Raimundo Martins Nunes

Por Rosilda Pinheiro Nunes, Robson Pinheiro Nunes e Rouseli Pinheiro Nunes, com revisão de Diêgo Nunes Boaes

Raimundo Martins Nunes nasceu no Povoado Canaranas aos 06 de setembro de 1948, filho de Jose Evaristo Amorim Nunes (Zé Grande) e Antonia Paula Martins Nunes (Tonha). Teve três irmãos sendo Domingos Martins Nunes, Ana Luiza Nunes Martins e Raimundo Gabriel Amorim, família de classe baixa, humilde, mas com muita dignidade educaram-no com respeito e ensinaram-no a lutar para ser alguém na vida. Devido às dificuldades da vida iniciou seus estudos quando já tinha 12 anos terminando o ensino primário com 17 anos. Tendo que se contentar com o que o município oferecia, pois, naquela época, década de 60, só continuava seus estudos as pessoas, filhos de família de classe média alta que podiam mandar seus filhos estudar fora. Como seus pais não podiam mandá-lo estudar em São Luís teve que esperar e trabalhar na lavoura juntamente com estes, perdendo o gosto assim pelo estudo.

Iniciou sua vida religiosa na comunidade de JJM, sendo convidado para participar de uma preparação para catequista no município de Guimarães, o qual aceitou e foi de bicicleta até lá. No dia 18 de janeiro de 1974 casou-se com Rosilda Pinheiro Nunes e deste casamento nasceram 4 filhos: Rouseli Pinheiro Nunes, Raimundo Martins Nunes Junior, Robson Pinheiro Nunes e Roberth Pinheiro Nunes. Em 1977 voltou a estudar fazendo o curso ginasial, logo após, o curso Normal e em 2003 iniciou a faculdade de Pedagogia concluindo a mesma no ano de 2007.

A convite do saudoso Padre Ubirajara entrou para faculdade de Teologia a qual realizou no Centro de Formação de Mangabeira juntamente com outros colegas da nossa Paróquia, e com o incentivo do saudoso Padre Ubirajara, Padre Sarges e do Padre Marcio iniciou o estudo para o Diaconato Permanente no mesmo período, recebendo o Sacramento da Ordem como Diácono Permanente no dia 30 de maio de 2015.

Sipreto como era conhecido por todos é igual a seu Fulgêncio (pau para toda obra). Foi lavrador, marceneiro, fotógrafo, professor, foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Peri-Mirim (STTR) durante doze anos, foi vereador durante 16 anos, abdicando deste último para se dedicar à vida diaconal, sendo incentivado por sua esposa, filhos, demais familiares, padres e amigos.

O Diácono Sipreto fez sua páscoa no dia 10 de fevereiro de 2024 estando junto ao seu netinho Pablo, seus pais Zé Grande e Tonha e deixando como maior legado sua família: esposa Rosilda; os filhos Rouseli, Raimundo Junior, Robson e Roberth e seus amados netinhos: José Erick, Maria Eulalia, Robson, João Víctor, Guilherme, Mariana, João Gabriel e Ravi Luca; e seu bisneto Zion.