Maria do Carmo Pereira Pinheiro

 

Maria do Carmo Pereira Pinheiro nasceu no povoado Ponta de São João, em Peri-Mirim. Em 1980, mudou-se com seus pais para São Luís, onde morou até 2013, no bairro do Coroadinho. Em 1982, seus pais retornaram para a cidade de Peri-Mirim. Nessa época, Maria do Carmo permaneceu em São Luís, morando no bairro Santo Antônio, na casa de um engenheiro e sua esposa, o que possibilitou a continuidade de seus estudos.

Posteriormente, residiu em diferentes bairros da capital maranhense, como Vera Cruz e Vila Palmeira. Em seguida, morou com Maria Dilma Duarte Nunes, mãe do ex-deputado José Carlos
Nunes, período em que conseguiu avançar ainda mais em sua formação escolar.

Mais tarde, ao lado de sua irmã, arrendou um mercadinho pertencente à senhora Ana Mariêta de Brito Freire e a seu esposo George Humberto Martins Miranda. A partir desse momento, sua vida começou a se estabilizar, possibilitando ajudar seus pais e irmãos. Também foi proprietária de uma lanchonete, conquista que contribuiu para a realização do sonho da casa própria. Com o
avanço da idade de seus pais, retornou à sua cidade natal, onde passou a residir novamente.
Filiação e família
Pais: Benedito dos Santos Pinheiro e Francelisia Pereira Pinheiro
Irmãos: Gracimeire Pereira Pinheiro; Sebastião de Jesus Pereira Pinheiro (in memoriam); José Domingos Pereira Pinheiro; Ijailson Pereira Pinheiro; Maria Domingas Pereira Pinheiro; Neilson
dos Santos Pereira Pinheiro
Filha: Ana Sheilla Pinheiro Pimentel, fruto de seu relacionamento com Marcos Reis Pimentel
Formação acadêmica
Maria do Carmo percorreu diversos colégios durante sua trajetória escolar, em razão das mudanças constantes de bairro:
– 1a série – Escola São José (1981)
– 2a e 3a séries – Instituto Farina (1982-1983)
– 4a série – Unidade Integrada José Assub (1984)
– 5a série – Unidade Integrada Coronel Lara Ribas / SESI (1985)
– 6a e 7a séries – Colégio Luís Viana (1986-1987)
– 8a série – Colégio Arruda Martins (1989)
– Magistério – Colégio Castro Alves (1990-1992)
– Científico – Liceu Maranhense (1998-2000)
Ensino superior e especializações
– Tecnólogo em Gestão Empresarial – Uniceuma (2002-2004)
– Licenciatura em Pedagogia – Faculdade de Teologia Hokemãh (2015)

– Especialização em Informática na Educação – Instituto Federal do Maranhão (IFMA), campus
São Raimundo das Mangabeiras (2022-2024)
– Pós-graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica – (2021-2022)

Trajetória profissional

Ingressou no serviço público como agente administrativo, após aprovação em concurso. Entretanto, foi na área da educação que encontrou sua verdadeira vocação. Atuou como professora, educadora inclusiva e, atualmente, exerce a função de psicopedagoga, sempre dedicada à formação e ao desenvolvimento de crianças e jovens.

Vida política e social
Participa ativamente de projetos educativos, ornamentais e esportivos, voltados ao desenvolvimento social e cultural de sua cidade.

Vida religiosa
De fé católica, mantém-se aberta à vivência e à espiritualidade em outras igrejas cristãs.
Frase de vida: “Gratidão por cada capítulo da minha história.”

Maria Madalena Corrêa Melo

Maria Madalena Corrêa Melo é natural de Peri Mirim, Maranhão, onde nasceu e viveu até os 18 anos. Desde cedo demonstrou apreço pelas letras, pela ciência e pela valorização da identidade cultural de sua terra natal.

Farmacêutica e pesquisadora, graduou-se em Farmácia e atualmente é doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), com período de formação complementar na Universidade da Flórida (EUA), onde desenvolve estudos na área de farmacocinética e monitorização terapêutica em epilepsia.

Ao longo de sua trajetória acadêmica, tem se destacado pela produção científica e pela dedicação à integração entre ciência, educação e compromisso social. É autora de dez artigos científicos, doze capítulos de livros e possui mais de trinta participações em eventos científicos nacionais e internacionais. Seu trabalho é voltado à promoção do uso racional de medicamentos, ao fortalecimento da assistência farmacêutica e ao aprimoramento da prática clínica, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Em reconhecimento à relevância de suas contribuições, foi agraciada com o Prêmio 3M Mulheres na Ciência, concedido pela empresa 3M a pesquisadoras latino- americanas com atuação de destaque em suas áreas.

Em Peri Mirim, sua trajetória profissional também se confunde com a dedicação à comunidade local. Atuou como Farmacêutica da Farmácia Básica Municipal e Coordenadora da Assistência Farmacêutica, entre 2021 a 2022, desenvolvendo atividades de seleção, aquisição, distribuição e dispensação de medicamentos essenciais, além do planejamento e monitoramento das ações de assistência farmacêutica. Sua atuação contribuiu diretamente para a melhoria da gestão de medicamentos e para o fortalecimento das políticas de saúde do município.

Além do trabalho técnico, Madalena sempre demonstrou compromisso com a educação e a conscientização em saúde. Em 2018, ministrou a palestra “Uso Racional de Medicamentos: Promovendo a Saúde”, voltada à população perimiriense, reforçando a importância da informação como instrumento de empoderamento e bem-estar coletivo.

Mesmo residindo fora do Maranhão, mantém laços afetivos e institucionais com sua cidade natal. Sua trajetória reflete a harmonia entre o rigor científico e a sensibilidade cultural, evidenciando o desejo de contribuir para o desenvolvimento humano e social de
sua terra.

Willame César Ferreira Amorim

Willame César Ferreira Amorim nasceu no dia 21 de junho de 1993 na cidade de Peri-Mirim/ MA, é mais popularmente conhecido como Cesinha, seus pais Willame César França Amorim e Vera Lúcia Ferreira Amorim sempre residiram no município de Peri-Mirim desde o nascimento de seu filho.

Sempre estudou na rede pública de ensino, iniciando seus estudos no Jardim de Infância “O pequeno Príncipe”, passando pela Escola Estadual “Carneiro de Freitas” e posteriormente transferindo-se para o Centro de Ensino “Artur Teixeira de Carvalho” (CEMA) onde concluiu o ensino fundamental.

Aos 15 anos de idade foi morar em São Luís/ MA no ano de 2008, na casa de sua tia, buscando uma educação melhor, matriculou-se no Centro Integrado do Rio Anil – CINTRA, onde fez todo seu ensino médio. No ano final de 2012, retornou para sua cidade natal e no ano seguinte passou a trabalhar na parte administrativa da Secretaria de Educação do município de Peri-Mirim.

Em 2013 iniciou o curso de Graduação em Ciências Naturais habilitação em Biologia pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA. No ano de 2014 mudou de curso, trocando a Graduação em Ciências Naturais habilitação em Biologia pelo curso de Graduação Bacharel em Enfermagem também pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, no qual tinha como sonho, concluindo o mesmo em 2021 devido a fatores externos como greves e a pandemia. Durante o curso de Graduação em Enfermagem, realizou trabalhos acadêmicos e participando de congressos e seminários acadêmicos.

Seu primeiro trabalho após concluir sua Graduação em Enfermagem foi a de assumir a direção do Hospital Municipal São Sebastião no ano de 2021, onde permaneceu no cargo até meados daquele mesmo ano, sendo o mesmo remanejado para trabalhar como Enfermeiro do Posto de Saúde do Bairro do Portinho, onde exerceu sua função até junho de 2022, pois acabou retornando para o Hospital Municipal São Sebastião agora como Coordenador de Enfermagem daquele estabelecimento de saúde, permanecendo no cargo até o ano de 2024. Atualmente trabalha no setor administrativo do Hospital Municipal São Sebastião.

Sidlainy dos Santos Martins Melo

 

Sidlainy dos Santos Martins Melo, natural de Peri-Mirim (MA), nasceu em 17 de janeiro de 1991, filha de Silvério Martins Melo e Maria da Luz dos Santos Martins Melo.

Iniciou seus estudos em 1994, na Escola Jardim de Infância O Pequeno Príncipe, onde cursou o primeiro período da Educação Infantil. Em 1997, ingressou na Escola Carneiro de Freitas, concluindo da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental. No ano de 2000, deu continuidade à sua formação na Unidade Escolar Artur Teixeira de Carvalho, sob a direção de Walter França Martins,
onde estudou da 5ª série até o 1º ano do Ensino Médio. Posteriormente, concluiu o Ensino Médio na Escola Tarquínio de Sousa, em 2008.

Graduou-se em Pedagogia pela Faculdade Latino-Americana de Educação (FLATED), em 2014, e em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no ano de 2021. Possui especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica, pela Faculdade Maranhense – FAM, em 2023, e em Filosofia da Religião, pela Faculdade Venda Nova do Imigrante – FAVENI, em 2023.

Na vida profissional, atuou como docente na Escola Raimundo Martins Melo, localizada na comunidade do Baiano, de 2013 a 2016, e atualmente exerce a função de supervisora pedagógica em três escolas do município de Peri-Mirim, sempre incentivando o hábito da leitura e a valorização do patrimônio cultural.

Entre os projetos que acompanha, destaca-se sua atuação na Escola Rosa Mochel, onde todos os anos, durante o mês da Consciência Negra, desenvolve junto com a escola, ações voltadas para o fortalecimento da identidade afro-brasileira. Durante esse período promovem rodas de conversa, leituras e contações de histórias de autores(as) negros(as), produção de murais e apresentações culturais inspiradas nas matrizes africanas. Essas atividades se estendem a visitas pedagógicas a comunidades quilombolas e cidades históricas, ampliando a vivência dos estudantes e fortalecendo o respeito à diversidade cultural.

Esse compromisso nasceu ainda na infância, quando encontrou em sua mãe, professora dedicada, sua maior inspiração. Foi através dela que descobriu o amor e a vocação pela docência, que ao longo dos anos amadureceu e se tornou parte essencial de sua trajetória de vida e profissão.

LUÍS FÁBIO PEREIRA MAIA (FÁBIO MAIA)

Sou natural da cidade Peri-Mirim/MA, sendo que, toda a minha ancestralidade é, também, natural deste lugar, o qual sempre tive muito amor, respeito e orgulho por ser minha origem.

O amor pelas artes se manifestou no seguimento musical, desde a infância. Onde, pelo coreto da praça São Sebastião, cantarolava com grupo de colegas. Porém, com a necessidade de buscar, nos estudos, um alicerce para a vida adulta, tive que mudar para a cidade de São Luís/MA, aos 16 anos de idade, deixando o convívio familiar e comunitário, em busca de um objetivo maior.

Me formei, primeiramente, em Processamento de Dados, em seguida me formei em Direito. Sou pós-graduado em especialização de Controladoria e Auditoria. No decorrer da vida, gerenciei empresas privadas e, atualmente, estou como secretário adjunto de secretaria do Estado do Maranhão.

Após toda essa trajetória, começou a aflorar o desejo de compor, músicas e poemas. Além das minhas profissões acadêmicas (tecnólogo e advogado), sou compositor, cantor e membro do Clube de Compositores Brasileiros (CCB).

Meu trabalho de áudio e audiovisual podem ser encontrados em qualquer plataforma digital (a exemplo: spotify, iThurne, youtub, google music etc). Dentre as minhas composições existe uma poesia feita para homenagear a minha cidade natal, Peri-Mirim, a qual se tornou uma canção em forma de toada de bumba-meu-boi, abaixo demostrada, intitulada: Peri-Mirim, terra de encantos:

POESIA/MÚSICA: PERI-MIRIM, TERRA DE ENCANTOS

Pequena cidade com um povo gigante
Seus campos floridos para mim é um encanto
Sua comida típica não tem noutro canto
Quem vive aqui sabe o que estou falando

Em janeiro tem o padroeiro, São Sebastião nos protegendo
Com as paisagens lindas, montes verdejantes
Beleza assim, nunca vi por aí

Terra de fartura e de trabalhador
Tem pecuária, tem agricultor
Farinha, queijo, jabiraca e a piaba
Tem a jaçanã, babaçu e bacuri

Tanta coisa boa existe por aqui
Que numa toada não dar pra definir
Ia me esquecendo do lugar que estou falando
Mas, quem vive aqui sabe o que estou proseando

Peri – Mirim, este é o seu nome
Terra hospitaleira, povo acolhedor
Quem mora aqui, jamais quer sair
Quem foi embora, acaba voltando

Cíntia Cristina Martins Serrão

Eu, Cíntia Cristina Martins Serrão, nasci no dia 04 de janeiro de 1972, no povoado Três Marias, município de Peri-Mirim. Sou filha de Benedito de Jesus Costa Serrão e Carmem Martins, e tenho dois irmãos por parte de pai e mãe: Benedito Filho e Welligton.

Naquela época, as maternidades eram de difícil acesso, e minha mãe deu à luz em casa, com o acompanhamento de uma parteira chamada dona Camélia, uma senhora distinta que realizava esse trabalho por amor à profissão, exercendo-o com dedicação, carinho e a proteção de Deus.

Tive uma infância simples, alegre e divertida, cercada de muito amor por minha família, como é comum às crianças do interior. Minha vida escolar começou no povoado Rio da Prata, onde cursei as primeiras séries. Tenho uma lembrança muito especial da minha primeira professora, dona Edite, uma mulher de grande conhecimento, sempre com palavras calmas e tranquilas, que marcoupara sempre a minha formação.

Ao chegar à 4ª série, fui estudar em Pinheiro, no Colégio Pinheirense, uma escola de grande renome, onde concluí o Segundo Grau em Magistério. Em seguida, mudei-me para São Luís para cursar a faculdade. Passei em vários cursos, mas optei por dois: Economia e Pedagogia. Vivi sozinha na capital, terminei ambos os cursos, fiz pós-graduação e segui me aperfeiçoando, acumulando várias especializações, entre as quais destaco a Psicopedagogia, área com a qual me identifico profundamente.

Após concluir meus estudos, retornei ao meu município e recebi uma proposta para trabalhar na Gerência Regional da Baixada Maranhense, onde atuei por 10 anos. Mais tarde, participei de um seletivo do Estado para a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que estava abrindo um Centro de Estudos em Pinheiro. Fui aprovada para a coordenação dos cursos de Web Designer e
Administração, oportunidade em que desenvolvi um trabalho de grande importância para a população da Baixada.

O ano de 2001 foi um dos mais difíceis da minha vida, pois perdi minha mãe. Não sei como consegui seguir em frente, já que ela era meu porto seguro e o amor mais puro que alguém pode oferecer, um amor que só uma mãe é capaz de transmitir. Mesmo com a dor, consegui me reerguer e continuar minha caminhada.

Em 2010, conheci meu esposo Alexandre, com quem compartilho minha vida. Dessa união nasceu o meu maior tesouro, meu filho Davi, que é meu orgulho, minha alegria e meu tudo. Em 2016, prestei o concurso do município de Peri-Mirim e, graças a Deus, fui aprovada. Hoje, desenvolvo um trabalho voltado para causas sociais, especialmente na área da Educação Inclusiva, e assim contribuir para o crescimento e o bem-estar da minha comunidade, e dos demais municípios que presto serviço aqui na região da baixada.

Adriano dos Santos Almeida

Adriano dos Santos Almeida é professor, escritor e evangelista, natural de Palmeirândia (MA) e residente em Peri-Mirim (MA), é casado com Elãyne Boaes Pereira Almeida. Desde cedo, demonstrou interesse pela literatura, pela educação e, a partir de 2016, pela reflexão teológica, áreas em que em dedicado boa parte de sua vida.

É autor de diversos livretos e apostilas de estudo bíblico e teológico, entre eles: Batismo no Espírito Santo, Doutrina do Pecado, Jesus em Minha Casa. Também elaborou o Curso Integral de Evangelismo, ministrado em parceria com canais digitais, alcançando público regional e nacional, atualmente está elaborando o curso online sobre os dons espirituais, baseado em seu livro.
Adriano já escreveu três livros, o primeiro “Salvação, o presente de Deus para a humanidade”, previsto para ser lançado em 2026. O segundo, “Um guia bíblico sobre os dons espirituais, ferramentas de Deus para a Igreja”, disponível na Uiclap e Hotmart. E o terceiro, “A arte da Liderança: Princípios de liderança eficaz segundo Neemias”, que atualmente está passando sob revisão teológica.
Na área da educação, está cursando graduação em Matemática, atua como professor da Escola Bíblica Dominical, além de ter ministrado no curso Técnico em Enfermagem e também no curso Técnico em Radiologia com aulas práticas de preparo de soluções e cálculo de gotejamento, dentre outros. Além de estar, atualmente, ajudando na alfabetização de adultos da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Inambu.
Como produtor cultural e digital, mantém um canal no YouTube, onde publica conteúdos de teologia, pregação e história bíblica. Também realiza palestras, seminários e conferências sobre evangelização e a capacitação do Espírito Santo, metodologia e didática na Escola Bíblica Dominical, liderança cristã, Namoro cristã, Jesus em Minha casa, entre outros, sempre com o propósito de edificar vidas e contribuir com a formação espiritual e moral da sociedade.
Ao longo de sua trajetória, Adriano tem se dedicado à promoção da cultura, da educação e da fé cristã, buscando sempre contribuir para o crescimento intelectual e espiritual da comunidade local.

ALCAP DIVULGA ALTERAÇÃO DE HORÁRIO DA ELEIÇÃO DE NOVOS MEMBROS

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) informa ao público e aos seus associados que o horário da eleição para novos membros foi alterado para às 16h30. A mudança foi oficializada por meio de aditamento ao edital original, mantendo-se inalterados a data, o formato e as demais disposições da convocação.

A eleição continua marcada para o dia 30 de novembro de 2025, em formato híbrido, permitindo participação presencial e também mediante procuração. O local permanece o mesmo definido anteriormente pela diretoria da instituição.

A Diretoria da ALCAP ressalta que a alteração ocorre para melhor organização do processo eleitoral e para garantir maior participação dos acadêmicos.

Assim, a eleição para novos membros da ALCAP será realizada:

Data: 30 de novembro de 2025
Horário: 16h30 (primeira convocação)
Formato: Híbrido, admitida participação mediante procuração
Local: Colégio Artur Teixeira de Carvalho

Outras informações podem ser obtidas diretamente com a secretaria da Academia.

Aditamento_edital_eleicao_novos_membros_assinado

Guerra de Cera: noites de Finados em Peri Mirim

Guerra de Cera: Noite de Finados em Peri Mirim

Por Diêgo Nunes Boaes

As noites no cemitério sempre meteram medo em muita gente. Mas pra nós de Peri Mirim, era o contrário: quanto mais escuro, mais viva parecia a aventura. A gente esperava o Dia de Finados com ansiedade de festa. De manhã, o povo ia cedo, acender vela pros seus, fazer promessa, rezar baixinho entre as cruzes. E nós, respeitosos mas inquietos, ficávamos por ali, olhando o lume tremendo das velas, esperando o momento em que o silêncio tomava conta.

Quando a noite caía e o vento soprava entre as covas, a brincadeira começava. Desmanchávamos as velas nas mãos, a cera quente se misturando com o riso, e fazíamos bolinhas. E então, sem aviso, o cemitério se transformava num campo de guerra, não de dor, mas de alegria. Era bola pra cá, bola pra lá, gritos, correria, risada solta. Até as velas mais teimosas, duras de derreter, viravam munição.

E lá íamos nós, iluminados pela lua e pelas chamas trêmulas, fazendo do descanso dos mortos um cenário de vida. O medo? Esse nunca apareceu. O que havia era coragem, era infância, era vontade de ver a noite passar leve. Entre uma risada e outra, parecia que até as almas se juntavam à festa, brincando conosco, soprando o vento que apagava as velas e reacendia a memória. Assim eram as nossas noites de Finados: cheias de cera, de riso e de lembrança boa.

A gente esperava o dia chegar não só pra acender vela pros entes queridos, mas pra reacender também o fogo da juventude. Porque, no fundo, aquelas guerras de cera eram mais que travessura, eram um jeito bonito de dizer que a vida continua, e que até entre os túmulos há espaço pra gargalhar com os vivos.

Edielson Lima Almeida

Por Diêgo Nunes Boaes

Paim: a voz que ecoa o tambor da Baixada. No coração do povoado Aurá, em Peri Mirim (MA), nasceu em 05 de julho de 1976 um menino pequeno, de choro forte e destino traçado pela música.
Edielson Lima Almeida, filho de Antônio França Almeida, o conhecido Deco de Guilherme, cantador de boi, e de Valdeci Lima Almeida, veio ao mundo em um lar de simplicidade e afeto, embalado pelas toadas que marcavam as noites de festa do interior.
Foi o pai quem lhe deu o apelido de “Paim”, carinhoso e certeiro, inspirado pelo tamanho miúdo do filho, mas ninguém imaginava que aquele pequeno se tornaria uma das grandes vozes da cultura da Baixada Maranhense.

Entre brincadeiras e sons de matraca, Paim cresceu ouvindo os cantadores e admirando a força dos grupos de bumba-meu-boi que cruzavam as estradas de terra.
Em 1990, movido pela inspiração do mestre João Bertoldo, deu os primeiros passos na cantoria.
Desde então, sua voz passou a ecoar pelos arraiais, firme e ritmada, levando emoção e resistência.
O amor pela tradição o acompanha até hoje é dele a certeza de que o bumba-meu-boi não é apenas festa, mas identidade, história e pertencimento.

No carnaval, outra paixão o atravessou: a alegria do samba.
Foi Butilho quem o inspirou a cantar nas festas momescas, tornando-se presença marcante nas atrações da cidade.
Autodidata, Paim nunca precisou de orientação formal: as toadas nasciam de dentro, da intuição, do ritmo que corria nas veias. Ele mesmo criava, rimava e corrigia, movido apenas pela força do dom que carrega.

Ao longo da trajetória, contou com o apoio de Santiago, amigo fiel e companheiro de cantorias.
Apesar das dificuldades, Paim nunca desistiu dos estudos. Concluiu o Ensino Fundamental e hoje continua aprendendo no EJA do Ensino Médio, conciliando a vida escolar com o trabalho de pedreiro, ofício que também faz parte de sua luta cotidiana.

Em 2001, foi um dos fundadores da Escola de Samba do Campo de Pouso, sob a direção de Ivaldo Lima, reafirmando seu compromisso com a arte popular e com o brilho das manifestações da comunidade.

Hoje, Edielson Lima Almeida, o Paim, é reconhecido como um homem de fibra e paixão pela cultura.
Suas toadas cruzaram fronteiras, levando o nome de Peri Mirim e da Baixada Maranhense para outras cidades e palcos.
Canta com o coração, mantendo viva a tradição herdada do pai e reinventando o boi a cada verso que nasce de sua voz.

Paim é mais que um cantador.
É a memória viva de um povo, o som do tambor que não se cala, a poesia que resiste porque enquanto houver canto, haverá cultura, e enquanto houver Paim, haverá sempre um boi dançando no terreiro da saudade.