrativo. À noite fazia o curso de Letras em Bequimão- MA.
Os primeiros 8 (oito) anos de efetivação trabalhou no prédio da Prefeitura onde realizava serviços de recepcionista, buscas e organização de documentos antigos, pesquisa de tempo de serviços e outros. De 2010 a 2016 foi membro, secretária da Comissão Permanente de Licitação e Pregoeira do Município. Desde 2017 ao presente ano estou exerce suas funções em uma escola pública municipal.
FORMAÇÃO ESCOLAR
Sua primeira escola foi a Escola Municipal “Padre Gerard” no Povoado Torna onde cursou  a 1ª e a 2ª série (7 e 8 anos); de 2000 a 2001 fez a 3ª e 4ª Série na Unidade Escolar “Carneiro de Freitas”, sede, e a partir do ano de 2002 a 2008 estudou na Unidade Escolar “Artur Teixeira de Carvalho” (hoje CEE “Artur Teixeira de Carvalho”). Em 2009 foi selecionada pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA a cursar Letras com habilitação em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e respectivas literaturas diariamente no período noturno no Município de Bequimão – MA. Passou no importante seletivo para curso técnico em informática pela UEMANET, no entanto, curso não concluso por motivo de força maior.
Finalizou o Curso de Pós-graduação Latu Sensu, Especialização em Educação Especial Inclusiva pela Faculdade de Tecnologia Antônio Propício Aguiar Franco – FAPAF em 2016.
Possui diversos cursos online no currículo inclusive o de inglês. O meu principal objetivo é dominar o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o domínio total da Língua Inglesa e da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
Tem habilidades em trabalhar com os programas Microsoft Office e o Broffice e seus respectivos aplicativos. Está em constante aprendizagem pois acredita na importância do uso da tecnologia na educação e aposta na qualificação contínua, pois sabe que as necessidades do mundo se modificam e é preciso a reciclagem e acompanhar essas mudanças.

José Sodré Ferreira Neto

Ocupante da Cadeira nº 24, que como como Patrono José Santos. Nasceu em São Luís/MA, no dia 20 de abril de 1986, no Hospital Universitário Materno Infantil, filho de Antônio Campos Sodré Ferreira (Tozinho de Zé Sodré) e de Ana Cléres Santos Ferreira (Cléres de Zé Santo), ambos naturais de Peri-Mirim/MA. Avós paternos: José Sodré Ferreira (Zé Sodré) e Maria José Campos Ferreira (Maria Sodré) e avós maternos: José Santos (Zé Santos) e Maria Amélia Martins Santos.

Em 1988, antes de completar dois anos, foi morar com seus avós maternos, no Outeiro da Cruz. Em 1989, ingressou no maternal do Colégio Menguinho, ainda com dois anos. Em seguida, em 1992, passou a integrar a família Marista, onde permaneceu até a conclusão do Ensino Médio, no ano de 2003.

Desde menino pretendia cursar Medicina, mas, após a conclusão do Ensino Médio, os ventos o levaram para o curso de Direito, na cidade do Rio de Janeiro, tendo concluído a graduação em 2010, mesmo ano que logrou a aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em 2013 foi aprovado no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para o Curso de Ciências Contáveis para a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tendo escolhido esse curso em homenagem sua tia e madrinha Ana Creusa e seu tio Carlos Magno (in Memoriam), este a quem chamava de pai, cursando apenas um período.

Em 2014, durante uma ida a cidade de Fortaleza/CE para assistir aos jogos da Copa do Mundo, conheceu a sua esposa, Cibelle Rocha. Em 2015, decidiu morar no Ceará, onde casou, em uma cerimônia bela e inesquecível, em 2016.

O ano de 2017 foi marcado por dois acontecimentos antagônicos: a perda irreparável daquele que foi a sua grande inspiração, seu avô paterno José Santos, a quem sempre teve como pai e exemplo – o seu eterno Papaizão –  e a sua aprovação no concurso para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí.

Em 2018, para dar sentido a tudo que trilhou, veio ao mundo a sua primogênita, Manuela, cujo nome significa – Deus está conosco.

Apesar de ter nascido em São Luís, sempre teve Peri-mirim como sua terra natal e, sempre que possível, está presente a este tão aconchegante pedaço de chão. Por isso, muito lhe honra e felicita ocupar uma cadeira na Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP).

Jessythannya Carvalho Santos

Ocupante da Cadeira nº 23 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP)que tem como Patrono Agripino Marques. Nasceu na cidade de Peri-Mirim, estado do Maranhão, em 19 de julho de 1981, é servidora técnica do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), com formação em Administração de Empresas, especialista em Controladoria e Gestão pública.

É filha do professor e político Raimundo João Santos, nascido em Peri-Mirim, popularmente conhecido como Taninho, e de Maria de Jesus Cardoso Carvalho, nascida em Chapadinha, Maranhão.

Fez o curso pré-escolar no Jardim de Infância “Pequeno Príncipe” e todo o Ensino Fundamental na Escola Municipal “Cecília Botão”. Em 1998 concluiu sua habilitação profissional de magistério na Escola Comunitária “Cenecista Agripino Marques”.

Ainda na adolescência engajou-se nas atividades da sua comunidade, Paróquia de São Sebastião. Foi catequista e integrante das pastorais da criança, da liturgia e da juventude.

Iniciou a vida profissional em Peri-Mirim, em 1999, como professora de matemática e professora voluntária de alfabetização de jovens e adultos.  Em 2000 foi diretora da Escola Municipal “João Garcia Furtado”, no povoado Tucunzal.

Aos 20 anos, foi para São Luís, MA, residindo na casa da família do Pastor Claudionor Gomes da Silva, onde preparou-se para o vestibular e foi aprovada no vestibular da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), ingressando no curso de Administração de Empresas em 2003.

Durante a graduação residiu com a família do tio paterno João Raimundo Santos (Cacá) e realizou três estágios: estágio extracurricular como Trainee nas Lojas Americanas (2006); estágio curricular na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) (2006) e nas Centrais Elétricas do Norte (ELETRONORTE) (2007), sendo contratada pela ELETRONORTE no final do estágio como prestadora de serviço de assistente administrativo, atuando na Assessoria de Gestão.

Realizou em 2008 atividade voluntária de capacitação de servidores municipais e do comércio de bens e serviços no município de Capitão de Campos, Piauí, por meio do Projeto Rondon – Operação Grão-Pará, realizado pelo Governo Federal, Ministério da Desesa.

Em 2009, após aprovação no concurso público do município de Peri-Mirim para o cargo de Agente Administrativo, voltou a residir com a família, trabalhando na Escola Municipal “Cecília Botão”, tendo sido também professora de inglês na mencionada escola. No mesmo ano, foi aprovada em 1.º lugar no concurso realizado pelo município de Presidente Sarney, MA, para o cargo de Administrador.

Foi professora de qualificação profissional em administração pelo Programa Projovem Urbano, na cidade de Pinheiro, MA (2010-11) e tomou posse no cargo de Administrador no município de Presidente Sarney em 2011, momento em que voltou a prestar serviços na Assessoria de Gestão da ELETRONORTE em São Luís, por meio da empresa The Logical, Informática e Engenharia Elétrica Ltda., sediada em Belém, estado do Pará.

Em 2012, foi aprovada em 1.º lugar no concurso do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), Pólo de Pinheiro, para o cargo de Técnica Administrativa, tomando posse em 2013.

Possui os seguintes cursos de especialização, ambos realizados pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA): Especialização em Controladoria (2011-13) e Especialização em Gestão Pública (2014-2016).

Em seu tempo livre, dedica-se, especialmente, à música (violão), e ao aprimoramento do aprendizado da língua inglesa.

Liliene da Glória Costa Ferreira

Ocupante da Cadeira nº 22 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como patrono Edmílson Ferreira Ribeiro. Brasileira, maranhense, casada, professora do Ensino Infantil, graduada em Pedagogia; História, cursando Licenciatura em Música; pós graduada em Docência da Educação Básica e Ensino de História. Nasceu em 27 de março de 1980, no Povoado Pontal – Bequimão, filha de José Castro Costa e dona Maria Amorim Costa, ambos lavradores, fui uma criança autônoma, não tive muitos amigos em sua infância, pois sofria de bullyng, o que muitas vezes a fazia ficar retraída.

Todavia, tinha grandes sonhos a conquistar, dentre estes dois que pareciam inalcançáveis diante das circunstâncias, queria ser cantora e professora, com esse sonho nascendo dentro de si, passou a escrever músicas e poemas, e com as mesmas alegrava os dias da sua mãe, cantando de frente para a brisa do campo, sentada em um curral. Enquanto isso, anos e anos se passavam e distante do pai, ela e seus quatros irmãos eram educados unicamente pela mãe, pois o seu pai teve que viajar para outro estado em busca de trabalho para adquirir o sustento da família.

Cursou o antigo primário na Escola “Eusébio da Costa Rodrigues”, localizada no povoado supracitado com as professoras normalistas Maria Vitória Alvares Castro; Marlinda Olinda e Rosa de Lima Costa Amorim, aos onze anos de idade conclui o antigo primário, por falta de escola no povoado tive que repetir a 4.ª série 2 anos para que não ficasse sem estudar.

No ano de 1994, sem opção e sem escola para estudar na época no povoado, fez um pedido especial à sua mãe, pediu a ela que lhe desse um voto de confiança e que a colocasse para estudar em algum outro município, onde tivesse escola, falou a ela dos meus sonhos, a sua mãe diante do meu apelo procurou uma casa de família no município de Peri Mirim/MA, onde a colocou para morar e a matriculou no (CEMA) “Artur Teixeira de Carvalho”, todo esse esforço da sua mãe foi feito sem o conhecimento e consentimento do seu pai, pois o mesmo não aceitava que ela saísse de casa para morar em casa de estranhos, como bom pai que sempre foi, essa era uma forma de proteger a filha.

Aos 14 anos de idade, passou a viver um novo tempo e uma nova história, muitos desafios a serem superados, passou por casas de famílias, derramou muitas lágrimas, teve que caminhar muitos quilômetros com a finalidade de alcançar seus objetivos, sofreu saudades dos familiares, a sua maior alegria era quando via a mãe no bloco da escola e os meus colegas em coro chamando pelo seu nome para avisar. Sua mãe, como sempre uma grande mãe, parceira, amiga de todas as horas, dando forças para continuar os estudos. Durante esse período pessoas amigas abriram as portas de sua casa e a receberam em seu lar, dentre estes a irmã Maria Lúcia Diniz, Jadiel França Pereira e Walton França Martins.

Durante esse processo da sua vida tomou muitas decisões dentre estas a de se converter ao Cristianismo, pela vertente Assembleia de Deus Missões, cujo pastor Claudionor Gomes da Silva, onde a sua intimidade om Deus só cresceu, na época ainda adolescente de 14 anos de idade.

Em 1997, cursando a 8.ª série, contraiu matrimônio com Marcio Roberto Martins Ferreira, morador desta cidade (Peri Mirim), natural de São Luís/MA, que abraçou a sua causa e seus sonhos, um grande amigo inseparável, contribuinte e participante de todas as suas conquistas, desse matrimônio Deus deu a eles a graça de três filhos, a primogênita Sara Vitória Costa Ferreira em 2001, João Vitor Costa Ferreira, 2004 (in memoriam) e o caçula Davi Costa Ferreira em 2008. Mesmo com toda a responsabilidade matrimonial continuou a perseguir os seus sonhos e por muitas vezes sofreu críticas, de pessoas que achavam não ser possível, concluiu o segundo grau pelo Cenecista “Agripino Marques” em 2000.

No ano de 2005, quando tudo parecia não ter mais solução, uma luz se ascendeu para ela e para muitos colegas que almejavam a oportunidade de realizar um curso superior, pela Instituição CEERSEMA (Centro de Estudos Religiosos Superiores do Maranhão), curso de Ensino Religioso com Habilitação em Pedagogia pela FAVIX (Faculdade de Ciências Humanas de Vitória), cuja conclusão deu-se em abril de 2013. No ano de 2009 prestou concurso municipal sendo contemplada com o primeiro emprego público, um dos meus sonhos realizados por Deus, em fim professora do Ensino Infantil,  depois de uma vasta vida autônoma e como lavradora para adquirir o sustento familiar e para pagar os estudos.

Nesse intervalo o Senhor lhe concedeu a oportunidade de passar no vestibular da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), para o curso de História, turno noturno pelo Programa Darcy Ribeiro, cuja conclusão aconteceu  em novembro de 2014, durante esse processo, passou por situações difíceis, sofreu acidente na estrada, juntamente com uma amiga de caminhada Edna Jara Abreu, que junto com outros colegas como o Lourivaldo Diniz Ribeiro e Daniele, foram imprescindíveis na sua conquista, louva a Deus pela vida deles.

A partir de então a intimidade com a Academia foi cada vez mais estreita, muitas oportunidades tanto de estudo, como de trabalho passaram a surgir. Em 2015 iniciou a pós graduação em Docência da Educação Básica, concluindo em 2016, pela Faculdade Santa Fé; Em 2014, iniciou pós graduação em Ensino de História, pela Universidade Cândido Mendes, cuja conclusão se efetuou em 2016, era uma mulher mãe, profissional realizada, porém  para cumprimento das promessas do senhor no final de 2016 prestou vestibular para Licenciatura em Música pela Universidade Estadual do Maranhão, cursando atualmente o segundo período, e grandes sonhos passaram a se tornar realidade, seu sonho de infância, o amor pela música cresceu, tenho visto o cumprimento das promessas do Senhor não só em si mais na vida dos meus filhos, seus bens preciosos que o Senhor me entregou para cuidar nessa Terra. Muito breve a Levita Sara Vitória e o Davi Ferreira estarão gravando seu primeiro CD gospel que será lançado na cidade de Peri-Mirim, se Deus assim permitir em 20 de outubro de 2018. Dentre as composições estão duas que Deus me permitiu compor: Deus Majestoso e Tremendo e Filho.

Enfim hoje tem um sonho a perseguir, diante de tantos atos de superação, depois de ter sido livrada por Deus da morte em várias circunstâncias, afogamento, fogo, acidentes, doenças dentre outros, hoje agradece a Deus e almeja cursar o mestrado e chegar ao doutorado, tem vários artigos escritos, e a história da Assembleia de Deus em Peri-Mirim, que meu sonho é publicar um dia, pois creio que uma conquista se dá a partir da construção dos sonhos, neste sentido o que tem a vos dizer é: nunca pare de sonhar, pois é possível que sonhos se tornem reais assim como os sonhos de José se tornaram realidade,  sonhe como José sonhou.