OS PATRONOS DA ALCAP

Por Diêgo Nunes Boaes

Agora irei iniciar,
falando aqui minha gente
de pessoas que fizeram história
e ficarão na memória, eternamente.

 

Tem a professora Naisa
Que foi prefeita, professora e mulher de garra
E por nossa educação, dedicou-se e
Sempre lutou na marra

Foi uma mulher além do seu tempo

Competente sem forçar a barra

 

Conheci um senhor modesto
de cartório foi escrivão
Olegário Martins é o seu nome
que sempre ajudou a população.

 

Temos também

O senhor João Botão,
O hino de Peri-Mirim criou,

Com esforço e dedicação
Temos o Edmilson que na saúde e no esporte

Fazia tudo com determinação

 

Em melodia vou me expressar
Contando a história de um músico de aptidão
Me refiro ao amigo de todos
O senhor Rafael Botão

 

Os políticos competentes
Vou mencionar aqui então
Carneiro de Freitas
Agripino Marques e
Raimundo João
Trabalharam sempre em prol
Da nossa querida população

 

E o jogador Jacinto Pinto?
foi um simples carpinteiro
do bum-meu-boi
como José Santos
se tornou herdeiro

 

Um médico ousado
que era muito inteligente
Vou falar de doutor Sebastião Pinheiro
Que ajudou muita gente.

 

Tem ainda uma professora
que fez história sim
foi a famosa Cecília Botão
Que abrilhantou Peri-Mirim

 

Além dela temos Helena, Nazaré e Jarinila
Mulheres de fibra e muito admiradas

mulheres fortes e de atitude

Inteligentes e compromissadas

Foram por todos

sempre muito respeitadas

 

Professores renomados
que fizeram muita história
Alexandre Botão e João Furtado
Que até hoje estão em nossa memória

Deixaram um grande legado

Peri Mirim a fora

 

Pessoas ilustres
Que foram líderes de comunidade
Secundino Pereira
Julia SilvaJoão de Deus
Deixaram grande saudade
Temos ainda
Isabel Nunes
Tetê Braga
José Silva
Uma verdadeira irmandade.

 

Quando se trata de fé
Não podemos estes deixar de falar
Venceslau Pereira
Furtuoso Corrêa
Temos que citar
E a história de vida de Maria Sodré
e Raimunda França mencionar.

 

Estes foram os patronos
Que a ALCAP sim tem
Onde nossa Peri-Mirim
Da vasta memória vai além

Trazendo e fazendo história

Para contar! Amém?

 

Violência doméstica, uma herança patriarcal

Por Eni Amorim

Vamos chamá-la de Valentina, ela era uma menina, sonhadora, alegre, cheia de vida, gostava de sorrir, cantar dançar, de ser feliz.

Nasceu em uma comunidade do interior a onde a vida era bastante difícil devido a pobreza extrema naquele dado momento histórico.

Valentina era semiletrada, só aprendeu a escrever o nome estudando na casa do professor como era costume da época.

Começou a trabalhar muito cedo, desde criança na agricultura (trabalhos na roça), tecia redes de fio têxtil e fazia serviços domésticos em casa de famílias.

Ainda adolescente, no auge dos seus doze anos fugiu de casa com um rapaz de nome Bernardo, dez anos mais velho que a iludiu com falsas promessas de uma vida melhor.

Perdeu sua virgindade em um processo muito violento e doloroso, na verdade um verdadeiro estupro que a deixou cheia de culpas. Logo em seguida, foi abandonada pelo rapaz.

Ela se sentiu totalmente violentada e naquela época uma jovem perder a virgindade era inaceitável pela família e pela sociedade e ela teve que sobreviver com esse estigma na alma.

Sua mãe ainda tentou dar queixa do dito cujo que a violentou, mas a justiça o protegeu como sempre fez com o “macho” nessa herança patriarcal de dominação de poder.

Diante da nova realidade e da dureza da vida teve que se prostituir para ajudar a família. Ganhava mimos, joias e falsas promessas dos seus amantes que na maioria eram homens casados.

Manteve um relacionamento com Carlos Garcia com o qual teve dois filhos.

Bem mais tarde quis o destino que ela se reencontrasse com o seu violador, Bernardo com o qual teve um relacionamento estável que durou quarenta e cinco anos, com o qual teve onze filhos.

Valentina teve que trabalhar muito para criar seus treze filhos naquele período de muitas dificuldades, fez muitos serões noite à dentro trabalhando em casa de famílias. A pobreza era tanta, teve que desmanchar suas roupas para fazer roupas para os filhos. Contou que , chegaram a passar fome várias vezes e que trabalhava em troca de comida para os filhos.

Muitas vezes quando não tinham comida, pegavam banana quase madura, cortavam em tirinhas, mergulhavam em água de sal, colocavam em espetos, assavam e comiam. Muitas vezes comiam peixe seco com angu de farinha, chibé ou dividiam um ovo para dois filhos, outras vezes iam dormir a barriga roncando de fome e o desejo de no outro dia ser diferente.

O Bernardo por sua vez gastava o pouco que tinha com prostitutas e com bebida, gostava de se sentir boêmio. Bernardo era extremamente ignorante, ela sofria todos os tipos de violência doméstica de seu companheiro, violência psicológica, moral, lhe dava amantes e chegou a lhe bater varias vezes de relho, de pau, de corda. Até tentou lhe matar por algumas vezes, em uma dessas vezes um de seus filhos a salvou e foi então que resolveu separar-se do seu companheiro antes que o pior acontecesse.

Valentina sofria sua dor pensando no futuro dos seus filhos que segundo ela são o seu maior tesouro e o seu amparo agora que a velhice chegara trazendo suas limitações.

Nesse cenário nada fictício, podemos dizer que Valentina, além de vítima é também sobrevivente pois é alguém que conseguiu romper o ciclo da violência, alguém que saiu ou sobreviveu, que superou de alguma forma a brutalidade da violência doméstica em todas as suas formas. “Afinal, não tem como ignorar que o Brasil é o quinto país em número de feminicídios no mundo.”

N.A. Conto baseado em fatos reais. O nome dos atores são fictícios para preservar a identidade das pessoas.

POEMA À IRMÃ SUZANA

Por Nasaré Silva

(Poema produzido em agosto de 1991 e revisado em fevereiro de 2023).

 

Peço à Musa Divina

Com seu olhar de menina

Para que venha me inspirar

Sendo em verso ou em prosa

Narre a história ditosa

Daquela que viveu para amar.

 

Vou falar de Ir. Suzana

De maneira soberana

Destinou a vida a ensinar

Vivendo de forma mansa

Ao sonhar sempre se alcança

E o caminho é estudar.

 

Lembro quando a conheci

Sua forma de vestir

Atenção me veio chamar

O seu hábito era branco

E o seu sorriso franco

Tinha vindo para ensinar.

 

Ensinar com maestria

Enfermagem, sociologia

Só pensava em educar.

Com o seu jeito didático

E o seu sorriso simpático

Jamais usou o verbo dar.

 

“Quem doa não compartilha”

Já nos diz esta cartilha

Que ela veio lecionar.

Ir. Suzana fiel

Aos preceitos do céu

Ensinou o verbo amar.

 

Quem não aprendeu a lição

Não aflija o coração

Pois ela veio para ficar

Se sente tão nordestina

Só deve ser mesmo sina

Quis no Maranhão habitar.

 

Sei que de longe vieste

Do Sul ou do Sudeste?

Ao certo não sei falar.

Sei que és missionária

Religiosa, revolucionária

Veio para nos capacitar

 

Meditando, uma imagem veio

Foi que no Cine Passeio

Agora posso falar.

A senhora me levou

E com carinho mostrou

O cinema à beira-mar

 

Quantos belos, bons momentos!

Conheci os monumentos

Que apenas ouvia falar.

A senhora é tão louvável!

Conheci o memorável

E hoje eu posso falar

 

Quando a ler ilusão

A senhora com a mão

Mostrou-me o que é literar.

Nunca mais li baboseira

Literatura de primeira

A senhora veio mostrar.

 

A primeira bicicleta

Eu tinha trinta, não era atleta

Mesmo assim pude comprar.

Com o incentivo seu

O poder que Deus me deu

Ir. Suzana a orientar.

 

Enfim, passaria a vida

Relembrando embevecida

Tudo quanto a desfrutar

Os seus sábios conselhos

Refletindo como espelho

Hoje, triste por não escutar.

 

Ir. Judite Fagundes

Eis o seu nome amiúde

Que o seu pai veio lhe dar,

No tempo do nascimento

Quando entrou no convento

Para Suzana veio mudar.

 

Ir. Suzana querida

Com o sopro da vida

Viveu a se afeiçoar.

Destemida e valente

Leva a vida sorridente

Quando pensa em chorar.

 

Defensora de oprimidos

Das crianças; desnutridos.

Os que estão a chorar.

Defende com unhas e dentes

Os mais fracos; os doentes.

Os que vivem a soluçar

 

Cuida bem da natureza

Mesmo quando a avareza

A mata vem derrubar.

Ela, incansavelmente

Denuncia bravamente

E jamais se fez calar.

 

Quando vê uma criança

Aproxima-se toda mansa

A sua mão vem pegar.

Acaricia e afaga

O seu sonho não apaga

E uma canção vem cantar.

 

Oh, querida Ir. Suzana

Parece até Sant’Ana

Quando se põe a rezar.

Tão fervorosamente agradece

Pedindo em forma de prece

Para amigos, abençoar.

 

Minha amadíssima Judite

Por mim sei que és pedinte

Para Deus sempre guardar.

Confesso neste momento

Que eu só sinto acalento

Por Cristo, sua prece escutar.

 

Passaste a vida inteira

Assim como a videira

Quando a frutificar,

Levando aos quatro cantos

Às margens, aos recantos,

O verdadeiro sentido de “amar”.

 

Amando sem distinção

Entregando o coração

E sem jamais vacilar,

Fazendo bem aos pequenos

Com os defeitos terrenos

Sua missão é acreditar.

 

Acreditar é o seu forte

O seu carinho é suporte

Dos que vivem a mendigar.

Um sorriso pequenino

A senhora é sempre o ninho

Para os que nada têm a dar.

 

Nem a dar, nem receber,

Pois a vida é padecer

Já cansaram de esperar.

Ir. Suzana encoraja

Não esmoreça, reaja,

Tudo há de passar.

 

Deus é o maior tesouro

Que nem a peso de ouro

O homem pode comprar.

Tudo sente; tudo ver.

O seu filho a sofrer,

Logo Ele vai ajudar.

 

E vai levando a vida

Pois tem fé e acredita

Que tudo pode mudar.

Aconselha, reconforta.

Mostra a abertura da porta

Onde devemos passar.

 

Quando a andar distraída,

Meditando sobre a vida

Até assim está a ensinar.

Com seu passo vagaroso

E seu sorriso amoroso

Olha por nós a rezar.

 

E eu, particularmente,

Por tantas vezes descrente,

Chega para me iluminar

Mostra-me outro caminho

Corra, siga o destino.

Já é hora de mudar.

 

Agora chegou a vez

De pedir com sensatez

A Deus para lhe guiar.

Entre prece e oração

Peço ao pai da criação

Para nunca lhe abandonar.

 

Que seja sempre forte

Na corrida pela sorte

Sem jamais desanimar.

Quando se fecha uma porta

É aí que Deus conforta

Sem jamais deixar de amar.

 

Agora neste momento

Como se a brisa, o vento.

Aqui viesse soprar

Venho em forma de verso

Tendo crença no universo

Que Deus vai curar.

 

Toda homenagem é pouca

E tudo que sai da boca

Por certo não vai bastar.

Ir. Judite é alegria

De quem não tem fantasia

Como a mim, pode acreditar.

 

Poderia passar um ano

Como a olhar um pano

Belo, a vislumbrar.

Recitando poemas,

Brincando de teoremas

Para lhe homenagear.

 

Mas a hora já se adianta

E o tempo já suplanta

É hora de terminar.

O que aqui escrevi

São versos, não medi.

Por certo não sei contar.

 

Sei que são verdadeiros,

Num instante derradeiro

Humilde, vou recitar.

Sei que além, muito além.

Como és humilde também

Com certeza, vai lhe agradar.

 

De tão poucas amizades

Que na vida construir

Falo com sinceridade

A nossa não sei medir.

Sei que é verdadeira

Que só eu posso sentir.

Que não sirva de brincadeira

Aos que aqui estão a ouvir.

Acredite é muito forte

Que o grande Pai nos conforte,

É hora de despedir.

 

O porquê deste poema:

Por ocasião da despedida de Judite Fagundes de Moraes (Ir. Suzana) do povo desta cidade, pois voltaria para sua terra natal, Bauru, São Paulo.

Ir, Suzana foi a pessoa que mais ensinou-me sobre como deveria lutar para vencer na vida. Ela não acreditava na palavra “desistência”, só na frase: “siga em frente, você pode”.

 

“Voe como as águias”, ela dizia.

“Diga não aos maus-tratos, aos abusos, aos assédios. Você pode tudo, basta voltar a estudar”.

Foi difícil chegar até aqui, mas aprendi com ela, em jamais desistir.

ELÍSIA COQUEIRO DA SILVA

Por Alda Ribeiro Corrêa

A gratidão é uma das virtudes mais nobres do ser humano.

Quem ama a Deus precisa ser grato e agradecer constantemente, porque nós recebemos muito mais do que merecíamos. Somos livres e salvos graças a Jesus Cristo, e isso é um presente maravilhoso de Deus!

Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.
1 Tessalonicenses 5:18

ELÍSIA COQUEIRO DA SILVA nasceu no município de Santa Inês, no dia 12 de agosto de 1941, filha de: Divina Coqueiro e do senhor Aldenor Aranha, dos quatro irmãos (maternos) ela era a quarta, ou seja, a caçula. Por parte de pai teve outros irmãos, e um dos irmãos muito querido por ela é o senhor Aldenor Monte Palma Aranha.

Muito jovem, foi morar com seu pai e sua madrasta, em busca de melhores oportunidades de estudo. Mesmo com pouca idade, já tinha as devidas responsabilidades com os afazeres domésticos, sua marca registrada, trabalhar e trabalhar. Casou-se aos 25 anos com o senhor Dionísio e dessa união nasceu um filho por nome de José Coqueiro. Ficou viúva muito nova, por dois anos.

No ano de 1966, deu um passo muito importante em sua vida, que foi aceitar Jesus como salvador e Senhor da sua vida. Casou-se com o senhor Claudionor Gomes da Silva, em julho de 1966 e passou a residir no povoado Morros em Santa Inês.  Dessa união, nasceram 8 filhos: Israel, Claudionor Filho, Ismael, Samuel, Isabel Cristina, Ivelta, Otoniel e Elisete. Mudou-se para Peri-Mirim, em abril de 1976, assumindo, juntamente com seu marido, o campo missionário da Igreja Assembleia de Deus em Peri-Mirim.

Já morando em Peri-Mirim, enfrentou tempos difíceis, mas como sempre teve disposição para o trabalho, passou a fazer bolos, pastéis, cocadas… Para vender. Sempre foi incansável em seu trabalho missionário, e por essa razão tem vários filhos na Fé. Não mede esforços para contribuir com grande disposição. É dirigente do Círculo de Oração, é atuante na evangelização, fazendo o ide do senhor, é coordenadora dos congressos das mulheres (CONFADEP) e participante ativa dos congressos das mulheres de Deus no Maranhão (CEADEMA) que acontecem em outros municípios.

Passou a ser funcionária pública municipal no governo do então prefeito, João França Pereira, trabalhou no depósito de alimentação escolar e na primeira gestão de Geraldo Amorim, aposentou-se por tempo de serviço. Dos casamentos dos filhos tem genro e noras:  irmão Rildo, Doriley, Claudileia, Hildenê, Eliane.

Um acontecimento de grande tristeza, no dia 17 de dezembro de 2020, foi o falecimento do seu filho Israel Coqueiro da Silva aos 53 anos, deixando uma saudade imensa aos familiares, irmãos e amigos. Atualmente irmã Elísia e o pastor Claudionor têm 12 netos: Ingrindy, Andrea, Jesúa, Claudionor Neto, Lícia, Sara Sofia, Mateus, Júlia, Aghata, Igor, Joquebede, Ainoã.

Recentemente, a irmã Elísia enfrentou outra batalha, (19/12/2021), que foi se submeter a uma cirurgia de implante de prótese da valva aórtica, no estado de São Paulo. Para a honra e glória do Senhor Jesus, teve mais essa vitória dada por Deus, fazendo jus a sua imensa fé no criador.

Irmã Elísia:

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. (Números 6:24-26)

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. (Romanos 8:28).

A Academia Perimiriense faz divulgação do II Concurso Artístico e Literário “PRÊMIO ALCAP NAISA AMORIM” com o tema EDUCAÇÃO DE PERI-MIRIM: HISTÓRIA E EVOLUÇÃO

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), por meio da confreira Edna Jara Abreu (cadeira 25), apresentou o Projeto do II Concurso Artístico e Literário “PRÊMIO ALCAP NAISA AMORIM” com o tema: EDUCAÇÃO DE PERI-MIRIM: HISTÓRIA E EVOLUÇÃO no dia 30, 31 de janeiro e dia 02 de fevereiro, durante as reuniões de Formação Pedagógica da Escola Alda Regina CORRÊA – ARC; no Encontro Pedagógico da SEMED e na Jornada Pedagógica do Centro Educacional “Artur Teixeira de Carvalho”, respectivamente.

Tendo em vista o grande sucesso da primeira edição em 2019, em que o empenho e dedicação de alunos, professores e apreciação da sociedade superou as expectativas, por isso, a intenção é repetir as ações.

O projeto é destinado aos alunos do ensino fundamental e ensino médio, incluída a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), inseridos em escolas da rede municipal, estadual de ensino e particular, sediadas no município. Parceria já firmada com a Secretaria Municipal de Educação de Peri-Mirim e estende-se com o prazo máximo a participação de patrocinador(es) neste evento até 15 de março de 2023.

O objetivo do Projeto “PRÊMIO ALCAP NAISA AMORIM” visa incentivar o gosto pela leitura e pela escrita, dar visibilidade às produções artísticas, bem como provocar nos alunos a compreensão da importância do contexto histórico para a educação atual do município.

São categorias do concurso deste ano: Desenho (alunos participantes 1° ao 5° Ano); Poema (alunos participantes 6° ao 9° Ano), Crônica (alunos participantes 1° ao 3° Ano do Ensino Médio), neste ano, a ALCAP traz uma novidade: a Categoria Escola Criativa.

As inscrições já estão abertas e irão até o dia 15 de março. Local de entrega dos trabalhos na sua Escola. 

As inscrições serão feitas no site oresgate.net.br  ou no link abaixo:

Veja detalhes do Projeto:

Projeto II Prêmio ALCAP Naisa Amorim – 2023

João Batista Pinheiro Martins

Patrono da Cadeira nº 37 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). João Batista Pinheiro Martins nasceu no dia 7 de junho de 1953 no Povoado Ilha Grande Peri-Mirim/Maranhão. É o terceiro de um total de 10 (dez) filhos de Pedro Pinheiro Martins e Maria de Lourdes Pinheiro Martins. 

Era católico praticante de ensinamentos religiosos que aprendeu na convivência com seus pais desde criança.

Graduado em Geografia pela Universidade Estadual do Maranhão. Foi funcionário público no cargo de professor das redes estadual e municipal de ensino.

Possui relevantes trabalhos prestados em sua trajetória de vida, assumindo cargos de Vereador, Secretário Municipal de Educação de Peri-Mirim, Assessor Técnico da Secretaria de Educação do Município de Bequimão e Secretário da Câmara de Vereadores.

Dentre todos os cargos, era o de professor que mais se dedicava com amor e compromisso profissional, que durante a pandemia, no ensino à distância, sem grandes recursos para aulas pela internet, teve o zelo de mestre e educador – imprimia os trabalhos e atividades e os entregava aos seus alunos.

Foi político, filiado e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em Peri-Mirim.

Gostava de futebol, seu esporte e lazer preferido, tinha como time favorito o Clube de Regatas Flamengo.

Como ser humano não era perfeito, mas tinha inúmeras virtudes, entre as quais, a honestidade, a lealdade, a fraternidade e a justiça. Foi um portador da paz, um bom conselheiro e tinha um imenso amor pelo próximo, tudo isto foi presenciado na homenagem de reconhecimento prestada por seus parentes e amigos na passagem de seu cortejo pelas ruas de Peri-Mirim.

Cabe aos que ficaram, esposa, filhos, neto irmãos, alunos e amigos, a saudade que será eterna, mas ao mesmo tempo, a certeza de que ele foi recebido no abraço caloroso de seus pais e irmãos que também já partiram e acolhido por Deus e a Virgem Maria Santíssima, no futuro, serão, testemunhas vivas de seu caráter aqui na Terra.

Aquele que acredita na ressurreição, jamais morrerá, depois como disse o próprio Cristo: “Eu sou a ressurreição e a vida!!!”.

Batista faleceu em 11 de abril de 2021 em Fortaleza-CE, vítima da Covid-19. Está sepultado em Peri-Mirim, município que dedicou sua vida e deixou um grande legado na área da Educação.

Deixa esposa e 4 (quatro) filhos e seu neto amado, Vince, com quem compartilhava suas maiores alegrias.

Saudades eternas de sua esposa, filhos, neto, irmãos, primos, alunos e amigos.

Biografia disponibilizada pelos familiares.

Com o tema EDUCAÇÃO DE PERI-MIRIM: HISTÓRIA E EVOLUÇÃO, o projeto do II Prêmio ALCAP “Naisa Amorim” é assinado

Há alguns meses, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e a Secretaria de Educação do Município de Peri-Mirim (SEMED) vêm debatendo o formato do II Prêmio “Naisa Amorim”, que consiste em um concurso literário e artístico dirigido aos alunos das redes pública e particular de ensino e à administração das escolas. O tema do atual concurso é: Educação de Peri-Mirim: história e evolução.

No dia 29 de outubro, houve a assinatura do documento pela gestora do projeto Eni do Rosario Pereira Amorim, pela secretária da SEMED Zaine Ferreira e por Ana Creusa Martins dos Santos, presidente da ALCAP. Também se fizeram presentes ao ato: Ana Cléres Santos Ferreira, Diego Nunes, Ataniêta Martins, Raimundo Campêlo e José Maria Martins Santos.

A secretária da SEMED, Zaine Ferreira, demonstrou interesse em, dentro do tema escolhido, homenagear, in memoriam, os secretários de educação do município.

Neste sentido, a ALCAP comprometeu-se em disponibilizar no site O Resgate: de Peri-Mirim para o Mundo. as biografias dos saudosos secretários que serão homenageados. No momento, tem-se apenas a biografia de Keila Abreu Melo, faltando os dados bibliográfico de João Batista Martins, Nelsolino Silva e José do Carmo França.

As premiações do concurso serão em dinheiro, conforme definido no projeto. A SEMED demonstrou interesse em contribuir incialmente com R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais).

O tempo urge e o trabalho de divulgação do Prêmio já está em andamento, mas o lançamento do Edital para inscrição no concurso será efetuado somente no início do ano letivo de 2023 e a premiação será durante as homenagens do aniversário do município de Peri-Mirim, em 31 de março.

Todos saíram animados com a assinatura do projeto, mas preocupados com o exíguo tempo e a gama de trabalhos a realizar.

Ao final, a comitiva da ALCAP agradeceu a excelentíssima senhora secretária pelo apoio e dedicação, pedindo que a secretaria envolva os professores na construção de mais esse trabalho em prol do resgate dos valores educacionais do município, confira a íntegra do projeto.

II Prêmio Naisa Amorim 2022 assinado.

PLANTIO SOLIDÁRIO: Reunião com Igreja de Poço Dantas

Aos vinte e nove dias do mês de outubro do ano de 2022 reuniram-se na Igreja Assembleia de Deus na comunidade de Poço Dantas, Peri-Mirim, a presidente da ALCAP, Ana Creusa, o vice-presidente Diêgo Nunes e as gestoras dos projetos Plantio Solidário João de Deus Martins e Clube de Leitura João Garcia Furtado, Ana Cléres e Tatá Martins, juntamente com os jovens, adolescentes e senhoras que congregam na igreja.

Na oportunidade foi apresentado o projeto Plantio Solidário, durante a explanação observou-se a empolgação dos participantes em achar conveniente a instalação do projeto, com agradecimento por parte de uma das auxiliares da igreja, enaltecendo a iniciativa da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) em resgatar as plantas antigas, muitas delas ameaçadas de extinção, bem como incentivar a comunidade a plantar e cuidar das árvores.

Os membros da ALCAP analisaram a área, avaliando as possibilidades do plantio e as formas e época para plantar as árvores.

O ânimo por parte da comunidade, deixou os acadêmicos esperançosos pela parceria e felizes com a acolhida.

Após a reunião, a comitiva da ALCAP realizou visita a uma professora tradicional da comunidade, Teresinha Pereira Câmara, ela ficou alegre a nossa visita e o vice-presidente Diêgo Nunes ficou incumbido de retornar para fazer os relatos sobre a comunidade.

Também foi falado sobre o Concurso Prêmio Naisa Amorim e a participação dos alunos da escola da comunidade.

Academia Perimiriense: Reunião sobre a participação cultural no Festejo de São Sebastião

Ontem, 29/10/2022 às 9:15 na resistência de Raimundo Campêlo ocorreu uma reunião entre representantes da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e a coordenadora do Festejo de São Sebastião, senhorita Laeny Oliveira,  para definição de participação cultural da ALCAP nos festejos de São Sebastião 2023.

A presidente da Academia, Ana Creusa, fez a apresentação da equipe da ALCAP presente à reunião. Em seguida Laeny Oliveira explanou o desejo de uma participação da Academia com um projeto de resgate histórico na linha de tempo da história da Paróquia São Sebastião e do Padroeiro da cidade.

Lembrando-se que os festejos religiosos ultrapassam a si mesmos como unidades temporais para religar o visível e o invisível, àquilo que está dentro e fora de um tempo, sempre buscando estabelecer laços comunitários e identidade étnica e tradição dentro das mais variadas relações de poder existentes na comunidade. Servem como um momento de confraternização coletiva entre as famílias e a comunidade trazendo ao grupo unidade e os reunindo em torno de um ritual que reflete o modo como o grupo vê o ambiente no qual está inserido bem como seu modo de organizar e traçar as estratégias de permanência do grupo enquanto comunidade.

A ALCAP comprometeu-se a buscar alternativas para montar um local para exposição dos livros dos autores da terra, bem como levantar informações que contribuam para a montagem da linha do tempo da história da Paróquia. Ficou acordado que a Academia fará suas atividades de demonstração no dia 13 de janeiro de 2023.

Em seguida, foram apresentados um pequeno recorte dos projetos da ALCAP: Prêmio Naisa Amorim, Clube de Leitura João Garcia Furtado e do Projeto Solidário João Deus Martins por seus respectivos gestores: Eni Amorim, Tatá Martins e Ana Cléres.

Ficou definido que haverão outras reuniões para as implementações do proposto pela coordenação do Festejo.

Presentes: Ana Creusa Martins, Ana Cléres Santos, Eni Amorim, Nani Sebastiana, Diêgo Nunes, Tatá Martins, Raimundo Campêlo, Francisco Viegas, Laeny Oliveira, José Maria Martins (convidado).

Após a reunião, o anfitrião Raimundo Campêlo e seu esposa ofereceram um delicioso lanche aos presentes. Todos saíram animados e certos de que a participação nas atividades do festejo de São Sebastião será uma oportunidade de apresentar um trabalho de resgate dos dados históricos e culturais, do qual tem se ocupado a academia desde a sua fundação em 2018.

PLANTIO SOLIDÁRIO: Mudas que valem ouro

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) solicitou e recebeu 500 (quinhentas) mudas do Jardim Botânico da Vale S/A., para atender aos objetivos do Projeto Plantio Solidário, que tem como gestora Ana Cléres Santos Ferreira. As mudas recebidas são espécies que eram comum no município, mas a maioria está ameaçada de extinção, conforme lista abaixo:

1) Angelim

2) Aroeira Vermelha

3) Bacurizinho

4) Cupuaçu

5) Jenipapo

6) Ipê Rosa

7) Ipê Roxa

8) Janaúba

9) Juçara Precoce

10) Mamorana

11) Pitomba

12) Pau Preto

13) Saboneira