Duque de Caxias

(Luís Alves de Lima e Silva) (1803-1880) foi um militar brasileiro. É o Patrono do Exército. Foi um dos maiores vultos da nossa história.
Caxias foi chamado de “O Pacificador.” Em sua homenagem, o dia 25 de agosto, dia de seu nascimento, é comemorado o “Dia do Soldado”.
Luís Alves de Lima e Silva nasceu na fazenda São Paulo, no Taquaraçu, próximo da Vila Estrela, hoje “município de Duque de Caxias”, Rio de Janeiro, no dia 25 de agosto de 1803. Filho de Francisco de Lima e Silva e de Cândida de Oliveira Belo, cresceu em meio a uma família de militares.
Seu avô, José Joaquim de Lima e Silva, um militar português, imigrou para o Brasil em 1767, e se instalou no Rio de Janeiro, então capital do país. Seu pai foi brigadeiro do Exército Imperial e membro da Regência-Trina durante a menoridade de Dom Pedro II.
No dia 22 de novembro de 1808, o 1.º Regimento de Infantaria de Linha, comandado por seu avô, recebia o novo soldado, com com cinco anos, apenas para homenagear seu avô, então Ministro da Guerra. Entre 1809 e 1817, Luís Alves estudou no Seminário São Joaquim (hoje Colégio Pedro II).
Em 1818, Luís Alves ingressou na Academia Real Militar, criada por Dom João VI em 1844, onde permaneceu até 1821. Galgou os postos de cadete, alferes e tenente. Quando concluiu o curso, foi incorporado ao 1.º Batalhão de Fuzileiros.
Em 1822, o Brasil tornou-se independente e Luís Alves ingressou no “Batalhão do Imperador” comandado por seu tio José Joaquim de Lima e Silva.
Em 1823, participou da luta no combate aos soldados portugueses na Bahia, que relutavam a aceitar a Independência do país. Com a vitória do Batalhão, Luís Alves foi promovido a Capitão e, com 21 anos, recebeu a “Imperial Ordem do Cruzeiro” das mãos de Dom Pedro I.
Em 1825, Luís Alves foi chamado para manter a unidade nacional, desta vez, na “Campanha da Cisplatina” – conflito ocorrido entre o Brasil Império e as Províncias Unidas do Rio da Prata, pela posse da “Província Cisplatina”, no atual território do Uruguai. Três vezes foi citado por bravura. Ganhou as insígnias de Major e as comendas da Ordem de São Bento de Ávis e da Rosa.
Em 1831, após a abdicação de D. Pedro I, Luís Alves foi um dos poucos que permaneceu ao lado do monarca. Foi chamado pelo Ministro da Justiça, Diogo Antônio Feijó (Padre Feijó), para organizar o “Batalhão Sagrado”, para manter a ordem no Rio de Janeiro e evitar a anarquia.
Nesse mesmo ano, organizou a “Guarda Municipal”, que depois foi transformada em “Guarda Municipal Permanente”, que em 1832 lutou contra a tentativa de derrubar a Regência-Trina durante a menoridade de Dom Pedro II.
No dia 2 de fevereiro de 1833, Duque de Caxias casou-se com Ana Luísa do Loreto Carneiro Vianna, de apenas 16 anos, neta da Baronesa de São Salvador de Campos. Em dezembro do mesmo ano, nasceu Luísa de Loreto. Em 24 de junho de 1836, nasceu sua segunda filha, Ana de Loreto. O filho Luís Alves Júnior faleceu na adolescência.
Em 1837, com 34 anos, Luís Alves foi promovido a Tenente-Coronel, em seguida, deixou o comando da Guarda Permanente. Em 1839 foi nomeado “comandante-geral das forças militares do Maranhão” e “presidente da Província”. Sua missão: sufocar a revolta dos que se opunham ao governo provincial e ocupavam a cidade de Caxias.
Conhecido como “Balaiada”, o movimento popular foi uma luta contra a fome, a intolerância da elite e o abuso das autoridades. A campanha de Luís Alves de Lima e Silva saiu vitoriosa. Em 1841, ao voltar ao Rio de Janeiro, Luís Alves foi promovido a General-Brigadeiro e recebeu seu primeiro título de nobreza, “Barão de Caxias”, uma referência à cidade que conseguiu pacificar.
Em 1842, o Barão de Caxias foi nomeado “Comandante das Armas da Corte”, cargo já ocupado por seu pai. Nessa época, eclodiu a revolução liberal em São Paulo e Minas Gerais, que Caxias reprimiu com facilidade e, entrou em Sorocaba, onde enfrentou seu antigo chefe, o Padre Feijó.
Em Minas Gerais, destacou-se no “combate de Santa Luzia”, decisivo para a vitória. Ao voltar, reassumiu o comando das armas, como o “Pacificador”.
Após pacificar três províncias, faltava só o Rio Grande do Sul onde a “Guerra dos Farrapos” entrava no seu sétimo ano. Foi nomeado “presidente da província do Rio Grande do Sul” e “Comandante das Armas”. Reorganizou as forças imperiais e depois de dois anos saiu vitorioso.
Com a vitória, na Guerra dos Farrapos, Caxias foi agraciado com o título de “Conde”, em 2 de abril de 1845 e, escolhido para o “Senado”, por Dom Pedro II, mandato que exerceu junto com seu pai.
Em 1855 foi nomeado para a “Pasta da Guerra”. Em 1862 foi nomeado para “Presidente do Conselho”. Nesse mesmo ano, foi promovido a “Marechal Graduado do Exército”. Caxias combateu em vários conflitos de fronteira no Sul do Brasil e voltou vitorioso ao Rio de Janeiro, quando, recebeu o título de “Marquês”.
A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado ocorrido na América do Sul, na bacia do rio da Prata, que envolveu Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil.
O Paraguai era o país que havia alcançado um certo progresso econômico autônomo e seu presidente Solano López resolveu ampliar o território paraguaio e, criar o “Paraguai Maior”, anexando regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil (Rio Grande do Sul e Mato Grosso), com o objetivo de conquistar o acesso ao Atlântico.
Em 1864, o Paraguai ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai. A resposta brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai.
Em 1865, o Paraguai invadiu o Mato Grosso e o Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice Aliança, contra Solano López. O Brasil, Argentina e Uruguai contavam com o apoio inglês, recebendo empréstimos para equipar e manter poderosos exércitos.
Depois de algumas derrotas, em 1867, Luís Alves de Lima e Silva, então “Marquês de Caxias”, assumiu o comando das forças militares imperiais vencendo rapidamente importantes batalhas como as de “Itororó”, “Avaí”, “Angosturas” e “Lomas Valentinas”, chamadas “dezembradas”, por terem ocorrido no mês de dezembro de 1868. Finalmente, Assunção, a capital do Paraguai, foi ocupada em 5 de janeiro de 1869.
Após a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai, Caxias, com 66 anos, recebe o título de “Duque”, com medalhas e condecorações. No dia 23 de março de 1874 faleceu sua esposa.
Em 1875, o “Duque de Caxias” foi nomeado, por Dom Pedro II, para a “presidência do Conselho de Ministros”, e, assumiu também o “Ministério da Guerra”. Era um Gabinete que serviria à Princesa Isabel na ausência do Imperador.
Em 1877, cansado e doente, Duque de Caxias retirou-se para a fazenda do Barão de Santa Mônica, de propriedade de seu genro, localizada em Valença, Rio de Janeiro.
Duque de Caxias faleceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de maio de 1880. Em 1962 foi nomeado pelo Governo Federal o “Patrono do Exército”. Em sua homenagem, o dia 25 de agosto, dia de seu nascimento, é comemorado o “Dia do Soldado”.

DESEMBARGADOR PEREIRA JUNIOR

Antônio José Pereira Júnior nasceu em Alcântara (MA) no dia 24 de março de
1869.
Transferindo-se para Pernambuco, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, pela qual se bacharelou em 1890. De volta ao Maranhão, foi juiz de direito em São Luís e em Pinheiro e desembargador do Tribunal de Justiça do estado.
Em 1926, último ano da legislatura 1924-1926, foi eleito deputado federal pelo Maranhão e exerceu o mandato de maio a dezembro. Depois da Revolução de 1930, quando da reconstitucionalização do país, elegeu-se em maio de 1933 suplente de deputado à Assembleia Nacional Constituinte (ANC) na legenda da União Republicana Maranhense, mas não chegou a exercer o mandato.
Com o fim do Estado Novo (29/10/1945) e a consequente redemocratização do país, nas eleições de dezembro de 1945 elegeu-se senador pelo Maranhão à ANC na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumiu o mandato em fevereiro de 1946 e, já com problemas de saúde, pouco participou dos trabalhos de elaboração da nova Carta, não tendo mesmo apresentado emendas ao projeto de Constituição.
Faleceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 5 de agosto de 1946, em pleno exercício do mandato. 

José Sarney

José Sarney (1930) foi presidente do Brasil entre 1985 a 1990, o primeiro presidente civil após a ditadura militar iniciada em 1964. Eleito vice-presidente, assumiu a presidência após a morte de Tancredo Neves, que não chegou a tomar posse.
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa Sarney nasceu em Pinheiro, Maranhão, no dia 24 de abril de 1930. Descendente de tradicional família do Estado do Maranhão formou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão em 1953. Participou da política estudantil do Maranhão. Foi presidente da União Maranhense dos Estudantes.
José Sarney iniciou a carreira política em 1955 como suplente de deputado federal pela União Democrática Nacional (UND), exercendo o mandato entre 1955 e 1958. Em 1957 foi eleito presidente do diretório regional a UDN.
Sarney foi reeleito para mais um mandato, entre 1959 a 1963. Em 1961 foi vice-líder da maioria e vice-presidente do diretório nacional da UDN. Membro da ala renovadora do partido reelegeu-se deputado federal para o mandato entre 1963 e 1966.
Em outubro de1965, Sarney foi eleito governador do Maranhão para o mandato entre 1965 e 1970, porém deixou o cargo antes do fim do mandato para candidatar-se a senador pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido do governo.
Sarney foi eleito senador para o mandato entre 1971 a 1979. Desde o primeiro momento engajou-se no movimento contra o AI-5 e a Emenda n.º 1. Foi vice-líder do governo Ernesto Geisel no Senado.
Reeleito para o Senado, Sarney exerceu o segundo mandato entre 1979 e 1985. Logo que assumiu o cargo, foi eleito para a presidência Nacional da Arena. Em 1980, após a abertura política que legalizou a pluralização dos partidos, Sarney participou da fundação do Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.
Em 1984, devido às divergências entre a posição do governo diante do avanço das liberdades democrática, Sarney abandonou o partido e formou a Frente Liberal, mais tarde transformada no Partido da Frente Liberal (PFL), que apoiou a candidatura de Tancredo Neves à presidência.

Em 1984, devido às divergências entre a posição do governo diante do avanço das liberdades democrática, Sarney abandonou o partido e formou a Frente Liberal, mais tarde transformada no Partido da Frente Liberal (PFL), que apoiou a candidatura de Tancredo Neves à presidência.

Presidente da República
Durante a abertura política, Sarney foi indicado como candidato a vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, que foi eleito por um “Colégio Eleitoral”, contra a chapa de Paulo Maluf.

Em razão da doença de Tancredo Neves, Sarney assumiu a presidência do Brasil em caráter interino, e foi confirmado no cargo após a morte de Tancredo, em abril de 1985.

Procurando dar sequência ao projeto de redemocratização do país, Sarney manteve as ideias básicas e o ministério de Tancredo, o que lhe valeu grande apoio popular. Decidido a não assinar mais decretos-lei, transferiu para o Congresso Nacional um maior poder de decisão.

A economia no governo Sarney
Do ponto de vista econômico, o governo Sarney foi bastante conturbado. Diante da inflação crescente, Sarney nomeou para o Ministério da Fazenda o empresário Dilson Funaro que no dia 28 de fevereiro de 1986 lançou o Programa de Estabilização Econômica, conhecido como Plano Cruzado, que estabelecia uma série de medidas:

O cruzeiro foi substituído pelo cruzado, com cortes de três zeros.
Todos os preços foram congelados.
Os salários foram congelados e só seriam corrigidos se a inflação atingisse 20%
Foi extinta a correção monetária.
Foi criado o seguro-desemprego.
O povo foi incentivado a colaborar, fiscalizando os estabelecimentos comerciais que praticavam preços acima da tabela estabelecida pelo governo. A inflação foi reduzida, o desemprego diminuiu e o poder aquisitivo da população cresceu, mas em poucos meses o Plano Cruzado já apresentava problemas.

Em novembro de 1986, foi anunciado o Plano Cruzado II, que congelou os preços muito acima da realidade do mercado. Em maio de 1987 a inflação já ultrapassava a casa dos 20% ao mês. O fracasso do plano provocou a queda do ministro da Fazenda.

Dois novos planos econômicos foram implantados no governo Sarney, o Plano Bresser, sob a orientação do novo ministro Luís Carlos Bresser Pereira, e o Plano Verão, anunciado em janeiro de 1989, sob a orientação do último ministro da Fazenda do governo Sarney, Maílson da Nóbrega. Como os demais planos, ambos não conseguiram os resultados pretendidos.

A Constituição de 1988
Durante os primeiros meses do governo Sarney, ocorreram intensos debates a respeito da convocação de uma Assembleia Constituinte, pois a carta em vigor havia sido reformulada várias vezes durante o regime militar e não expressava a nova ordem política do país.
A assembleia Nacional Constituinte, composta por 559 congressistas, foi instalada em 1.º de fevereiro de 1987, sob a presidência do deputado Ulysses Guimarães, do PMDB. Os trabalhos se estenderam por dezoito meses. Em 5 de outubro de 1988, foi promulgada a nova Constituição brasileira.

Senador pelo Amapá
Com o fim de seu mandato em 1990, José Sarney mudou seu domicílio eleitoral do Maranhão para o Amapá. Foi eleito senador durante três mandatos, 1991 a 1999, 1999 e 2007 e 2007 a 2015. Foi presidente do Senado Federal entre 1995-1997, 2003-2005 e 2009-2013. Em 2016, Sarney viu seu nome na relação dos denunciados na Operação Lava a Jato.

Sarney teve uma longa carreira política, foram 60 anos consecutivos de mandatos eletivos e com o maior tempo de mandatos no Senado Federal totalizando 39 anos. José Sarney é também escritor, já publicou poesias, romances e crônicas, entre eles:
Marimbondos de Fogo (1978)
O Dono do Mar (1995)
Saudades Mortas (2002)
Crônicas do Brasil Contemporâneo (2004)
A Duquesa Vale uma Missa (2007).
Em 17 de julho de 1980, Sarnei foi eleito para a Cadeira n.º 38 da Academia Brasileira de Letras

CASAMENTO COMUNITÁRIO 2024: Discurso da Tabeliã de Peri-Mirim

Por Antonieta Maria Nunes Martins

Boa noite a todos!

Antes de tudo, agradeço a Deus por esta oportunidade, em poder participar de um projeto de suma importância para a nossa sociedade e a Ele toda honra e toda Gloria!

Cumprimento todas as autoridades presentes à mesa de honra, cumprimento a Excelentíssima Senhora Juíza de Direito da Vara Única de Bequimão, Doutora FLOR DE LYZ FERREIRA AMARAL, uma juíza que desde a sua chegada em nossa comarca, tem se destacado, não apenas pela sua vasta  experiência e conhecimento jurídico, mas também pela sua diligência, compromisso e profunda compreensão às questões sociais que nos cercam; tem sido um pilar de justiça e integridade em nossa sociedade e já a parabenizo por nos proporcionar, por trazer este tão importante projeto para o nosso município. Muito obrigada !

Cumprimento todos os nobres advogados e advogadas que vieram prestigiar este evento, profissionais  fundamentais e que zelam pelos nossos direitos, que são amigos e parceiros do cartório; Cumprimento a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), na pessoa de sua  Presidente Jessythannya Carvalho Santos, que muito contribuiu para este momento, que conseguiu inovar e dar mais brilho ao evento; cumprimento e agradeço os colaboradores do Cartório  Jairlene, Roberto e o  Girlley, que como diz a música: é minha casca de bala, estes que trabalham  com muito carinho e dedicação, fazendo com que tudo dê certo. Vocês são fundamentais. Este lugar, também é de vocês!!! Demais testemunhas, damas de honra, pajens e convidados, obrigada pela presença!

E, claro, deixei por último por serem os mais importantes, para cumprimentar todos os noivos e noivas em nome do casal que mais  já resistiu em estar juntos, Luís Carlos Diniz e Maria do Nascimento Santos Martins, pois são 44 anos de muitas histórias e hoje, irão dizer o sim diante de nós.

Queridos noivos, queridas noivas…

Um casamento comunitário é um momento mágico, onde diferentes histórias de amor se entrelaçam em uma celebração única.

E hoje, estamos aqui reunidos para celebrar o amor em sua forma mais pura e coletiva. Este não é apenas um projeto de casamento comunitário; é um testemunho da força e da beleza do amor que une cada um de vocês. Cada casal aqui presente traz consigo uma história única, mas todos compartilham o mesmo objetivo: construir um futuro juntos, repleto de sonhos, cumplicidade e carinho.

Hoje, ao olharmos para vocês, vemos não apenas casais apaixonados, mas também a força da comunidade. Cada história aqui é um fio que tece a tapeçaria rica e vibrante do amor. Vocês vêm de diferentes caminhos, com experiências que moldaram quem são, mas agora estão unidos por um laço que transcende as individualidades. Falando em histórias dos casais, trouxe duas bem resumidas para dividir com vocês

 Durante as habilitações do casamento, o clima foi de muita emoção e contentamento entre os noivos, dentre eles, destaco o casal Rosangela e Vandeilson que  noivaram, minutos antes da habilitação com  direito a aliança e tudo, foi uma festa dentro do cartório; também, o casal que não citarei o nome (SE DURANTE EU TIVER FALANDO O CASAL SE SENTIR CONFORTÁVEL, PODERÁ SE LEVANTAR) que supreendentemente apareceu com uma certidão com a averbação de divórcio. O escrevente ficou surpreso, pois ali, tínhamos um casal muito especial. Após as minhas indagações, a noiva me falou que se casaram em 2007, tiveram duas filhas gêmeas, e se divorciaram. Ficaram separados por mais de 2 anos. Depois, com certeza o amor falou mais alto e eles voltaram a conviver juntos,….. e acham que foi só isso? Não! As provações vieram, a noiva ficou muito doente, precisou ser entubada, e foi diante da agonia, ao ver o seu amor partindo que o seu noivo, orou e conversou com Deus, pediu para que permitisse que ela voltasse, queria mais uma chance. E Deus ouviu a sua oração. Ela voltou! E foi então, ainda no leito do hospital que ele pediu a sua mão em casamento mais uma vez. E hoje, estão aqui celebrando conosco esta linda festa!

Então, neste momento especial, lembrem-se de que o amor é uma construção diária. Ele deve ser alimentado com gestos simples, orações, palavras carinhosas e a disposição para ouvir e compreender. O amor verdadeiro não é apenas sobre os grandes momentos; ele vive nas pequenas coisas – no sorriso ao acordar junto, na mão que se estende em apoio e nas risadas compartilhadas.

Que cada um de vocês encontre força um no outro para enfrentar os desafios da vida. Que os laços que hoje estão sendo fortalecidos inspirem outros a acreditar no poder do amor.

Por fim, quero compartilhar com vocês uma mensagem que trago sempre comigo:

“Se vocês olharem com atenção para o caminho que já percorreram, vão perceber que de algum jeito tudo se encaixou. Cada passo os levou a um novo lugar e cada experiência trouxe um aprendizado. Aquilo que parecia insuportável vocês superaram. A vida tem seus altos e baixos e é através deles que a gente cresce. Viver a dois também é sobre essa transformação constante.”

Celebremos o amor em todas as suas formas!

Muito obrigada!!

PREFEITURA DE PERI-MIRIM DISPONIBILIZARÁ FUNCIONÁRIOS PARA ATUAREM NA BIBLIOTECA DA ALCAP

No dia 27 de novembro de 2024, o Excelentíssimo Senhor Prefeito de Peri-Mirim, Heliezer Soares, recebeu em seu Gabinete uma comitiva da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Na oportunidade, a presidente da instituição, Jessythannya Carvalho Santos, entregou ao prefeito um Ofício dirigido ao chefe do Poder Executivo Municipal, solicitando dois funcionários do município para atuarem na Biblioteca ALCAP Prof. Taninho que foi instalada em uma sala cedida pelo Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM).

O compromisso do Prefeito em disponibilizar os funcionários irá viabilizar o controle do acervo por meio de sistema informatizado, atendimento ao público, apoio ao Clube de Leitura e diversas atividades afins que serão desenvolvidas, a fim de otimizar o acesso à informação, auxiliando na formação dos cidadãos. Confira o Oficio recebido pelo prefeito.

Os acadêmicos Elinalva Campos e Paulo Sérgio Corrêa, que se fizeram presente à audiência com o Prefeito, manifestaram total apoio à necessidade de disponibilização dos funcionários, os quais contribuirão para pôr em prática as atividades da Biblioteca, a qual é um meio de fortalecimento da Educação municipal, que é de responsabilidade de todos, especialmente da administração municipal.

O acervo da referida Biblioteca conta com livros de diversas áreas do conhecimento. Atualmente, o acervo possui mais de quinhentos exemplares e há previsão de cadastramento de novas obras para o próximo ano, que já foram recebidas em doação. A ALCAP aguarda o envio dos nomes dos servidores designados pela Prefeitura, que serão submetidos a um treinamento específico. Somente após a conclusão dessa etapa, a Biblioteca será aberta ao público para atendimento.

CASAMENTO COMUNITÁRIO MOVIMENTA A SOCIEDADE DE PERI-MIRIM

O município de Peri-Mirim foi agraciado, mais uma vez, com o Casamento Comunitário oferecido pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA), por meio da Comarca de Bequimão – Termo Peri-Mirim. Cinquenta e dois casais irão festejar a oficialização do matrimônio. A cerimônia acontecerá na próxima quinta-feira (12/12/2024), às 17h, na Arena Miranda, localizada na estrada Peri-Mirim/Palmeirândia.

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) sente-se honrada pelo convite para participar da organização do casamento comunitário em Peri-Mirim, pela 2ª vez, a primeira ocorreu no dia 13/06/2018, em que a ALCAP pôde demonstrar o seu total apoio à iniciativa do TJ/MA em unir em matrimônio, de forma gratuita, organizada e festiva vários nubentes.

Segundo informações do TJ/MA: “A celebração mobilizou casais de diversas faixas etárias que, desde os primeiros momentos, comemoraram a oportunidade de garantir a oficialização. Durante a habilitação do casamento, ato formal realizado no Cartório do Ofício Único do município, o clima foi de emoção e contentamento entre noivas e noivos”.

A cerimônia será presidida pela Excelentíssima Senhora Juíza de Direito da Comarca de Bequimão, FLOR DE LYS FERREIRA AMARAL. A celebração contará, ainda, com o trabalho do Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da 3ª Vara da Comarca de Pinheiro, CARLOS ALBERTO MATOS BRITO, Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Guimarães, GEORGE KLEBER ARAÚJO KOEHNE, Excelentíssima Senhora Juíza de Direito da Comarca de Bacuri, BRUNA ATHAYDE BARROS e da Ilustríssima Chefe de Cartório da Serventia Extrajudicial de Peri-Mirim, ANTONIÊTA MARIA NUNES MARTINS.

O Projeto Casamentos Comunitários é uma iniciativa da Corregedoria Geral de Justiça do Poder Judiciário do Estado do Maranhão, juntamente com as Serventias Extrajudiciais, e objetiva facilitar o casamento entre a população menos favorecida. Dessa forma, o Projeto Casamentos Comunitários está sendo realizado no Termo de Peri-Mirim, Comarca de Bequimão, após 06 (seis) anos de sua última edição no município. Foi instituído pelo Desembargador Jorge Rachid, desde o ano de 1998.

Fontes: Portal do TJ/MA e Diretoria da ALCAP. 

II Festival ALCAP de Cultura: O talento artístico de Lindiney Carlos, de Pinheiro, inspira a comunidade de Peri-Mirim

Lindiney Carlos, 26 anos, é um artista natural de Pinheiro, Maranhão. Sua trajetória artística começou na infância, influenciada pelos desenhos que eram feitos por seus tios. Relembra o artista que:

“Acho que isso acabou se tornando uma motivação. Somos quatro irmãos e mais três primos, morávamos lado a lado. Sempre desenhávamos (…) Chegamos até a competir entre nós para descobrir quem era o melhor desenhista da família”.

Atualmente, Lindiney e seu primo Adryermesson dividem o título de “melhores desenhistas” da família. Autodidata, ele aprendeu sozinho, com o apoio de seus irmãos e primos. Ao longo do tempo, conheceu outros artistas e aprimorou suas técnicas, mantendo-se aberto a novas ideias e experimentações: “nunca me prendo a materiais ou técnicas. Gosto de ser livre nas minhas criações. Acho que essa veia artística veio da família, apesar de não termos nenhum artista renomado. As histórias que conheço sobre eles me motivaram a ser quem sou”, reflete.

Além de desenhar, Lindiney também se destacou no universo da dança. Durante a adolescência, ingressou no breaking dance, estilo de dança de rua que integra a cultura hip-hop.

Sua relação com a comunidade é outro aspecto marcante de sua história. Há cinco anos, Lindiney contribui ativamente com sua igreja, tanto financeiramente quanto com trabalho voluntário. Foi nesse contexto que começou a doar sua arte para projetos evangelizadores. “Isso me deixou muito mais contente, porque aprendi muito sobre ser comunidade. Evangelizamos com arte, e isso me aproximou ainda mais da arte sacra“, explica.

Recentemente, Lindiney teve a honra de ser convidado para participar da exposição artística do II Festival ALCAP de Cultura, que aconteceu no dia 14 de novembro de 2024, em Peri-Mirim. Ele levou algumas das suas telas do arquivo pessoal, compartilhando com o público a profundidade e a diversidade de suas obras. Além disso, Lindiney também participou da Tenda Cultural do evento, onde fez uma demonstração de seu talento na dança, apresentando-se com a energia vibrante do hip-hop. Sua performance foi uma representação autêntica da cultura que ele tanto aprecia e promove.

 

Patrono da Academia de Peri-Mirim é homenageado na obra “Vultos Ilustres Baixadeiros da Baixada Maranhense”

O escritor Flávio Braga, ocupante da Cadeira 16 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), lançou a obra “Vultos Ilustres da Baixada Maranhense: Histórias e Legados de Grandes Personalidades”. Segundo ele, o livro é uma homenagem às contribuições de figuras proeminentes da Baixada Maranhense, apresentando o registro literário das trajetórias de personagens que marcaram a história da região, destacando seus feitos, lutas e o impacto duradouro de seus legados.

O primeiro volume da obra – que faz parte de uma trilogia – foi lançado na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), no último dia 19 de novembro de 2024, em um evento belíssimo que contou com a presença massiva de baixadeiros e amigos, especialmente os membros do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), do qual qual Flávio é idealizador e primeiro presidente.

A história magnífica do patrono da ALCAP, João Garcia Furtado, está nas página 104 a 106 do livro. Vale a pena ler, pois apresenta fatos inéditos, que não constatam biografia disponível na ALCAP e que demostram o porquê de o perimiriense estar entre os vultos ilustres da Baixada Maranhense, que passou pela seleção cuidadosa e justa do escritor Flávio Braga, a este nossas homenagens.

Presidentes do FDBM: João Martins, Ana Creusa, Flavio Braga e o atual presidente, Expedito Moraes.

A ALCAP FEZ-SE PRESENTE NO SOLETRANDO DA ESCOLA MUNICIPAL SÃO JOÃO BATISTA

No dia 11 de novembro de 2024, segunda-feira, aconteceu a final do Projeto Soletrando na Escola Municipal “São João Batista”, localizada no Bairro do Portinho, Peri-Mirim/MA. A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) foi convidada a prestigiar e participar do tão esperado evento, pelo segundo ano consecutivo.

A escola que recebeu esse nome em homenagem ao Santo Protetor da comunidade – São João Batista, foi fundada no ano de 1978, na gestão do Prefeito João França Pereira (1977 a 1982), e regulamentada a criação pelo Decreto nº 611/85 e Resolução nº 228/2002 – CEE 17/10/2012.

O Projeto de Soletração, implementado no PPP da escola desde 2022, promove aos estudantes a prática de leitura, escrita, ortografia, amplia o vocabulário, as habilidades cognitivas e a compreensão da norma culta da língua portuguesa de forma lúdica e divertida.

Os alunos do fundamental menor (1º ao 5º ano) da escola, passaram por quatro eliminatórias, com palavras de nível fácil, médio e difícil foram todas introduzidas e trabalhadas em sala de aula antes, por todos os respectivos professores. A dinâmica do soletrando se baseia no acerto de todas as palavras sorteadas; cada turma com palavras específicas para cada nível. Ficaram para a semifinal quatro alunos de cada turma. Para que, depois do embate, ficasse um vencedor para disputar a grande final.

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) recebeu com grande satisfação o convite e honrou o compromisso em fazer-se presente, compondo a mesa dos Jurados, representada pela confreira Edna Jara Abreu Santos (Cadeira 25), na oportunidade, com efeito de imensa gratidão pelo convite, a ALCAP doou uma cesta de kit escolar para um dos vencedores.

Os alunos finalistas foram: Enock Davy (1º ano); Yanna Walenthyna (2º ano); João Victor (3º ano); Gleycielle; (4º ano) e Kevellin Maria (5º ano).

Depois de passarem por rodadas disputadíssimas, com aproximadamente duzentas palavras no geral, chegou-se a um resultado:
O quinto lugar ficou com a Kevellin Maria; Gleycielle ficou com o quarto lugar; João Victor ficou em terceiro. Foi uma disputa acirrada pelo primeiro lugar, porém, o resultado ficou empatado, sendo dividido o prêmio final entre os alunos Enock Davy (1º ano); Yanna Walenthyna (2º ano). Os outros três semifinalistas, de cada turma presentes ao evento, também foram agraciados pelos professores com presentes e mimos como forma de motivação a continuarem se empenhando e aprendendo.

A ALCAP acredita em projetos como este que revoluciona a Educação e, simultaneamente, transforma a vida das crianças e jovens perimirienses. Fazendo-se saber que é a Educação o ponto-chave para melhorar nosso futuro e que deixa marcas positivas na vida e história dos discentes. Na oportunidade, a Academia parabeniza a escola São João Batista pelo incentivo à escrita e leitura e agradece o convite ensejando já o próximo.

REGINA CABRAL

Maria Regina Martins Cabral, nasceu na cidade de Pinheiro-MA, na Baixada Maranhense. Possui graduação em Assistente Social pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 1988. É Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), em 2013, também cursou Doutorado Sanduíche pela USP/Universidade de Sevilla/Espanha em 2012. 

Regina possui uma vasta fomação acadêmica: cursou Educação Popular e Alfabetização de Adultos, pelo CEAAL, Crefal, Pátzcuaro, México (1989); Especialização em Alfabetização, pela Universidade Federal do Maranhão (1994); Mestrado em Educação, pela Universidade Federal do Maranhão (1999); Curso de Formação em Liderança e Desenvolvimento Social para América Latina e Caribe, pela Universidade Federal de Pernambuco (2003); Curso sobre Liderança Social pela Academic and Professional Programs for the Americas – LASPAU, Boston, EUA (2006); Pós-Graduação em Economia Social e Desenvolvimento Local, pela Universidad General Sarmiento – AR (2007). Ministrou disciplinas (Sociologia, Filosofia, História e Estrutura da Educação, Metodologias, Pesquisa Científica) em cursos de graduação da UFPI, UEMA e CEFET/IFMA. Articulou e coordenou a RAAAB – Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora no Brasil e o Fórum Estadual em Defesa da Educação Pública no Maranhão (1989-1994). Trabalhou na Secretaria de Educação de São Luís como Coordenadora de Ensino e Secretária Adjunta de Educação (1996-1997). Foi Consultora do Ministério da Educação/PNUD, para articulação de secretarias de educação de municípios e estados brasileiros para garantia da formação continuada dos professores (1999-2001).

É cofundadora e dirigente do Instituto Formação desde 1999. Temas de pesquisa: história da luta pela educação pública no Brasil (HISTEDBR – UFMA/UNICAMP), gestão de projetos educativos em sistemas municipais de educação; alfabetização de jovens e adultos, juventude e políticas públicas, educação profissional na perspectiva do desenvolvimento local sustentável (Instituto Formação).

Concebeu e coordenou o Conjunto Integrado de Projetos (CIP Jovem Cidadão) integrando desenvolvimento cultural, social e econômico (desde 2003 a 2008). Concebeu e orientou a implantação do projeto educativo de Centros de Ensino Médio e Educação Profissional (CEMP) – considerados pontos de desenvolvimento de território (desde 2004) e o projeto EJA Profissionalizante (2004-2008).

Assessorou a implementação de experiências de formação profissional de jovens articulando esse processo formativo com a prática social nas comunidades onde vivem. Coordenou equipe de sistematização do Plano de Educação da Cidade de São Paulo (2010). Elaborou versão inicial do relatório sobre o processo de construção do Plano de Educação da Cidade de São Paulo (2011), pela Ação Educativa.

Coordenou a elaboração final do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Território Rural Campos e Lagos (2012). Elaborou materiais didáticos para formação continuada de jovens e adultos considerando as dimensões da formação política, cultural e profissional (de 1990 a 2003).

É Fellow da Ashoka (desde 2010) e integrante da Kelloggs Fellows Leadership Alliance (desde 2012). É fundadora e Presidente do Instituto Maranhão Amazônia de Ensino Superior (IMAES) e da Formação Faculdade Integrada (FFI). Em seus blogs divulga algumas de suas ideias e opiniões. Atualmente tem sido uma forte mentora de projetos na Baixada e mais precisamente em Peri-Mirim, idealizadora da Formação Faculdade Integrada com o polo em Buritirana, Peri- Mirim, onde tem formado inúmeras pessoas no ramo da saúde e educação. 

Regina é uma mulher de fibra, inteligente, dedicada, possui uma simplicidade cativante, detentora de forte carisma pessoal, firme nos seus propósitos e sempre disposta a ajudar aqueles que necessitam de conhecimento para se desenvolver pessoal e socialmente – Regina Cabral é uma pessoa admirável.