Maria do Carmo Pereira Pinheiro

Ocupante da Cadeira nº 04 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como Patrono Manoel Sebastião Pinheiro. A cadeira teve como antecessor José Ribamar Martins Bordalo. Maria do Carmo Pereira Pinheiro nasceu no povoado Ponta de São João, em Peri-Mirim. Em 1980, mudou-se com seus pais para São Luís, onde morou até 2013, no bairro do Coroadinho. Em 1982, seus pais retornaram para a cidade de Peri-Mirim. Nessa época, Maria do Carmo permaneceu em São Luís, morando no bairro Santo Antônio, na casa de um engenheiro e sua esposa, o que possibilitou a continuidade de seus estudos.

Posteriormente, residiu em diferentes bairros da capital maranhense, como Vera Cruz e Vila Palmeira. Em seguida, morou com Maria Dilma Duarte Nunes, mãe do ex-deputado José Carlos
Nunes, período em que conseguiu avançar ainda mais em sua formação escolar.

Mais tarde, ao lado de sua irmã, arrendou um mercadinho pertencente à senhora Ana Mariêta de Brito Freire e a seu esposo George Humberto Martins Miranda. A partir desse momento, sua vida começou a se estabilizar, possibilitando ajudar seus pais e irmãos. Também foi proprietária de uma lanchonete, conquista que contribuiu para a realização do sonho da casa própria. Com o
avanço da idade de seus pais, retornou à sua cidade natal, onde passou a residir novamente.
Filiação e família
Pais: Benedito dos Santos Pinheiro e Francelisia Pereira Pinheiro
Irmãos: Gracimeire Pereira Pinheiro; Sebastião de Jesus Pereira Pinheiro (in memoriam); José Domingos Pereira Pinheiro; Ijailson Pereira Pinheiro; Maria Domingas Pereira Pinheiro; Neilson
dos Santos Pereira Pinheiro
Filha: Ana Sheilla Pinheiro Pimentel, fruto de seu relacionamento com Marcos Reis Pimentel
Formação acadêmica
Maria do Carmo percorreu diversos colégios durante sua trajetória escolar, em razão das mudanças constantes de bairro:
– 1a série – Escola São José (1981)
– 2a e 3a séries – Instituto Farina (1982-1983)
– 4a série – Unidade Integrada José Assub (1984)
– 5a série – Unidade Integrada Coronel Lara Ribas / SESI (1985)
– 6a e 7a séries – Colégio Luís Viana (1986-1987)
– 8a série – Colégio Arruda Martins (1989)
– Magistério – Colégio Castro Alves (1990-1992)
– Científico – Liceu Maranhense (1998-2000)
Ensino superior e especializações
– Tecnólogo em Gestão Empresarial – Uniceuma (2002-2004)
– Licenciatura em Pedagogia – Faculdade de Teologia Hokemãh (2015)

– Especialização em Informática na Educação – Instituto Federal do Maranhão (IFMA), campus
São Raimundo das Mangabeiras (2022-2024)
– Pós-graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica – (2021-2022)

Trajetória profissional

Ingressou no serviço público como agente administrativo, após aprovação em concurso. Entretanto, foi na área da educação que encontrou sua verdadeira vocação. Atuou como professora, educadora inclusiva e, atualmente, exerce a função de psicopedagoga, sempre dedicada à formação e ao desenvolvimento de crianças e jovens.

Vida política e social
Participa ativamente de projetos educativos, ornamentais e esportivos, voltados ao desenvolvimento social e cultural de sua cidade.

Vida religiosa
De fé católica, mantém-se aberta à vivência e à espiritualidade em outras igrejas cristãs.
Frase de vida: “Gratidão por cada capítulo da minha história.”

Sidlainy dos Santos Martins Melo

Ocupante da Cadeira nº 33 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como Patrono Raimundo Martins Nunes (Sipreto). Sidlainy dos Santos Martins Melo, natural de Peri-Mirim (MA), nasceu em 17 de janeiro de 1991, filha de Silvério Martins Melo e Maria da Luz dos Santos Martins Melo.

Iniciou seus estudos em 1994, na Escola Jardim de Infância O Pequeno Príncipe, onde cursou o primeiro período da Educação Infantil. Em 1997, ingressou na Escola Carneiro de Freitas, concluindo da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental. No ano de 2000, deu continuidade à sua formação na Unidade Escolar Artur Teixeira de Carvalho, sob a direção de Walter França Martins,
onde estudou da 5ª série até o 1º ano do Ensino Médio. Posteriormente, concluiu o Ensino Médio na Escola Tarquínio de Sousa, em 2008.

Graduou-se em Pedagogia pela Faculdade Latino-Americana de Educação (FLATED), em 2014, e em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no ano de 2021. Possui especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica, pela Faculdade Maranhense – FAM, em 2023, e em Filosofia da Religião, pela Faculdade Venda Nova do Imigrante – FAVENI, em 2023.

Na vida profissional, atuou como docente na Escola Raimundo Martins Melo, localizada na comunidade do Baiano, de 2013 a 2016, e atualmente exerce a função de supervisora pedagógica em três escolas do município de Peri-Mirim, sempre incentivando o hábito da leitura e a valorização do patrimônio cultural.

Entre os projetos que acompanha, destaca-se sua atuação na Escola Rosa Mochel, onde todos os anos, durante o mês da Consciência Negra, desenvolve junto com a escola, ações voltadas para o fortalecimento da identidade afro-brasileira. Durante esse período promovem rodas de conversa, leituras e contações de histórias de autores(as) negros(as), produção de murais e apresentações culturais inspiradas nas matrizes africanas. Essas atividades se estendem a visitas pedagógicas a comunidades quilombolas e cidades históricas, ampliando a vivência dos estudantes e fortalecendo o respeito à diversidade cultural.

Esse compromisso nasceu ainda na infância, quando encontrou em sua mãe, professora dedicada, sua maior inspiração. Foi através dela que descobriu o amor e a vocação pela docência, que ao longo dos anos amadureceu e se tornou parte essencial de sua trajetória de vida e profissão.

Luís Fábio Pereira Maia (Fábio Maia)

Ocupante da Cadeira nº 31 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como Patrono José de Jesus Pereira Campos (J. Campos). Luís Fábio Pereira Maia (Fábio Maia) é natural da cidade Peri-Mirim/MA. Filho de Catarina Labore Castro Pereira e de Manoel da Vera Cruz Serra Maia. Nasceu em 08 de setembro de 1970, sendo que, toda a sua ancestralidade é, também, natural deste lugar, pelo qual sempre teve muito amor, respeito e orgulho por ser sua origem.

O amor pelas artes se manifestou no seguimento musical, desde a infância. Onde, pelo coreto da praça São Sebastião, cantarolava com grupo de colegas. Porém, com a necessidade de buscar, nos estudos, um alicerce para a vida adulta, teve que mudar para a cidade de São Luís/MA, aos 16 anos de idade, deixando o convívio familiar e comunitário, em busca de um objetivo maior.

Formou-se, primeiramente, em Processamento de Dados, em seguida formou-se em Direito. É pós-graduado em especialização em Controladoria e Auditoria. No decorrer da vida, gerenciou empresas privadas e, atualmente, ocupa o cargo de Secretário Adjunto dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular – SEDIHPOP e a presidência do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA.

Após toda essa trajetória, começou a aflorar o desejo de compor, músicas e poemas. Além das profissões acadêmicas (tecnólogo e advogado), é compositor, cantor e membro do Clube de Compositores Brasileiros (CCB).

Seu trabalho de áudio e audiovisual podem ser encontrados em qualquer plataforma digital (a exemplo: spotify, iThurne, youtub, google music etc). Dentre as suas composições existe uma poesia feita para homenagear a sua cidade natal, Peri-Mirim, a qual se tornou uma canção em forma de toada de bumba-meu-boi, abaixo demostrada, intitulada: Peri-Mirim, terra de encantos:

POESIA/MÚSICA: PERI-MIRIM, TERRA DE ENCANTOS

Pequena cidade com um povo gigante
Seus campos floridos para mim é um encanto
Sua comida típica não tem noutro canto
Quem vive aqui sabe o que estou falando

Em janeiro tem o padroeiro, São Sebastião nos protegendo
Com as paisagens lindas, montes verdejantes
Beleza assim, nunca vi por aí

Terra de fartura e de trabalhador
Tem pecuária, tem agricultor
Farinha, queijo, jabiraca e a piaba
Tem a jaçanã, babaçu e bacuri

Tanta coisa boa existe por aqui
Que numa toada não dar pra definir
Ia me esquecendo do lugar que estou falando
Mas, quem vive aqui sabe o que estou proseando

Peri – Mirim, este é o seu nome
Terra hospitaleira, povo acolhedor
Quem mora aqui, jamais quer sair
Quem foi embora, acaba voltando

Cíntia Cristina Martins Serrão

Ocupante da Cadeira nº 30 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como Patrona Carmem Martins. Cíntia Cristina Martins Serrão, nasceu no dia 04 de janeiro de 1972, no povoado Três Marias, município de Peri-Mirim. Sou filha de Benedito de Jesus Costa Serrão e Carmem Martins, e tem dois irmãos por parte de pai e mãe: Benedito Filho e Welligton.

Naquela época, as maternidades eram de difícil acesso, e sua mãe deu à luz em casa, com o acompanhamento de uma parteira chamada dona Camélia, uma senhora distinta que realizava esse trabalho por amor à profissão, exercendo-o com dedicação, carinho e a proteção de Deus.

Cíntia teve uma infância simples, alegre e divertida, cercada de muito amor por minha família, como é comum às crianças do interior. Minha vida escolar começou no povoado Rio da Prata, onde cursei as primeiras séries. Tenho uma lembrança muito especial da minha primeira professora, dona Edite, uma mulher de grande conhecimento, sempre com palavras calmas e tranquilas, que marcoupara sempre a minha formação.

Ao chegar à 4ª série, foi estudar em Pinheiro, no Colégio Pinheirense, uma escola de grande renome, onde concluí o Segundo Grau em Magistério. Em seguida, mudei-me para São Luís para cursar a faculdade. Passei em vários cursos, mas optei por dois: Economia e Pedagogia. Vivi sozinha na capital, terminei ambos os cursos, fiz pós-graduação e segui me aperfeiçoando, acumulando várias especializações, entre as quais destaco a Psicopedagogia, área com a qual me identifico profundamente.

Após concluir os estudos, retornou ao seu município e recebeu uma proposta para trabalhar na Gerência Regional da Baixada Maranhense, onde atuei por 10 anos. Mais tarde, participei de um seletivo do Estado para a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que estava abrindo um Centro de Estudos em Pinheiro. Foi aprovada para a coordenação dos cursos de Web Designer e Administração, oportunidade em que desenvolveu um trabalho de grande importância para a população da Baixada.

O ano de 2001 foi um dos mais difíceis da sua vida, pois perdeu sua mãe. Relata que não sabe como conseguiu seguir em frente, já que ela era seu porto seguro e o amor mais puro que alguém pode oferecer, um amor que só uma mãe é capaz de transmitir. Mesmo com a dor, consegui me reerguer e continuar minha caminhada.

Em 2010, conheceu seu esposo Alexandre, com quem compartilha a sua vida. Dessa união nasceu o seu maior tesouro, o filho Davi, que é seu orgulho, alegria e seu tudo. Em 2016, prestou o concurso do município de Peri-Mirim e, graças a Deus, foi aprovada. Hoje, desenvolve um trabalho voltado para causas sociais, especialmente na área da Educação Inclusiva, e assim contribui para o crescimento e o bem-estar da sua comunidade, e dos demais municípios que presta serviço aqui na região da Baixada Maranhense.

Edielson Lima Almeida (Paim)

Ocupante da Cadeira nº 34 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como Patrono Maria de Jesus Castro Martins (Dona Morena). Edielson Lima Almeida (Paim: a voz que ecoa o tambor da Baixada). No coração do povoado Aurá, em Peri Mirim (MA), nasceu em 05 de julho de 1976 um menino pequeno, de choro forte e destino traçado pela música.

Edielson Lima Almeida, filho de Antônio França Almeida, o conhecido Deco de Guilherme, cantador de boi, e de Valdeci Lima Almeida, veio ao mundo em um lar de simplicidade e afeto, embalado pelas toadas que marcavam as noites de festa do interior.
Foi o pai quem lhe deu o apelido de “Paim”, carinhoso e certeiro, inspirado pelo tamanho miúdo do filho, mas ninguém imaginava que aquele pequeno se tornaria uma das grandes vozes da cultura da Baixada Maranhense.

Entre brincadeiras e sons de matraca, Paim cresceu ouvindo os cantadores e admirando a força dos grupos de bumba-meu-boi que cruzavam as estradas de terra.

Em 1990, movido pela inspiração do mestre João Bertoldo, deu os primeiros passos na cantoria.
Desde então, sua voz passou a ecoar pelos arraiais, firme e ritmada, levando emoção e resistência.
O amor pela tradição o acompanha até hoje é dele a certeza de que o bumba-meu-boi não é apenas festa, mas identidade, história e pertencimento.

No carnaval, outra paixão o atravessou: a alegria do samba.
Foi Butilho quem o inspirou a cantar nas festas momescas, tornando-se presença marcante nas atrações da cidade.
Autodidata, Paim nunca precisou de orientação formal: as toadas nasciam de dentro, da intuição, do ritmo que corria nas veias. Ele mesmo criava, rimava e corrigia, movido apenas pela força do dom que carrega.

Ao longo da trajetória, contou com o apoio de Santiago, amigo fiel e companheiro de cantorias.
Apesar das dificuldades, Paim nunca desistiu dos estudos. Concluiu o Ensino Fundamental e hoje continua aprendendo no EJA do Ensino Médio, conciliando a vida escolar com o trabalho de pedreiro, ofício que também faz parte de sua luta cotidiana.

Em 2001, foi um dos fundadores da Escola de Samba do Campo de Pouso, sob a direção de Ivaldo Lima, reafirmando seu compromisso com a arte popular e com o brilho das manifestações da comunidade.

Hoje, Edielson Lima Almeida, o Paim, é reconhecido como um homem de fibra e paixão pela cultura.
Suas toadas cruzaram fronteiras, levando o nome de Peri Mirim e da Baixada Maranhense para outras cidades e palcos.
Canta com o coração, mantendo viva a tradição herdada do pai e reinventando o boi a cada verso que nasce de sua voz.

Paim é mais que um cantador.
É a memória viva de um povo, o som do tambor que não se cala, a poesia que resiste porque enquanto houver canto, haverá cultura, e enquanto houver Paim, haverá sempre um boi dançando no terreiro da saudade.

Luís de França Melo Nascimento

Ocupante da Cadeira nº 39 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como Patrono João Helder (Padre). Luís de França Melo Nascimento, o França, é o canto que floresceu na Baixada. No dia 25 de agosto de 1966, em São Luís do Maranhão, nasceu Luís de França Melo Nascimento, filho de Izídio Pereira Nascimento e Maria Zenaide dos Santos Melo.

Desde cedo, a música corria em suas veias – herança viva de uma família de artistas e cantadores. O menino Luís, que mais tarde seria conhecido simplesmente como França, cresceu cercado por sons, versos e melodias que o moldaram como homem e como artista.

Aos 16 anos de idade, começou a criar suas primeiras cantigas e toadas, inspirado pelo pai e pela atmosfera musical que envolvia o lar. Era o início de uma trajetória marcada por ritmo, poesia e amor à cultura popular.
Casado com Maria do Livramento Lima Nascimento, França construiu uma família sólida e afetuosa. É pai de Luís Henrique Lima Nascimento e Lilian Lima Nascimento, além de Ricardo e outro filho, e já celebra com orgulho a alegria de ser avô de quatro netos.

Há duas décadas, França chegou a Peri Mirim, trazido pelo amor foi por meio da esposa que se enraizou na cidade. Logo depois, seus pais e irmãos também se estabeleceram no município, fortalecendo os laços familiares e culturais que hoje o tornam parte inseparável da comunidade.

Com carisma e talento, França tornou-se uma das vozes mais influentes da cultura perimiriense. Participativo e entusiasmado, ajudou a animar o Carnaval e o São João, levando alegria e tradição por onde passava.
Ao lado de Doxo, a inesquecível “princesinha dos anos dourados”, encantava o público nas quadrilhas juninas e nas apresentações do bumba-meu-boi Brilho da Baixada, grupo que marcou época e fez história nas festas da região.

Mais que um cantor, França é um guardião das memórias festivas de Peri Mirim.
Seu nome está gravado nas canções, nos tambores e nos sorrisos de quem vive a cultura com o coração.
Homem simples, de voz firme e espírito alegre, França representa a essência da tradição popular maranhense, aquela que nasce do povo, resiste ao tempo e floresce em cada verso que celebra a vida, o amor e o orgulho de ser da Baixada.

FLÁVIO BRAGA SERÁ UM DOS PALESTRANTES NO EVENTO “DIÁLOGOS BAIXADEIROS” PROMOVIDO PELA UFMA

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) parabeniza o acadêmico Flávio Braga pela sua participação, no próximo dia 14/09/2023 (quinta-feira) às 17h30, no evento  denominado “Diálogos Baixadeiros – Falas sobre a Baixada” promovido pelo Departamento do Curso de História da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

A palestra de Flávio versa sobre o “Linguajar típico da Baixada”. Nada mais oportuno, pois, Flávio Braga é autor do livro Dicionário do Baixadês, obra de registro literário do linguajar típico da Baixada Maranhense que tem o escopo de valorizar a sabedoria cabocla e contribuir para a preservação do modo peculiar de comunicação entre os nativos dessa microrregião, sobretudo nestes tempos de massificação da televisão e da internet.

A referida obra imortalizou o autor, que é membro da Academia de São João Batista e da Academia de Peri-Mirim, sua terra natal. Ele também é o idealizador do prestigiado Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), sendo seu primeiro presidente.

Diversos olhares, percepções, vivências e memórias marcam o evento “Diálogos Baixadeiros – Falas sobre a Baixada”, Projeto de Extensão do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) que ganhará nova edição em São Luís, a partir desta quinta-feira (14), das 14h às 17h30, com entrada gratuita.

Com o eixo central “Falas sobre a Baixada”, em cada um dos seis encontros, a segunda edição terá sempre quatro temas centrais, com convidados especiais, autoras e autores oriundos da Baixada. No primeiro encontro, os temas são: “A Baixada do Maranhão em serões e outras falas”, com Gracilente Pinto (de São Vicente Ferrer); “Vislumbres de Viana sob o olhar de Assis Galvão”, com Adalzira Galvão e Michela Galvão (de Viana); “Anajatuba e nossas esperanças”, com Mauro Rêgo (de Anajatuba); e “Linguajar típico da Baixada”, com Flávio Braga (de Peri Mirim).

Sob organização do professor Manoel de Jesus Barros Martins, do Departamento de História da UFMA, o evento conta com o apoio do Departamento de História, do Curso de História, do Centro de Ciências Humanas e do Centro Pedagógico Paulo Freire – local onde será realizado o evento, na sala 101, Asa Norte, a partir das 14h.

Para Manoel Martins, o evento é um importante espaço para que professores, alunos e o público em geral possa debater e conhecer mais sobre essa importante região do Maranhão.

“A Baixada conta com um quantitativo expressivo de autoras e autores cujas obras remetem ao entendimento de facetas muito caras à formação social maranhense, porém essa produção e seus autores nem sempre são reconhecidos”, afirma o professor.

“Diálogos Baixadeiros – Falas sobre a Baixada” será realizado em formato presencial, na UFMA. As Rodas de Conversa serão gravadas e disponibilizadas a seguir pelo canal oficial do evento no YouTube, pelo link: https://youtube.com/@BaixadadoMaranhao.

Histórico dos Diálogos Baixadeiros
A partir de maio deste ano, foram realizadas as primeiras Rodas de Conversa, no âmbito da disciplina “Baixada do Maranhão: trajetórias e perspectivas”, com o tema “Diálogos Baixadeiros”. Diferente da atual edição, que será realizado em seis datas, às quintas feiras, de 14.09 a 09.11, o evento de estreia foi realizado em cinco datas – nos dias 5, 12, 19 e 26 de maio e 2 de junho.
Os vídeos da primeira edição podem ser encontrados no YouTube, no canal @BaixadadoMaranhao. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail baixadadoma@gmail.com.

Dicionário do Baixadês

Fontes: Sites da ALCAP, FDBM, AMEI e mensagens WhassApp compartilhadas por Manoel Barros.

Manoel de Jesus Campos, o Santiago

Ocupante da Cadeira nº 36 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como Patrono Raul Pinheiro Mendes. Manoel de Jesus Campos é cantor e compositor de Bumba-Meu-Boi e manifestações folclóricas no Estado do Maranhão. Nascido em 03 de junho de 1947 no povoado Tremedal, zona rural do município de Peri-Mirim, filho de Maria Almerinda Campos e Pedro Damião Campos. Conhecido popularmente como Santiago. O mesmo vem de uma geração de oito irmãos. Santiago possui três filhos, cinco netos e uma bisneta.

Sua paixão pela cultura deu-se aos 13 anos no povoado em que nasceu. Os moradores se reuniam e confeccionavam chapéus de palha de uma palmeira conhecida na região como Tuncum. O boi tinha como matéria prima a palha do babaçu feito em formato de cofo e era enfeitada com o papel dourado retirado da carteira de cigarro Continental. Na época os moradores preparavam mingau de arroz para doar, ao término das apresentações, os responsáveis por organizar as brincadeira e convidar os cantores de boi chamava-se Pedro Sabino e João de Lázaro, a comunidade  tinha a missão de socar o arroz no pilão e fazer o mingau para a noitada. A partir daí o gosto e a vontade de participar das manifestações folclóricas sempre falou mais alto.

O primeiro boi que participou, fora do seu município de origem, tinha como nome Bumba Boi Paziano sotaque de orquestra do São Domingos que tinha como Dono o Raimundo Cordeiro, a partir daí os convites para abrilhantar as noites juninas foram surgindo e em seguida integrou no período de um ano o boi do São Joaquim sob o comando do Sr. Eusébio.

Na década de 70 viajou para Santa Inês em busca de novas perspectiva de vida e melhores condições financeiras, pois o Sr. Manuel é oriundo de uma família humilde de lavradores. Não se adaptando às mudanças e a saudade de seus familiares retornou para junto dos mesmos no ano seguinte. De volta, aceitou o convite para participação no Boi da Tapera de responsabilidade de Zé Pereira (In memória), na ocasião dividia os palcos com Antônio João de Ladica.

Em 1973, Deusdete Gamita Campos é eleito prefeito do município e na ocasião fundou um Bumba Boi chamado Campeão do Norte no sotaque de zabumba. Reuniu uma boiada e colocou nos palcos entre rimas e versos três repentistas o Santiago, o Diér e Paulo da Beira. Tornando-se o primeiro boi da região a se apresentar nos arraiás da capital maranhense. No ano seguinte o Campeão do Norte reuniu os grandes mestres repentistas da cidade e as noitadas juninas foram embaladas ao som das toadas de Santiago, Carlos Pique, João Betouve, Dier e Paulo da Beira.

Em 1977, João França Pereira ganha as eleições municipais e mantém viva a tradição do boi de zabumba Campeão do Norte, a fama dos Mestres de boiada da nossa querida Peri-Mirim percorre as cidades do Maranhão e o boi é convidado a se apresentar em Chapadinha. Em 1978 recebeu o convite de Deusdete para integrar um boi que ele estava organizando na comunidade de Campo de Pouso, na oportunidade comandou a boiada juntamente com João Betouve e na organização tinha Biu, Betinho e Antônio de Zila.

No ano de 1979 o convite veio de Itamatatiua cidade de Alcântara, onde comandou o Boi de Itamatatiua do seu Ricardo. Na chama da fogueira que esquentava o tambor lindas rimas o Santiago criou despertando o interesse de muitos donos de boiada. No ano seguinte, estava a cantar e encantar no boi do Ferro de Engomar da cidade de Bequimão.

Do chapéu de palha simples aos canutilhos e paetês, Santiago acompanhou e participou do processo de evolução e reconhecimento da cultura maranhense. O mesmo cantou muitos repentes olhando as saias da mulherada girar nas rodas de tambor de crioula ascendeu fogueira para esquentar tambor e muitos corações conquistou de Pontal a Três Marias uma temporada passou, no conjunto de Timótio de Olávio no povoado de Minas sua marca deixou. No Tubarão em Alcântara muita correia fez punga escutando Santiago cantar.

Em 1995, durante a gestão do prefeito Benedito de Jesus Costa Serrão surge em Peri-Mirim o Bumba-Meu-Boi Brilho da Baixada no sotaque de orquestra, o primeiro boi desse gênero que integrou fazendo composições para interpretação própria e para outros cantores como a mais famosa música da época “Peri-Mirim, minha terra é um amor”. Toada que foi interpretada por França e na ocasião gravada pelo mesmo.

Muitas toadas foram gravadas durante a existência do Brilho da Baixada, algumas em fitas que eram o instrumento que se tinha na época para registro de músicas e outras estão nos CD’s que até hoje embalam a saudade de um geração apaixonada pela cultura perimiriense.

Com o término do Brilho da Baixada, o Santiago seguiu carreira no Boi Unidos de Palmeirândia também no sotaque de orquestra . Este batalhão tem sobre seu comando a Sr. Rita Marques que mantém viva esta tradição até os dias atuais.

Em 2010, aceitando o convite de Seu Arcanjo, o Santiago atravessa a Baia de São Marcos para integrar no Bumba-Meu-Boi Anjo dos Meus Sonhos, sotaque de Orquestra do Anjo da Guarda. Aqui entre pandeirões, vaqueiros e índias cantou coisas do amor e muitos corações agradou.

Em 2013, estava de volta nos arraiás da sua cidade natal, desta vez no Bumba-Meu-Boi Mimo de Peri-Mirim.  Que tinha como representatividade a Ex.ª Vereadora Rosa Pinheiro. A Toada que ficou registrada neste batalhão diz assim “Guarnece turma, guarnecer se faz assim, vamos mostrar a cultura da nossa Peri-Mirim. O povo está animado, quem tá na frente do gado é Santiago e Paim”. Por muitos anos, Paim e Santiago fizeram muitos apitos assobiar para São João homenagear.

No ano seguinte, o Santiago fez parte de um projeto municipal da Secretária de Assistência Social que reuniu jovens e idosos na perspectiva de se fazer um batalhão o projeto deu certo o Boi do CRAS como era chamado saiu ao som do teclado e reuniu muitos perimirienses no dia do seu batizado.

Manuel é um homem feito de muitas veias culturais, dono de versos, músicas, poemas e toadas que soam o ano inteiro  compondo um verdadeiro canteiro de manifestações folclóricas da Baixada.

Nos carnavais da nossa cidade muitos sambas criou, passou pelo Império do Portinho, mas foi no Unidos do Campo de Pouso que  sua história registrou.  Entre alegorias e baianas conquistou muitas notas 10. Comandava uma bateria como ninguém na passarela, ao lado de Paim emoções e muitas composições surgiram. Títulos embalados pela euforia de uma torcida que todo ano o esperava, na ponta do pé muita gente sambava e com aplausos saia de cena sempre com gostinho de quero mais.

Hoje, com seus 74 anos o Santiago tem uma legião de fãs, amigos e admiradores de seu belíssimo trabalho. Por onde passa sempre deixa a seguinte mensagem “A cultura é a marca de um povo e somos nós quem fazemos este feito”.

Em 2021, Manoel de Jesus Campos, o Santiago, recebeu da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense- ALCAP a honraria Mérito Cultural Perimiriense, João de Deus Paz Botão, concedida pessoas da cidade, de forma a reconhecer a importância, o trabalho e a dedicação daqueles que constroem a história da cidade por meio da promoção e apoio a diversas manifestações folclóricas e culturais no Município de Peri-Mirim.

Antônio João França Pereira

Ocupante da Cadeira nº 06 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como patrona Cecília Euzamar Campos Botão.  É natural de Peri-Mirim (MA). Nasceu em 24 de junho de 1947. Filho de Antônio João Pereira e Mercedes França Pereira  (ambos in memoriam).

Casado com a Sra. Graça Maria França Pereira. Teve quatro filhos, atualmente só tem três, todos formados em Direito, quatro netos sendo um homem e três mulheres e duas bisnetas.

Estudou em Guimarães no Seminário S. José e em S. Luís no Seminário Santo Antônio viabilizado por Pe. Gerard. Cursou o 2.º grau no Liceu Maranhense. Formado em Letras. Ministrou cursos Intensivos de Matemática e Educação Física, curso de Formação de Gerente de Agência da Caixa Econômica Federal.

Lecionou Português e Matemática no Ginásio Bandeirantes de Peri-Mirim, Anajatuba, e nos colégios Coelho Neto, Escola Normal e colégio Caxiense em Caxias e Escola Normal em Barra do Corda.

Hoje, é aposentado da Caixa Econômica Federal e empresário.

É sincero, gosta da verdade, ama Peri-Mirim, em especial Portinho. Não é omisso, é otimista, filantrópico, solidário, veio para ajudar. Não consegue ter raiva, nem rancor de ninguém.

Tem noções de inglês, francês e latim.

Acredita que todos nós nascemos para fazer o bem.

Agradecimentos a todos que se engajaram na fundação desta Academia, hoje, “ALCAP”

Pensamento: “Enquanto eu era feliz tinha vários amigos, quando as coisas foram ficando difíceis, fiquei sozinho.”

Jaílson de Jesus Alves Sousa

Ocupante da Cadeira nº 28 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), que tem como patrono Raimundo João dos Santos. Nasceu no dia 4 de dezembro de 1994, no hospital São Sebastião em Peri-Mirim/MA.

Filho de José Maria Melo Sousa e Maria do Livramento Alves, que se separam na época do meu nascimento. Foi criado pela sua mãe e avós maternos: Manoel de Jesus Martins e Albina Alves. É o caçula de quatros irmãos, tem o prazer de citar o seu irmão mais velho José.  Sua segunda irmã é Josenete e a terceira é Joselia.

Iniciou sua vida estudantil com quatro anos de idade no Jardim de Infância” O Pequeno Príncipe” na sede de Peri Mirim. Ingressou no Ensino Fundamental na Escola Carneiro de Freitas, cursando a primeira série no ano de 2001; tendo como professora durante os quatros anos do fundamental menor a docente Terezinha Almeida (Terezinha de Galêgo), pela qual tem grande estima e admiração por ter lhe iniciado no mundo das letras.

Cursou o Ensino Fundamental maior na escola Artur Teixeira de Carvalho, concluindo essa modalidade de ensino no ano de 2009. Tenho a honra de prestar homenagens a professora Maria da Luz Nunes, vulgo Marizinha de Teca, que durante todo o percurso de aprendizagem aprendeu a admirá-la, pois, além dos quesitos pertinentes a disciplina de Língua Portuguesa, mostrou o quão relevante é o respeito para a construção do ser humano como cidadão de bem, tornando-se construtor da sua própria história. Na referida escola continuou os estudos do Ensino Médio, concluindo essa etapa no ano de 2012.

Iniciou o curso de Licenciatura em Pedagogia à distância no ano de 2013 pela Instituição Reunida de São Paulo, encerrando o curso acadêmico no ano de 2016.

O seu maior sonho é publicar um livro sobre as culturas perimirienses, e essa é uma das razões pelas quais candidatou-se a uma cadeira da Academia Perimiriense.