Maria Isabel Martins Nunes

Por Eni do Rosário Pereira Amorim

Patrona da Cadeira nº 14 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense, ocupada por Eni do Rosario Pereira Amorim. Nasceu em 15 de abril os de 1892, no povoado chamado Feijoal no município de Peri-Mirim-MA. Filha de João de Deus Martins (Dedeus) e Maria Rosa Pinheiro Martins (Mãe Cota). Foi Lavradora, doméstica, arteira leiga. Maria Isabel Martins casou-se aos dezenove anos com Domingos Nunes, ficando então seu nome Maria Isabel Martins Nunes, se mudando então do Feijoal para a comunidade onde seu marido morava, que mais tarde veio a se chamar Santana dos Nunes, localidade formada principalmente pela família dos Nunes e dos Silvas.

Era uma mulher franzina fisicamente, mas tinha um forte espírito de liderança, usava vestidos longos, nos cabelos um cocó no qual colocava uma estrela (flor muito cheirosa do seu jardim).

Uma marca muito forte na Isabel era a “partilha”, tudo o que ela tinha era partilhado com outras pessoas, talvez por isso, nunca faltava nada em sua casa, principalmente gêneros alimentícios; Ela tinha um “baú” onde guardava tudo o que lhe era especial, algo assim como a “canastrinha” da Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo, e a cada visita que recebia ela sempre tinha algo a lhe oferecer, algum “mimo” que tirava do seu baú: frutas, ovos, bombons, chocolates, farinha etc…

A casa de Isabel sempre teve as portas abertas para a comunidade, abrigava: amigos, vizinhos, visitantes, forasteiros, ciganos em passagem pela comunidade e até saltimbancos que faziam seus espetáculos na varanda da sua casa. Ela tinha o hábito de fazer bastante comida, porque ela sabia que sempre chegaria algum visitante, e este não podia sair sem se alimentar.

Na fotografia de destaque, é possível visualizar o perfil de Maria Isabel, liderança importante para a implantação da Comunidade de Santana e o surgimento dos festejos de Sant`Ana na comunidade.

Maria Isabel era muito religiosa, segundo relatos de alguns moradores, dizia-se que “ela tinha uma fé inabalável”. Ela fez promessa a Sant’Ana para engravidar. Comenta-se que durante suas gestações, Isabel se apegava a essa Santa para lhe ajudar e lhe conceder sempre um bom parto.

Isabel teve 12 (doze) filhos gerados e protegidos por sua Santa protetora. Seus filhos Legítimos: Joanita Nunes Pereira, Terezinha de Jesus Nunes Pereira, Edna Nunes Gamita, Maria José Nunes Silva, Maria Rosa Martins Nunes, Adotino Martins Nunes, Izidório Martins Nunes, Raimundo Martins Nunes, José Martins Nunes, Emanoel Martins Nunes, João Martins Nunes, Domingos Sebastião Martins Nunes. Filhos Adotivos: Inacia Rosa Pereira e Magnaldo Amorim.

A gestação da prole de filhos e filhas contribuiu significativamente para a devoção e admiração de Isabel por Santa Ana. Para agradecer a proteção e as bênçãos concebidas por intermédio da Santa, ela começou a organizar, no ano de 1939, as novenas e as ladainhas em louvor a Santa Ana.

O novenário e as ladainhas aconteciam durante nove noites em sua residência. No início das festividades, as ladainhas começavam somente com a presença da família e vizinhos, mas ao longo dos anos foi tomando uma proporção maior e novos visitantes passaram a frequentar o festejo em louvor a Santa Ana, que se homenageia em  26 de julho.

Isabel Martins Nunes, além de fazer novenário para Santa Ana, organizava também, no dia 13 de junho, ladainha para Santo Antônio, porém com menos intensidade. Atualmente, duas de suas filhas Terezinha Nunes e Edna Gamita fazem as novenas para Santo Antônio em suas casas Edna Nunes em São Luís-MA e Teresinha de Jesus na varanda de sua residência, no centro da cidade em Peri-Mirim.

As orações de Isabel não aconteciam só uma vez ao ano, todas as noites ela se reunia na sala de sua casa para rezar com sua família. Uma de suas filhas, Terezinha de Jesus Nunes, relatou que sua mãe tinha sonhos com orações. Conforme seu depoimento: “Às vezes durante a noite mamãe tinha sonhos onde ela se via fazendo orações e assim que acordava não importava a hora ela saia chamando seus filhos e todos que estavam em casa para escreverem a oração que ela tinha sonhado e para juntos rezarmos.”

Essas orações eram feitas em momentos com a família, nos festejos ou quando a procuravam solicitando orações. Foi assim que Isabel construiu uma família muito religiosa. Na casa, havia uma mensaba, na qual todas as noites, reunia os filhos; todos se colocavam de joelhos com as mãos postas para juntas rezarem o terço e agradecer pelo dia concebido por Deus.

Outro momento forte era a hora do almoço, momento mais sagrado do dia para a família, pois todos iam para a mesa e novamente se colocavam de joelhos para agradecer pelo alimento de cada dia, e assim a cena se repetia dia após dia.

Domingos, seu esposo, ficava responsável pelas orações da Sexta-feira Santa. Nesse dia, era ele quem dirigia as orações. Segundo os relatos da família, ele tentava reproduzir do jeito que Jesus fez na Santa Ceia, rezava e depois se alimentavam, não só com alimentos para o corpo, mas também com orações que traduziam-se em sustento para a alma.

A comunidade admirava a fé de Isabel e iam até ela sempre que precisavam de orações, pois como dizia o povo: “Dona Isabel pede e a Santa atende…”. Essa admiração era tão grande que naquela época era comum quando as mulheres estavam com dores do parto de seus filhos, os familiares saíam em busca de parteiras e também dela, pois enquanto a parteira fazia seu serviço de ajudar a mulher a ter a criança, Isabel ficava no cantinho rezando e pedindo proteção para que tudo ocorresse bem, tanto para a mãe como para o filho que estava chegando.

As pessoas acreditavam no poder das orações de Isabel. Muitas vezes iam até ela levando crianças, jovens e até adultos para que ela fizesse orações e os benzesse. Esses benzimentos eram feitos por meio de suas orações e através de sua fervorosa fé.

Os gestos de Isabel demostravam seu jeito simples e carinhoso de viver, No sitio onde foi sua morada existem muitas árvores frutíferas e plantas medicinais. Ela na sua iluminação divina produzia remédios naturais que curavam várias doenças (lambedor excelente para expectoração de catarro, vermes, erisipela, cobreiro, gripes em geral, dores de barriga…) tudo produzido pelas plantas medicinais da sua horta.

Isabel era semiletrada e a única coisa que aprendeu a escrever foi o seu nome, mas era dona de uma sabedoria única, sua solidariedade não tinha tamanho e nem preço, estava sempre pronta para servir a hora que precisassem e, muitas vezes, deixava de fazer suas atividades pessoais para ir ajudar o próximo. Contribuiu significativamente para construção da Comunidade de Santa Ana.

Os anos se passavam e ela seguia firme sua caminhada de Fé. Ela presenciou, segundo as narrativas, um momento histórico para o povo, que foi a emancipação do município de Peri-Mirim; festas, bailes e todas as comemorações que foram feitas em honra as conquistas do povo perimiriense em razão de sua nova condição. Em 1919, a Vila de Macapá foi declarada município pela Lei nº 850 de 31 de março de 1919. O povo se organizou e fez uma grande festa no dia 07 de agosto do mesmo ano para comemorar sua emancipação.

Quando Deus a chamou de volta ao seu regaço, subiu como um raio de sol, iluminada pelo bem que praticou aqui na terra, deixando na sua trajetória de vida, um rastro de bondade, solidariedade, humildade e fortaleza a ser seguido por quem conviveu com ela.  Faleceu de morte natural em 24 de fevereiro de 1989, estava rezando na rede e foi deitando devagarinho e se apagando como uma vela, assim foi o seu ultimo momento neste plano material.

ALCAP: DISCURSO DA PRESIDENTE NA POSSE DOS ACADÊMICOS

Por Eni Amorim

Boa noite!

Saúdo a todos: Autoridades aqui presentes, visitantes, acadêmicos e acadêmicas, amigos da academia simpatizantes, familiares, convidados e comunidade em geral

Primeiramente agradeço a Deus, arquiteto do universo e Senhor Todo Poderoso por este momento singular na minha vida, em nossas vidas.  À minha família que sempre acreditou no meu potencial e aos amigos que sempre me incentivaram a perseguir os meus sonhos…

Como filha de Peri-Mirim, tenho a graça de ter nascido sobre as bênçãos do Santo Guerreiro São Sebastião, esse Santo que pela crença do seu povo, perscruta e protege nossa cidade das aflições, da fome, da peste e das guerras, sustentado pelas bênçãos do Deus Todo Poderoso que nos dá o espírito de Fortaleza para que a exemplo de São Sebastião, vosso Glorioso Mártir, possamos aprender com ele a obedecer mais a Deus do que aos homens.

Apraz-me sobremaneira neste momento, por fazer parte deste seleto grupo de destacados Perimirienses que constituem nossa Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense. Sinto-me honrada em estar nesse meio de saudável convivência com todos vocês, confrades e confreiras e assim podermos compartilhar experiências no Largo campo das Letras, ciências e artes interligados nos saberes de nossa gente.

Para quem não sabe, o termo Academia tem sua origem na Grécia em torno do século terceiro antes de Cristo quando Platão passou a reunir pensadores que discutiam questões filosóficas em um local chamado Jardins de Akademus (herói ateniense), o grupo passou a ser conhecido por academia; atualmente quando nos referimos genericamente a academia estamos nos referindo ao sistema educacional e ao meio intelectual como um todo.

A Academia Perimiriense, no artigo primeiro de seu estatuto preconiza o desenvolvimento da Cultura, a defesa do patrimônio cultural do município, intercâmbio com instituições congêneres e funcionará em conformidade com as normas de seu estatuto e Regimento. Espera-se que cada um de nós faça apenas o que a academia propõe que seja feito, que cada um de nós torne-se aquele pequeno Colibri Compreendendo sua parte no mundo, então, a academia produzirá os frutos que se espera dela, que seja um emblema forte, admirado e envaidecedor dos bons Perimirienses.

Há muito a fazer, é preciso ousar, sonhar, crer no talento inabalável, intrínseco dos que nasceram, dos que cresceram neste privilegiado solo. É gratificante sentir a energia do poder místico, contagiante, acrisolado que circunda nossos Verdes Campos e que azuleja o nosso céu de azul anil.

Nessa noite de magia, sinto o frescor da brisa da noite acariciando o meu coração, traduzido nas lembranças da minha doce infância: o cheiro dos jamaris florescendo na beira do  campo, dos passeios de Canoa, o enlevo do toque do Sino da igreja matriz, o sabor dos doces de espécie da tia Babica, o café torrado com erva doce e os filhoses de tapioca assado no azeite de coco na casa da bisavó, (minha patrona Maria Isabel Martins Nunes), do sabor da jabiraca cozida ao leite de coco, o arroz de Jaçanã, o queijo chegando quentinho da Fazenda, o toque de caixa das festas do divino Espírito Santo, o espocar dos foguetes nos festejos de São Sebastião, o tambor de crioula nas noites de São João, o grasnar dos marrecos, japiaçocas e jaçanãs, os banhos de rios, os quitutes da mamãe, a magia e a singeleza da minha terra querida.

Não poderia deixar de citar aqui a minha família na pessoa de meu pai Jair Amorim (in memorian), que foi; Carpinteiro, lavrador, pescador, caçador… Minha mãe Inacia Pereira Amorim que foi costureira, redeira, lavradora, doméstica, vendedora de pastel, de cocada, de bolos, e de suquinhos; os dois juntos exerciam uma multidisciplinaridade de tarefas  para ajudar no sustento da casa e dos seus seis filhos; Meus irmãos: Laurijane, conhecida por Nita, Jair filho (Jacolino-Jacó ou Jacó-bala), Silvia, conhecida por Cici, Cristina Maria e Evandro ( Vanvando). Essa é a minha base, na qual eu aprendi, os primeiros passos para ser quem eu sou, aprendi a ser tolerante, a amar e a perdoar e a perceber o meu lugar no mundo.

Agradeço grandemente ao Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) que desenvolve esse belo projeto denominado “Academias na Baixada”, cujo gestor é o Professor da UFMA, Manoel Barros, e principalmente à Ana Creusa Martins que foi a idealizadora na missão de provocar o despertar para a criação da Academia, que tem como meta a divulgação de todos que contribuem com a cultura e a história do município.

Na oportunidade, lembramos personagens que fizeram e fazem parte da história deste município, como o saudoso professor João Garcia Furtado quem, na memória de muitos, batizou Peri-Mirim como a “Metrópole da cultura brasileira”, além dele, citamos outros personagens: Naisa Amorim ( Patrona da Academia), Venceslau Pereira, Carlos Pique (Aqui presente), Santiago, Padre Gérard Gagnon, Flávio Braga, Antônio João França Pereira, Francisco Viegas, Abacaxé, Vavá Melo, Maria Rosa Gomes, Isabel Martins Nunes e tantos outros que contribuíram e que ainda contribuem com a história do município.

E, para encerrar a minha fala quero declamar um poema da minha autoria, intitulado, Teares.

Teares

 

Os teares que construíram a minha história,

Teceram as tramas do tecido,

Nos moldes dos meus antepassados;

Nesse conjunto biológico de células,

Compostos orgânicos de moléculas,

Mistura genética de meu pai e minha mãe,

Textura dos meus textos;

Contextos;

Engenhosidade rústica,

Uma Trama que me fez única,

Singular;

Entre milhões de DNA’s do planeta;

Doce como mel,

Ou,

Amarga como o Fel.

Às vezes deserto,

outras vezes Oasis,

Às vezes forte,

Às vezes frágil;

Às vezes lenta,

Às vezes ágil;

E,

Nessa arte de tecer:

Em cada ponto,

Em cada conto;

Erros;

Acertos.

Em cada fio entrelaçado,

ora aparente,

Ora escondido,

Dentro de mim,

Vou aprendendo…

Fazer-me,

E refazer-me,

Continuamente….

E assim,

Tecendo os meus caminhos,

Vou aprendendo que:

Nas tessituras da vida,

Apesar dos meus remendos…

… Ainda estou em construção…

Muito Obrigada!

 

O LUGAR ONDE VIVO TEM CRIANÇA POETA

RESENHA DO RELATO DE PRÁTICA DA ESCOLA MUNICIPAL “KEILA ABREU MELO” NA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA – 7ª EDIÇÃO. TÍTULO: O LUGAR ONDE VIVO TEM CRIANÇA POETA

 Por Edna Jara Abreu Santos

A Escola Municipal “Keila Abreu Melo”, localizada na Rua Campo de Pouso, s/nº, Peri-Mirim – MA, atende alunos do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental I, deu início ao ano letivo em doze de março de 2021. Sendo que, há um ano as gestões escolares vêm adotando a modalidade de Ensino Remoto de Emergência (ERE) devido à Pandemia do Covid – 19.

Atendendo à solicitação da Secretaria Municipal de Educação, a escola aderiu ao projeto da Olimpíada de Língua Portuguesa – 7ª Edição, inscrevendo os alunos das três turmas do 5º ano na categoria: Poema.

A professora de Língua Portuguesa, Edna Jara Abreu, desenvolveu o tema proposto “O lugar onde vivo” por meio de Planejamentos quinzenais com atividades impressas, vídeos, áudios, tira-dúvidas com os pais de forma virtual e presencial, oficinas e apresentações em Sarau.

A Olimpíada de Língua Portuguesa teve origem no programa Escrevendo o Futuro desenvolvido pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006, iniciativa do Ministério da Educação. É um concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas do Brasil, que visa estimular o interesse pela leitura e escrita. Nesta edição, todos os Estados  aderiram e se inscreveram, sendo que, em todo Maranhão 2.519 escolas estão participando do concurso em diferentes categorias: Poema, Memórias literárias, Crônica, Artigo de opinião e Documentário.

Nesta escola, cinquenta e três alunos fizeram parte do projeto. Apesar dos obstáculos enfrentados como a falta de recursos tecnológicos em casa: celular/computador, do acesso à internet e do transporte, as aulas remotas seguem com entregas quinzenais de atividades impressas, plantões pedagógicos com professores e também orientação via grupo de WhatsApp com pais e alunos que dispõem desta ferramenta.

As primeiras quinzenas do primeiro semestre foram trabalhadas atividades diagnósticas: elaboração de texto narrativo, leitura, compreensão textual, entrevista, elaboração de cartas, ortografia, sílaba tônica, sinais de pontuação, classificação das palavras e separação silábica.

Nas duas últimas quinzenas antes do início das férias (julho), as aulas foram direcionadas ao conceito e composição do poema: rimas, versos, estrofes, métricas e etc., produção e compreensão textual envoltos pela caracterização histórica de Peri-Mirim. Por meio do site oresgate.net.br obteve-se acesso a materiais de poetas da terra como: Diêgo Nunes, Nasaré Silva, Eni Pereira, Ataniêta Martins, Carlos Oliveira, Santiago e etc., da qual foi adaptado e confeccionado atividades ilustradas para a prática da compreensão textual, leitura, complementando assim, com a elaboração das produções preliminares dos discentes.

Nos dias dois e três de agosto, na retomada das aulas após as férias, aconteceram as duas tão aguardadas oficinas. A escola recebeu números reduzidos de alunos, seguindo os protocolos sanitários, no turno matutino e vespertino. Os alunos que compareceram às oficinas foram: Adrian Vitório P. Barros (5º A), Gabriel G. Santos (5º B), Gilda Sibelly S. Martins (5º B), Jhonata Kauã G. Campos (5º A), Maria Eduarda O. Melo (5º A), Samuel G. Sousa (5º C) e Thayla Kauane França (5º A), residentes da zona urbana e rural deste município.

Em um dado momento das oficinas, foi acolhido o autor do poema: “A história da minha cidade” – Diêgo Nunes, onde recitou sua poesia aos alunos. A aluna do 4º ano, Alice Santos Lopes também declamou o poema “Acorda filha, está na hora” de autoria da professora Edna Jara. Além destes, vários outros poemas de autores nacionais e naturais do município foram expostos e lidos também, demonstrando aos alunos que qualquer pessoa pode ser poeta, que seja professor e/ou estudante, pessoa abastada ou pobre, homem ou mulher, idoso ou criança.

Os poemas inéditos produzidos pelos alunos levaram títulos e foram passados para o papel almaço. Recitaram-nos no pátio da escola em forma de Sarau, onde levou o nome: “Sarau das Crianças Poetas”.

Todo este processo foi descrito caprichosamente em um relato de prática solicitado à professora participante. A comissão escolar ao receber este, e os demais materiais: Linha do tempo e Álbum da turma, selecionou duas produções (poemas) e enviou ao site do concurso dentro do prazo estipulado.

A professora Edna Jara teceu elogios aos seus alunos, como sendo geniosos, determinados, perseverantes e fontes de inspiração. Ela observou durante o processo de aplicação do projeto, que a escola em questão tem muitas crianças com grandes facilidades em poetizar e que só precisam de mais incentivos.

Os objetivos propostos e desenvolvidos neste projeto da Olimpíada de Língua Portuguesa foram finalizados com grande êxtase de trabalho cumprido. Este, bem recebido pela comunidade escolar pelos benefícios da prática da leitura e escrita aos alunados e pela valorização da história cultural antiga e atual do povo perimiriense.

A resenha do Relato de práticas e demais materiais disponibilizados aqui fazem parte do que foi enviado no site do concurso.  O intuito da divulgação é para que toda a rede escolar e a sociedade em geral apreciem a proeza dos alunos da escola Keila Abreu Melo em Peri-Mirim – MA.

Confira os vídeos das apresentações:

REFERÊNCIAS

BECHARA, Evanildo. Dicionário escolar da Academia Brasileira de Letras: língua portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2011.

MEMÓRIAS ESCRITAS. Disponível em: >https://bloggernapontadalingua.blogspot.com/<. Acesso em: 25 de março de 2021.

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA– 7ª EDIÇÃO. Disponível em: >https://olimpiada.escrevendoofuturo.org.br/mapa/info_uf.php?uf=MA<. Acesso em: 12 de março de 2021.

O RESGATE: DE PERI MIRIM PARA O MUNDO. Disponível em: >http://oresgate.net.br/categoria/alcap/<. Acesso em: 25 de março de 2021.

Furtuoso José Corrêa

Por Paulo Sérgio Corrêa

Patrono da Cadeira nº 18 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), ocupada por Paulo Sérgio Corrêa. Nasceu no dia 08 de janeiro de 1933, no povoado Conceição, Peri Mirim/MA. Filho de Manoel Paciência Corrêa e de Maria Raimunda Martins. De uma família de 4 irmãos, sendo ele caçula.

Iniciou sua vida escolar no povoado vizinho Pericumãzinho onde estudou até o 4º ano do ensino Fundamental em 1945, após passou a estudar na sede do município, onde concluiu o 5° ano, ensino máximo oferecido no município na época e que teve como professora a Senhora Maria Guimarães. Após concluir o 5º ano mudou-se para São Luís (capital do estado do Maranhão), a fim de aprender uma profissão. Pois até o momento só conhecia como profissão o trabalho na agricultura que aprendera com seu pai que era lavrador. Em São Luís, aprendeu a profissão de pedreiro e carpinteiro, profissões que passou a exercer para a sua sobrevivência. Nesse mesmo período, Furtuoso que tinha paixão pela música, passou a estudar música com os professores Nélio e Godofredo, onde aprendeu a ler partituras e tocar Saxofone e Saxtenor. Voltou a Peri-Mirim onde passou a trabalhar de tudo que tinha aprendido como profissão: pedreiro, marceneiro, carpinteiro, músico e lavrador.

Formou com uns amigos uma banda a qual era composta por: Furtuoso no Saxfone, Amadeu no Banjo, Ribamar na Bateria, Biné no Pandeiro, Crescenço no Violino, banda que animava as os bailes de toda a região. Nesse período conheceu Eunice Alves, que foi seu primeiro relacionamento sério, relacionamento este que deu frutos, dois filhos: José Marçal e José Orlando, mas este relacionamento não foi muito longo e deu-se a separação do casal. Em seguida, conheceu Altair, Tazinha, como era conhecida, moradora do povoado vizinho Pericumãzinho, filha de um dos músicos de sua banda, Amadeus, namoraram e em 13 de margo de 1959 casaram-se e em 30 de dezembro de 1959, nasceu a primeira filha do casal a primogénita dos 11 filhos (Célia, Dilce, Manoel, Deujanira, José Luís (falecido) Ana Cristina (falecida), João Batista, Paulo Sérgio, Ronaldo, Clodoaldo, Claudiane (falecida).

Furtuoso como um homem trabalhador continuou seu trabalho como pedreiro, carpinteiro, construindo casas e outros serviços e como marceneiro fazia móveis, portas, janelas, calçados (chamató) e até urnas funerárias (caixões). Mas não deixou a música de lado, passou a integrar o que chamou o 3° conjunto de Peri-Mirim, que era composto por Rafael Botão (Flauta), Joao Picola (banjo), Botão (bateria e vocal) Furtuoso Corrêa (saxofone) e Constantino (Trombone), era a banda xodó dos bailes perimirienses. Mais tarde junto com o irmão Constantino e Lauro Modego passa a integrar um dos melhores conjuntos musicais da cidade de Pinheiro onde permaneceram tocando juntos até a década de 80.

Como pessoa dedicada, no meado dos anos 70 ele conheceu o Instituto Universal Brasileiro, uma Escola a distância de cursos profissionalizantes e supletivos, Furtuoso com todas as dificuldades da época, conseguiu concluir o Ensino Fundamental pela instituição e o curso de Rádio Técnico, e não parou com os estudos, sempre querendo aperfeiçoar-se. Em 1981, concluiu também à distância o curso de mestre de obras da Construção Civil. Vale lembrar que os cursos à distância na época eram todos feitos via correios, material de estudo e avaliações, era necessária muita dedicação.

Como Pedreiro e Mestre de Obras, Furtuoso construiu muitos prédios no município e fora dele, pode-se citar alguns Prédios públicos: Escola do povoado Conceição, Escola do povoado Baiano, Escola do povoado Pericumã, Escola do povoado São Lourenço, Ampliação da Escola Cecília Botão, Escola do povoado Torna, Posto de saúde do povoado Conceição (hoje demolido para construgâo da UBS no local), Escola do povoado Tijuca, além de inúmeras residências.

Como lavrador gostava muito do trabalho na roça, a agricultura também fazia parte do sustento da família. Deixou este trabalho quando em 1991 e mudou-se definitivamente para a sede do município, onde já possuía residência, após uma doença de sua esposa que a deixou surda.

No lado Religioso como católico, praticante Furtuoso sempre dedicou também seu trabalho em frente à igreja no povoado Conceição. Como dirigente comunitário e alguns moradores, fundaram a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, com a construção da igreja local e transformou esse festejo na época como um dos maiores festejos comunitários do município de Peri-Mirim.

Furtuoso José Correa faleceu no dia 08 de agosto de 2014, aos 81 anos de idade.

Olegário Mariano Martins

Por Raimundo Martins Campelo

Patrono da Cadeira nº 03 da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Nasceu em 06 de março de 1878, na cidade de Macapá, atualmente Peri-Mirim, filho de Cássio Mariano Martins e Filomena Rosa de Melo Martins, tinha sua residência fixa na Praça São Sebastião no centro de Peri-Mirim-MA.

Estudou apenas o terceiro ano primário. Casou-se aos 32 anos de idade com Amélia Gomes de Castro, com 23 anos, no dia 21 de abril de 1910. Amélia era filha de José Trajano Gomes de Castro e Clarinda Aurora de Melo.

Foi político, conceituado e respeitado pela população, assumindo a responsabilidade de conciliador das famílias, foi escrivão do segundo ofício de Peri-Mirim, comarca de São Bento pela seguinte Apostila:

Apostila

O vencimento do cargo de escrivão do segundo ofício do termo de Peri-Mirim, Comarca de São Bento, do qual é titular interino o senhor Olegário Mariano Martins, foi fixado no padrão B, na conformidade do disposto da Lei nº 491 de 30 de dezembro de 1950, a contar do dia 1º janeiro.

Secretário de Estado dos Negócios do Interior Justiça e Segurança, em São Luís, 13 de março de 1951.

Doutor Elizabeto Barbosa de Carvalho

Secretário do Interior Justiça e Segurança

Teve uma das ruas do centro da cidade de Peri-Mirim em sua homenagem.

Faleceu no dia 29 de dezembro de 1955, aos 77 anos, deixando os seguintes filhos: Valderice Martins dos Santos com 46 anos; Odete Castro Martins com 44 anos; José Ribamar Castro Martins com 42 anos; Ocino de Castro Martins com 40 anos; Zuila de Castro Martins Azevedo com 39 anos; Maria José Martins Campelo com 37 anos; Benedito de Castro Martins com 31 anos e Itaci de Castro Martins com 21 anos.

O LEGADO DE KEILA ABREU MELO EM PERI-MIRIM/MA

Por Diêgo Nunes e Edna Jara

Keila Abreu Melo Diniz nasceu em Peri-Mirim em 18 de junho de 1969. Filha de Manoel Melo (In Memorian) e Javandira Abreu Melo, foi a quarta filha de um total de seis: Manoel (In Memorian), Jeisa, Nilson, Keila, Gisele e Kênnya). Filha muito dedicada, com sua mãe e seus familiares. Casou-se com Alan Fábio Pereira Diniz e tiveram dois filhos: Luiz Eduardo Melo Diniz e Alain Victor Melo Diniz.

Morou quatro anos em São Luís para estudar. Formou-se em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Iniciou sua vida profissional muito cedo. Apaixonada pela educação, Keila já sabia o que queria. Assim, serviu o município de Peri-Mirim como educadora há mais de uma década. O seu primeiro emprego nesta cidade foi por contrato do Estado.

Era uma pessoa que amava muito tudo o que fazia. Pessoa de caráter, sincera, lutadora, colaboradora, esportista, digna, alegre, enérgica, acolhedora, lecionava com dedicação…; Estes são só alguns dos atributos que descrevem quem a conheceu.

Todas estas características chamaram a atenção das autoridades políticas da época, que lhe ofereceram o importante cargo de Secretária Municipal de Educação. Ela, de bom grado, aceitou o desafio.

Sua família testemunhou as muitas noites, madrugadas, dias, fim de semana e até feriados que Keila dedicou a este serviço público. Não foi fácil, mas ela, mesmo com pouca idade que tinha exerceu a sua gestão com muita competência, dedicação e carinho.

Deixou seu legado no município de forma positiva. Pois foi um exemplo de mulher guerreira, justa e transparente em seus relacionamentos e ações, sensível, empática, companheira e fiel em todos os momentos e para tudo. Além de gostar de fazer caridade, foi torcedora do Vasco da Gama, católica ativa e dizimista atuante.

Um problema cardíaco, até então desconhecido, tirou a vida de Keila através de um infarto fulminante aos trinta e dois anos, mais precisamente em: 03 de junho de 2002.

A lição que ela nos deixou foi viver a vida com disposição, alegria, dedicação, cultivar amizades e o amor em família.

Keila partiu muito cedo desta vida. Mas sua missão aqui na terra foi de grande relevância ao nosso município na área da Educação.

Em sua homenagem, o vigésimo quinto prefeito da cidade, José Geraldo Amorim Pereira, no seu segundo ano de administração (2001-2008) nomeou o prédio construído ao lado do antigo prédio da Câmara (atual prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social) como “Keila Abreu Melo”. Ainda no mandato de Afonso Pereira Lopes (2009-2012), assim, como uma parte da gestão do Prefeito João Felipe Lopes (2013-2016) funcionou o curso de informática para alunos da rede pública municipal e estadual ministrados por instrutores contratados.

Por interesse da gestão da época e em concessão com a Câmara Municipal, dezesseis anos após seu falecimento, o nome “Keila Abreu Melo” foi decretado permanentemente como nome oficial da escola municipal localizado no Bairro Campo de Pouso.

Seguindo o histórico da referida escola, o autor perimiriense Francisco Viegas Paz, em seu livro “Curiosidades Históricas de Peri-Mirim (2014), relata que a Escola Municipal “Tarquínio Viana de Sousa”, localizada no bairro Campo de Pouso, foi construída na administração de Carmem Martins, entre 1989 e 1992. O nome homenageou o ex-prefeito e pai da executante da obra. Funcionava nos turnos matutino e vespertino o ensino fundamental, com a capacidade de abrigar por turno 200 alunos.

Durante seis anos (2003 – 2008) o prédio foi cedido ao Estado para alojar alunos do Centro de Ensino “Artur Teixeira de Carvalho” das séries finais do ensino médio.

Retomado para as atividades da gestão municipal, serviu como primeiro anexo da Escola Municipal “Cecília Botão”. A extensão se deu pelo número crescente de alunos advindos dos mais diversos povoados do município de Peri-Mirim. A escola matriz já necessitava de um espaço mais amplo que pudesse atender a esta nova realidade, porém, dado o aumento da demanda foi necessário adequar este novo espaço de atendimento.

Foi pelo Decreto nº 007/2018 de 11 de julho de 2018 que o nome da Escola Municipal “Cecília Botão” – Anexo I passou a ser oficialmente Escola Municipal “Keila Abreu Melo”. Localizada no Campo de Pouso, s/nº, Peri-Mirim. A escola se tornou uma entidade independente pela criação da sua inserção cadastral na Receita Federal do Brasil e cadastro no Ministério da Educação recebendo código do INEP próprio.

A escola é mantida pela Prefeitura Municipal de Peri-Mirim e administrada pela Secretaria Municipal de Educação – SEMED e PDDE, sob CNPJ nº 30.681.962/0001-14 e INEP nº 21274010 e está baseada na metodologia do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC. O nível de ensino é o Fundamental séries iniciais (1º ao 5º ano), podendo abrigar 240 alunos distribuídos em quatro turmas ativas nos dois turnos. Atualmente, os departamentos estão divididos assim: sala da direção, secretaria, cantina, banheiros, salas de aula e uma pequena biblioteca.

A instituição atende alunos provenientes das Comunidades/Povoados do município. As crianças e adolescentes dos quais constituem o corpo discente desta escola apresentam perfis socioeconômicos e culturais distintos pertencentes a diversas classes sociais, a maioria são de origem de famílias de trabalhadores rurais, pescadores e funcionários públicos. São beneficiados também por programas do Governo Federal como Bolsa Família, além de recursos diretos do FNDE: PDDE (novo Mais Educação), que contribuem diretamente para formação de um ser humano mais digno.

A Escola Municipal Keila Abreu Melo vem sendo administrada desde janeiro de 2021 pelas gestoras Darlene Nunes e Tereza Nunes as quais vêm realizando um trabalho em conjunto com sua equipe escolar voltado para o foco em projetos pedagógicos sincrônicos às competências da BNCC que envolvam alunos, famílias e a escola no processo de ensino-aprendizagem na atual modalidade: ERE – Ensino Remoto de Emergência.

A decisão de nomear a escola como Keila Abreu Melo veio do desejo popular de perdurar seu legado com honras e méritos de educadora excelente nos anos de atuação.  A escola por sua vez, honra a graça de poder cativar essa herdade com resultados satisfatórios de um ensino eficaz e sempre oferecendo uma educação melhor e de qualidade para as crianças e adolescentes do nosso município.

Colaboradores: Família e amigos de Keila A. Melo.

Velho Casarão

Por Eni Amorim

Vendo-te definhar nas sombras das tuas ruínas,
Remonto-me para o período da tua aurora juventude, onde reinavas majestoso na imponência do tempo.
Guardas em tuas ruínas histórias e lendas de personagens que habitaram dentro de ti; Histórias de amores e desamores, esperanças, alegrias, tristezas, angústias, perdas e reencontros, chegadas e partidas…
Nas histórias do senso comum que brotam da imaginação de uma gente humilde surge a lenda da ’’Freira de chamató’’ (tamanco). (Eis que na calada da noite uma freira de chamató passeia pelas varandas do casarão com seu toc, toc irritante.) Lenda essa que fez o casarão tomar uma conotação de ‘’Casarão mal assombrado’’.
Guardastes no teu abrigo: religiosos, trabalhadores, viajantes, vendedores e moribundos…
Abrigas nas tuas entranhas histórias de muitos atores, cada qual com sua singularidade que lhe é peculiar.
Agora que a velhice chegou e que não tens mais o vigor de outrora,
Jazes esquecido ao relento e aos maus tratos, Não passas de escombros e de local para deposição de excrementos humanos e abrigo para os animais que perambulam pelas ruas da cidade.
E você, velho casarão, aguarda que o tempo complete o teu processo de oxidação, enquanto você figurará nos fragmentos de uma história nas névoas do tempo.

Peri-Mirim, 20 de junho de 2015

E ASSIM EU FUI DESCOBRINDO…

Por Eni Amorim

Que o Papai Noel é um velhinho,
Que só serve para ajudar o consumismo no Natal.
Que o coelhinho da páscoa,
serve para ajudar vender chocolate na Páscoa.
Que saci-pererê mãe d’água e Curupira
São seres que povoam o mundo do folclore.
Que o príncipe encantado,
Muitas vezes vira um lobo mau.
Que não se pode agradar a todos,
Sempre terá alguém para te criticar.
Que não dá para ser bonzinho,
Sempre vai ter alguém para te magoar.
Que perdoar não é fácil,
Mas faz um grande bem para nosso ego;
Que não dá para ser igual à outra pessoa,
Porque cada pessoa é única neste universo.
Que por maior que seja a decepção,
Um dia você vai superar.
Que amor de pai, mãe e irmãos,
Vivem dentro de você para sempre.
Que o universo responde,
A mesma energia que você emite.
Que tudo que desejares para os outros,
Volta para você seja o bem ou seja o mal.
Que o meu dedo médio,
Também pode ser uma resposta atrevida.
Por mais plano que seja o caminho,
Sempre aparecerão as pedras.
Que com falha e erros,
Se esculpe a sabedoria.
Que os sorrisos,
Escondem cicatrizes dentro da alma.
Que o que nunca foi nosso,
Se deve deixar partir.
Que dinheiro não é tudo,
Mas ajuda para caramba.
Que o dedo mindinho do pé,
Sempre acerta a quina da mesa.
Que coração quebrado,
Pode ser consertado.
Que a mentira tem perna curta,
E a verdade cedo ou tarde aparecerá.
Como posso querer que alguém me entenda,
Se eu mesma não me entendo muitas vezes? Que sonhar é bom,
Mas melhor é realizar.
Que o tempo é sim,
Senhor de todas as razões.

Peri-Mirim, 13 de julho de 2021

Academia de Peri-Mirim publica Edital de convocação para realização de eleição da nova Diretoria

A Presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), atendendo ao disposto nos artigos 34 a 36 do Estatuto da Entidade, CONVOCA, por meio de edital, os acadêmicos, em pleno exercício de seus direitos estatutários, para inscrição no processo de eleição.

 A eleição dar-se-á por votação a ser realizada on line e secreta, ou por aclamação, no caso de chapa única. A Assembleia Geral para proclamação e homologação do resultado da eleição será realizada pela Plataforma Google Meet, às 17:00h de sábado, dia 31 de julho de 2021.

A votação destina-se a eleger chapa completa para os cargos de Presidente; Vice-Presidente; 1º Secretário; 2º Secretário; 1º Tesoureiro; 2º Tesoureiro e três Membros do Conselho Fiscal.

Prevê o Edital que as chapas deverão ser registradas até o dia 28 de julho  de 2021 e homologadas a partir do dia 29 de julho de 2021.

No mesmo ato, a Presidente, Eni do Rosario Pereira Amorim, nomeou os componentes da Comissão Eleitoral, formada pelos acadêmicos: Alda Regina Ribeiro Corrêa; Graça Maria França Pereira; Nani Sebastiana Pereira da Silva e Venceslau Pereira Júnior, que conduzirão o processo eleitoral.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO_ALCAP ELEIÇÃO

POEMA A PERI-MIRIM

Por Giselia Pinheiro Martins

Peri-Mirim terra querida
De coração fico a admirar
Suas belezas, suas paisagens
Nem dar para acreditar

Por sua gente hospitaleira
Por teu povo acolhedor
E quem chega por aqui
Vê o Santo protetor

Peri-Mirim vem se destacando
Com a ALCAP a abrilhantar
Sua história e sua cultura
Por ela vai se eternizar

Temos muito a dizer
Sobre o que ela nos representa
Nossa Peri-Mirim tem história
Feliz de quem nela se acalenta!

Lugar de pessoas ilustres
Vou começar por meu pai
O nome dele é Walton Barreira
Que na educação foi sagaz

Vou citar mais alguns
Jarinila Campos, educadora
Voz delicada e amorosa
Destacou-se como professora

Continuando com os nomes
Dona Mirian Costa Pereira
Professora mãe de nosso confrade Júnior
Estudou com afinco, mãe guerreira!

Tive a oportunidade de conhecer
Outro nome importante
Heráclito Pinheiro, meu avô
Do Inambu era comerciante.

Sinto saudades de alguém
Que partiu sem dizer adeus
Batista Pinheiro, meu amigo
Está morando com Deus!

Dentre outros tantos…
J. Campos, Doxo, Keila Abreu
Cada um em seu espaço
Sua história escreveu!

Vou citar alguém especial
Para finalizar este poema
Minha adorada mãe Bubu
Amor Incondicional é o seu lema!