ALCAP retifica resultado do III Prêmio ALCAP Naisa Amorim na categoria Poesia

Após identificar impedimento previsto no regulamento do concurso, a Academia atualizou a classificação do 3º lugar da categoria Poesia.

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) publicou retificação do resultado final do III Concurso Artístico e Literário Prêmio ALCAP Naisa Amorim – Edição 2025, especificamente na categoria Poesia.

Após a divulgação do resultado, a própria Academia identificou que a estudante inicialmente classificada em 3º lugar se enquadrava em uma das situações de impedimento previstas no regulamento do concurso. O art. 21 do Edital nº 01/2025 estabelece que membros da ALCAP e seus parentes em linha reta ou colateral, até o segundo grau, estão impedidos de participar do certame.

Diante da constatação, Lara Sophia Silva Figueiredo Santos, anteriormente anunciada em 3º lugar, foi desclassificada, passando a ocupar a colocação a estudante subsequente na ordem de classificação.

Com a retificação, Jeysiane Boas Amorim, estudante do 6º ano da U.M.I. Carneiro de Freitas, orientada pela professora Alessandra Sodré, passa a ser a 3ª colocada na categoria Poesia.

A alteração não decorre de nova avaliação dos trabalhos, mas da aplicação das regras de participação estabelecidas no edital do concurso, preservando-se a ordem de classificação definida pela Comissão Julgadora.

Os demais resultados do III Prêmio ALCAP Naisa Amorim permanecem inalterados.

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ALCAP realizará Encontro Acadêmico e Cultural com homenagens, premiações, lançamentos de livros e posse de novos acadêmicos

Evento acontecerá entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026 e reunirá importantes ações voltadas à valorização da cultura e da memória de Peri-Mirim.

Entre os dias 28 e 30 de agosto, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) realizará o Encontro Acadêmico e Cultural da ALCAP, uma programação que reunirá homenagens, premiações, lançamentos de livros e solenidades acadêmicas em celebração à história, à cultura e à memória de Peri-Mirim.

O evento acontecerá no Auditório do Sindicato dos Pescadores, no bairro Portinho, reunindo acadêmicos, escritores, estudantes, autoridades e convidados em três dias dedicados à valorização da produção cultural do município.

A abertura, na sexta-feira (28), às 16h, será marcada pela homenagem à patrona da Academia, Naisa Amorim, seguida da premiação da 3ª edição do Concurso Artístico e Literário – Prêmio ALCAP Naisa Amorim e do lançamento da Coletânea Comemorativa, obra que reúne poesias, crônicas e desenhos produzidos por estudantes participantes das três edições do prêmio.

O público também poderá visitar a Exposição de Desenhos de Alice Santos, artista perimiriense, e a Exposição de Bonecos da Companhia Beto Bittencourt, atrações que integram a programação cultural do encontro e ampliam o espaço dedicado às artes visuais.

No sábado (29), às 15h, a programação será dedicada ao lançamento de duas obras de escritores perimirienses e membros fundadores da ALCAP.

O acadêmico Francisco Viegas Paz apresentará o livro “Memórias de uma Trajetória”, obra de caráter memorialístico que reúne experiências, vivências e reflexões construídas ao longo de sua trajetória.

Na mesma ocasião, o acadêmico Diego Nunes Boaes lançará “Festejo de São Sebastião: Tradição e Identidade de Peri-Mirim – MA”, obra que documenta e valoriza uma das mais importantes manifestações religiosas e culturais do município. A publicação contou com o apoio da Ação de Graças na Jurema, iniciativa que contribuiu para a concretização do projeto editorial.

Ainda no sábado, às 19h, será realizada a sessão solene de outorga da Comenda Padre Gérard Gagnon, homenagem destinada a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do município, seguida da posse dos Membros Honorários da Academia.

Encerrando o encontro, no domingo (30), às 18h, acontecerá a solenidade de posse dos novos Membros Efetivos da ALCAP, que passarão a ocupar cadeiras da Academia, assumindo o compromisso de preservar a memória de seus patronos e contribuir para a vida acadêmica da instituição.

Durante três dias, Peri-Mirim será palco de uma programação que reúne literatura, arte, história e memória, celebrando pessoas, obras e iniciativas que ajudam a preservar a identidade cultural do município.

ALCAP – História e Memória desde 2018.

DOUGLAS AIRTON FERREIRA AMORIM

Douglas Airton Ferreira Amorim nasceu em Peri-Mirim-MA, no dia 10 de dezembro de 1948. Filho de Antônio Lopes Amorim (Totó) e de Naisa Ferreira Amorim, casado com Sílvia Leide Amorim.

Estudou as primeiras letras na Escola Carneiro de Freitas em Peri-Mirim, depois mudou-se para São Luís em 1961, aos 13 anos, para estudar no Liceu Maranhense, após aprovação em uma concorrida seleção. Em 1969 mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Cursou Direito na Universidade Federal Fluminense.

Possui os seguintes filhos: Ayrton Douglas Delamare Amorim, Daniel Damasceno Amorim Douglas, Deborah Douglas Damasceno Amorim  e Eloah Naysa Ferreira Amorim.

Douglas logrou aprovação no concurso público para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA) ocorreu em 1986.

Tomou posse como juiz em 12 de janeiro de 1987 e citou, dentre as comarcas do interior pelas quais passou, as de Tutóia, Rosário, várias que respondeu pelo juiz da comarca e, por último, a de Itapecuru Mirim, antes de chegar a São Luís.

O desembargador Douglas Airton Ferreira Amorim cresceu em um ambiente marcado pelos valores da educação, do trabalho e do compromisso com a sociedade. Ainda jovem, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde deu continuidade aos estudos e iniciou sua formação jurídica.

Graduou-se em Direito, cursando a Universidade Gama Filho e Universidade Federal Fluminense (UFF), consolidando uma sólida base acadêmica que serviria de alicerce para sua futura carreira na magistratura.

Ingressou na magistratura maranhense em 12 de janeiro de 1987, iniciando uma trajetória pautada pela dedicação ao Poder Judiciário e pela prestação jurisdicional célere e equilibrada. Ao longo de mais de três décadas como juiz de direito, exerceu suas funções em diversas comarcas do Maranhão, entre elas Tutóia, Rosário e Itapecuru-Mirim, respondendo ainda por outras unidades judiciais do interior do Estado. Em 14 de setembro de 2001, assumiu a titularidade da 3ª Vara Cível da Comarca da Ilha de São Luís, onde permaneceu por cerca de vinte anos.

Reconhecido pela experiência acumulada, pelo compromisso com a eficiência da Justiça e pelo cumprimento das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça, foi promovido, pelo critério de antiguidade, ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, tomando posse em 10 de novembro de 2021. Na ocasião, assumiu a missão de continuar contribuindo para o fortalecimento do Judiciário maranhense, levando à segunda instância a mesma dedicação demonstrada durante toda a sua carreira como magistrado.

Como integrante da Corte do Tribunal de Justiça do Maranhão, passou a atuar no julgamento de recursos e processos de grande relevância, colaborando para a uniformização da jurisprudência e para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional no Estado. Sua atuação sempre foi marcada pela discrição, serenidade e profundo respeito aos princípios da legalidade, da imparcialidade e da Justiça.

Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao Poder Judiciário, recebeu importantes homenagens institucionais, entre elas a Medalha dos Bons Serviços Bento Moreira Lima, concedida pelos mais de trinta anos dedicados à magistratura, e a Medalha Especial do Mérito Cândido Mendes, a mais alta comenda do Tribunal de Justiça do Maranhão, conferida aos desembargadores da Corte.

Ao longo de sua vida pública, Douglas Airton Ferreira Amorim construiu uma carreira pautada pela ética, pelo equilíbrio e pelo compromisso com a efetividade da Justiça, tornando-se referência para magistrados, servidores e operadores do Direito. Sua trajetória representa uma história de dedicação ao serviço público e de relevantes contribuições ao fortalecimento do Poder Judiciário maranhense.

 

NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DE CARLOS PEREIRA OLIVEIRA, O CARLOS PIQUE

Os membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Casa de Naisa Amorim, manifestam, com profundo pesar, o falecimento do acadêmico Carlos Pereira Oliveira, carinhosamente conhecido como Carlos Pique, ocupante da Cadeira nº 02, ocorrido no dia 23 de junho de 2026 em sua residência, em Peri-Mirim.

Carlos Pique foi um dos grandes guardiões da cultura popular perimiriense. Com sua simplicidade, sabedoria, memória viva e suas inesquecíveis toadas, dedicou sua vida à valorização das tradições, da identidade e da história de Peri-Mirim, deixando um legado imensurável que continuará inspirando as presentes e futuras gerações.

Sua trajetória foi marcada pelo amor à cultura, pelo compromisso com as manifestações populares e pelo respeito às raízes de nosso povo. Sua contribuição à Academia e à cultura maranhense permanecerá eternizada na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e aprender com seus ensinamentos.

Neste momento de dor, a ALCAP solidariza-se com seus familiares e amigos, especialmente seus filhos, netos e toda a geração que o admirava, rogando a Deus que conceda conforto aos corações enlutados e receba sua alma em Sua infinita paz.

Carlos Pique parte para a eternidade, mas sua voz, sua história e seu exemplo permanecerão vivos no patrimônio cultural de Peri-Mirim.

ALCAP participa das comemorações do centenário de nascimento do Patrono Djalma dos Santos Frazão

No dia 27 de junho de 2026, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) participou da solenidade em comemoração ao Centenário de Nascimento do Patrono Djalma dos Santos Frazão, patrono da Academia Cururupuense de Letras.

Representando a ALCAP, estiveram presentes a presidente, Jessythannya Carvalho Santos, e os acadêmicos: Edna Jara dos Santos Abreu, e Diêgo Nunes Boaes.

O homenageado da noite destacou-se pelos inúmeros e relevantes serviços prestados à comunidade cururupuense nos mais diversos segmentos sociais. Sua notável trajetória intelectual, cultural e humana permanece como um legado de grande valor, servindo de inspiração para as presentes e futuras gerações.

A ACL – Academia Cururupuense de Letras, em seu segundo ano de fundação realiza uma grande homenagem ao patrono, reunindo familiares, amigos, representantes dos poderes executivo e legislativo do município, e também acadêmicos de outras a academias.

A participação da ALCAP reafirma seu compromisso com a valorização da cultura, da literatura e da preservação da memória daqueles que contribuíram significativamente para o desenvolvimento intelectual e social da região.

Um Dia de Aventura e Encantamento em Peri-Mirim promovido pela ALCAP e Turismo Campestre

Por Diêgo Nunes Boaes

A Turismo Campestre, em parceria com o Projeto ALCAP Itinerante, promoveu, no dia 21 de junho de 2026, um passeio que ficará marcado em nossa memória como um dia de aventura, descobertas e encantamento. Enquanto a agência organizou a expedição, o Projeto ALCAP Itinerante mobilizou membros da Academia e integrantes da comunidade para participarem da experiência, que teve como propósito incentivar o conhecimento e a valorização das riquezas naturais de Peri-Mirim. Foram quase três horas de percurso, entre ida e volta, em uma jornada que nos permitiu contemplar as belezas ambientais e culturais de nossa terra.

Nossa jornada começou no Sítio Campestre, propriedade do confrade Mundinho Campelo, um lugar admirável, repleto de belezas naturais e muito bem conservado. Com entusiasmo, o confrade fez questão de nos apresentar cada detalhe de seu sítio, mostrando seus investimentos em plantações, sistemas de irrigação e iniciativas que demonstram amor e dedicação ao campo.

Em seguida, partimos até o Sítio Boa Vista para buscar nossa companheira de aventura, Ana Cléres, cuja presença era indispensável. Aproveitamos a breve parada para degustar uma saborosa piaba, enquanto os apreciadores de um bom licor de jenipapo, não perderam a oportunidade de saborear a tradicional bebida feita pela amiga Nita.

De lá, partimos rumo ao porto do Aperital. Em três canoas, acomodando quatro pessoas em cada uma, incluindo os canoeiros, iniciamos nossa travessia. O percurso foi um verdadeiro espetáculo da natureza. Navegamos com as águas tranquilas refletindo a beleza do ambiente ao redor. Durante horas, registramos cada detalhe dessa paisagem encantadora.

Ao longo do caminho, observamos diversas espécies de aves, enriquecendo ainda mais a experiência. Nosso destino era a Barragem Maria Rita, local que nos surpreendeu pela sua preservação. O que mais chamou nossa atenção foi a ausência de lixo sobre o campo e a impressionante limpeza das águas, cristalinas e transparentes, que escorriam pelo local.

O retorno, ao entardecer, fomos presenteados por um magnífico pôr do sol. Ainda durante a viagem de volta, já começávamos a planejar a próxima aventura: uma expedição até a Salina, com saída prevista para a madrugada.

De volta ao Sítio Campestre, encerramos o dia com uma deliciosa piaba frita com farinha de Santana e aproveitamos para adquirir alguns dos produtos oferecidos no local, como pimentas, quiabos e doces artesanais.

Mais do que um simples passeio, esta experiência nos trouxe uma importante reflexão. Precisamos despertar em nossa comunidade perimiriense o sentimento de pertencimento e valorização de nosso território. Vivemos em uma terra rica em história, cultura e meio ambiente, tesouros que muitas vezes passam despercebidos aos nossos próprios olhos.

Que possamos conhecer mais, preservar mais e amar ainda mais o lugar que chamamos de lar. Afinal, valorizar nossas riquezas é também fortalecer nossa identidade e garantir que as futuras gerações possam desfrutar de tudo aquilo que hoje nos encanta.

A experiência também evidenciou a importância de iniciativas voltadas à valorização do turismo local. O trabalho desenvolvido por Cidecley, à frente da Campestre Turismo, demonstra que conhecer o próprio território é um passo fundamental para preservá-lo. Ao promover vivências em espaços de grande beleza natural, contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar o olhar dos perimirienses sobre as riquezas de seu município.

O colorido e a força do Tambor de Crioula encantaram os moradores no Povoado Santana

Por Ana Cléres Santos Ferreira

O Povoado de Santana viveu um sábado inesquecível de celebração à identidade maranhense. Neste dia 20 de junho, a comunidade recebeu o aguardado retorno do projeto ALCAP em Movimento, uma iniciativa da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Mais do que um evento institucional, a 2ª edição do projeto transformou-se em um manifesto de resistência e valorização da cultura ancestral da Baixada Maranhense.

O grande destaque do encontro foi a presença marcante do Grupo de Tambor de Crioula do Povoado Mangueiral. O grupo atendeu ao meu convite especial aos meus vizinhos do Povoado Mangueiral. A união entre a literatura e a tradição do tambor reforçou o papel da cultura como ferramenta de união e fortalecimento comunitário em Peri-Mirim.

O Poder do Tambor em Peri-Mirim

Em uma região onde a ancestralidade pulsa forte, o Tambor de Crioula não é apenas entretenimento; é um elo com a história, uma dança de devoção e a expressão máxima da alma do povo perimiriense. No Povoado Santana, o som dos couros ecoou como um lembrete da importância de preservar essas raízes para as próximas gerações.

O encerramento do evento foi um verdadeiro espetáculo de ritmo e cores. No comando dos tambores e da animação, os artistas: Rincon, Banquinho, Luís de João Chico, Fernando, Miúdo e Rui ditaram o compasso que contagiou o público.

O terreiro ganhou vida com o colorido das saias rodadas e a força do pungado. As brincantes: Alcilene, Juliene, Lulu e Maria comandaram a dança com a graciosidade e a energia características da manifestação. A sinergia foi tanta que o público não resistiu: eu e minhas confreiras da ALCAP também caímos na dança, com destaque para o ritmo e alegria de Nasaré, Ana Cléres e Nita, que celebraram a cultura da forma mais autêntica possível – dançando junto com o povo.

Literatura e Tradição de mãos dadas

O sucesso desta edição do ALCAP em Movimento no Povoado Santana deixa um recado claro: a literatura, a ciência e as artes de Peri-Mirim só caminham e se desenvolvem se estiverem de mãos dadas com as tradições populares. Eventos como este mostram que o Tambor de Crioula e a união comunitária são o verdadeiro combustível que mantém viva a identidade cultural do município.

À frente desse trabalho de resgate e valorização cultural está a presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Jessythannya Carvalho Santos. Sob sua liderança visionária e sensível, a instituição tem rompido as barreiras dos espaços formais para se consolidar como uma verdadeira guardiã da identidade local. Ao abraçar manifestações tradicionais como o Tambor de Crioula e integrá-las às ações da ALCAP, a gestão da presidente não apenas descentraliza o acesso à cultura, mas também valida a importância de cada comunidade rural na construção do patrimônio histórico de Peri-Mirim, demonstrando que a verdadeira erudição nasce do respeito e da celebração das raízes populares.

O retorno da ALCAP ao Povoado de Santana volta a movimentar a economia criativa com feira de produtos locais

Povoado Santana recebeu, no dia de hoje (20 de junho), o aguardado retorno do projeto ALCAP em Movimento. A iniciativa promovida pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), convocou os empreendedores locais para expor seus produtos à venda, com o tema “Sabores e talentos de Santana”, a fim de impulsionar a economia criativa com feira de produtos locais, a fim de ocupar o espaço público para celebrar a identidade cultural, a gastronomia e o empreendedorismo da comunidade.

Após o sucesso da edição anterior, o projeto retorna com o objetivo renovado de fortalecer a economia criativa local. A feira serve como uma vitrine viva para os produtores, artesãos e microempreendedores do povoado, permitindo que moradores e visitantes tenham acesso direto ao que Santana produz de melhor: desde a culinária tradicional e doces típicos até o artesanato feito à mão.

Mais do que um espaço de comercialização, o “ALCAP em Movimento” se consolida neste sábado como um ponto de encontro cultural. Além de impulsionar a geração de renda imediata para as famílias locais, o evento promove o resgate das tradições e valoriza o potencial criativo da comunidade, mostrando que a cultura e o desenvolvimento econômico caminham lado a lado.

A programação de hoje reforça o compromisso da ALCAP em descentralizar as ações culturais e apoiar diretamente as comunidades periféricas e rurais, transformando o Povoado Santana no epicentro da valorização da cultura e dos talentos locais neste fim de semana.

Elogio à patronesse Maria Isabel Martins Nunes

Por Eni do Rosario Pereira Amorim

Excelentíssima Senhora Presidente da ALCAP Jessythannya Carvalho Santos, ilustres acadêmicos, (autoridades aqui presentes), comunidade, caros amigos e familiares.

É com profunda admiração e respeito que nos reunimos hoje para render homenagens a uma figura cuja trajetória se confunde com os próprios valores que buscamos honrar, nossa estimada patronesse Maria Isabel Martins Nunes representada pela cadeira número 14 desta Casa de “Naisa Amorim”.

Escolher um patrono ou uma patronesse não é apenas um ato de reconhecimento mas a busca por um farol e em Maria Isabel encontramos a síntese da dedicação e da integridade, ela era uma mulher destemida e ética, sua palavra era lei.

Sua história é marcada pelo serviço ao próximo, pela generosidade e solidariedade na comunidade de Santana e arredores.

Uma marca forte em Maria Isabel era a partilha. Tudo o que tinha partilhava com o próximo, talvez por isso nunca faltava nada em sua casa, principalmente gêneros alimentícios. Maria Isabel Martins Nunes é símbolo de inspiração para todos nós que seguimos os seus passos.

Maria Isabel Martins Nunes não ofereceu apenas seu nome a esta cadeira da academia mas emprestou-nos a sua essência. Seu exemplo nos ensina que o verdadeiro sucesso não reside apenas nos títulos alcançados mas na marca positiva que deixamos na vida daqueles que cruzam o nosso caminho.

Dessa forma expressamos nossa eterna gratidão, que possamos honrar seu legado com a mesma ética, paixão e compromisso que ela demonstrou ao longo de sua vida a todos que necessitavam de uma oração, de um benzimento de um remédio de uma acolhida.

Ela foi uma líder importante para implantação da comunidade de Santana e para o surgimento dos festejos de Santa Ana um dos melhores festejos do Município. Muito religiosa, podemos dizer que ela tinha uma fé inabalável.

Boas lembranças guardadas na memória de Maria Isabel:
Sua fidelidade nas orações, ao raiar do dia, meio-dia e à noite.

O cafezal que havia no sitio de onde se colhiam e faziam o melhor café artesanal com erva doce;

Os bolos que eram feitos no fogão de barro com os vizinhos e as brincadeiras das crianças enquanto aguardávamos o bolo assar, eram bolos modelados de coelhinhos, macaquinhos e outros bichinhos;

O chocolate de castanha e os filhoses de tapioca fritos no azeite de coco;

Ela brigando com os macacos que derrubavam as mangas, os sapotis e comiam todas as ingás do seu terreiro;

Ao amanhecer ela se aquecendo na beirada do fogão de lenha enquanto fumava seu cachimbo, com o olhar imerso em suas lembranças;

O seu baú de estimação onde guardava tudo que lhe era “especial” algo assim como a canastrinha da Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo e a cada visita que recebia sempre tinha algo a oferecer, algum mínimo tirava de seu precioso baú: frutas, ovos, bombons, chocolates, biscoitos farinha, bolos e etc…

Enfim foram tantas lembranças que resolvi contá-las no livro Retalhos de uma história.

À nossa patronesse Maria Isabel Martins Nunes, os nossos mais sinceros e calorosos aplausos.

Muito obrigada!

PASTOR CLAUDIONOR GOMES DA SILVA

Por Liliene da Glória Costa Ferreira

CLAUDIONOR GOMES DA SILVA nasceu em 16 de maio de 1941, no povoado de Lagoa Nova, Pedreiras/MA, atual cidade de Santo Antônio dos Lopes, porém, só foi registrado em 1944, filho do vendedor ambulante Pedro Gomes da Silva e da costureira Maria Gomes da Silva, ambos pertencentes à Igreja Católica.  Em 1949, aos oito anos de idade ficou órfão de pai, mudou-se com sua família para Pirapemas onde cursou o Primário Antigo na Escola reunida “Ribamar Pinheiro”, durante o período que passou em Pirapemas aprendeu muitas profissões, dentre estas a de pedreiro e marceneiro e ainda serviu como balconista.

Em 1960, mudou-se de Pirapemas para Santa Inês, passando a trabalhar como sócio em um comércio com um tio, após três anos de sociedade, montou o seu próprio negócio e passou a gerenciá-lo. Aos dias dois de fevereiro de 1966, fez a sua decisão, aceitando Jesus na Assembleia de Deus, a partir de então passou a dedicar-se na pregação do evangelho.

No mês de julho do mesmo ano constituiu matrimônio com a senhora Elísia Coqueiro da Silva com a qual teve oito filhos e 15 netos. Os nomes dos filhos: Israel Coqueiro da Silva, in memória; Claudionor Gomes da Silva Filho; Ismael Coqueiro da Silva; Samuel Coqueiro da Silva; Isabel Cristina Coqueiro da Silva; Ivelta Coqueiro da Silva Azevedo; Otoniel Coqueiro da Silva e Elizete Coqueiro da Silva.

A sua grande vocação constituiu-se em evangelizar e ganhar almas para Cristo e não propriamente ser pastor, todavia, apresentou características de bom Servo do Senhor, o que o tornou digno para o exercício do ministério. Foi autorizado a Evangelista no dia 19 de março de 1976 em São Luís/MA e ordenado ao Santo Ministério em 26 de novembro de 1977, pelo CEADEMA – Conselho Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão, pelo representante presidente Estevão Ângelo de Sousa.

Desfez-se de seu patrimônio vendendo imóveis e móveis destituiu-se também do comércio e mudou-se para Peri-Mirim/MA, juntamente com sua esposa e cinco filhos denominados: Israel Coqueiro da Silva, in memória; Claudionor Gomes da Silva Filho; Ismael Coqueiro da Silva; Samuel Coqueiro da Silva e Isabel Cristina Coqueiro da Silva, os demais filhos nasceram nesta cidade.  Encontrou duas famílias evangélicas da denominação Assembleia de Deus: a família do irmão Rosalino Costa Leite, in memória, e a do irmão Claudionor Constantino Lopes, (conhecido como Dinor), in memória. Não possuía moradia nem casa pastoral. No primeiro momento alugou uma casa e depois foi auxiliado pelo irmão Rosalino que emprestou-lhe uma casa a qual serviu de morada pastoral e também de templo,  onde os irmãos  congregavam.

No ano de 2023, foi homenageado na 84ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), da CEADEMA, no município de Lago da Pedra, recebendo as comendas em comemoração aos 15, 25, 30 e 50 anos de Ministério.

Em 13 de maio de 2025, com 49 anos de ministério prestado na cidade de Peri-Mirim/MA, o Pastor Claudionor Gomes da Silva, juntamente com sua esposa Elísia Coqueiro da Silva, receberam por meio da Câmara Municipal de Peri-Mirim/MA, o título de cidadão Perimiriense, por meio de um projeto sob a indicação do vereador Zaqueu Pereira Leite.

 Sua trajetória religiosa ao início foi difícil, pois havia um grande campo missionário a ser explorado  e muitas pessoas a serem alcançadas pelo evangelho, estas dificuldades foram superadas. E, atualmente com 50 anos de ministério a Igreja Assembleia de Deus que iniciou apenas com duas famílias evangélicas, possui um grande remanescente composto por 20 congregações e 4 áreas de trabalho, sob sua liderança geral, contando com o auxílio de dois pastores, diáconos e auxiliares.

A vida e obra do pastor já foi objeto da monografia intitulada “Mudanças e Permanências, na História, Cultura e Memória da Assembleia De Deus, no Município De Peri Mirim/MA, apresentada pela acadêmica Liliene da Glória Costa Ferreira, ocupante da cadeira 22 da Academia de Letras, Ciências e Arte Perimiriense (ALCAP) na Universidade Estadual do Maranhão: Bequimão, 2014.