Um Legado que Retorna às Suas Raízes – e Floresce

Na manhã ensolarada do dia 28 de março de 2026, o Povoado Santana foi palco de um momento histórico e profundamente emocionante promovido pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Durante a edição do projeto “ALCAP em Movimento”, a instituição quebrou paradigmas e levou a literatura para onde ela verdadeiramente floresce: o seio da comunidade.

Em uma ação inédita, que rompe com o costume secular das academias literárias de realizar o Elogio de Patrono restrito às paredes de um auditório fechado, a acadêmica Maria Nasaré Silva declamou o tributo a José Mariano da Silva, Patrono da Cadeira nº 15, ao ar livre. A homenagem aconteceu exatamente no chão onde o homenageado viveu, plantou suas raízes e serviu à sua gente com zelo e dedicação. A seguir, convidamos o leitor a mergulhar nas palavras deste sensível Memorial Poético, que eterniza a trajetória de um homem de fé, trabalho e amor ao próximo.

José Mariano da Silva

Patrono da Cadeira nº 15 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense – ALCAP

Por Maria Nasaré Silva

Epígrafe

Algumas vidas passam como o vento.
Outras permanecem como raízes.

Há homens que apenas vivem.
E há aqueles que deixam caminhos.

José Mariano da Silva
foi um homem que deixou caminhos.

Memorial Poético

Em um tempo em que as manhãs
nasciam sobre os campos de Peri-Mirim
com o cheiro da terra molhada
e o canto distante dos pássaros,

nasceu um menino, caçula, por sinal,
no povoado São Raimundo.

Era 9 de julho de 1929.

Filho de Claudino Hermógenes da Silva
e Rosa Soares Silva,
cresceu entre a simplicidade da roça,
os ensinamentos da família
e a fé silenciosa
que sustentava a vida das comunidades.

Ali, naquele pedaço de chão
onde o horizonte parece maior
e os caminhos são feitos de poeira e esperança,
começou a história de um homem
que aprenderia cedo
o valor do trabalho
e o sentido da solidariedade.

José Mariano da Silva
cresceu como crescem as árvores fortes:
com raízes profundas.

Aprendeu que viver
é cuidar da terra,
respeitar os mais velhos,
estender a mão a quem precisa
e confiar em Deus.

O tempo passou.

E o menino tornou-se homem.

Em 1953, uniu sua vida
à de Maria Amélia Nunes,
companheira de jornada,
de desafios
e de sonhos.

Juntos construíram um lar
onde o amor era abrigo
e a fé era fundamento.

Desse amor nasceram filhos,
vozes que prolongaram sua história,
rostos que carregaram sua esperança,
vidas que cresceram sob seu exemplo.

Cada filho era uma promessa
de continuidade,
uma semente plantada
no jardim da família.

Mas José Silva –
como era carinhosamente chamado –
não pertenceu apenas ao seu lar.

Pertenceu também à sua gente.

Foi lavrador,
homem que conhecia a linguagem da terra.

Sabia o tempo de plantar
e o tempo de esperar.

Sabia que a colheita
é sempre fruto da paciência.

Foi catequista,
semeador da palavra
nos corações das crianças
e na fé dos adultos.

Foi membro da Legião de Maria,
ministro da Eucaristia,
líder comunitário.

Onde havia uma necessidade,
ali estava ele.

Onde havia uma comunidade buscando orientação,
ali estavam suas palavras.

Seu nome tornou-se presença constante
nos caminhos da fé
e da vida comunitária.

Em 1970 partiu para Guimarães
em busca de formação teológica.

Foram meses de distância,
meses de saudade,
meses de aprendizado.

Visitou sua família apenas duas vezes.

Mas a esperança sustentava sua caminhada.

Enquanto isso,
Maria Amélia permanecia firme.

Cuidava dos filhos,
da casa
e da vida cotidiana.

Com coragem silenciosa,
mantinha acesa
a chama do lar.

E assim, juntos –
mesmo separados pela distância –
continuavam construindo
a mesma história.

José Silva voltou.

Voltou mais preparado,
mais consciente de sua missão,
mais comprometido com sua comunidade.

Porque aprender, para ele,
era uma forma de servir melhor.

E o tempo não diminuiu
seu desejo de aprender.

Quando muitos já pensam em descansar,
ele decidiu estudar novamente.

Já próximo dos sessenta anos,
caminhava à noite
da comunidade de Santana
até a sede de Peri-Mirim
para cursar o Magistério
no Colégio Cenecista Agripino Marques.

Ao seu lado caminhavam
Maria Amélia,
amigos como o Sr. Pitota
e Dona Vitória.

Passos firmes
atravessando a noite.

Passos guiados pela vontade
de continuar crescendo.

Porque quem acredita no conhecimento
nunca envelhece por dentro.

Mas a vida também conhece
os dias de silêncio.

Quando Maria Amélia partiu,
um vazio profundo
visitou sua casa.

Era a ausência
de quem havia caminhado ao seu lado
por tantos anos.

Mas a fé que sempre o sustentou
não o deixou cair.

Continuou sua missão.

Celebrava cultos dominicais,
orientava comunidades,
levava palavras de esperança
a quem precisava.

Porque sua vida
sempre foi serviço.

Mais tarde, o destino lhe ofereceu
uma nova oportunidade de família.

E dessa união nasceram três filhos.

Ainda muito jovens,
conheceriam a saudade.

Porque o tempo,
que escreve todas as histórias,
também sabe quando encerrá-las.

No dia 26 de janeiro de 2007,
José Mariano da Silva partiu.

Partiu sem alarde,
como partem os homens simples.

Partiu deixando atrás de si
uma vida inteira de exemplos.

Mas homens assim
não desaparecem.

Eles permanecem

na fé das famílias,
na esperança das comunidades
e na lembrança agradecida de todos
que aprenderam com seu exemplo.

Epílogo Memorial

Há vidas que passam pelo mundo
como um sopro leve.

E há vidas que permanecem
como raízes profundas na memória de um povo.

José Mariano da Silva
foi uma dessas presenças.

Homem de fé,
de trabalho silencioso
e de dedicação ao próximo.

Seu caminho foi feito
de gestos simples
que, juntos,
construíram uma grande história.

Hoje, o tempo segue adiante.

Novas gerações caminham
pelas mesmas estradas de Peri-Mirim.

Mas algumas presenças
continuam caminhando conosco.

Assim permanece José Mariano da Silva:

na memória das famílias,
na história de sua comunidade,
e na gratidão daqueles
que reconhecem
a grandeza de uma vida dedicada ao bem.

Porque a verdadeira grandeza
não termina com a vida.

Ela se transforma em legado🌿

O Elogio ao Patrono declamado pela acadêmica Maria Nasaré Silva, sob o céu aberto do Povoado Santana, transcende a mera formalidade institucional; é um ato de devolução e pertencimento. Ao tirar a cerimônia dos salões tradicionais e levá-la para o coração da comunidade, o projeto “ALCAP em Movimento” reverenciou de forma autêntica a memória de José Mariano da Silva, aproximando a Academia do povo que inspira e sustenta as suas letras.

E a própria natureza pareceu abençoar o ineditismo dessa ação. Na Baixada Maranhense, a chuva é celebrada como sinônimo de vida, a força generosa que enche os campos e traz abundância e prosperidade. Como se o Universo concedesse uma trégua luminosa, a manhã se manteve ensolarada durante toda a solenidade, permitindo que a homenagem acontecesse em sua plenitude. Logo após o encerramento, no entanto, os céus se abriram e choveu aos cântaros.

Essa água abençoada chegou como um prêmio e um verdadeiro batismo, regando a muda de pau-brasil plantada naquele mesmo solo em honra ao patrono. Homens de raízes profundas, como o eterno “José Silva”, merecem ser celebrados no palco de suas próprias vidas. E assim como a árvore recém-plantada crescerá alimentada pelas águas da Baixada, a memória de José Mariano continuará viva e forte, mostrando que a verdadeira grandeza não termina com a vida; ela se transforma em semente, raiz e legado.🌿

Projeto Plantio Solidário da ALCAP homenageia patrono com muda de Pau-Brasil e emociona o Povoado Santana

O Projeto Plantio Solidário João de Deus Martins, promovido pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), vivenciou um de seus momentos mais marcantes neste sábado, dia 28 de março de 2026, no Povoado Santana.

Como é tradição da Academia, cada projeto carrega o nome de um patrono. Neste caso, o projeto ambiental homenageia João de Deus Martins, figura histórica de Peri-Mirim que deixou como grande legado o cuidado com a natureza – tendo mantido em suas terras uma imensa área de preservação nativa conhecida como “Mata” – e o profundo incentivo à educação na região.

Durante a ação em Santana, a comunidade foi palco de uma bela reverência a outro grande nome: o patrono homenageado foi  José Mariano da Silva que teve sua memória eternizada com o plantio de uma muda de Pau-Brasil.

A cerimônia foi conduzida com muita emoção pelas gestoras do projeto, Ana Cléres e Nani. Em seu discurso, Ana Cléres destacou a importância de cultivar a consciência ambiental, uma tarefa árdua, mas essencial para o nosso futuro. A escolha de homenagear José Mariano da Silva com uma árvore duradoura reflete seu perfil de líder comunitário íntegro e acolhedor, traços que compartilhava com outro grande líder local, José Santos, pai de uma das gestoras. No passado, ambos organizavam juntos a tradicional “Festa da Fraternidade”, um momento ímpar de partilha e união.

O ponto alto da homenagem foi a revelação da comovente origem da muda de Pau-Brasil escolhida para o plantio. A espécie tornou-se um símbolo familiar após o falecimento de Carlos Magno (carinhosamente chamado de Mazinho), irmão de Ana Cléres, em setembro de 2011. Foi durante uma visita ao cemitério, em um momento de saudade, que a família se deparou com um belo pé de Pau-Brasil florido de amarelo, a cor preferida do irmão. As sementes recolhidas naquele dia foram plantadas no Sítio Boa Vista e, desde então, multiplicaram-se, tornando a árvore um patrimônio afetivo que agora é compartilhado com todo o município.

Para selar esse momento de resgate e memória, os presentes acompanharam as gestoras entoando o hino “O Cordeirinho”, canção favorita de Mazinho, trazendo ainda mais emoção e significado espiritual ao plantio.

O ápice da homenagem se deu no momento em que a muda tocou o solo, ganhando um significado ainda mais profundo com a participação ativa e emocionada dos filhos de José Mariano da Silva. Com as próprias mãos na terra, foram eles os responsáveis por plantar o Pau-Brasil dedicado ao pai, ladeados pelos membros da ALCAP, demais familiares e amigos da família Silva.

Esse gesto concreto de amor, continuidade e reverência às raízes em Santana reforça o compromisso de expansão da iniciativa. Como lembrou a gestora Nani, o Projeto Plantio Solidário João de Deus Martins já tem deixado suas raízes em outras comunidades, a exemplo de Poço D´Antas e Povoado São Jerônimo. O desejo da ALCAP é que cada árvore plantada, por menor que seja sua semente inicial, cresça robusta e floresça em sabedoria para as futuras gerações de perimirienses.

ALCAP lança projeto que une leitura, meio ambiente e cultura nas comunidades

A Academia de Letras, Ciências e Artes de Pinheiro (ALCAP) inicia, neste mês, o projeto “ALCAP em Movimento: Leitura e Meio Ambiente em Debate”, iniciativa que levará atividades culturais, educativas e ambientais para escolas e comunidades do município. O projeto foi idealizado pela acadêmica Ana Creusa Martins dos Santos, responsável pela Biblioteca ALCAP Professor Taninho.

Peri-Mirim está prestes a vivenciar um movimento que une o poder das palavras à força da natureza. A ALCAP lança o projeto “ALCAP em Movimento”, uma iniciativa que leva o brilho da nossa cultura e o cuidado com o meio ambiente diretamente para o coração das nossas comunidades, que é o Sopro da Leitura e o Verde da Vida, escrevendo uma nova história nas comunidades de Peri-Mirim.

A proposta integra diferentes ações da Academia, reunindo os projetos ativos da instituição, entre eles o Clube de Leitura Prof. João Garcia Furtado, Plantio Solidário João de Deus Martins, ALCAP Itinerante, Biblioteca ALCAP Prof. Taninho, Prêmio ALCAP Naisa Amorim e o Festival ALCAP de Cultura.

Entre as atividades previstas estão a Biblioteca Itinerante, com empréstimo de livros e incentivo à leitura, e o Plantio Solidário, com o plantio de mudas nativas e orientações sobre preservação ambiental. Também será realizado o plantio simbólico de uma árvore em homenagem a um patrono da ALCAP, acompanhado do Elogio ao Patrono.
O projeto ocorrerá em dois encontros na mesma comunidade ou escola. No primeiro, os participantes poderão escolher livros para leitura e participar do plantio das mudas. No segundo encontro, haverá partilha das experiências de leitura, acompanhamento das plantas e apresentações culturais com temática ambiental.

A iniciativa também prevê espaço para a economia criativa local, com participação de artesãos, escritores e artistas da comunidade.

Com o ALCAP em Movimento, a Academia busca incentivar o hábito da leitura, fortalecer a consciência ambiental e valorizar os talentos e saberes da comunidade, ampliando o diálogo entre cultura, educação e meio ambiente.

Leia o Projeto na Íntegra:

ALCAP_EM_MOVIMENTO_Leitura_Cultura_e_Meio_Ambiente_em_Debate_assinado

Reunião com Gestores de Projetos da ALCAP

No dia de ontem (08/03/2026), a presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), Jessythannya Carvalho Santos, reuniu-se com os gestores de projetos da ALCAP.

Estiveram presentes os gestores do projetos: Clube de Leitura (Edna Jara Abreu Santos); Plantio Solidário (Ana Cléres Santos Ferreira); ALCAP Itinerante (Diêgo Nunes Boaes) e Biblioteca ALCAP Prof. Taninho (Ana Creusa Martins dos Santos).

Após as saudações da presidente aos gestores, ela discorreu sobre a atuação eficiente da academia por meio dos projetos, mas que era necessário determinar metodologia adequada de atuação, para que os projetos funcionasse de maneira mais eficaz.

Ana Creusa pediu a palavra para pedir apoio dos demais gestores para Biblioteca, pois, necessitamos levar as obras às pessoas e não apenas ficar esperando que viessem às instalações da Biblioteca. Todos gostaram da sugestão e já definiram o local do primeiro evento com foco no meio ambiente e na fundação de Peri-Mirim, que será realizado no Povoado Santana, no dia 28 de março.

Para o evento, ficou definido que todos os projetos se unirão em um único objetivo: levar os projetos da ALCAP às pessoas, essa união, provisoriamente, foi denominado como “ALCAP Itinerante: o meio ambiente em debate”. Diêgo, com a proatividade que lhe é peculiar, entrou em contato com líderes do Povoado Santana que aceitaram o desafio.

Edna Jara fez um breve relato sobre o Projeto Clube de Leitura, acerca das dificuldades encontradas, especialmente pela disponibilidade das obras escolhidas para estudo e debate. Também, solicitando que o evento também fosse realizado na Escola General Artur Carvalho (CEMA) e Diêgo solicitou que em maio fosse realizado um evento na Escola de Tucunzal, que leva o nome de João Garcia Furtado, patrono de sua Cadeira.

Ana Cléres fez uma prestação de contas sobre Projeto Plantio Solidário, enfatizando a necessidade de responsabilizar pessoas para cuidar das plantas. Enfatizando que o plantio das árvores em homenagem aos patronos precisa ser intensificado. Relatou também o caso de sucesso na Igreja de Poço Dantas.

Retomando o debate sobre o evento de Santana, com a participação de todos os projetos, ficaram definidas as seguintes ações:

  1. Pedido de apoio aos líderes da comunidade;
  2. Formação de grupo de WhatsApp para debate e organização;
  3. Elogio ao patrono José Silva, patrono da Cadeira nº 15, ocupada por Nasaré Silva e
  4. Ampla divulgação do evento.

 

A presidente encerrou a reunião, agradecendo a participação dos gestores e parabenizando pelas iniciativas, pois a união dos projetos tende a ter suas ações mais eficientes e demonstra o poder de uma equipe que sonha e realiza em conjunto. Enfatizou a presidente que: o entusiasmo de Diêgo, a visão de Ana Creusa, a persistência de Edna e a dedicação de Ana Cléres transformaram uma reunião administrativa em um pacto de fraternidade.

Sob a liderança marcante da presidente Jessythannya, a ALCAP caminha unida, com a certeza de que juntos, o plantio é mais forte e a leitura alcança horizontes mais distantes. Seguiremos agora em direção a Santana e tantas outras localidades, levando na bagagem o orgulho de nossos patronos e a certeza de que a cultura só é plena quando transborda para os braços do povo. #AvanteALCAP.

Seja um Patrocinador da Jornada Acadêmica e Cultural da ALCAP de 2026.

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) torna pública a abertura da Chamada para Patrocínio: Jornada Acadêmica e Cultural 2026.

O evento será um momento histórico para Peri-Mirim, reunindo escritores, artistas, acadêmicos, estudantes e toda a sociedade civil em três dias de uma programação rica em cultura, conhecimento e fortalecimento da nossa identidade.

Por que apoiar? Ao investir na Jornada, sua empresa ou marca contribui diretamente para o fomento da educação e das artes em nosso município, contando com contrapartidas institucionais e publicitárias de grande visibilidade.

Como participar: O Edital completo com todas as cotas e benefícios está disponível no link da nossa

Bio ou pode ser solicitado via Direct.

Dados para Apoio Direto: Banco do Brasil S/A: | Agência: 0566-5 | C/C: 74.077-2 🔑 Pix (CNPJ): 31.314.109/0001-27.

Confira o Edital: Edital_selecao_de_propostas_de_patrocinio_ALCAP_assinado

Apoiar a cultura é investir no futuro da nossa gente. Vamos juntos construir esse grande evento!

#ALCAP #Cultura #PatrocínioCultural #PeriMirim #Educação #JornadaAcadêmica.

ALCAP Divulga a Lista Completa dos Novos Membros Eleitos

A recente eleição dos novos membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) reafirma o compromisso desta instituição com a valorização da cultura, da memória e do fortalecimento institucional.

Segue abaixo a relação nominal final dos eleitos para as vagas remanescentes. A eleição foi realizada nos termos do Edital e da divulgação pela Diretoria da Academia nos meios oficiais. Conheça os candidatos eleitos para integrar quadro de novos imortais da ALCAP:

Cadeira nº 01Lourivaldo Diniz Ribeiro
Patrona: Naisa Ferreira Amorim

Cadeira 04Maria do Carmo Pereira Pinheiro
Patrono: Manoel Sebastião Pinheiro

Cadeira nº 05Taliane de Jesus Corrêa Gonçalves
Patrono: Ignácio de Sá Mendes

Cadeira 29Eunice Diniz Pereira (Dona Nicinha)
Patrono: Raymond Roger Gérard Gagnon (Padre)

Cadeira 30Cíntia Cristina Martins Serrão
Patrona: Carmem Martins

Cadeira 31Luís Fábio Pereira Maia
Patrono: José de Jesus Pereira Campos (J. Campos)

Cadeira 32Ana Cléres Santos Ferreira
Patrono: Adelar José Álvares Mendes (Dedeco)

Cadeira 33Sidlayne dos Santos Martins Melo
Patrono: Raimundo Martins Nunes (Sipreto)

Cadeira 34Edielson Lima Almeida (Paim)
Patrona: Maria de Jesus Castro Martins (Dona Morena)

Cadeira 35Ana Maria Correa Barbosa
Patrona: Maria Madalena Nunes Corrêa

Cadeira 36Manoel de Jesus Campos (Santiago)
Patrono: Raul Pinheiro Mendes

Cadeira 37Laércio Lúcio de Oliveira
Patrono: João Batista Pinheiro Martins

Cadeira nº 38Márcio Mateus Câmara
Patrono: Fernando Ribamar Lobato Viana

Cadeira 39Luís de França Melo Nascimento (França)
Patrono: João Helder (Padre)

Cadeira 40José Gutemberg Mendes (Zé de Floriano)
Patrono: Floriano Pereira Mendes

A posse oficial acontecerá no dia 23 de maio de 2026, marcando o início de uma nova etapa de contribuições, diálogo e fortalecimento da nossa instituição. Desejamos sucesso aos(às) eleitos(as) e damos as boas-vindas a essa nova jornada!

Alice Santos Lopes: inspiração que começa cedo.

Alice Santos Lopes nasceu em 06 de agosto de 2011, perimiriense, filha da confreira Edna Jara Abreu Santos (membro fundador da ALCAP) e de Glacimar de Jesus Lopes Júnior. Desde criança foi instigada a gostar da leitura, da arte de pintar e da matemática.

A dedicação aos estudos sempre lhe rendeu excelentes resultados: notas altas nos boletins, destaques como “Aluna Nota 10”, líder de turma e há quatro anos vence o Soletrando de Língua Portuguesa e Língua Inglesa em sua turma. Em 2025 participou do Soletrando de LIBRAS e de Espanhol o qual foi também campeã na sua escola: Colégio Alda Ribeiro Corrêa-ARC.

Em 2019 foi destaque nas aulas de capoeira, ganhando medalha na categoria mirim; tem visibilidade no ballet e ganhou o primeiro lugar nos Jogos Escolares de Peri-Mirim – JEP’s, promovido pela SEMED e Prefeitura Municipal de Peri-Mirim, na modalidade Xadrez.

Escreveu o livro “A menina do vestido amarelo”, também a “Poesia à professora Edna Jara”- o qual foi publicada no site “O Regate: de Peri-Mirim para o mundo” e também já foi homenageada pela poesia “Por que tanta pressa? Acorda filha, está na hora!”, escrita por sua mãe.

Em 2024 ganhou medalha de ouro na OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira). Com sua turma, participou do DesafiEI, a maior Olimpíada de Desafios para o desenvolvimento de competências e habilidades socioemocionais do Brasil, realizada pela Escola da Inteligência.

Em janeiro de 2025, inscreveu-se no Concurso do Conselho da Biblioteca Prof. Taninho como representante da Comunidade Estudantil e foi aprovada; participa dos encontros do Clube de Leitura “Professor João Garcia Furtado” e já ganhou até oportunidade de criar uma arte para camisa do Festival ALCAP de Cultura.

Em 2025, com seus 14 anos, publicou seu primeiro livro intitulado: “Enquanto há tempo, há histórias” pela editora Estante Mágica, em parceria com o Colégio Alda Ribeiro Corrêa-ARC.

Pela banca Seleta Educação, ganhou medalha de Prata na Olimpíada Brasileira de Língua Inglesa-OBLI; medalha de prata no Torneio Nacional de Biologia-TNBio; medalha de Honra ao Mérito do Torneio Brasileiro de Ciências e outra medalha de Honra ao Mérito na OBLI.

É evangélica desde outubro de 2021 e já faz parte da Banda Salmos 100 como cantora, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Peri-Mirim. Agora dedica-se também a aprender tocar teclado e violão.

Na pintura, desde criança olhava vídeos no YouTube e desde então vem aprimorando suas técnicas. Gosta de pintar quadros com tinta à óleo e desenhos rápidos à lápis. Recentemente fez uma singela exposição na cerimônia de recepção dos Novos Membros da ALCAP -Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense. Na Jornada Acadêmica e Cultural da ALCAP, em maio (2026), almeja ampliar a visibilidade de seu talento nas telas e transformar suas criações em apoio concreto para a realização de sua formatura do 9° ano.

Para quem gosta desse tipo de arte e quer começar a explorar, Alice deixa uma mensagem de motivação: “Insista e vá com calma, se importe apenas com as criticas construtivas.

DECLARAÇÃO POÉTICA AOS NOVOS CONFRADES DA ALCAP

Diêgo Nunes Boaes

Chegam vozes que vêm somar,
chegam mãos para edificar,
no templo vivo da palavra
onde Peri-Mirim aprende a se narrar.

 

Nicinha traz verbo e emoção,
Fábio Maia guarda o tempo e a história,
Ana Cléres, fé, canto e chão,
Mateus escreve presente e memória.

 

Shonem planta reflexão
Zé de Floriano é som e raiz,
Do Carmo e Taliane ensinam libertação
Paim canta o povo, canta feliz.

 

Santiago chega em toada antiga,
boi que dança, memória que liga,
Laércio prova, em número e razão,
que pensar também é criação.

 

França verseja a terra amada,
Ana Maria borda a jornada,
Sidlayne educa com mão segura,
Cíntia transforma saber em ternura.

 

Não são nomes só para registrar,
são forças prontas para somar,
reforço vivo da Academia,
sentinela da nossa poesia.

 

Que a palavra seja união,
que a cultura seja direção,
e que a ALCAP, em sua missão,
siga eterna no coração.

 

ALCAP – pregando ideias, colhendo sonhos!

Por Diêgo Nunes Boaes

No silêncio das páginas abertas,
nasce a voz que não se apaga.
A ALCAP é chama acesa
no coração da palavra.

É ponte entre tempos e memórias,
onde o ontem encontra o amanhã,
guardando histórias do povo
que a escrita insiste em eternizar.

Aqui, cada letra tem raiz,
cada verso tem chão e rio,
tem cheiro de terra molhada,
tem nome, tem rosto, tem brio.

A ALCAP cultiva saberes
como quem planta esperança:
regando ideias, colhendo sonhos,
fazendo da cultura uma herança.

É casa de poetas e cronistas,
de vozes que ousaram ficar,
porque quem escreve sua história
não deixa o tempo lhe apagar.

ALCAP é mais que Academia:
é resistência, é missão.
É a palavra em forma de abrigo
para a alma e para a nação.

INDICAÇÃO PARA OUTORGA DA COMENDA “PADRE GÉRARD GAGNON”

De acordo com o COMUNICADO Nº 03/2025, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), por meio de sua Diretoria, com fundamento nos artigos 37 a 40 do Regimento Interno, comunica aos acadêmicos a abertura de prazo para indicação de candidatos à outorga da Comenda “Padre Gérard Gagnon”.

1. Da Comenda
A Comenda “Padre Gérard Gagnon” destina-se à condecoração de personalidades, instituições ou grupos que tenham se destacado por suas contribuições literárias, culturais, artísticas, religiosas ou científicas, bem como por ações e projetos voltados ao desenvolvimento da educação, do civismo e da pessoa humana no município de Peri-Mirim.

2. Do número de Comendas
Nos termos do art. 38 do Regimento Interno, serão outorgadas até duas (02) Comendas por ano, mediante entrega de diploma e medalha.

3. Das indicações
Cada acadêmico poderá indicar, anualmente, um (01) candidato, mediante encaminhamento de:
a) justificativa fundamentada e
b) currículo, memorial ou histórico institucional do indicado.
As indicações deverão ser dirigidas à Diretoria da ALCAP.

4. Do prazo
O prazo para envio das indicações será de 26/12/2025 a 26/01/2026, conforme orientações da Diretoria.

5. Da eleição
A seleção dos agraciados será realizada por eleição da Assembleia Geral, nos termos do parágrafo único do art. 40 do Regimento Interno, sendo considerados eleitos os dois candidatos mais votados.

6. Da outorga
A outorga da Comenda ocorrerá em sessão solene, em data a ser definida pela ALCAP.

Confira o Comunicado da Diretoria da ALCAP.COMUNICADO COMENDA Pe. GERARD