PROJETO PLANTIO SOLIDÁRIO DA ALCAP: Promoveu Troca de Mudas e Sementes na VI Ação de Graças na Jurema

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense  (ALCAP) promoveu a terceira Edição da Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes, durante a VI Ação de Graças na Jurema, realizada em 14 de outubro de 2023, no Sítio Jurema no Povoado do Cametá, município de Peri-Mirim-MA.

A referida feira foi realizada por meio do Projeto Plantio Solidário João de Deus Martins, que tem como gestora, Ana Cléres Santos Ferreira, com a colaboração de Ducarmo, as quais estão preparam um ambiente aprazível para receber a comunidade. A Ação de Graças na Jurema foi idealizada por José dos Santos, para promover a União em sua comunidade.

O objetivo da feira é ajudar a preservar a biodiversidade, promover a educação ambiental e estimular a alimentação saudável e orgânica. As mudas foram fornecidas pelo Jardim Botânico da Vale S.A, UEMA, por meio do Prof. Dr. Gusmão Araújo, a maioria das mudas são oriundas do Sítio Boa Vista, de propriedade da gestora do Projeto.

Além de mudas de hortaliças, legumes e vegetais, foram trocadas plantas ornamentais, como por exemplo, flores e cactos, bem como frutíferas e não frutíferas, plantas medicinais, sementes e muito conhecimento. Esperamos contar com a participação de engenheiro agrônomo ou outro especialista, para orientar as pessoas.

José Vivia na Graça

Por Ana Creusa

O apoio das leis da natureza é o estado de graça. (Deepak Chopra).

Banho tomado. Barba feita. Perfume exalando. Lá estava ele, pronto para mais um baile, em que fora formalmente convidado[1]  pelo dono da casa.

Sentindo um leve remorso, por deixar seu irmão João Pedro em casa e, por cima, ainda ardendo em febre, apesar dos chás que lhe preparava a irmã Maria Santos.

Papai falava com tio João Pedro:

– Acho que não devo ir, e se você não melhorar?

– Já estou melhor, Zé, repetia o irmão enfermo.

Papai percebia que aquelas palavras eram apenas para que ele pudesse ir ao baile em paz.

Papai colocava a mão no pescoço do irmão e nada de a febre aliviar, estava igual brasa. Parecia até que a temperatura havia aumentado.

Mas afinal, o que ele poderia fazer? Maria estava cuidando do irmão. Poderia sim, ir ao baile tranquilamente.

Era inverno. Acondicionou sua roupa bem passada em uma caiambuca[2] e saiu, sempre conversando com o irmão que repetia:

– Vai, Zé, eu já estou melhor.

Na saída da casa na Jurema[3] existia um palmeiral[4] que se movia com a ação do vento, fazendo um barulho assustador.

Papai saiu em meio àquelas palmeiras. Logo percebeu que um temporal se avizinhava. Tinha a sensação de que as árvores cairiam naquela hora.

Voltou para casa correndo para que aquela situação melhorasse.

Conversou com o irmão enfermo que estava sentado na rede de dormir. Não chegou a chover. Era apenas uma ventania.

Na terceira vez que saiu de casa para ir à festa, novamente a tempestade se formou e José voltou para casa. No caminho de volta decidiu que não iria mais àquela festa, que não deveria mais insistir. Quem sabe o seu irmão pudesse piorar.

Naquela festa no Povoado de Poções o seu grande amigo Raimundo de Genoveva que atendia pela algunha de Raimundo Lagarto[5] foi duramente espancado, sofreu açoites de cassete e facão. Ficou muito doente e, dias depois, veio a óbito.

A conversa no dia seguinte era que os inimigos de Raimundo Lagarto iriam primeiro matar José Santos, para que o caminho ficasse livre para eles poderem matar seu amigo.

José Santos sabendo dessa história, não teve dúvidas: todos aqueles eventos, doença do irmão e tempestade, o livraram da morte naquele dia.

Sempre pensava como teriam ficado seus irmãos se ele fosse assassinado? Com essa experiência, ele jamais insistia. Seguia sua intuição, que ele tinha certeza de que vinha de Deus.

Papai tinha o hábito de não insistir, não teimar, não “forçar a barra”, viva na Graça. Cultivava a sua intuição.

Não raro, formávamos uma viagem, arrumávamos tudo e quase na saída, ele dizia:

– Eu não vou mais.

– Como assim? Já estamos prontos, já compramos a passagem!

Ele repetia:

– Eu não vou mais.

Os habituados àquela situação nem mais instigavam. Alguns queriam explicação:

– Por que o senhor não vai mais?

Ele não explicava, apenas desistia e procurava concentrar-se em outra coisa. Viagem desfeita. Negócio inconcluso.

Assim vivia meu pai: na Graça. Surfava na onda. Deixa a vida o levar. Sem pressa. Obedecia aos comandos da sua intuição e ponto final.

Ele contava a origem desse comportamento que ele definia como obediência a Deus. Foi exatamente no dia da festa em que seu irmão João Pedro estava doente e seu amigo foi morto que, após vários sinais, ele resolveu entender que não era para ele comparecer àquela festa em que estava preparado o seu assassinato.


Para mais detalhes sobre o personagem principal desta história, leia a Biografia de José dos Santos.

[1] O convite para os bailes era requisito essencial.

[2] Era costume à época acondicionar roupas em caiambuca para proteger da chuva.

[3] Refere-se ao Sítio Jurema no Povoado Cametá (ou Cametal) onde residia José Santos e seus irmãos.

[4] Área que possuía muitas palmeiras de babaçu antigas, por isso, eram bem altas.

[5] Eu havia esquecido o nome do amigo de papai, tio João Pedro confirmou o nome Raimundo de Genoveva era irmão de Dionísio.

ALCAP ITINERANTE – Visita às obras da Barragem de Maria Rita

Por Ana Creusa e Francisco Viegas

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) promoveu, na última quinta-feira (25/01/2024), uma Expedição com acadêmicos, professores, alunos e idosos, para visita às obras da Barragem Maria Rita. A expedição saiu às 8 horas da Praça São Sebastião em Peri-Mirim, com destino à sede do município de Bequimão, onde foram acompanhados por uma equipe técnica, conforme determinação do Exmº Sr. Prefeito, João Martins e apedido da presidente da ALCAP, Ana Creusa Martins dos Santos.

Durante a viagem, a fim de que ficasse clara a natureza educacional da expedição, o confrade Francisco Viegas proferiu uma palestra, ainda no interior do transporte, na qual abordou a história da Barragem, que segue resumida abaixo:

HISTÓRICO DAS BARRAGENS PERI-MIRIM/BEQUIMÃO

A primeira barragem conhecida como Barragem dos Defuntos foi construída no primeiro mandato do prefeito Agripino Álvares Marques, entre 1948 a 1951. (Página 16 do livro Curiosidades Históricas de Peri-Mirim).

A referida barragem foi feita no braço pelos destemidos perimirienses. Pois naquela época o município não dispunha de máquinas para edifica-la. Depois de terminada ela passou por vários problemas de rompimento, provavelmente devido a compactação do barro e a largura insuficiente que suportasse o volume d’água. Por isso quase todos os invernos precisava de reparos. (Tapagem dos furos).

Trinta e dois anos após a sua construção, a barragem estava desgastada e não cumpria mais a função de anteparo das águas: doce de um lado e salgada do outro.

Consciente da importância da barragem, o então prefeito Benedito de Jesus Costa Serrão, construiu, nas proximidades da Flor Amarela e cerca de quinhentos metros distante da Barragem dos Defuntos, a nova barragem, que ficou mais próxima da sede do município perimiriense. Esta barragem teve sua edificação através de maquinários adequados para a obra.

A Barragem da Flor Amarela, ou Benedito de Jesus Serrão (nome aprovado pela Câmara Municipal de Peri-Mirim), media 3.236 metros de extensão e foi concluída no ano de 1983 e, cuja verba de edificação foi da própria Prefeitura.

Atualmente está sendo construída a Barragem Maria Rita, entre Buritirana, em Bequimão e São Bento, que contempla a LUTA do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

A construção está a cargo da Empresa Edecansil Construções e Locações Ltda, com as seguintes especificações: 16 KM de comprimento, mais 10 KM de estrada até a MA 106. Ela tem 15 metros na base e 9 metros no cume, sendo duas pistas de rolamento de 3 metros cada e 1,50 metro de cada lado como fuga. Informação dada pelo Agente Comunitário, Sr. Tonilsom Ferreira.

De onde surgiu o nome Maria Rita?

Havia na localidade Aurá, nas proximidades Tubarão, duas aldeias, que foram perseguidas pelos portugueses e tendo os índios se evadidos para as matas. Na fuga pegaram uma indiazinha a cachorro, mas lhe pouparam a vida. Ela era muito bonitinha e o senhor que a caçou lhe pôs o nome da sua filha, que se chamava Maria Rita. Ela cresceu e ficou uma moça bonita. Ao local da sua prisão, deram-lhe o nome de Maria Rita. Como a Barragem passa por lá, deram-lhe o nome dela. (Página 116 do livro Tapuitininga – Da Colônia à República, do escritor e pesquisador Domingos de Jesus Costa Pereira.

A II EXPEDIÇÃO ALCAP ITINERANTE – VISITA ÀS OBRAS DA BARRAGEM MARIA RITA, quer,

“conhecer de perto para contar de certo”. (08:00h do dia 25.01.2024).

Peri-Mirim, 25 de janeiro de 2024.

Francisco Viegas Paz.

O Secretário de Infraestrutura, Sr. Tonho Martins e Leônidas Neto nos acompanharam até o Povoado de Buritirana, onde iniciam as obras, fomos recebidos por Tonilson Ferreira líder Comunitário e Agente de Saúde. A partir daí, os expedicionários questionavam sobre as obras e se maravilhavam com ela, com o maquinário, com os trabalhadores e, em especial, com as pessoas do lugar. Conforme relatado acima, Viegas forneceu dados sobre a construtora e quilometragem da barragem.

Um show à parte se deu com a conversa que os expedicionários tiveram com o Sr. Zé, proprietário de um retiro, onde cria porcos, patos e galinhas. A construção é rudimentar, de pau a pique, com dois pavimentos: o de baixo ficam as criações e o de cima serve de moradia, com rede de dormir e outros apetrechos típicos da Baixada Maranhense. Ele disse que não trocaria aquele lar por nenhuma mansão. A proximidade da noite de lua cheia, fez o campesino se inspirar, com gracejos ligados ao amor e à paixão.

A expedição foi bastante proveitosa, na medida em que o desenvolvimento sustentável é uma necessidade, a fim de preservar as potencialidades naturais, sem comprometer a vida da presente e futuras gerações. Todos sabem que a construção da barragem, além da necessidade, para evitar a salinização dos campos e preservação da água doce, é a realização de um sonho.

Entretanto, alguns expedicionários ficaram muito preocupados e com dúvidas relacionadas a alguns aspectos, os quais já foram levados à apreciação do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), solicitando vistoria de especialistas no assunto e que fazem parte da instituição, pois, sabe-se que há vontade política de realizar a obra da melhor forma possível.

II EXPEDIÇÃO ALCAP ITINERANTE – VISITA ÀS OBRAS DA BARRAGEM MARIA RITA

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) realizará no próximo dia 25/01/2024 (quinta-feira) uma expedição para visita às obras da Barragem Maria Rita, a qual que beneficiará diretamente o município de Peri-Mirim.

Com a estrada e a Barragem de Santa Rita, seis municípios serão beneficiados diretamente, facilitando o trabalho de pescadores, produtores e da população em geral, além da Rota dos Campos e Lagos, que impulsionará o turismo da região. Portanto, fico feliz pela importância dessa obra, por acabar com uma espera de mais de quatro décadas e poder, sobretudo, melhorar a vida das pessoas. Vamos em frente! Afirmou o Governador Carlos Brandão na solenidade de início das obras.

A ALCAP solicitou apoio técnico ao Prefeito de Bequimão, Dr. João Martins, que respondeu prontamente ao nosso pedido da seguinte forma: “Será um prazer e uma honra recebê-los em nosso município. Em resposta a sua solicitação, pedi ao meu tio Tonho Martins, secretário de infraestrutura, para que acompanhasse a comitiva da ALCAP até o canteiro de obras da barragem de Maria Rita. Estará presente também o Sr. Tonilson, liderança comunitária, e morador do povoado Buritirana, onde a barragem inicia“.

Além dos acadêmicos, professores e alunos, farão parte da Expedição alguns idosos que conhecem a História e importância da Barragem Maria Rita. Essa interação entre gerações faz parte da Educação integral e participativa que a ALCAP defende.

Durante a Expedição, o confrade e historiador Francisco Viegas, fará um relato sobre a Barragem Maria Rita. Dessa forma, o projeto ALCAP ITINERANTE visa promover educação transformadora, tendo a equidade e a inclusão como estratégias para reduzir as desigualdades sociais. Nessa Expedição, vamos demonstrar, in loco, a importância dessa obra para as gerações presentes e futuras.

O Projeto Soletrando da Escola Municipal São João Batista em Peri-Mirim é um sucesso

No dia 01 de dezembro de 2023, foi realizada a culminância da segunda edição do Projeto Soletrando da Escola Municipal São João Batista, idealizado e posto em prática em sala de aula pela professora Dalcione França desde o ano passado (2022) e foi estendido às demais turmas fazendo a culminância no fim do ano.

Devido ao sucesso e rendimento dos alunos foi possível perceber a importância de manter esse Projeto no PPP da Escola.

Este ano, iniciaram com todas as turmas no segundo semestre, tendo quatro eliminatórias, sendo três com todos os alunos e uma repescagem – no intuito de quem fosse saindo, não perdesse o estímulo em continuar estudando.

Ficaram para a semifinal quatro alunos de cada turma. Para que, depois do embate, ficasse um vencedor para disputar a grande Final. A dinâmica do soletrando se baseia no acerto de todas as palavras sorteadas; cada turma com palavras específicas para o nível.

No dia 01 de dezembro, se reuniram na escola, professores e demais funcionários da escola, representantes da Secretaria de Educação Municipal (SEMED), alunos, pais dos alunos concorrentes e os os cinco finalistas, representantes das cinco turmas do Ensino fundamental que existe na referida escola.

Além disso, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) fez-se presente compondo a mesa dos Jurados, representada pela confrade Edna Jara Abreu Santos (Cadeira 25), na oportunidade, com efeito de imensa gratidão pelo convite, a ALCAP doou uma cesta de kit escolar para o 3º lugar.

Os alunos finalistas foram: Antônio Neto (1º ano); Yasmin Heloyse (2º ano); Gleycielle (3º ano); Dafyne Fernanda; (4º ano) e Rayssa (5º ano).

Depois de passarem por rodadas disputadíssimas e aproximadamente duzentas palavras para cada, chegou-se a um resultado:
O quinto lugar ficou com a Gleycielle (3º ano) que recebeu R$ 50,00; Dafyne Fernanda ficou com o quarto lugar – recebeu R$ 50,00; Rayssa (5º ano) ficou em terceiro, recebendo o kit escolar da ALCAP. Em uma disputa acirrada ficou:
2 lugar: Yasmin Heloyse (2º ano) – 1 tablet
1 lugar: Antônio Neto (1º ano) – 1 televisão

A ALCAP acredita em projetos como este que transforma a vida das crianças e jovens perimirienses. Fazendo-se saber que é a Educação o ponto-chave para melhorar nosso futuro. Na oportunidade, parabeniza a escola São João Batista pelo incentivo à escrita e leitura e agradece o convite ensejando já o próximo.

BANDA MARCIAL MUNICIPAL DE PERI-MIRIM- BAMMPEM

BANDA MARCIAL MUNICIPAL DE PERI-MIRIM – BAMMPEM

 

Por Diêgo Nunes Boaes

A Banda Marcial Municipal de Peri-Mirim – BAMMPEM representa uma das mais importantes iniciativas culturais e educacionais do município de Peri-Mirim, Maranhão. Sua criação surgiu da necessidade de fortalecer as manifestações cívicas, incentivar a formação musical da juventude e proporcionar novas oportunidades de desenvolvimento artístico, educacional e social aos estudantes da rede pública de ensino.

A história da BAMMPEM teve início no ano de 2018, durante a gestão do então prefeito Dr. Geraldo Amorim, quando a Secretaria Municipal de Educação idealizou a implantação de uma banda marcial capaz de representar oficialmente o município em solenidades, desfiles cívicos, eventos culturais e apresentações públicas. A iniciativa foi conduzida pela então secretária municipal de Educação, Professora Alda Regina Ribeiro Corrêa, que, juntamente com sua equipe técnica, desenvolveu todo o planejamento necessário para a formação da banda, compreendendo desde a seleção dos alunos até a aquisição de instrumentos, organização das turmas e definição da equipe de instrutores.

Para compor o primeiro grupo de integrantes, foram realizados processos de seleção entre estudantes da rede municipal de ensino, identificando jovens com interesse, aptidão musical, disciplina e disponibilidade para participar das atividades. Desde o princípio, a proposta ultrapassava a simples criação de uma banda para desfiles, buscando construir um projeto permanente de formação humana, artística e cidadã.

A coordenação geral da primeira formação ficou sob a responsabilidade de Jeferson Ribeiro, contando com uma equipe de professores especializados. O professor Raul Felipe assumiu a instrução da percussão, desenvolvendo técnicas rítmicas, coordenação motora e disciplina coletiva. O professor Jardiel Ribeiro ficou responsável pela formação dos músicos dos instrumentos de sopro, promovendo o aprendizado de teoria musical, leitura de partituras, respiração e execução instrumental. A preparação da linha de frente, composta por balizas, corpo coreográfico e demais componentes responsáveis pela apresentação visual da banda, ficou sob a orientação do professor Júnior, que desenvolveu atividades voltadas à expressão corporal, postura, sincronismo e apresentação artística.

Após meses de preparação, ensaios e formação técnica, a Banda Marcial Municipal realizou sua primeira apresentação oficial em 1º de setembro de 2018, marcando um momento histórico para o município de Peri-Mirim. A estreia ocorreu durante as comemorações cívicas da Semana da Pátria e foi recebida com entusiasmo pela população, tornando-se um símbolo de orgulho para estudantes, familiares e toda a comunidade. Desde então, a BAMMPEM passou a integrar oficialmente os eventos cívicos municipais, destacando-se especialmente nas comemorações da Independência do Brasil e em diversas solenidades públicas.

Além de seu papel nas apresentações oficiais, a banda rapidamente passou a exercer uma importante função educacional. Os ensaios periódicos proporcionaram aos estudantes um ambiente de convivência saudável, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade, pontualidade, respeito às regras, trabalho em equipe e compromisso coletivo. A prática musical tornou-se uma poderosa ferramenta pedagógica, contribuindo para o desenvolvimento da concentração, da memória, da coordenação motora, da sensibilidade artística e da autoestima dos participantes.

No ano de 2022, após um período de interrupção de suas atividades, a Banda Marcial Municipal foi reativada pela Secretaria Municipal de Educação, sob a liderança da secretária Professora Zaine Ferreira, contando com o apoio da Prefeitura Municipal de Peri-Mirim, na gestão do prefeito Heliezer Soares. A retomada das atividades representou um importante investimento na valorização da cultura, da educação e da juventude, reafirmando o compromisso da administração municipal com a formação integral dos estudantes.

A reestruturação da BAMMPEM envolveu a reorganização administrativa, a formação de novos integrantes, a recuperação de instrumentos musicais, a retomada dos ensaios e a recomposição da equipe técnica responsável pela condução das atividades. Com dedicação e planejamento, a banda voltou a ocupar posição de destaque nos eventos oficiais do município, reafirmando seu papel como patrimônio cultural da comunidade perimiriense.

Atualmente, a Banda Marcial Municipal de Peri-Mirim é composta por aproximadamente 75 alunos, distribuídos entre o corpo musical e o corpo coreográfico. Os estudantes recebem formação contínua, participando regularmente de ensaios, apresentações e atividades voltadas ao aperfeiçoamento técnico e artístico.

A coordenação geral está sob a responsabilidade do músico Jean Simas, que conduz o planejamento das atividades, organiza a estrutura administrativa e acompanha o desenvolvimento artístico da banda. A professora Keliane Ribeiro é responsável pela formação da linha de frente, desenvolvendo o trabalho coreográfico, postura, expressão corporal e sincronização das apresentações. A formação musical é conduzida pelos professores Fábio Aurélio e Ronaldo, responsáveis pela preparação técnica dos instrumentistas, pelo ensino da teoria musical, leitura de partituras, execução instrumental e aperfeiçoamento dos arranjos apresentados pela corporação.

Ao longo de sua trajetória, a BAMMPEM consolidou-se como um importante espaço de formação musical e cidadã. A participação na banda proporciona aos estudantes oportunidades que ultrapassam o ambiente escolar, estimulando o protagonismo juvenil, o desenvolvimento da liderança, a convivência harmoniosa e o fortalecimento dos vínculos sociais. A música torna-se, nesse contexto, um instrumento de transformação social capaz de despertar talentos, ampliar perspectivas de futuro e fortalecer a identidade cultural dos participantes.

Outro aspecto de grande relevância é o papel desempenhado pela banda na preservação das tradições cívicas do município. Suas apresentações abrilhantam os desfiles comemorativos, cerimônias oficiais, eventos educacionais, festividades culturais e outras solenidades públicas, contribuindo para fortalecer o sentimento de pertencimento, patriotismo e valorização da história local.

A BAMMPEM também exerce importante função como agente de integração entre escola, família e comunidade. As apresentações públicas aproximam pais, estudantes, professores e população em geral, fortalecendo o vínculo entre a educação e a sociedade. A participação dos alunos desperta orgulho em suas famílias e incentiva outras crianças e adolescentes a buscarem atividades culturais e educacionais que contribuam para seu desenvolvimento pessoal.

Do ponto de vista pedagógico, a prática musical favorece significativamente o rendimento escolar. Diversos estudos demonstram que o aprendizado da música estimula habilidades cognitivas relacionadas à concentração, memória, raciocínio lógico, coordenação motora e organização, competências que refletem positivamente no desempenho acadêmico. A rotina de ensaios também desenvolve disciplina, compromisso, responsabilidade e capacidade de trabalhar em grupo, valores essenciais para a formação integral dos estudantes.

Ao longo dos anos, a Banda Marcial Municipal de Peri-Mirim tornou-se um símbolo de dedicação, talento e compromisso com a educação pública. Sua existência representa muito mais do que um grupo musical: constitui um projeto permanente de formação cidadã, inclusão social e valorização da cultura local, oferecendo aos jovens oportunidades de crescimento artístico, intelectual e humano.

A continuidade das atividades da BAMMPEM demonstra o compromisso do município com a promoção da cultura, da educação e da juventude. Seu trabalho fortalece a identidade cultural de Peri-Mirim, incentiva o surgimento de novos talentos e contribui para formar cidadãos conscientes, disciplinados e preparados para atuar de maneira responsável na sociedade. Dessa forma, a Banda Marcial Municipal de Peri-Mirim permanece como um patrimônio cultural e educacional do município, levando música, civismo, arte e esperança às novas gerações e consolidando seu legado como uma das mais relevantes iniciativas de formação artística da história perimiriense.

Nota de Pesar pelo falecimento de José Ribamar Martins Bordalo

Os membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) vêm externar o mais profundo  pesar pelo falecimento de José Ribamar Martins Bordalo, ocorrido na noite desta quinta-feira, dia 16 de novembro de 2023, no Hospital de Peri-Mirim. Bordalo era ocupante da Cadeira nº 04 da ALCAP. Nasceu em 25 de maio de 1945, era filho de Jacintho Soares Ferreira Bordalo e de Maria das Mercês Martins Bordalo.

Bordalo era um sonhador, visionário; seu pensamento sempre estava voltado para a melhoria do município onde nasceu seus pais e avós. Deixou, na sua trajetória de vida, lindas e preciosas lembranças construídas em uma história singular de dedicação. Destacou-se como empresário do ramo da pecuária, mantendo a tradição milenar, cultivada pelos seus avós. Desempenhou várias atividades políticas e culturais no município de Peri-Mirim.

Ultimamente, Bordalo se dedicava às atividades da ALCAP e à família, a quem dedicava especial atenção.

Nesse momento de profunda tristeza, os acadêmicos desejam que a família (esposa, filhos, netos e bisneto) encontrem conforto e força em Deus para enfrentar essa perda irreparável. Que a fé, a paz e a serenidade orientem os familiares e amigos  momento de despedida.

ALEXSANDRA ALVES GARCIA

Nascida em 1977, em Peri Mirim, Baixada Maranhense, filha dos agricultores, João Roberto Garcia, já falecido e Maria Celeste Garcia. Alexsandra Alves Garcia, chegou ao Paço do Lumiar em 1991 pra morar com as irmãs, concluiu o ensino médio no Colégio Erasmo Dias, no Maiobão, foi doméstica, é comerciante do ramo de refrigeração e chega à Câmara Municipal com uma longa trajetória de mulher trabalhadora. Tem uma filha de 18 anos, Eunice Garcia e vive há dez anos com Adriano Linhares, há seis anos mora na Vila Epitácio Cafeteira.

Ingressou à Câmara Municipal de Paço do Lumiar como filiada ao Partido Rede Sustentabilidade em 2019 e é eleita vereadora pela primeira vez em 2020, com 320 votos. Períodos de Mandatos:
2021 a 2024.

A vereadora é bastante atuante na Câmara Municipal, apresentou vários projetos de lei, destacando-se o projeto que obriga bares, cafés, quiosques, centros e complexos gastronômicos, restaurantes, casas noturnas, casas de show e de eventos em geral de Paço do Lumiar a adotar medidas de auxilio à mulher que se sinta em situação de risco e também o projeto que reconhece oficialmente a língua brasileira de sinais Libras no Município de Paço do Lumiar, bem como outros projetos ligados à Cultura.

FRANCISCO VIEGAS SERÁ UM DOS PALESTRANTES NO EVENTO “DIÁLOGOS BAIXADEIROS” PROMOVIDO PELA UFMA

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) parabeniza o acadêmico Francisco Viegas pela sua participação, no próximo dia 30/10/2023 (segunda-feira) das 14:00 às 17h30, no evento  denominado “Diálogos Baixadeiros – Falas sobre a Baixada” promovido pelo Departamento do Curso de História da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

A palestra de Viegas versa sobre “A criação comunicativa do baixadeiro”. Nada mais oportuno, pois, Francisco Viegas é autor dos livros Curiosidades Históricas de Peri-Mirim, Peri-Mirim, cem anos de emancipação e Seminarista Graças a Deus, que versam sobre vários assuntos atinentes à Baixada e sua gente. As referidas obras imortalizaram o autor, que é membro da Diretoria da ALCAP.

Diversos olhares, percepções, vivências e memórias marcam o evento “Diálogos Baixadeiros – Falas sobre a Baixada”, Projeto de Extensão do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) que ganhará nova edição em São Luís, a segunda-feira (30), das 14h às 17h30, com entrada gratuita.

Com o eixo central “Falas sobre a Baixada”, em cada um dos encontros, a palestra possui temas centrais, com convidados especiais, autores oriundos da Baixada. Sob organização do professor Manoel de Jesus Barros Martins, do Departamento de História da UFMA, o evento conta com o apoio do Departamento de História, do Curso de História, do Centro de Ciências Humanas e do Centro Pedagógico Paulo Freire – local onde será realizado o evento, na sala 101, Asa Norte, a partir das 14h.

Para Manoel Martins, o evento é um importante espaço para que professores, alunos e o público em geral possa debater e conhecer mais sobre essa importante região do Maranhão.

“A Baixada conta com um quantitativo expressivo de autoras e autores cujas obras remetem ao entendimento de facetas muito caras à formação social maranhense, porém essa produção e seus autores nem sempre são reconhecidos”, afirma o professor.

“Diálogos Baixadeiros – Falas sobre a Baixada” será realizado em formato presencial, na UFMA. As Rodas de Conversa serão gravadas e disponibilizadas a seguir pelo canal oficial do evento no YouTube, pelo link: https://youtube.com/@BaixadadoMaranhao.

Histórico dos Diálogos Baixadeiros
A partir de maio deste ano, foram realizadas as primeiras Rodas de Conversa, no âmbito da disciplina “Baixada do Maranhão: trajetórias e perspectivas”, com o tema “Diálogos Baixadeiros”. Diferente da atual edição, que será realizado em seis datas, às quintas feiras, de 14.09 a 09.11, o evento de estreia foi realizado em cinco datas – nos dias 5, 12, 19 e 26 de maio e 2 de junho.

Os vídeos da primeira edição podem ser encontrados no YouTube, no canal @BaixadadoMaranhao. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail baixadadoma@gmail.com.

Curiosidades históricas de Peri-MirimSeminarista graças a Deus - Francisco Viegas Paz

ATA DA REUNIÃO ALCAP DIA 19 DE AGOSTO DE 2023

Aos dezenove dias do mês de agosto do ano de dois mil e vinte e três, reuniram-se os confrades e amigos da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense-ALCAP, na sala 07 do C.E. “Artur Teixeira de Carvalho”. A reunião iniciou-se às 15:15min com um repente do confrade Carlos Pique, levando as palmas e direcionando a palavra à presidente, Ana Creusa Martins dos Santos, agradeceu ao gestor da escola, o professor Fábio Gomes pela cessão do espaço. E apresentou a pauta da reunião, tópico por tópico:

  • Prestação de contas 2022;
  • Prêmio Naisa Amorim 2023;
  • Discussão da implantação da biblioteca professor Taninho;
  • Regime Interno;
  • Comemoração dos aniversariantes de janeiro a julho;
  • Plantio Solidário

A presidente dando continuidade em sua fala, afirmou que a ALCAP não está parada, relatou os problemas que a confraria teve estes últimos meses em relação ao processo para captar recursos para organizar a biblioteca, lançamento de livros e demais ações que vem somar com a ALCAP. Relatou que pra ALCAP melhorar ainda mais é necessário fazer alguns convênios, correr em busca de projetos e ações externas para o bom êxito da confraria. Sobre a Lei de Utilidade Pública, a ALCAP foi em busca dos responsáveis na prefeitura municipal e nos foi relatado que está em andamento, e em conversa com a secretária da Câmara Municipal e confreira Giselia Pinheiro Martins, a mesma relatou que de acordo com a demora da propagação da Lei, a Câmara Municipal poderá aprovar, e que ela já havia enviado um ofício cobrando a agilidade no processo. Sobre a biblioteca professor Taninho, a confreira Alda deu uma sugestão, que os livros fossem colocados na sala cedida pelo Sindicato dos Professores e Servidores Públicos de Peri-Mirim. E na situação ficaram responsáveis: Ana Cleres, Diêgo e Tatá para coletar os livros nas casas dos confrades e deixá-los na sala cedida. Em seguida a palavra foi franqueada para a tesoureira, a confreira Edna Jara dos Santos Abreu, a mesma deu as boas-vindas e apresentou as prestações de contas do ano de 2022, passando de mão em mão, para todos analisarem. O relatório da tesouraria consta em caixa R$ 12.879,75. Um fator importante é para os acadêmicos se planejarem e pagarem a partir deste mês de agosto. A tesoureira ainda apresentou as declarações dos confrades que totalizaram 62 declarações, feito como forma de organizar os que estão menos inadimplentes. A proposta dada pela tesouraria é que venha em uma cláusula para inadimplências. Nessa ocasião foi logo marcada a reunião para organização do Regime Interno para o dia 30 de setembro. E será discutido no grupo de WhatsApp da ALCAP as ações, ações internas e externas, pois existem confrades que não pagam suas mensalidades, mas por outro lado sempre contribuem em ações. A presidente levou para o público sobre o Prêmio Naisa Amorim, os confrades trouxeram pontos positivos e negativos. Um ponto positivo que todos avaliaram foi em trazer filhos da cidade que foram bem-sucedidos para participar do prêmio. Já os negativos foram: o empenho de poucos professores, a organização do projeto, envolvimento de poucos confrades sem vínculo escolar e lanche e cadeira para o público. A presidente sugeriu que fosse feito uma palestra sobre o bicentenário de Gonçalves Dias em algumas escolas e que envolvesse as escolas do município. O confrade Maninho Braga foi o responsável e a sugestão foi que fosse feito nas comunidades quilombolas. A diretoria ficou responsável em falar com a secretária de educação para pedir emprestado o transporte e as escolas quilombolas do Polo IX para o dia 21 ou 28 de outubro. Nada mais a tratar a presidente Ana Creusa encerrou a reunião com os parabéns aos confrades aniversariantes de janeiro a julho.