Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes na Ação de Graças na Jurema

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense  (ALCAP) participou da IV Ação de Graças na Jurema, dia 20 de novembro de 2021, durante o evento promoveu, por meio do Projeto Plantio Solidário, a primeira Edição da Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes.

O objetivo da feira é preservar a biodiversidade, promover a educação ambiental e estimular a alimentação saudável e orgânica, que foi coordenada pro Jessythannya Santos. As mudas foram fornecidas pela UEMA, por meio do Prof. Dr. Gusmão Araújo e pela comunidade interessada na troca das mudas.

Além de mudas de hortaliças, legumes e vegetais, foram trocadas plantas ornamentais, como por exemplo, flores e cactos, bem como frutíferas e não-frutíferas, plantas medicinais, sementes e muito conhecimento. Contudo, por ser um evento gratuito e não possuir inscrição não foi registrada a quantidade de plantas disponíveis. Para participar, bastou levar uma muda e/ou sementes, para troca ou doação no local.

O evento deste ano não contou com a participação do engenheiro agrônomo ou outro especialista, Mas algumas orientações foram repassadas.

A feira, conforme relatou a coordenação, foi muito bem aceita pela comunidade, pois agregou conhecimentos sobre cultivo e ecologia, os quais foram compartilhados pelos participantes.

 

A Academia de Peri-Mirim entrega projetos ao Prefeito do município

A Academia de Letras Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), entidade que atua na promoção da cultura, literatura, artes e ciência; de grande expressão na formação das pessoas, no interesse da comunidade perimiriense., entregou, por meio de Ofício dirigido ao Excelentíssimo Senhor Prefeito de Peri-Mirim, HELIÉZER DE JESUS SOARES, 04 (quatro) projetos, idealizados pela ALCAP,  para que sejam incluídos no Plano Plurianual e na Lei Orçamentária Anual do município, os projetos são os seguintes:

1) II Concurso Artístico e Literário “Prêmio ALCAP Naisa Amorim”, premiação de alunos da rede municipal, nas categorias Desenho, Poesia, Crônica e Escola Criativa, com o tema “Os valores essenciais para a construção de um mundo melhor”;

2)  Clube de Leitura “Professor João Garcia Furtado” é um projeto de incentivo à leitura, que objetiva fomentar a leitura na comunidade perimiriense como uma prática social, bem como contribuir para a formação de uma nova geração de leitores;

3) Festival ALCAP de Cultura é um grande encontro de manifestações culturais que surge com o objetivo promover um evento democrático de ampla participação popular que incentive a prática e vivência da cultura como expressão artística, contribuindo para a difusão cultural e o desenvolvimento regional por meio da cultura tradicional e

4) Plantio Solidário considerando a crescente degradação ambiental e poluição dos rios do município de Peri-Mirim, como forma de colaborar com a preservação do meio ambiente, o projeto busca atuar no plantio de árvores nativas em áreas de degradação ambiental e preservação das espécies ainda existentes.

Os referidos projetos também foram encaminhados aos secretários de Educação, GISELIA PINHEIRO MARTINS; de Administração, PAULO SÉRGIO CORRÊA; de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, LUÍS EDUARDO FRANÇA TUPINAMBÁ e de Cultura, FRANK WDSON DOS SANTOS.

A ALCAP sente-se honrada em colaborar com o Poder Público no interesse da comunidade perimiriense. A execução dos projetos contam com a mão de obra e expertise dos acadêmicos da entidade, necessitando apenas de pequeno aporte financeiro, para consecução dos seus objetivos. A ALCAP agradece a recepção dos projetos que se deu em clima de confiança mútua.

PLANTIO SOLIDÁRIO: Baobá de Maria Sodré

Por Cleonice

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) lançou no dia 29/02/2020 um projeto intitulado: Plantio Solidário “João de Deus Martins”. A primeira etapa do projeto prevê que cada membro da ALCAP deverá plantar uma árvore duradoura em homenagear ao seu patrono.

Para representar a patrona da Cadeira 09 da ALCAP, Maria José Campos Sodré Ferreira, foi escolhida a árvore Baobá (Adansonia digitata), cuja muda foi adquirida em São Paulo, pois, o único exemplar na Baixada Maranhense, que se tem notícia, está em São Vicente Férrer. Foi tentada, sem êxito, a germinação das sementes do Baobá pela equipe do Dr. Gusmão Araújo, professor do Curso de Agronomia da Universidade Estadual do Maranhão.

O baobá é uma árvore que fascina povos de todo o mundo, no Brasil ela tem uma forte relação com a religiosidade do povo, sobretudo o de matriz africana. É a árvore-símbolo do livro “O Pequeno Príncipe” que foi escolhido como a primeira obra do Projeto Clube de Leitura da ALCAP.

Maria Sodré deixou um grande legado de amor à natureza, inspirando seus descendentes como sua filha Sheila, seu filho Tozinho Sodré e  sua nora Ana Cléres, que se encarregou de cuidar da planta com amor e carinho.

A muda de baobá foi plantada no Sítio Boa Vista em Peri-Mirim, no dia 12 de março de 2021.  Estima-se que  daqui a 15 anos os primeiros frutos possam ser saboreados.

ATA DE DIPLOMAÇÃO DE HONRA AO MÉRITO CULTURAL PERIMIRIENSE, ANO 2021

Aos trinta dias do mês de junho, por meio da plataforma google meet, reuniram-se os acadêmicos da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e convidados para a sessão solene de entrega de Diploma de Mérito Cultural concedido pela ALCAP. A reunião foi iniciada às dezenove horas e quinze minutos com as boas-vindas dadas pelo confrade e cerimonialista da ocasião, Venceslau Pereira Júnior que convidou as confreiras convidadas para compor a mesa, a Secretária de Educação de Peri-Mirim, Giselia Pinheiro Martins e representante do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, Ana Creusa Martins dos Santos. Logo após a presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense – ALCAP, Eni do Rosário Pereira Amorim fez pronunciamento sobre o momento e a importância da diplomação de mérito cultural aos nossos conterrâneos que tanto contribuíram e contribuem para a valorização da nossa cultura, a mesma ainda declarou aberta a Sessão Solene de Diplomação de Mérito Cultural Perimiriense. O primeiro homenageado foi o confrade Carlos Pereira Oliveira que recebeu o diploma de honraria do confrade José Ribamar Martins Bordalo, ao término da homenagem, ambos se expressaram pela gratidão pela qual o confrade Carlos Pique representa para a cultura local. O segundo homenageado foi o senhor Adalberto França Coimbra, popular Galanchinho, que recebeu da confreira Ana Creusa Martins dos Santos o diploma de honraria do mérito cultural perimiriense, o homenageado se expressou agradecendo o privilégio de ser lembrado, escolhido e homenageado pela ALCAP. A terceira homenageada foi a professora Maria de Lourdes Campos que recebeu da confreira Giselia Pinheiro Martins o diploma de honraria do mérito cultural de Peri-Mirim, a professora homenageada agradeceu aos envolvidos pelo projeto e por ter sido escolhida para receber o mérito. O quarto homenageado foi o senhor Manoel de Jesus Campos, popular Santiago, que recebeu da confreira Elinalva de Jesus Campos o diploma de honraria do mérito cultural perimiriense, o homenageado expressou com forte gratidão a homenagem a ele concedida e encerrou sua fala com uma bela toada parabenizando a Academia de Letras Perimiriense. O quinto homenageado foi o senhor Rui Ribeiro Corrêa que recebeu do confrade Jailson de Jesus Alves Sousa o diploma de honraria do mérito cultural perimiriense, o homenageado agradeceu o feito da ALCAP em valorizar a cultura e desejou votos de estima a confraria. O sexto e último homenageado foi o saudoso José de Jesus Pereira Campos, eterno Zequinha de Deusdete ou  J. Campos, onde a confreira e presidente Eni do Rosário Pereira Amorim fez a leitura de honraria de mérito cultural por suas contribuições ao engrandecimento da cultura do município de Peri-Mirim, na ocasião o confrade Venceslau Pereira Júnior foi convidado a expressar um pouco sobre a vida do J. Campos, o confrade relatou o profissionalismo, companheirismo e dedicação daquele que em vida se chamou José de Jesus Pereira Campos, através de uma singela homenagem a um dos grandes ícones da cultura de nossa cidade. Em seguida, a presidente da ALCAP, Eni do Rosário Pereira Amorim fez o discurso de agradecimento, iniciando com uma pequena citação do Padre Antônio Vieira, e ainda falou acerca do respeito e valorização da tradição local e a importância da cultura para o crescimento da cidade. Relatou ainda sobre a finalidade do projeto que é de reconhecer alguns artistas da terra e a importância de tal evento em ser anualmente para que novos ícones da cultura perimiriense sejam homenageados. A sessão foi encerrada com os agradecimentos do cerimonialista, o confrade Venceslau Pereira Júnior aos convidados, no momento ainda tivemos uma pequena amostra de fotos de edições passadas que permanecem em nossa memória, apresentadas pelas confreiras: Jessythannya Carvalho dos Santos e Edna Jara Abreu Santos e, por fim, a confreira Elinalva de Jesus Campos fez a apresentação cultural envolvendo o confrade Carlos Pereira Oliveira e Santiago que apresentaram algumas de suas toadas e a confreira Maria Nasaré Silva que encerrou com uma paródia com o título Mãe Catirina. O evento encerrou às vinte e uma horas e trinta e seis minutos com a fala de agradecimento dos confrades envolvidos e dos participantes. Nada mais a tratar, eu, Diêgo Nunes Boaes, primeiro-secretário lavrei a presente Ata, que após lida e achada conforme será assinada por mim e pela presidente. Peri-Mirim, 30 de junho de 2021.

Mérito Cultural Perimiriense: Discurso da Presidente da ALCAP

Por Eni Amorim

Mais uma vez Saúdo a todos!

Inicio a minha fala parafraseando o Padre Antônio Vieira:

Para falar ao vento, bastam palavras. Para falar ao coração, são necessárias obras.

Hoje, nesta noite memorável, homenageamos com o diploma de Mérito Cultural Perimiriense, João de Deus Paz Botão, um dos ícones da cultura folclórica do município, um poeta que se inspirava na natureza, naquilo que vivia e assim traduzia em versos os objetos das suas inspirações.

O Diploma de Mérito Cultural Perimiriense é uma forma de a ALCAP reconhecer alguns artistas da terra, artistas criadores, que com suas obras, seus feitos, em um determinado momento da História falaram ao coração de Peri-Mirim encantando o povo do município e do Estado do Maranhão, fazendo o município brilhar lá fora.

Se olharmos para o passado, com os olhos do presente, veremos que temos muito a fazer no nosso quesito cultural.

A política cultural deve ser vista pela sociedade (e realizada pelos gestores da cidade) como um cardápio de iniciativas, de promoção, de desenvolvimento econômico.

A cultura gera renda, gera emprego, gera inclusão, gera desenvolvimento. Estes atores que a ALCAP reconheceu hoje pelo seu trabalho, sua dedicação e sua criatividade, ajudaram a construir a história da cidade através da promoção e apoio à adversas manifestações culturais.
A ideia da ALCAP é realizar um evento anual para homenagear pessoas envolvidas ou que já se envolveram na promoção e/ou apoio à manifestações culturais no município.

E para não me alongar mais, encerro a minha fala com a famosa frase de Walt Disney: “Ninguém faz nada sozinho”. Em nome da Academia, agradeço a todos os envolvidos para realização deste projeto, pois para chegarmos até aqui, tivemos o envolvimento de vários atores, para que esse momento se tornasse real.

A todos nossa gratidão!

Rui Ribeiro Corrêa

Rui Ribeiro Corrêa, nasce em  19 de novembro de 1967 no povoado Pericumã, Peri-Mirim-MA. Filho de Anastácio Florêncio Corrêa e Helena Ribeiro Corrêa. Pai de 07 filhos. Trabalhou por muito tempo com times de futebol. Sua inspiração pela cultura iniciou por intermédio da Dança do Urubu de Viana-MA, onde ele e seu time prestigiavam até a madrugada aguardando a tão esperada dança se apresentar.

Por esse fato, Rui teve a ideia de organizar uma dança indígena, mas por condições desfavoráveis à época o impediram de avançar nesse sonho. Então, ele assistindo um programa de TV viu uma belíssima dança se apresentar, em estilo country, se encantou. Resolveu, então, organizar uma dança country em Peri-Mirim, mas a ideia era um homem dançando com várias mulheres, porém, como a dança era uma inovação na cidade, logo se propagou e a procura foi grande, a comissão então resolveu montar os pares, surgindo a Dança Country Laço de Prata, surgindo no ano de 2005 e abrilhantando os arraiás da Baixada e da capital do Estado. O lema da dança sempre foi respeito, responsabilidade e união, este último era presente entre os componentes em todos os âmbitos, desde o futebol até as gincanas.

Como tinha uma dança laço de ouro em Ariquipá, Bequimão-MA, pensou em optar pelo brilho e os paetês suavam um brilho prateado, se destacando muito, resolveram batizar a dança com o nome Laço de Prata, para expor o objetivo da dança que era de brilhar nos arraias.

Atualmente, a dança tem o Reconhecimento de Utilidade Pública Estadual e Municipal, aprovada em 2010. No início os ensaios normais aconteciam na Unidade Escolar Carneiro de Freitas e o ensaio redondo acontecia no Clube Recreativo. Atualmente tem local próprio para ensaios e transporte próprio. Venceram um concurso de danças de Peri-Mirim e um em Pinheiro.

A dança sempre carregou um legado nos quesitos: respeito, responsabilidade e união, estavam juntos em todos os movimentos perimiriense. E o objetivo era valorizar a cultura de Peri-Mirim e envolver os jovens tirando-os da marginalidade.

Em 2021, o senhor Rui Ribeiro Corrêa, recebeu da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense- ALCAP a honraria Mérito Cultural Perimiriense, João de Deus Paz Botão, concedida pessoas da cidade, de forma a reconhecer a importância, o trabalho e a dedicação daqueles que constroem a história da cidade por meio da promoção e apoio a diversas manifestações folclóricas e culturais no Município de Peri-Mirim.

Maria de Lourdes Campos

Maria de Lourdes Campos nasceu na cidade de Peri-Mirim em 20 de julho de 1962, filha de Maria do Socorro Campos. Teve toda sua formação e história em Peri-Mirim. Desde muito cedo, sempre apreciava as festividades juninas, nos tempos escolares participava como brincante e organizadora. Tem como ponto forte o amor e o apreço aos arraiais, e quando se tratava em organizar alguma festividade na escola, sempre era primeira a se manifestar. É muito influente nas gincanas culturais.

Participou da dança Thiagad, organizada pelo professor Valtinho, em um dos anos, foi componente e por três anos ajudou na comissão organizadora. Na gestão da Unidade Escolar Carneiro de Freitas, dirigida pela professora Ana Maria Silva, foi organizada a Dança Portuguesa Milho Verde, em que ela mesma era a coreógrafa. Um ponto importante é que a escola abraçou a ideia, e nela toda a comunidade escolar, desde os funcionários e alunos aos pais, que não mediam esforços para ajudar. Na própria escola tinha quem ajudava na escolha das roupas, das músicas, das coreografias e até costureira, e os pais contribuíam e a escola ajudava por meio de rifas e bingos.

O nome da dança foi batizado por Milho Verde, devido aos componentes serem crianças, com idades entre 07 a 12 anos, significa que estavam na flor da idade, ainda iam amadurecer. A dança enfeitou arraial de muitas cidades circunvizinhas, como eram crianças naquela época não podiam sair para lugares distantes. Se apresentaram nas arraias das cidades de Pinheiro, São Bento, Bequimão e em Peri-Mirim. Atraía o público por serem crianças talentosas, durou cerca de 04 anos.

Maria de Lourdes é fã da cultura e na Cultura de Peri-Mirim por que não falar? Ajudou a organizar várias danças portuguesas, como Majestade de Lisboa na organização de seu sobrinho Gregory e no Bumba meu boi Brilho da Baixada na presidência de J. Campos, juntamente com Santiago e Venceslau.

Em 2021, foi homenageada pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) com a honraria do Mérito Cultural Perimiriense, João de Deus Paz Botão,  concedido a pessoas, de forma a reconhecer a importância, o trabalho e a dedicação daqueles que constroem a história do município por meio da promoção e apoio a diversas manifestações folclóricas e culturais no Município de Peri-Mirim.

José de Jesus Pereira Campos, o J. Campos

Patrono da Cadeira nº 31 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Nasceu em Bequimão/MA, no dia 22 de abril de 1966. Filho de Deusdete Gamita Campos e Jarinila Pereira Campos. Formação: Estudou da 1º a 4º série na Escola Carneiro de Freitas, do 5º ao 8º ano na Escola Artur Teixeira de Carvalho (CEMA).

Foi um dos fundadores do grupo de jovens Associação Fraternal da Juventude Perimiriense –AFRAJUP -entre os anos de 1977 e 78.

Técnico em Agropecuária na Escola Agro Técnica Federal de São Luís MA, ano de 1985; Comunicação e Publicidade na Faculdade São Luís em São Luís MA, ano de 2005.

Prestação de serviços:

  • Projeto Nordeste – Pinheiro MA; ano de 1986;
  • Secretário de adjunto na secretaria de Desporto e Lazer em Peri-Mirim- MA;
  • Lecionou no Ensino Médio com a disciplina História em Peri-Mirim –MA;
  • Secretário de Cultura do município de Peri-Mirim-MA;
  • Programa 30 minutos TV Difusora em São Luís-MA;
  • Locutor Radialista nas rádios de Peri-Mirim e Pericumã FM;
  • Domingão da Sorte, trazendo vários prêmios para a região;
  • Suplente de Vereador em 1993 a 1997;
  • Presidente do Boi Brilho da Baixada.

Esporte: Futebol – Torcedor do Vasco da Gama ( time do coração), Corrida de Fórmula 1 e Luta de MMA.

Matrimônio: Casou-se em 1987, aos 21 anos, com Yolene Amorim Campos, tendo dois filhos, Romário Willian Amorim Campos e Deusdete Gamita Campos Neto, separando-se em 1996. Em outro relacionamento, com Leydiane Vieira teve uma filha Maria Ellys Viana Campos.

Em 05 de maio de 2005 perdeu seu pai, seu grande amigo.

Faleceu no dia 05 de outubro de 2013, com 47 anos de idade.

Em 2021, in memoriam, J. Campos foi homenageada com a honraria do Mérito Cultural Perimiriense, João de Deus Paz Botão, concedida a pessoas da cidade, de forma a reconhecer a importância, o trabalho a dedicação daqueles que constroem a história da cidade por meio da promoção e apoio a diversas manifestações folclóricas e culturais no Município de Peri-Mirim.

Carlos Pereira Oliveira, Carlos Pique

Conhecido como “Carlos Pique”, ocupante da Cadeira nº 02 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), cujo patrono é Jacinto Pinto Pinheiro. Nasceu no dia 04 de novembro de 1935, no povoado Enseada Santo Antônio, hoje povoado Canaranas, filho de uma geração de quatro filhos dos senhores Cássio Henrique de Oliveira, natural do município de Alcântara, mas precisamente do o povoado Itamatatiua, e Maria Caetana Pereira Oliveira, nascida no povoado Enseada Santo Antônio, Peri-Mirim.

Estudou até o 4º ano do primário, casou-se com a senhora Marilda Silva Oliveira, natural do povoado Serra, Peri-Mirim, matrimônio este que gerou sete filhos: Maria Lucinda Silva Oliveira, Claudenice Oliveira França, Carlos Oliveira Filho, Claudinel Silva Oliveira, Cláudia Regina Silva Oliveira, falecida aos 7 anos de idade, Claduilene Silva Oliveira e Claudenir Silva Oliveira. Além de nove netos e oito bisnetos.

Sempre trabalhou na roça para ajudar nos sustentos da família, começou a cantar as suas toadas de bumba-meu-boi aos 14 anos de idade, sua primeira atuação foi no povoado Pontal, Bequimão, no ano de 1949, quando lançou uma toada no boi de Otaviano, a toada teve como significado o retrato das pessoas que viajavam para a capital, São Luís, a trabalho e se apreciavam com o cinema.

Teve apenas um professor, chamado Raimundo de Doteia, que dava aulas no povoado Enseada da Mucura, na varanda da residência do senhor Hemeterio Oliveira, onde hoje residem o casal Neide e Jhon. Lá aprendeu a contar e a escrever seu nome, entrou aos 10 anos de idade, numa escola onde os alunos eram multisseriado.

Carlos Pereira Oliveira, conhecido por Carro Pique, inspirou-se em alguns talentos da cultura de Peri-Mirim, como Jacinto Pinto, João Botão, Rafael Botão e Dé da Tijuca, todos já falecidos, que deixaram um grande legado de companheirismo e determinação.

Em suas lembranças uma de suas toadas de valor expressivo e de muita tristeza aos ouvintes foi a de homenagem a Jacinto Pinto, que o fez por muitas décadas parar de cantar, na toada ele contava a história de Jacinto Pinto que para alguns serviu de protesto sobre a morte daquele singelo personagem da cultura perimiriense, por conta disso, Carro Pique foi perseguido por oito dias para ser morto.

Tem de berço como maior valor, o respeito pelos pais a partir de uma surra que levou por sua mãe ao desrespeitá-la, onde ela a solicitou que fosse da Enseada Santo Antônio até a Enseada da Mucura e ele respondeu que não iria, ela lhe prometeu uma grande surra, ele então correu pelos quatro cantos daquela região, chegando a noite, ele se deitou em sua rede, se embrulhou e quando pegou no sono, ela chega no seu quarto e devagar retira-lhe o lençol e lhe dá a tão temida surra. Desde então para ele a obediência aos pais é um dos bens mais precioso, um valor de extrema importância.

Compôs e cantou várias todas, dentre as quais as mais conhecidas foram: Lá vai da difusora, Copa de 70 e muitas outras. Hoje um imortal da academia perimiriense de letras, um exemplo vasto de amor à cultura da sua terra.

Apaixonado pela cultura de Peri-Mirim aceitou o convite por conta de contribuir ainda mais com suas lembranças e memórias e suas diviníssimas toadas para abrilhantar mais a Academia de Letras de Peri-Mirim.

Em 2021 foi homenageado com a honraria do Mérito Cultural Perimiriense, João de Deus Paz Botão, concedida pessoas da cidade, de forma a reconhecer a importância, o trabalho e a dedicação daqueles que constroem a história da cidade, por meio da promoção e apoio a diversas manifestações folclóricas e culturais no Município de Peri-Mirim.

Carlos Pereira Oliveira faleceu em 23 de junho de 2026 em sua residência. A ALCAP solidariza-se com seus familiares e amigos, especialmente seus filhos, netos e toda a geração que o admirava, rogando a Deus que conceda conforto aos corações enlutados e receba sua alma em Sua infinita paz.

Adalberto Ferreira Coimbra, Galanchinho

Adalberto Ferreira Coimbra nasceu no Bairro do Portinho, Peri-Mirim-MA, no dia 08 de setembro de 1962. Casado com Jeane Margareth Martins Ferreira, pai de 04 filhos. Filho de José França Coimbra (popular Biruá) e de Mariana França Coimbra. Conhecido como Galanxinho, apelido dado por sua bisavó paterna.

Galanxinho aos 19 anos de idade organizou uma quadrilha denominada Força Jovem que envolvia jovens de várias comunidades. No ano de 1977 na Rua Humberto de Campos no Bairro do Portinho, os ensaios aconteciam no quintal da casa de seus pais, terreno amplo e propício para adequar os ensaios da quadrilha. A quadrilha tinha a participação de 50 integrantes e durou por 10 anos.

Passando-se alguns anos, comandou o Bumba-meu-boi de zabumba Campeão do Norte do Bairro do Portinho, na administração do prefeito Vilásio, em 1995 que durou apenas 01 (um) ano. Anos mais tarde, comandou outra quadrilha “Agora que são elas”, organizada pelo professor Valtinho, Terezinho, Shonem e Dora. Que tinha como lema: Arraial sem preconceito, era uma dança diferenciada que fazia muito sucesso nos arraiás, pela dinâmica e liberdade de gênero, onde o cenário era diferente das outras quadrilhas, nesta, homem se vestia de mulher e mulher de homem. A quadrilha abrilhantou os arraiais por 03 anos.

Após a quadrilha: Agora que São Elas, Galanxinho resolveu organizar a Dança Portuguesa Império de Portugal que se encerrou em 2014. A dança também foi uma das atrações mais marcantes dos arraiais de Peri-Mirim, pela exuberância, estilo e delicadeza na qual levava em suas apresentações.

Galanxinho teve sua inspiração por danças culturais desde sua infância, quando um senhor por nome Vicente organizava uma quadrilha e ele por ser muito criança não podia participar, até que Antônio de Lauro, pai do atual vereador Cleomar organizou uma quadrilha no bairro e ele pôde participar. Foi par da professora Lourdes na Dança Portuguesa Thiagad, organizada pelo professor Valtinho.

Sempre teve muito apoio da comunidade do Portinho, na organização das danças e nas despesas e algo que ele retratou que fazia com que a cada ano eles se empenhavam em fazer mais bonito eram as disputas entre as danças. Os ensaios eram às portas fechadas, as roupas só no dia das apresentações do dia 23 de junho no arraial em Peri-Mirim. A rivalidade era sadia. O que o desestimulou a não fazer mais danças foi o apoio que além de ser pouco, a dança portuguesa tem muitos gastos. E para mantê-la é muito caro. Mas até hoje ele sente muita saudade das andanças pela baixada, pois a Império de Portugal abrilhantou o arraial de várias cidades maranhenses.

Em 2021 foi homenageado pela Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) com a honraria do Mérito Cultural Perimiriense, João de Deus Paz Botão,  concedido pelo reconhecimento da importância, o trabalho e dedicação daqueles que constroem a história do município por meio da promoção e apoio a diversas manifestações folclóricas e culturais no Município de Peri-Mirim.