Cleonice de Jesus Martins Santos

Ocupante da Cadeira nº 09 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como patrona Maria José Campos Ferreira. Nasceu no povoado de Cametá, município de Peri-Mirim, na Baixada Maranhense a aproximadamente 100 km da capital, São Luís.no dia 07 de março de 1952, filha de José dos Santos (in memoriam) e Maria Amélia Pinheiro Martins dos Santos. Possui dez irmãos, sendo dois já falecidos.

Estudou na “Escolinha de “tia Rosinha”, no povoado de Carnaúba no ano de 1959 e no ano seguinte foi estudar no povoado Ilha Grande com a professora Maria de Lourdes Pinheiro  Martins (in memoriam), esposa de Pedro  Pinheiro Martins (in memoriam), o tio Pedrinho. Posteriormente, foi transferida para a sede do município, no Grupo Escolar Carneiro de Freitas, tendo como professora, dona Glacy.

No ano de 1962, a pedido dos pais, foi morar na casa de sua madrinha Luci, que no mesmo ano, mudou-se para o município de São José de Ribamar, deixando-a na casa de sua professora, citada anteriormente.

Em 1963, aos 11 anos, a irmã do seu pai, Joelzila que morava na cidade de São José de Ribamar, ofereceu sua casa para que fosse morar e estudar, no que foi prontamente aceito. Lá concluiu o antigo Primário, que na época era composto por 5 anos (do 1º ao 5º ano), no Grupo Escolar Dr. Paulo Ramos.

No ano de 1968 retornou à sua terra natal, passando a estudar no Ginásio Bandeirantes, situado na sede do município, que tinha como diretor, o Padre Gerard.

Logo no ano seguinte, como já havia se habituado a viver em uma cidade mais desenvolvida, não conseguiu adaptar-se naquela pacata comunidade, pediu a seu pai que conseguisse outro lugar onde pudesse morar e continuar seus estudos. Seu Zé Santos que sempre foi um exemplo de compreensão e bondade, acatou sua vontade, desta feita enviando-a para estudar em São Bento, no Ginásio Industrial, com a ajuda do saudoso “tio Pedrinho”, já que foi morar em sua casa onde já estavam os seus filhos: Ana Rita (Nicó), Maria José (Zezé), João Batista, Maria Georgina (Dinha) e Pedro Sobrinho Filho, (o “Tataindê” de Cleonice), permanecendo por lá apenas um ano.

Em 1970 novamente “determinou” que o seu lugar não era onde estava, mas em um centro mais desenvolvido de onde já havia vivido antes e, seu pai, como sempre, acatou sua decisão, levando-a de volta para São José de Ribamar, mas lá só ficou um ano, indo residir na capital, na residência do tio Alípio para cursar o curso de Auxiliar de Enfermagem, abortando para sempre, o seu ideal de ser Veterinária.

Em 1963, ingressou no mercado de trabalho com a ajuda de um grande amigo seu o dr. Ibraim Almeida, na Secretaria Estadual da Saúde e no seguinte prestando concurso para a mesma instituição, mas para o cargo de Agente Saúde Pública onde permanece até a data presente.

Em 2004 com o apoio incondicional do seu irmão Carlos Magno (In memoriam), ingressou na faculdade de Enfermagem e posteriormente, fez pós-graduada em Saúde da Família.

Assumiu o cargo de Enfermeira da Família em 2009, no município de Turiaçu, permanecendo até o ano de 2012.

Em 2015 voltou a atuar pela profissão no município de Axixá como Coordenadora de Vigilância em Saúde, porém sem desligar-se da Secretaria de Saúde.

Em 2018 trabalhou no Hospital de Trauma e Ortopedia do Maranhão, atuando como Enfermeira da Comissão para Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

Sua trajetória de vida é marcada por muita luta, persistência e garra, realidade comum a muitos brasileiros e brasileiras, especialmente aos nordestinos de nosso país.

Tem três filhos: José dos Santos Neto (biológico), José Sodré Ferreira Neto e Paulo Victor Santos Ferreira (do coração), assim como tantos outros sobrinhos, que ama como se fossem seus, com amor e dedicação e dois netos: Ana Beatriz e José Guilherme.

Aos 66 anos de idade, resolveu enfrentar mais um desafio, tornar-se membro da Academia  de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP).

 Cleonice (Nicinha, Mamãe Nicinha, Cici ou Cléo), alguns dos nomes como é chamada pela maioria dos seus familiares), pode ser considerada uma vencedora. Nada que conquistou foi fácil, tudo veio com muita luta e dificuldade e isso faz parte do legado que orgulha seus descendentes.

Nunca desistiu de lutar, sempre soube esperar o tempo certo e colher o que plantou. Passou aos seus descendentes esse exemplo, de honestidade, determinação, respeito ao próximo e manter a fé, acima de todas as adversidades. Como não ser motivo de orgulho e de exemplo? Sua memória primorosa para a idade, nos permite saber de tantas histórias que ninguém sabe reproduzir como ela. É um arquivo vivo das histórias do seu Estado e da sua família, histórias essas que faz questão de repassar aos que agora chegam, para que não se percam no tempo.

 Hoje, como membro da Academia de Letras, Ciências e Artes de sua terra natal, não almeja reconhecimento, mas manter viva a memória que tanto deseja preservar com amor e esmero.

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