REINAUGURAÇÃO DE ESCOLA

Por Francisco Viegas Paz

No dia 29 de setembro de 2025, foi reinaugurada a Escola Professor João Garcia Furtado, no povoado de Tucunzal, município de Peri-Mirim – Maranhão. Mais do que um prédio de pintura nova e com possíveis ampliações, trata-se de um grande nome representativo de uma cultura educacional invejável. Professor Furtado, como era amplamente conhecido no meio da comunidade acadêmica, faz jus ao reconhecimento proposto e alardeado por músicas, discursos e palmas. Afinal de contas ele tem reconhecimento no campo das ciências linguísticas de notáveis saberes. E como me disse o advogado e escritor Alexandre Maia Lago: professor Furtado foi o homem mais inteligente que eu conheci, pois fui seu aluno.

Professor Furtado espalhava conhecimento em várias línguas: português, latim, francês, inglês, espanhol, italiano, etc. Porém, o seu forte estava na literatura e na língua portuguesa. Tanto que os seus alunos aprendiam de verdade, podendo, portanto, darem o devido testemunho da sua capacidade.

Espero que os professores e alunos do Tucunzal, ao exemplo do eminente professor, na medida do possível, possam seguir o seu exemplo de um grande educador

Peri-Mirim, 30 de setembro de 2025.

ALCAP Abre Processo Seletivo para Novos Membros Efetivos

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) lançou no dia 15 de setembro o Edital de Eleição para Membros Efetivos, visando preencher 15 (quinze) cadeiras da instituição. As vagas disponíveis são para as cadeiras de número 01, 04, 05, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39 e 40, todas com seus respectivos patronos já designados.

Confira o Edital para Eleição de Novos Membros: EDITAL PARA ELEIÇÃO DOS NOVOS MEMBROS

O objetivo do edital é selecionar novos acadêmicos que contribuam para o fortalecimento da literatura e da cultura perimiriense. Para participar, os candidatos deverão ter nascido em Peri-Mirim ou comprovar residência ininterrupta mínima de 10 (dez) anos no município, além de apresentar relevante atuação nas áreas da ciência, arte, literatura ou cultura.

As inscrições estarão abertas até o dia 15 de outubro de 2025 e devem ser realizadas por e-mail, enviando documentação como requerimento, biografia, cópia de identidade, comprovante de residência e declaração de adesão ao Regimento Interno e ao Estatuto da Academia.

Lembrando-se que a seleção será realizada em duas etapas: 1) análise documental e 2) votação entre os membros da ALCAP. O resultado será divulgado após a apuração dos votos e a posse dos novos acadêmicos ocorrerá no prazo de até três meses após a comunicação oficial do resultado da eleição, em sessão solene.

A Presidente da ALCAP reforça que este é um momento histórico para a instituição, pois: “Estamos abrindo espaço para que mais vozes se somem à defesa e valorização da cultura de Peri-Mirim e da Baixada Maranhense. É uma oportunidade de fortalecer a nossa memória, identidade e produção literária e artística”.

Mais informações poderão ser obtidas pelo e-mail oficial da Academia: academiaperimiriense@gmail.com

Oficina de Elaboração de Projetos Culturais será realizada em Peri-Mirim

No próximo dia 03 de outubro de 2025, às 10h, acontecerá uma Oficina de Elaboração de Projetos Culturais, voltada para artistas, fazedores de cultura e agentes culturais de Peri-Mirim. O encontro será realizado de forma online, via Google Meet, limitado a 40 (quarenta) vagas, e tem como objetivo capacitar os participantes na criação, organização e redação de projetos, oferecendo ferramentas práticas para que possam transformar suas ideias em propostas bem estruturadas, aptas a concorrer em editais, leis de incentivo e políticas públicas de cultura.

A oficina é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do projeto de extensão NAPROCULT (Núcleo de Apoio a Projetos Culturais), e a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), instituição que vem desenvolvendo diversas ações de valorização da cultura popular em Peri-Mirim.

A iniciativa busca fortalecer a atuação cultural no município, proporcionando conhecimentos que auxiliem na captação de recursos, no planejamento de ações e na valorização da produção artística e cultural local.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do link:

Clique aqui para se inscrever: https://forms.gle/t8EZhUSM2RWYFBQm8

ALCAP entrega comunicados aos familiares dos patronos das cadeiras 30 a 40

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) realizou a entrega oficial dos comunicados aos familiares dos novos patronos eleitos para ocupar as cadeiras de número 30 a 40 da instituição. A ação representa um marco na preservação da memória e da identidade cultural do município de Peri-Mirim, além de ser um gesto de reconhecimento público àqueles que deixaram um legado de contribuição à sociedade perimiriense.

Os patronos eleitos são:

Cadeira 30: Carmem Martins

Cadeira 31: J. Campos

Cadeira 32: Dedeco Mendes

Cadeira 33: Dona Morena

Cadeira 34: Sipreto

Cadeira 35: Madalena Corrêa

Cadeira 36: João Batista

Cadeira 37: Lobato Viana

Cadeira 38: Pe. Helder (MSC)

Cadeira 39: Raul Mendes

Cadeira 40: Floriano Mendes

Os comunicados foram entregues diretamente às famílias dos homenageados, em visitas realizadas por membros da ALCAP. Os momentos foram marcados por emoção, gratidão e partilha de memórias. Em cada entrega, reviveu-se a trajetória de vidas que contribuíram de maneira significativa com a história do município.

A cerimônia de posse dos patronos será realizada em breve, em data a ser anunciada pela Academia. Na ocasião, os novos patronos serão reverenciados publicamente em solenidade oficial.

Confira alguns registros da entrega dos comunicados:

SOLENIDADE DA SAUDADE DE MARIA ISABEL MARTINS VELOSO

No dia 24 de maio de 2025, às 16 horas e 30 minutos, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), a Família Martins e representantes da Igreja Matriz São Sebastião, promoverão a Solenidade da Saudade em homenagem à imortal da Academia, Maria Isabel Martins Veloso, nas dependências da referida igreja, localizada no Centro do município de Peri-Mirim/MA.

Isabel nasceu da união de Antonio Raimundo Martins e Clotildes Azevedo Martins, no dia 18 de julho de 1927 no povoado de Feijoal, antigo Santa Severa, município de Peri-Mirim.

Sua trajetória de vida é cheia de eventos marcantes, foi professora no povoado Buragical, na “Escola Djalma Brito”, no período de julho de 1950 a maio de 1951, quando foi transferida para a “Escola José Antonio Marques”, no Feijoal. Na época, o então prefeito de Peri-Mirim, Sr. Agripino Marques, lançou um concurso, que previa que: quem fosse aprovado em primeiro lugar seria professor no “Grupo Escolar Carneiro de Freitas”. Maria Isabel foi aprovada em primeiro lugar e assumiu a tão sonhada vaga na Escola.

Apesar do emprego estável, em 1956, Isabel muda-se para a capital maranhense para dar prosseguimento aos seus estudos, tendo trabalhado como comerciária durante alguns anos no escritório da Movelaria Loja das Noivas na Rua Grande, Centro de São Luís.

Casou-se em 1960, na Igreja de São Pantaleão com Francisco Eleutério Veloso (já falecido), união que durou 49 anos. Veloso também nasceu na região da Baixada, na cidade de Bequimão. Tiveram quatro filhos: Maria da Graça Veloso Melo; Antonio José Martins Veloso; Maria Stela Martins Veloso e Kátia Maria Martins Veloso.

No final da década de 1990, Isabel lançou seu livro de memórias denominado Minha Vida, um Destino, contemplando seus leitores com belas reminiscências sobre a família Martins e outros fatos marcantes de sua história. Em 15 de dezembro de 2018 foi empossada na Cadeira nº 01 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Na solenidade, foi homenageada por todos e proferiu um belo discurso.

Infelizmente, no dia 9 de janeiro de 2025 recebemos a fatídica notícia que o cérebro da confreira Isabel parou!  No entanto, a sua memória está eternizada e sua vida e obra reverberarão em nossos corações e estenderão por muitas gerações.

ALCAP elege Patronos das Cadeiras em Assembleia Geral

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) realizou, no dia 21 de abril de 2025 (segunda-feira), uma Assembleia Geral Ordinária, na modalidade híbrida (presencial e on line) marcada por um importante avanço na consolidação de sua identidade institucional. Durante a reunião, foram eleitos os patronos das 11 cadeiras que ainda estavam sem definição na estrutura acadêmica da entidade.

Cada patrono eleito representa uma personalidade de destaque com relevante contribuição para a cultura, história, literatura, ciência, arte ou política do município de Peri-Mirim. A escolha desses nomes reforça o compromisso da ALCAP com a preservação da memória local e com a valorização daqueles que ajudaram a construir o legado do município.

Confira os patronos eleitos para as cadeiras preenchidas na assembleia:

CADEIRA 30Carmem Martins
CADEIRA 31José de Jesus Pereira Campos (J. Campos)
CADEIRA 32 – Adelar José Álvares Mendes (Dedeco)
CADEIRA 33 – Raimundo Martins Nunes (Sipreto)
CADEIRA 34 – Maria de Jesus Castro Martins (Dona Morena)
CADEIRA 35 – Maria Madalena Nunes Corrêa
CADEIRA 36 – Raul Pinheiro Mendes
CADEIRA 37 – João Batista Pinheiro Martins
CADEIRA 38 – Fernando Ribamar Lobato Viana

CADEIRA 39Pe. João Helder
CADEIRA 40Floriano Pereira Mendes

Com essa definição, a ALCAP completa a estrutura de suas 40 cadeiras acadêmicas, todas agora oficialmente vinculadas a um patrono que representa a riqueza da história e da cultura perimiriense.

A entidade reafirma, com esse marco, seu compromisso com a valorização da memória, da produção intelectual e das tradições que moldam a identidade de Peri-Mirim.

ANIVERSÁRIO DE PERI-MIRIM

Por Francisco Viegas Paz

Hoje, Peri-Mirim está completando 106 anos de emancipação política. É mais uma data que tem a marca registrada da Lei nº 850 de 31 de março de 1919, assinada pelo então presidente do Estado do Maranhão, Raul da Cunha Machado.

A inauguração do Município de Macapá se deu em 07 de agosto de 1919, com muita festa. Afinal a sua independência era motivo de alegria, propagada pelos estampidos do foguetório e os mais calorosos discursos dos senhores: Urbano Santos, Coronel Brício de Araújo, Raul da Cunha Machado, Coronel Carneiro de Freitas, Carlos Reis, etc.

Macapá teve o nome substituído para Peri-Mirim, por meio do Decreto-Lei 820 de 30 de dezembro de 1943, assinado pelo Governador Paulo Martins de Souza Ramos. E o motivo da substituição do nome de Macapá para Peri-Mirim, está contido nas páginas 25 a 30 do livro Peri-Mirim, Cem Anos de Emancipação deste autor.

A população ficaria muito grata à Administração, se, em cada aniversário fosse inaugurada uma obra para o enaltecimento do Município.

Peri-Mirim, 31 de março de 2025.

ALCAP promoverá eleição de patronos que representarão a ciência, cultura e a história de Peri-Mirim

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) realizará, no dia 21 de abril de 2025, a eleição dos patronos para preenchimento de 11 (onze) cadeiras vagas na instituição. O processo ocorrerá em sessão secreta, garantindo transparência e legitimidade à escolha dos homenageados.

Os patronos serão escolhidos entre pessoas já falecidas, com base em critérios que consideram a relevância histórica, cultural e social de cada personalidade para Peri-Mirim. Para ser indicado, o patrono deve ter tido contribuição significativa para a literatura, ciência, arte, educação, cultura ou desenvolvimento econômico da cidade. A iniciativa visa preservar a memória desses personagens e fortalecer a identidade cultural local.

A lista de nomes aptos à eleição conta com 19 personalidades, entre escritores, políticos, educadores, religiosos, artistas e figuras que marcaram a trajetória da cidade. As biografias dos indicados estão no site da Academia, basta clicar no nome para acessar as respectivas biografias. Os indicados são:

01 Afonso Pereira Lopes
02 Adelar José Álvares Mendes (Dedeco)
03 Carlos Antônio Almeida
04 Carmem Martins (Mamãe Carmem)
05 Fernando Ribamar Lobato Viana
06 Floriano Pereira Mendes
07 Jaime Lima Campos
08 João Batista Pinheiro Martins
09 José de Jesus Pereira Campos (J. Campos)
10 José do Carmo França
11 Luiz Gonzaga Campos (Luiz Bode)
12 Maria de Jesus Castro Martins (Dona Morena)
13 Maria Madalena Nunes Corrêa
14 Nelsolino Silva
15 Manoel Lopes (Nhozinho Lopes)
16 Pe. João Helder
17 Raul Pinheiro Mendes
18 Raimundo Martins Nunes (Sipreto)
19 Zaira Miranda Ferreira

A presidente da ALCAP, Jessythannya Carvalho Santos, reforça a importância do momento, afirmando que:

A eleição dos patronos é uma forma de celebrar aqueles que ajudaram a construir a nossa identidade cultural. Com essa iniciativa, a ALCAP reafirma seu compromisso em valorizar a história e as raízes do povo perimiriense.

A Academia convida toda a comunidade a acompanhar esse importante marco na preservação da memória local.

PRESIDENTE VARGAS

Getúlio Vargas (1882-1954) foi presidente do Brasil durante 19 anos. Foi o primeiro ditador do país, e mais tarde presidente eleito pelo voto popular. Permaneceu no poder entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, ano em que se suicidou.

A “Era Vargas” foi marcada pelo regime ditatorial do Estado Novo e ao mesmo tempo, pela criação de importantes leis trabalhistas, entre eles, o salário mínimo, a carteira de trabalho e as férias anuais remuneradas. Foi popularmente chamado de “pai dos pobres”.

Horas antes de seu suicídio, em 24 agosto de 1954, Getúlio redigiu uma carta aos brasileiros, quando escreveu: “Serenamente, dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.
Getúlio Dornelles Vargas nasceu na cidade de São Borja, Rio Grande do Sul, no dia 19 de abril de 1883. Foi criado em uma família de tradição na política local, era filho de Cândida Dornelas Vargas e de Manoel do Nascimento Vargas, chefe castilhista, e proprietário de fazenda de gado.

Getúlio iniciou seus estudos em sua cidade natal, mas depois foi levado para estudar em Ouro Preto, Minas Gerais. Em 1898 ingressou no 6º. Batalhão de Infantaria de São Borja e um ano depois foi promovido a sargento. Em 1900 entrou para a Escola Preparatória e de Tática de Rio Pardo. Em seguida ingressou no 25.º Batalhão de Infantaria de Porto Alegre.

Em 1904, Getúlio Vargas ingressou na Faculdade de Direito, em Porto Alegre. Ajudou a fundar o “Bloco Acadêmico Castilhista”, que propagava as ideias de Júlio de Castilho, graduando-se em 1907. Em seguida, foi nomeado para o cargo de segundo promotor público no tribunal de Porto Alegre, mas logo voltou para São Borja, onde passou a advogar.

Em 1909, Getúlio Vargas foi eleito deputado estadual, sendo reeleito em 1913. Rompeu com o governador Borges de Medeiros, renunciou ao cargo e retornou para São Borja. Em 1917 reconciliou-se com o governador e elegeu-se novamente deputado estadual, tornando-se líder da maioria. Cinco anos depois, elegeu-se deputado federal e líder da bancada gaúcha na Câmara.

Em 1926 foi nomeado Ministro da Fazenda pelo presidente Washington Luís. No entanto, em 1927 deixou o cargo para se candidatar ao governo do Estado do Rio Grande do Sul pelo Partido Republicano. Vencedor do pleito, Vargas tomou posse em 1928 e formou um governo de coalizão com todas as forças políticas do Estado.
Em 1929, Getúlio concorreu à presidência com apoio da Aliança Liberal (AL), que reunia diversos partidos de oposição a Washington Luís. O paraibano João Pessoa, era o candidato a vice-presidente. No entanto, as urnas deram a vitória a Júlio Prestes, que tinha o suporte da oligarquia paulista e do presidente.

Inconformados com o resultado nacional da eleição, os partidários da (AL) revoltaram-se, alegando que houve fraude nas apurações. No dia 26 de julho de 1930, no Recife, João Pessoa foi assassinado. O crime foi atribuído ao governo federal, o que precipitou a luta armada em Minas, Rio Grande do Sul e boa parte do Nordeste.
O Governo Provisório de Getúlio Vargas não foi um período pacífico. Em 1932 um movimento liderado pela oposição paulista desencadeou a “Revolução Constitucionalista”, que, entre outros objetivos, reivindicava a realização de eleições presidenciais.
Com a posse de Getúlio iniciou-se um período de permanente crise política e institucional marcado por conflitos entre as forças tradicionais, representadas pelo Congresso, e o poder executivo. Nesse período Getúlio criou a previdência social e os institutos de aposentadoria e pensão.

Em 1935 houve uma tentativa de golpe por parte dos comunistas, a chamada “Intentona Comunista”, liderada por Luís Carlos Prestes, mas foi esmagada e posta na ilegalidade por Vargas. A Intentona resultou em prisões em massa, bem como a tortura e morte de muitos participantes da revolta.

Depois de três anos de conturbado mandato, o cenário se agravou com a pressão exercida por movimentos de conteúdo ideológico, como a “Ação Integralista Brasileira”, de orientação fascista, e a “Aliança Nacional Libertadora”, de caráter esquerdista.
Logo depois do golpe, Getúlio começou a estabelecer as bases do novo regime, que se tornou conhecido como “Estado Novo”. Em 3 de dezembro, foram dissolvidos todos os partidos políticos, e qualquer manifestação contrária ao governo foi reprimida. A ditadura de Vargas se tornou uma realidade.

No final de 1939, Vargas criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que tinha como função a censura e o “culto à sua personalidade”. Com o Plano Cohen – documento que simulava uma revolução comunista, começou uma perseguição violenta contra sindicatos e potenciais candidatos da oposição.

Getúlio Vargas adotou medidas econômicas nacionalistas, como a criação do Conselho Nacional do Petróleo e da Companhia Siderúrgica Nacional. Iniciou a construção do complexo siderúrgico de Volta Redonda e instalou o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). Reforçou as medidas em benefício do trabalhador criando o salário mínimo e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Foi em 1939 que a Alemanha iniciou uma ofensiva contra diversos países dando início aos conflitos que desencadearam na Segunda Guerra Mundial, da qual o Brasil só entraria de fato quase três anos depois.

Com um estilo autoritário, Vargas era mais próximo ao fascismo dos países do Eixo do que da veia democrática dos países Aliados. A Alemanha já havia dado uma bela ajuda à política de Vargas na caça aos comunistas, mas era preciso manter as relações com os Estados Unidos com o objetivo de obter apoio financeiro para projetos ambiciosos e caros como a modernização das forças armadas, especialmente da Marinha.

No dia 15 de agosto de 1942, o vapor Beapendi, com 306 pessoas a bordo e mais os tripulantes, foi torpedeado pelo submarino alemão U-507 na costa de Sergipe matando 270 passageiros e 55 membros da tripulação, foi apenas o primeiro, pois em menos de uma semana outras seis embarcações comerciais brasileiras foram afundadas pelos nazistas.

A população reagiu com passeatas por todo o país exigindo uma reação contra os ataques, porém Vargas só declarou guerra contra o Eixo em 22 de agosto de 1942.
Entretanto, a participação do Brasil no conflito manteve-se mais no campo estratégico, até 1944, quando mais de 25 mil militares da Força Expedicionária Brasileira desembarcaram na Itália para se juntarem às forças norte-americanas e retomarem as regiões do norte do país.

Passado o conflito, o Brasil conseguiu parte do financiamento que desejava, mas pressões internas e externas pela democratização do país enfraqueceu Getúlio Vargas. O presidente iniciou a organização das eleições, mas no dia 29 de outubro de 1945 foi deposto, sem luta, pelos militares. Era o fim do Estado Novo.

Em seu lugar assumiu provisoriamente o presidente do Supremo, José Linhares, até que as urnas deram a vitória ao general Eurico Gaspar Dutra.
Em 1946 Getúlio Vargas foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul. Cinco anos após ser derrubado do poder, foi eleito com 48,7% para presidente do Brasil, nas eleições de 1950 pelo Partido Trabalhista Brasileiro. Sua volta ao poder significou a retomada da política populista.

Os sindicatos recuperaram sua autonomia. A industrialização foi favorecida por uma política protecionista que dificultava as importações de bens de consumo. Foi criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, em 1951. Em 1953 foi criada a Petrobras, instituindo o monopólio estatal na exploração e refino de petróleo no Brasil.

Vargas deu continuidade à sua política de procurar apoio nas massas trabalhadoras. A nomeação de João Goulart para o Ministério do Trabalho causou desconfiança nos círculos militares, políticos e empresariais. Em 1954, o ministro decretou aumento de 100% da salário mínimo, o que assustou alguns setores da sociedade comprometidos com o capital estrangeiro.

O governo entrou em choque com os Estados Unidos, ao recusar-se a mandar tropas para lutar na Coreia contra o governo comunista daquele país. Em represália, o governo americano rompeu o acordo sobre empréstimos ao Brasil e procurou desestabilizar os preços do café no mercado internacional.
Apesar do apoio das classes populares, uma campanha contra Getúlio ganhou força diante das dificuldades econômicas que o governo enfrentava, e também com as denúncias de corrução na administração federal.

Vargas foi acusado de pretender instalar no Brasil uma república sindicalista igual a que Juan Domingo Perón havia instalado na Argentina. A situação se agravou com o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, dono do jornal Tribuna da Imprensa e inimigo de Vargas, no dia 5 de agosto de 1954. O atentado ficou conhecido como o “Crime da Rua Toneleros”. As investigações descobriram que a guarda pessoal do presidente estava envolvida.

No dia 23 de agosto de 1954, depois de muita pressão, Getúlio recebeu um ultimato do ministro da guerra exigindo seu afastamento. Isolado politicamente, Getúlio redigiu uma carta testamento de natureza fundamentalmente política, e se suicidou com um tiro no coração. Dizia um trecho da carta: “Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte”.

Getúlio Varga se suicidou no Rio de Janeiro, dentro do Palácio do Catete, no dia 24 de agosto de 1954. Getúlio Vargas foi casado com Darci Vargas, filha de tradicional família de São Borja, com quem teve cinco filhos: Alzira, Manuel Sarmento, Lutero, Jandira e Getúlio Vargas Filho.

Rio Branco

Barão do Rio Branco (1845-1912) foi diplomata, advogado, historiador e político brasileiro. Foi Ministro das Relações Exteriores durante o governo de quatro presidentes. Foi o segundo ocupante da Cadeira nº. 34 da Academia Brasileira de Letras.
Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Júnior) nasceu no Rio de Janeiro no dia 20 de abril de 1845. Era filho de José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, e de Dona Teresa. Em 1855 ingressou no Colégio Pedro II. Suas melhores notas foram sempre em História e Literatura. Em 1862 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1866 foi para o Recife onde terminou o curso de Direito e trabalhou em pesquisas históricas.
Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Júnior) nasceu no Rio de Janeiro no dia 20 de abril de 1845. Era filho de José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, e de Dona Teresa. Em 1855 ingressou no Colégio Pedro II. Suas melhores notas foram sempre em História e Literatura. Em 1862 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1866 foi para o Recife onde terminou o curso de Direito e trabalhou em pesquisas históricas.
Em 1876, depois de várias tentativas, finalmente José Maria foi nomeado cônsul geral do Brasil em Liverpool e iniciou sua carreira diplomática. Passava os finais de semana em Paris, onde estavam sua mulher, a atriz belga Marie Stevens e seus cinco filhos. Acabou morando em Paris durante 25 anos.
Em 1884, passou a integrar o conselho privado do Imperador, de quem recebeu, em 1888, o título de Barão do Rio Branco. Logo depois da Proclamação da República do Brasil, ele substituiu o conselheiro Antônio Prado na superintendência da emigração para o Brasil, cargo que exerceu até 1893. No dia 1 de outubro de 1898, o Barão do Rio Branco foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sendo o segundo ocupante da Cadeira nº. 34.
O Barão do Rio Branco empreendeu diversas negociações com outros países cujas fronteiras com o Brasil suscitavam de soluções. Os tratados que assinou com a Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Uruguai, Argentina e Guiana Holandesa definiram os contornos do território brasileiro.
Em 1902, o Barão do Rio Branco foi convidado pelo presidente Rodrigues Alves, para assumir a pasta de Relações Exteriores. Logo no início, se defrontou com a questão do Acre. Em 1903, negociou com a Bolívia a assinatura do Tratado de Petrópolis, que incorporou o Acre ao Brasil. Para Homenageá-lo, a capital do estado recebeu o seu nome (Rio Branco). O Barão do Rio Branco permaneceu nessa função durante o mandato de 4 presidentes: Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca.

O Barão do Rio Branco, sofrendo de problemas renais, faleceu no dia 10 de fevereiro de 1912, na cidade do Rio de Janeiro.

Obras do Barão do Rio Branco:
1. Episódios da Guerra do Prata
2. Memórias Brasileiras
3. A História Militar do Brasil
4. Efemérides Brasileiras