PERI-MIRIM E O NOVO ANO

Por Francisco Viegas Paz

Quando surge o novo ano, a natureza, prodigamente, se manifesta trazendo alegria: “são tantas emoções” que quase não cabe na manifestação humana. A grama forma um tapete de esperança e, logo que a chuva cai, levantam-se as pequenas árvores e as maiores se manifestam numa combinação de folhas, flores e frutos.

Os alevinos surgem do “nada” numa magia de encanto, batendo as suas minúsculas nadadeiras nas primeiras lâminas d’água. E os mururus, vitórias-régias, orelha-de-veado, formam o mais belo quadro pintado pelas mãos do Criador, dando um viva à Baixada Maranhense.

Os pássaros em revoadas, anunciam o novo ciclo da vida. É o mês de janeiro com a sua manifestação preparatória para o enfrentamento dos 365 dias do ano. E logo ali, no início, os peri-mirienses que residem fora do seu município, se alvoraçam para o retorno à terra natal. As promessas são desencadeadas a São Sebastião pedindo a graça do retorno, nem que seja somente no período dos festejos. E o Santo Padroeiro não deixa por menos, quer todo mundo na sua casa que já passou por várias reformas para abrigar, no ar condicionado, as famílias da terrinha. Até lá, se Deus quiser!

Peri-Mirim, 1º de janeiro de 2026

 

ALCAP anuncia os novos imortais: um novo capítulo para a cultura perimiriense!

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) viveu, no dia 30 de novembro de 2025, mais um momento histórico. Em uma sessão marcada por emoção, expectativa e grande participação dos Acadêmicos, foram escolhidos os novos membros que passam a integrar o quadro da instituição, fortalecendo ainda mais o compromisso da Academia com a literatura, a memória e as tradições culturais de Peri-Mirim.

A eleição aconteceu com a presença da maioria absoluta dos membros, conforme determina o Estatuto. Entre os candidatos que alcançaram votos da maioria absoluta, foram eleitos os mais votados. Em caso de empate, foram utilizados os critérios naturalidade em Peri-Mirim e maior idade — um gesto que reforça as raízes e a identidade da nossa gente.

O resultado revela um grupo diverso, talentoso e profundamente conectado às artes, letras, cultura, ciências e à história local. Conheça os eleitos:

Novos membros eleitos – 2025

Cadeira 04Maria do Carmo Pereira Pinheiro
Patrono: Manoel Sebastião Pinheiro

Cadeira 29Eunice Diniz Pereira (Dona Nicinha)
Patrono: Raymond Roger Gérard Gagnon (Padre)

Cadeira 30Cíntia Cristina Martins Serrão
Patrona: Carmem Martins

Cadeira 31Luís Fábio Pereira Maia
Patrono: José de Jesus Pereira Campos (J. Campos)

Cadeira 32Ana Cléres Santos Ferreira
Patrono: Adelar José Álvares Mendes (Dedeco)

Cadeira 33Sidlayne dos Santos Martins Melo
Patrono: Raimundo Martins Nunes (Sipreto)

Cadeira 34Edielson Lima Almeida (Paim)
Patrona: Maria de Jesus Castro Martins (Dona Morena)

Cadeira 35Ana Maria Correa Barbosa
Patrona: Maria Madalena Nunes Corrêa

Cadeira 36Manoel de Jesus Campos (Santiago)
Patrono: Raul Pinheiro Mendes

Cadeira 37Laércio Lúcio de Oliveira
Patrono: João Batista Pinheiro Martins

Cadeira 39Luís de França Melo Nascimento (França)
Patrono: João Helder (Padre)

Cadeira 40José Gutemberg Mendes (Zé de Floriano)
Patrono: Floriano Pereira Mendes

 

Cadeiras que permanecem vagas

As cadeiras 01, 05 e 38 não foram preenchidas nesta eleição e permanecerão vagas até novo processo seletivo.

 

Gratidão, alegria e novos começos

A ALCAP parabeniza de coração cada eleito e agradece a presença dos Acadêmicos e a participação de todos os candidatos. Os que não foram eleitos permanecem habilitados para futuras oportunidades, mantendo viva a chama do compromisso com a nossa cultura.

A Solenidade de Posse será divulgada em breve e promete ser uma celebração especial, reunindo poesia, história, memória e muito afeto pela nossa cidade.

A Academia segue firme no propósito de valorizar talentos, preservar tradições e incentivar a produção intelectual e artística da Baixada Maranhense.

Resultado_da_eleicao_de_novos_membros_da_ALCAP

Ana Maria Corrêa Barbosa

Ana Maria Corrêa Barbosa, brasileira, nascida no dia 01 de abril de 1985, na comunidade Pericumã, no município de Peri Mirim-MA. Filha de pais lavradores, com cinco irmãos. Sendo o seu pai José Reis Barbosa e sua mãe Maria José Corrêa Barbosa.

Estudou em escolas públicas, cursando o Magistério no período do ensino médio, o que a levou a prestar alguns concursos da região para professora. Foi aprovada em três. Em 2008 recebeu a nomeação como professora no município de Bequimão-MA. Hoje, é professora efetiva do mencionado município. Graduada em Licenciatura em Filosofia e Pedagogia pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA e pós-graduada pela Faculdade Santa Fé em Docência da Educação Básica e Superior.

Atualmente, com uma carreira profissional na área da educação e membro do conselho fiscal da Associação dos Moradores Quilombolas da Comunidade Pericumã – AMQUIPE, contribui para melhorias na comunidade através de ações comunitárias e motivação para que as tradições e valores do povo quilombola seja lembrado e respeitado.

Sivaldo Melo Buais

Sivaldo Melo Buais, conhecido por Dr. Silvinho ou simplesmente Silvinho. Nasceu no município de Peri Mirim em 17 de novembro de 1971, sendo o segundo de uma prole de doze (12) filhos do casal Sebastião Latimberg Buais (Baco) e Santíssima da Trindade Melo Buais (Tasha e Santinha). Irmãs e irmãos: Fefinha, Chica, Lena, Tatá, Neide, Dacione, Sidinho, Tchuka, Baquinho, Bibico e Zé (em memória). Porém, foi criado e educado por sua avó materna Itelvina (em memória), a quem considerava como mãe.

Casado com a professora Maria Ribamar P. Buais (Sinoca), com quem convive desde 1989 e tem um casal de filhos, Samara Pereira Buais e Sanmuel Pereira Buais.

Estudou de 1ª à 4ª série na Escola Carneiro de Freitas localizada na Praça São Sebastião na sede deste município. Cursou o ensino fundamental em São Luís MA, (CEMA do Anjo da Guarda e Unidade Integrada Roseana Sarney Murad no São Francisco). Por gostar de estudar e por falta de oportunidades para o ensino superior, concluiu o ensino médio três vezes, as duas últimas em Peri Mirim onde contou com a orientação de vários Professores, inclusive, o saudoso professor Batista Martins.

Formou-se em Magistério no ano de 1999 pela Escola Cecília Botão.

Aos 12 anos aprendeu eletrônica e trabalhou como Radiotécnico de 1985 até 2012, tendo sido Técnico titular da TVC eletrônica (São Luís), Eletro-Sistem (São Luís) e Eletrônica Buais (Peri mirim) de 1994 a 2007, fez alguns projetos eletrônico, montagens de aparelhagens de som, circuitos elétricos e outros.

Embora tivesse vocação para o direito desde da infância, seu interesse pelo curso aumentou, após, ter sido injustiçado por desinteresse de um profissional da área criminal, contudo só conseguiu ingressar na faculdade de direito aos 41 anos de idade, sendo o mais velho e o menor da turma, pois, a idade de seus colegas era inferior a 25 anos. Apesar disso, com a benção de Deus, foi aprovado no exame de ordem ainda cursando a faculdade.

Além de advogado, é professor, eletricista, técnico em eletrônica, serralheiro, soldador elétrico, pedreiro, carpinteiro, encanador, motorista, montador de antenas parabólicas, operador de ETA, operador de sistema, técnico em informática e etc.

Aprovado em diversos concursos públicos, trabalhou como vigia/porteiro e professor pelo município de Palmeirândia de 1997 à 2019, Instrutor e supervisor do IBGE no ano 2000 e na CAEMA como Operador de ETA desde 2007.

Formação acadêmica: Pedagogia, Magistério, Contabilidade, Direito, (Licenciatura em matemática e licenciatura em Música incompletos) e ainda cursos de extensão em Gestão Escolar, Inglês e Espanhol.

Especialista em Direito Criminal, Direito Eleitoral, Direito Trabalhista e Previdenciário. Cursando especialização em Investigação Forense e Perícias Criminais.

Mestrando em Direito pelo CEUMA. Atua desde 2018 como Defensor Dativo na área criminal.

É também, Conselheiro Ambiental representando a CAEMA no Comitê de Bacias(CBH) do Rio Turiaçu e vice-presidente da comissão provisória para criação do Comitê de Bacias(CBH) do Rio Pericumã, além de participar de outros projetos na área ambiental. Representante jurídico da igreja CCB com sede administrativa em Pinheiro MA.

Membro da coordenação territorial das associações quilombolas de Peri Mirim e assessor jurídico de outras instituições. Participante do movimento das pessoas com deficiência. Membro de algumas comissões da OAB, nas áreas de meio ambiente, criminal/direitos humanos, eleitoral, previdenciário e outros.

Laércio Lúcio de Oliveira

O Professor Laércio Lúcio de Oliveira é educador dedicado à formação de estudantes nas áreas de Matemática e Ciências da Natureza. Com ampla experiência no ensino fundamental, médio e superior atua com foco em metodologias ativas e no desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico dos alunos há mais de vinte oito anos. Nascido em 08 de abril de 1969 em São Luís -MA ´, é filho de Demerval Zacarias de Oliveira e Neide Pereira de Oliveira, ambos nascidos em Peri-Mirim MA, pai de dois filhos e torcedor do Maranhão Atlético Clube (MAC).

Bacharel e Licenciado em Matemática pela UFMA, possui especialização em Docência do Ensino Superior, Mestrado e é doutorando em Matemática. Professor ativo da Secretaria de Educação do Estado do Maranhão há vinte oito anos. Foi professor substituto da UEMA , UFMA, e contratado da FACAM, sempre ministrando disciplinas de Cálculo, Estatística e Matemática Financeira. Atualmente é professor da rede estadual de ensino e professor
formador na modalidade EAD da UFMA.

Reconhecido pelo compromisso com a aprendizagem significativa, o professor Laércio busca relacionar os conteúdos escolares ao cotidiano dos estudantes, promovendo aulas dinâmicas, contextualizadas e interdisciplinares. Sua missão é inspirar o gosto pelo conhecimento matemático, estimulando a curiosidade e o pensamento científico. Atualmente, dedica-se também a projetos voltados à estatística, educação financeira e formação continuada de professores.

ANA CLÉRES SANTOS FERREIRA

 

ANA CLÉRES SANTOS FERREIRA, nasceu no Povoado Cametá, Peri-Mirim/MA, em 30 de setembro de 1964. Filha de José Santos e Maria Amélia Martins Santos. Casada com Antônio Campos Sodré Ferreira, com quem teve dois filhos: José Sodré Ferreira Neto e Paulo Victor Santos Ferreira. Educou, desde pequena Ana Carolina Silva Martins, filha do seu irmão caçula que veio a óbito em 05 de setembro de 2011. Tem uma neta, filha do seu filho mais velho e de
sua nora Cibelle Rocha: Manuela Rocha Santos Sodré, que mora em Fortaleza/CE.

Ana Cléres é a nona filha de uma prole de onze irmãos: 1) Francisco Xavier Martins dos Santos; 2) Ademir João Martins dos Santos (in memoriam); 3) Cleonice de Jesus Martins Santos; 4) Edmilson José Martins dos Santos; 5) Ricardina Militina Martins dos Santos; 6) Ademir Martins Santos; 7) Maria do Nascimento Martins dos Santos; 8) Ana Creusa Martins dos Santos; 9) Ana Cléres Santos Ferreira; 10) José Maria Martins Santos e 11) Carlos Magno Martins Santos (in memoriam).

Estudou as primeiras letras na Escola Sá Mendes, no Povoado Ilha Grande. Com seis anos de idade foi estudar a 1a série no Grupo Escolar Carneiro de Freitas, tendo que caminhar 10 km para ir e vir à Escola. Por ser muito pequena, suas pernas doíam e ela tinha que ser carregada pelos irmãos mais velhos: Edmilson e Ademir. Também tinha muita dificuldade para acordar às quatro horas da manhã para tomar banho e depois tomar o café e caminhar os 5km entre o Cametá e a sede do município. Seu pai, sempre carinhoso, a estimulava a tomar banho, enquanto mostrava a batata ou macaxeira fumegante para acompanhar o café da manhã. Na saída, os pais sempre estavam à porta para abençoar os filhos, desejando boa sorte e falando para prestarem bastante atenção às aulas. Por volta das 13h chegavam em casa de volta.

Aos domingos toda a família ia aos cultos, na Ilha Grande, ou na casa de Santinho no Cametá. O culto era celebrado, ou por seu pai José Santos, ou por Pedro Martins. Uma vez por mês, o Padre Gerard Gagnon celebrava a Santa Missa. Ana Cléres logo se destacou para compor o Coral, viajava para sede de Peri-Mirim para treinar os cânticos com Ana Lúcia e equipe.

Nos cultos Ana Cléres era destaque com sua bela voz para entoar os cânticos de Entrada, Ofertório, Comunhão e Cântico Final. Aquele momento para as crianças servia mais como diversão que, verdadeiramente, ato de Fé. Para José Santos e sua família, o domingo era sagrado, naquele dia não se fazia o trabalho duro da roça. Somente à tarde José se liberava um pouco para exercer a barbearia, pois, cortava o cabelo dos amigos que o visitavam, sempre acompanhado de longas conversas e gargalhadas. A criançada ficava sentada no chão para ouvir as conversas e sair em disparada carreira caso José pedisse água – aquele momento era disputadíssimo para beberem o restinho de água que ficava no copo.

Sua mãe se ocupava de fazer pequenas consertos de roupas, dobrar roupas e conversar sobre histórias de príncipes e princesas. Todos dormiam cedo. A mãe falava “hora de se agasalhar”. A reza do terço e da oração ao Anjo da Guara eram sagrados, não dormiam sem rezar, para não terem pesadelo: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém”, todos entoam ao mesmo tempo.

A religiosidade era marcante na década de 60 e 70. Na Comunidade do Cametá e Ilha Grande, no final do ano, armava-se o Presépio para homenagear o nascimento do Menino Jesus. Geralmente o presépio era levantado nas casas de Maria de Nhonhô ou de Lourdes de Pedro Martins. Era pura diversão para crianças e jovens. Antes da reza, faziam muitas brincadeiras. Depois da reza, sempre se servia um lanche, fornecido por um novenário. No dia 6 de janeiro (no dia de Reis) era desmontado o Presépio e queimadas as palhinhas, levantando um cheiro maravilhoso da murta usada no presépio. Era um momento muito triste, em que se cantava: “adeus meu menino, adeus meu amor; até para o ano se eu viva for”.

Ana Cléres gostava de histórias de lobisomem, mula sem cabeça e outras “visagens”. Ela se disfarçava de criaturas “do outro mundo” usando um lençol branco sobre com um socó na cabeça e uma lamparina.

Quanto à sua vida escolar, Ana Cléres cursou parte do primário no Colégio Carneiro de Freitas em Peri-Mirim (1a à 3a série). A 4a série cursou em São Luís, no Colégio Ivan Saldanha, na época residia com sua irmã Cleonice na Rua da Estrela, no Centro da cidade. Retornou a Peri-Mirim para cursar a 6a e 7a séries do Ginásio na Escola Municipal Cecília Botão e a 8a cursou no CEMA em São Luís, onde as aulas eram televisionadas, tendo apenas um orientador fisicamente.

Após concorrida seleção, foi aprovada e estudou o primeiro ano do Ensino Médio no Liceu Maranhense. O 2o e 3o ano do Ensino Médio, foi selecionada para estudar na Escola Técnica Federal, no curso técnico de Agrimensura, lembra com carinho dessa época em que fez muitas amizades as quais mantém até os dias de hoje.

Em 1986 teve seu primeiro filho José Sodré Ferreira Neto. Em 1988 foi aprovada em 1o lugar no Concurso do Banco do Brasil. Foi lotada no município de São Luís Gonzaga. Teve de deixar seu filho com apenas dois anos aos cuidados dos seus avós maternos e de sua irmã Cleonice. Apesar da confiança, foi um tempo muito sofrido, pois, somente via seu filho nos finais de semana. Seu filho, aos dois anos foi estudar no Colégio Menguinho e logo depois, no Colégio Marista, onde terminou o ensino médio. Quando Sodrezinho tinha sete anos, o levou a São Luís Gonzaga para estudar a primeira série. Ele que era um menino muito esperto, não quis ficar, pois, percebeu que o ensino estava muito aquém daquele que costumou ter no Colégio Marista.

Paulo Victor que nasceu 1991 ficou com Ana Cléres e por lá estudou as primeiras letras, depois, foi para São Luís estudar no Colégio Dom Bosco. Seus dois filhos biológicos são formados em Direito e nessa área construíram suas carreiras.

Quanto à sua vida laboral, Ana Cléres era conhecida como trabalhadora, muito esperta, sabia montar a cavalo, empurrar canoa, correr pelos campos atrás de gado, sabia laçar, enfim, era uma menina destemida. Sua vida profissional no Banco do Brasil foi marcada por muitos desafios e alegrias – amava seu trabalho. Após aprovação no concurso em 1o lugar, tomou posse no município maranhense de São Luís Gonzaga em 14 de março de 1988, ficando na Agência até abril de 2004, transferindo-se para Pinheiro no dia 12 de abril de 2004.

Sua trajetória de funções no Banco do Brasil foram: inicialmente, Escriturária, depois, cargo de Caixa Efetivo. Em 1994 houve restruturação da Agência, o quadro foi reduzido onde atuavam em todos os setores de Caixa, Supervisor e até Gerente Geral. Depois de anos foi efetivada como Gerente de Serviço.

Em abril 2004, foi transferida para Pinheiro como Caixa Executivo, sendo cedida para Agência de Alcântara para implantação da agência. Retornei à Agência Pinheiro, tempo depois assumiu a Gerência de Expediente. No dia 18 de dezembro de 2016 aposentou-se, encerrando um ciclo de muito aprendizado e, ao final, encerrou a carreira com a sensação de “dever cumprido”.

Atualmente, Ana Cléres dedica-se aos cuidados das plantações e de animais no Sítio Boa Vista em Peri-Mirim. Ela é feliz com o que faz, e sente-se grata pelo ambiente acolhedor em que vive. Ela plantou um bosque ao qual denomina Santuário das Anas e cultiva um grande jardim com muitas espécies de flores. Ela é gestora do Projeto Plantio Solidário da Academia de Letras, Ciências e Artes (ALCAP) e é presidente da Associação Ação de Graças na Jurema.

Maria do Carmo Pereira Pinheiro

Maria do Carmo Pereira Pinheiro nasceu no povoado Ponta de São João, em Peri-Mirim. Em 1980, mudou-se com seus pais para São Luís, onde morou até 2013, no bairro do Coroadinho. Em 1982, seus pais retornaram para a cidade de Peri-Mirim. Nessa época, Maria do Carmo permaneceu em São Luís, morando no bairro Santo Antônio, na casa de um engenheiro e sua esposa, o que possibilitou a continuidade de seus estudos.

Posteriormente, residiu em diferentes bairros da capital maranhense, como Vera Cruz e Vila Palmeira. Em seguida, morou com Maria Dilma Duarte Nunes, mãe do ex-deputado José Carlos
Nunes, período em que conseguiu avançar ainda mais em sua formação escolar.

Mais tarde, ao lado de sua irmã, arrendou um mercadinho pertencente à senhora Ana Mariêta de Brito Freire e a seu esposo George Humberto Martins Miranda. A partir desse momento, sua vida começou a se estabilizar, possibilitando ajudar seus pais e irmãos. Também foi proprietária de uma lanchonete, conquista que contribuiu para a realização do sonho da casa própria. Com o
avanço da idade de seus pais, retornou à sua cidade natal, onde passou a residir novamente.
Filiação e família
Pais: Benedito dos Santos Pinheiro e Francelisia Pereira Pinheiro
Irmãos: Gracimeire Pereira Pinheiro; Sebastião de Jesus Pereira Pinheiro (in memoriam); José Domingos Pereira Pinheiro; Ijailson Pereira Pinheiro; Maria Domingas Pereira Pinheiro; Neilson
dos Santos Pereira Pinheiro
Filha: Ana Sheilla Pinheiro Pimentel, fruto de seu relacionamento com Marcos Reis Pimentel
Formação acadêmica
Maria do Carmo percorreu diversos colégios durante sua trajetória escolar, em razão das mudanças constantes de bairro:
– 1a série – Escola São José (1981)
– 2a e 3a séries – Instituto Farina (1982-1983)
– 4a série – Unidade Integrada José Assub (1984)
– 5a série – Unidade Integrada Coronel Lara Ribas / SESI (1985)
– 6a e 7a séries – Colégio Luís Viana (1986-1987)
– 8a série – Colégio Arruda Martins (1989)
– Magistério – Colégio Castro Alves (1990-1992)
– Científico – Liceu Maranhense (1998-2000)
Ensino superior e especializações
– Tecnólogo em Gestão Empresarial – Uniceuma (2002-2004)
– Licenciatura em Pedagogia – Faculdade de Teologia Hokemãh (2015)

– Especialização em Informática na Educação – Instituto Federal do Maranhão (IFMA), campus
São Raimundo das Mangabeiras (2022-2024)
– Pós-graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica – (2021-2022)

Trajetória profissional

Ingressou no serviço público como agente administrativo, após aprovação em concurso. Entretanto, foi na área da educação que encontrou sua verdadeira vocação. Atuou como professora, educadora inclusiva e, atualmente, exerce a função de psicopedagoga, sempre dedicada à formação e ao desenvolvimento de crianças e jovens.

Vida política e social
Participa ativamente de projetos educativos, ornamentais e esportivos, voltados ao desenvolvimento social e cultural de sua cidade.

Vida religiosa
De fé católica, mantém-se aberta à vivência e à espiritualidade em outras igrejas cristãs.
Frase de vida: “Gratidão por cada capítulo da minha história.”

Maria Madalena Corrêa Melo

Maria Madalena Corrêa Melo é natural de Peri Mirim, Maranhão, onde nasceu e viveu até os 18 anos. Desde cedo demonstrou apreço pelas letras, pela ciência e pela valorização da identidade cultural de sua terra natal.

Farmacêutica e pesquisadora, graduou-se em Farmácia e atualmente é doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), com período de formação complementar na Universidade da Flórida (EUA), onde desenvolve estudos na área de farmacocinética e monitorização terapêutica em epilepsia.

Ao longo de sua trajetória acadêmica, tem se destacado pela produção científica e pela dedicação à integração entre ciência, educação e compromisso social. É autora de dez artigos científicos, doze capítulos de livros e possui mais de trinta participações em eventos científicos nacionais e internacionais. Seu trabalho é voltado à promoção do uso racional de medicamentos, ao fortalecimento da assistência farmacêutica e ao aprimoramento da prática clínica, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Em reconhecimento à relevância de suas contribuições, foi agraciada com o Prêmio 3M Mulheres na Ciência, concedido pela empresa 3M a pesquisadoras latino- americanas com atuação de destaque em suas áreas.

Em Peri Mirim, sua trajetória profissional também se confunde com a dedicação à comunidade local. Atuou como Farmacêutica da Farmácia Básica Municipal e Coordenadora da Assistência Farmacêutica, entre 2021 a 2022, desenvolvendo atividades de seleção, aquisição, distribuição e dispensação de medicamentos essenciais, além do planejamento e monitoramento das ações de assistência farmacêutica. Sua atuação contribuiu diretamente para a melhoria da gestão de medicamentos e para o fortalecimento das políticas de saúde do município.

Além do trabalho técnico, Madalena sempre demonstrou compromisso com a educação e a conscientização em saúde. Em 2018, ministrou a palestra “Uso Racional de Medicamentos: Promovendo a Saúde”, voltada à população perimiriense, reforçando a importância da informação como instrumento de empoderamento e bem-estar coletivo.

Mesmo residindo fora do Maranhão, mantém laços afetivos e institucionais com sua cidade natal. Sua trajetória reflete a harmonia entre o rigor científico e a sensibilidade cultural, evidenciando o desejo de contribuir para o desenvolvimento humano e social de
sua terra.

Willame César Ferreira Amorim

Willame César Ferreira Amorim nasceu no dia 21 de junho de 1993 na cidade de Peri-Mirim/ MA, é mais popularmente conhecido como Cesinha, seus pais Willame César França Amorim e Vera Lúcia Ferreira Amorim sempre residiram no município de Peri-Mirim desde o nascimento de seu filho.

Sempre estudou na rede pública de ensino, iniciando seus estudos no Jardim de Infância “O pequeno Príncipe”, passando pela Escola Estadual “Carneiro de Freitas” e posteriormente transferindo-se para o Centro de Ensino “Artur Teixeira de Carvalho” (CEMA) onde concluiu o ensino fundamental.

Aos 15 anos de idade foi morar em São Luís/ MA no ano de 2008, na casa de sua tia, buscando uma educação melhor, matriculou-se no Centro Integrado do Rio Anil – CINTRA, onde fez todo seu ensino médio. No ano final de 2012, retornou para sua cidade natal e no ano seguinte passou a trabalhar na parte administrativa da Secretaria de Educação do município de Peri-Mirim.

Em 2013 iniciou o curso de Graduação em Ciências Naturais habilitação em Biologia pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA. No ano de 2014 mudou de curso, trocando a Graduação em Ciências Naturais habilitação em Biologia pelo curso de Graduação Bacharel em Enfermagem também pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, no qual tinha como sonho, concluindo o mesmo em 2021 devido a fatores externos como greves e a pandemia. Durante o curso de Graduação em Enfermagem, realizou trabalhos acadêmicos e participando de congressos e seminários acadêmicos.

Seu primeiro trabalho após concluir sua Graduação em Enfermagem foi a de assumir a direção do Hospital Municipal São Sebastião no ano de 2021, onde permaneceu no cargo até meados daquele mesmo ano, sendo o mesmo remanejado para trabalhar como Enfermeiro do Posto de Saúde do Bairro do Portinho, onde exerceu sua função até junho de 2022, pois acabou retornando para o Hospital Municipal São Sebastião agora como Coordenador de Enfermagem daquele estabelecimento de saúde, permanecendo no cargo até o ano de 2024. Atualmente trabalha no setor administrativo do Hospital Municipal São Sebastião.

Sidlainy dos Santos Martins Melo

 

Sidlainy dos Santos Martins Melo, natural de Peri-Mirim (MA), nasceu em 17 de janeiro de 1991, filha de Silvério Martins Melo e Maria da Luz dos Santos Martins Melo.

Iniciou seus estudos em 1994, na Escola Jardim de Infância O Pequeno Príncipe, onde cursou o primeiro período da Educação Infantil. Em 1997, ingressou na Escola Carneiro de Freitas, concluindo da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental. No ano de 2000, deu continuidade à sua formação na Unidade Escolar Artur Teixeira de Carvalho, sob a direção de Walter França Martins,
onde estudou da 5ª série até o 1º ano do Ensino Médio. Posteriormente, concluiu o Ensino Médio na Escola Tarquínio de Sousa, em 2008.

Graduou-se em Pedagogia pela Faculdade Latino-Americana de Educação (FLATED), em 2014, e em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no ano de 2021. Possui especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica, pela Faculdade Maranhense – FAM, em 2023, e em Filosofia da Religião, pela Faculdade Venda Nova do Imigrante – FAVENI, em 2023.

Na vida profissional, atuou como docente na Escola Raimundo Martins Melo, localizada na comunidade do Baiano, de 2013 a 2016, e atualmente exerce a função de supervisora pedagógica em três escolas do município de Peri-Mirim, sempre incentivando o hábito da leitura e a valorização do patrimônio cultural.

Entre os projetos que acompanha, destaca-se sua atuação na Escola Rosa Mochel, onde todos os anos, durante o mês da Consciência Negra, desenvolve junto com a escola, ações voltadas para o fortalecimento da identidade afro-brasileira. Durante esse período promovem rodas de conversa, leituras e contações de histórias de autores(as) negros(as), produção de murais e apresentações culturais inspiradas nas matrizes africanas. Essas atividades se estendem a visitas pedagógicas a comunidades quilombolas e cidades históricas, ampliando a vivência dos estudantes e fortalecendo o respeito à diversidade cultural.

Esse compromisso nasceu ainda na infância, quando encontrou em sua mãe, professora dedicada, sua maior inspiração. Foi através dela que descobriu o amor e a vocação pela docência, que ao longo dos anos amadureceu e se tornou parte essencial de sua trajetória de vida e profissão.